Mostrar mensagens com a etiqueta Vigésimo quinto domingo (Ano A). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vigésimo quinto domingo (Ano A). Mostrar todas as mensagens

Palavra para hoje: domingo vigésimo quinto


A Liturgia da Palavra apresenta-nos um Deus que quer ser procurado «enquanto se pode encontrar», quer ser invocado «enquanto está perto». E faz-se próximo antes de nos aproximarmos dele. Celebrar a eucaristia é aproximar-se dele e responder-lhe quando nos convida a trabalhar na sua vinha. Jesus Cristo, o Servidor da primeira hora, quando chega a última hora, tem um único desejo: «Pai, quero que onde Eu estiver estejam também comigo aqueles que Tu me confiaste» (João 17, 24). Recordemos a promessa ao bom ladrão: «Hoje estarás comigo no Paraíso» (Lucas 23, 43). É o testemunho duma justiça de Deus, que não é a nossa... Mas trabalhar na vinha do Pai com Jesus Cristo não é esperar ter como salário a alegria de todos?

Pergunta da semana: 

Porque é que os pensamentos e os caminhos de Deus não são os meus?

Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 21.9.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO QUINTO

21 DE SETEMBRO DE 2014


Isaías 55, 6-9

Procurai o Senhor, enquanto se pode encontrar, invocai-O, enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho e o homem perverso os seus pensamentos. Converta-se ao Senhor, que terá compaixão dele, ao nosso Deus, que é generoso em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos, nem os vossos caminhos são os meus – oráculo do Senhor –. Tanto quanto o céu está acima da terra, assim os meus caminhos estão acima dos vossos e acima dos vossos estão os meus pensamentos.



Acima dos vossos estão os meus pensamentos


O texto no seu contexto
. No final da segunda parte do profeta Isaías (capítulos 40 a 55, o Dêutero-Isaías), o autor faz um convite e uma súplica à conversão. Não é claro a quem se dirige: A todos os que o ouvem? Apenas aos judeus que resistem a voltar para Judá? Fala de «ímpios» e de «perversos», mas não dá pistas. O centro teológico do texto é marcado não tanto pelos pecadores, mas pela exortação de Deus e a proclamação do seu perdão surpreendente. Os caminhos e os pensamentos de Deus não coincidem necessariamente com os nossos: não são «previsíveis», mas abrem sempre novas rotas inesperadas e inexploradas. Ele revela-se como misericordioso, «generoso em perdoar»; por isso mesmo pede que o ser humano o procure, abandone os caminhos errados e regresse a ele. No final do «livro da consolação» abre-se um caminho para a conversão e a procura sincera de Deus.

O texto na história da salvação. O Antigo Testamento revela a unicidade de Deus («Deus é um só»); consequência disto é a recusa dos ídolos, que não são nada. Mais ainda: o Antigo Testamento revela que Deus é o horizonte do ser humano; por isso, o ser humano «procura-O» e «invoca-O». O pecado entende-se como uma «fuga», como um «abandono» de Deus, seguindo outros caminhos e outros pensamentos. Deus espera o regresso e o profeta faz eco e dá testemunho desta súplica.

Palavra de Deus para nós: sentido e celebração litúrgica. Deus não é «inimigo a combater» ou «padrasto» do que foge. O ser humano crente «abre-se» em escuta atenta aos pensamentos de Deus e dispõe-se docilmente a seguir os seus caminhos. Este é o caminho bíblico da felicidade, não contra Deus, mas atentos aos «pensamentos» de Deus.

© Pedro Fraile Yécora, Homiletica
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo vigésimo quinto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 19.9.14 | Sem comentários

CELEBRAR O DOMINGO VIGÉSIMO QUINTO

UMA LITURGIA SIMPLES E BELA

Apresentamos algumas sugestões para concretizar o fruto esperado deste ano pastoral: «uma liturgia simples e bela, sinal da comunhão entre Deus e os seres humanos».



Os meus pensamentos não são os vossos

O vigésimo quinto domingo (Ano A) convida-nos a converter o nosso olhar e o nosso coração para acolher os pensamentos de Deus (primeira leitura) e viver da sua vida (segunda leitura): tenhamos confiança, Deus é cheio de amor e justo em tudo o que faz (salmo). Por isso, embora surpreendentes, não são descabidas as perguntas do dono da vinha: «Não me será permitido fazer o que quero do que é meu? Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?» (evangelho). Estas correspondem à misericórdia do Pai que é «bom para com todos» (salmo), com particular atenção pelos mais débeis do nosso mundo, convidando-os a participar da sua bondade. «Felizes os convidados para a Ceia do Senhor» — é o convite que recebemos de Deus, antes de nos aproximarmos para receber o pão eucarístico, com uma atitude de conversão sincera e com uma vida «digna do Evangelho de Cristo» (segunda leitura). Deus retribui com profusão os seus dons a qualquer hora, idade ou situação. Esta é a esperança, quando muitos se lamentam pelo abandono da fé por parte dos seus filhos ou netos. Nunca é demasiado tarde para invocar o Senhor, pois Ele «está perto» (primeira leitura), sempre!



Fé celebrada com a comunidade

Em tempo de vindimas, o evangelho vai evocar, durante três domingos, a imagem bíblica da vinha. Símbolo fecundo do amor de Deus, a vinha está no centro da mensagem de Jesus Cristo para evocar certos aspetos do Reino dos Céus ou as exigências de quem quer entrar nele. Uma bela ocasião para, sem cair no ridículo, ornamentar o espaço litúrgico com alguns elementos que remetam para as videiras e as vinhas. Caso se trata de uma comunidade onde as vindimas são uma realidade muito presente pode-se, ainda, adaptar a Liturgia Eucarística para sublinhar a gratidão pelas uvas recolhidas e pelo vinho produzido, «fruto da videira e do trabalho do homem». Nesta situação, sugere-se o uso do «Prefácio dos Domingos do Tempo Comum V: A Criação» («Missal Romano», página 480).



© Laboratório da fé, 2014

Celebrar o domingo vigésimo quinto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 19.9.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO QUINTO


Uma leitura superficial do evangelho proposto para o vigésimo quinto domingo (Ano A) pode-nos fazer pensar que o proprietário da vinha, na parábola de Jesus, é alguém que está a praticar uma injustiça em relação aos trabalhadores que se esforçam o dia inteiro face aos que só trabalham uma hora. Mas isso é quando se faz uma leitura descontextualizada e pueril. Jesus não está a falar de trabalho e de salários. Está a utilizar uma imagem habitual entre os seus interlocutores imediatos, agricultores da Galileia, para expressar uma realidade muito mais profunda: como Deus age com os seres humanos, connosco, como dispensa a sua generosidade.
Deus deseja ardentemente que nos aproximemos da sua Palavra, a «boa notícia» do Reino, do seu amor incondicional, que nos sintamos povo de Deus (a vinha é símbolo de Israel), sendo que, para Ele, o quando não tem grande importância; o tempo é algo relativo. O «pagamento» que nos tem reservado é sempre o mesmo para todas e para todos: o amor infinito, a felicidade plena, simbolizados no «denário», que era o valor que habitualmente se cobrava por um dia de trabalho e que se recebia com grande alegria depois da dureza da jornada.
Mas sobressai ainda mais uma ideia: a preferência pelos últimos, estes serão os primeiros no reino de Deus. Os critérios de prioridade de Jesus pouco ou nada têm que ver com os cânones deste mundo, onde prevalecem os ricos e poderosos.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor


Preparar o domingo vigésimo quinto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



La biblia compartida — www.laboratoriodafe.net


Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 18.9.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO QUINTO

21 DE SETEMBRO DE 2014


Isaías 55, 6-9

Procurai o Senhor, enquanto se pode encontrar, invocai-O, enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho e o homem perverso os seus pensamentos. Converta-se ao Senhor, que terá compaixão dele, ao nosso Deus, que é generoso em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos, nem os vossos caminhos são os meus – oráculo do Senhor –. Tanto quanto o céu está acima da terra, assim os meus caminhos estão acima dos vossos e acima dos vossos estão os meus pensamentos.



Os meus pensamentos não são os vossos


O fragmento proposto para primeira leitura do vigésimo quinto domingo (Ano A) faz parte do último capítulo do Segundo Isaías, um profeta que viveu no final do tempo do exílio na Babilónia e teve a missão de animar o povo de Deus, num momento em que o profeta sentia que Deus estava prestes a realizar coisas novas e inauditas.
Isaías grita a Israel para procurar o Senhor, mas isso só é possível «enquanto se pode encontrar». O profeta sabe que é, agora, o momento privilegiado em que Deus «está perto».
Contudo, há pessoas que não estão dispostas a converter-se, isto é, a deixar que Deus seja o único centro verdadeiro da sua vida, talvez porque já se sentem suficientemente cómodas com a situação que gozam depois de quase cinquenta anos de deportação. Todavia, Deus, sempre surpreendente, anuncia pelo profeta os seus «caminhos» e os seus «pensamentos», que não coincidem com os dos seres humanos, porque a proposta é como a que nos tempos antigos Deus tinha feito a Abraão: a aceitação de uma promessa radical que leva a uma vida alternativa — é isto a fé —, desinstalada e aberta à novidade radical de Deus sempre novo e imprevisível.

© Joan Ferrer, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo vigésimo quinto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 17.9.14 | Sem comentários

REZAR O DOMINGO VIGÉSIMO QUINTO

21 DE SETEMBRO DE 2014


Evangelho segundo Mateus 20, 1-16a

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a um proprietário, que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a sua vinha. Saiu a meia-manhã, viu outros que estavam na praça ociosos e disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha e dar-vos-ei o que for justo’. E eles foram. Voltou a sair, por volta do meio-dia e pelas três horas da tarde, e fez o mesmo. Saindo ao cair da tarde, encontrou ainda outros que estavam parados e disse-lhes: ‘Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’. Eles responderam-lhe: ‘Ninguém nos contratou’. Ele disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha’. Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao capataz: «Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, a começar pelos últimos e a acabar nos primeiros’. Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um. Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais, mas receberam também um denário cada um. Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizen­do: ‘Estes últimos trabalharam só uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o peso do dia e o calor’. Mas o proprietário respondeu a um deles: ‘Amigo, em nada te prejudico. Não foi um denário que ajustaste comigo? Leva o que é teu e segue o teu caminho. Eu quero dar a este último tanto como a ti. Não me será permitido fazer o que quero do que é meu? Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?’. Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos».



Segunda, 15: IMAGENS DE DEUS

Para nos falar daquele que o enviou ou do Reino dos Céus, Jesus usa normalmente as parábolas. De vez em quando, usa a imagem do vinhateiro, do semeador, do rei em viagem ou do pai misericordioso. Desta vez, Deus é apresentado como o dono de uma propriedade que sai de manhã cedo para contratar trabalhadores. Que parábola ou que imagem de Deus utilizada por Jesus me chama a atenção nestes dias? E porquê?



Terça, 16: DEUS CONTRATA [1]

Deus é também como um proprietário que contrata e que vai ao encontro daqueles que estão à espera de trabalho. Que alegria, ao ouvir dizer: «Ide vós também para a minha vinha»! Dedico algum tempo a contemplar este proprietário, que não hesita a voltar várias vezes à praça. Dou graças por este Deus bom e perseverante na busca de trabalhadores para a sua vinha.



Quarta, 17: DEUS CONTRATA [2]

Em tempo de crise e de desemprego, esta imagem dum Deus que contrata assume um sentido especial. Penso em todos aqueles e aquelas que procuram trabalho, assim como naqueles e naquelas que querem contratar. Rezo por todos os que se encontram nessas situações, os que conheço e também os que não conheço.



Quinta, 18: O QUE É JUSTO

Esta parábola surpreende-nos ou pode até chocar-nos. Aos homens contratados no início do dia, tal como aos outros convidados durante o dia, o proprietário promete dar o que é justo. O que é justo? Nem todos realizaram o mesmo trabalho, mas todos receberam o mesmo salário. Reflito sobre o que é isto diz sobre o dom de Deus para todos, independentemente dos esforços e «méritos» de cada um.



Sexta, 19: DISTRIBUIÇÃO CURIOSA

O fim do dia é dramático. Com efeito, a alegria de todos serem «justamente» recompensados — para terem capacidade de sustentar as próprias famílias — desaparece perante o sentimento de injustiça expresso pelos primeiros trabalhadores. Como se o que alguns receberam restabelecesse o lhes era devido «de pleno direito». Procuro entender a minha dificuldade em acolher a lógica do Reino, bem diferente da lógica habitual.



Sábado, 20: PATRÃO GRACIOSO

O dono da vinha defende-se: «Não me será permitido fazer o que quero do que é meu?». E Jesus acrescenta: «Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos». Peço a graça de pôr em causa as minhas imagens de Deus e a minha maneira de olhar aqueles que são considerados os últimos.



Domingo, 21: DEUS À PROCURA DE COLABORADORES

No início do dia, o dono da vinha sai para contratar trabalhadores. Como é bela esta imagem dum Deus que desde as primeiras horas do dia se põe à nossa procura e que, no final do dia, tem prazer em dar muito a todos. Bem diferente dum Deus solitário no céu, avaro nas suas pregorrativas e «contabilizador» dos nossos méritos. Em Jesus, estamos face a um Deus que desordena os nossos hábitos e que decide ter necessidade de trabalhadores para a sua vinha, isto é, colaboradores para a missão. Como é que nos sentimos envolvidos nos seus projetos? Sinto que sou chamado a fazer o quê, hoje? Peço a graça de se sentir contratado por Deus, seja qual for o meu estado de vida ou os meus talentos.



© www.versdimanche.com
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014

Rezar o domingo vigésimo quinto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.9.14 | Sem comentários
  • Recentes
  • Arquivo