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Palavra para hoje: vigésimo quarto domingo


Deus é um Deus comprometido com uma relação de amor. Ele desiste da ameaça perante a oração do seu servo Moisés. E atua de acordo com a sua misericórdia para com aquele que lhe reza: «Criai em mim, ó Deus, um coração puro». Esta ação da obra criadora é descrita por Jesus nas parábolas maravilhosas da ovelha perdida, do filho que volta à vida: a Paixão do Primogénito restaura a imagem de Deus. A sua Páscoa salva-nos. Cada crente pode fazer seu o testemunho de Paulo: «Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores e eu sou o primeiro deles». Desta forma a Liturgia da Palavra sublinha, hoje, duas atitudes inseparáveis: reconhecer-se pecador; alegrar-se quando o outro, o irmão perdido, volta à vida.


Pergunta da semana: 

Em que momentos da minha vida sinto que o encontro com Deus é motivo de alegria?

Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.9.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGOvigésimo quarto domingo


AR: toma um pouco de ar, abrindo uma janela, passeando num parque, recuperando o fôlego... Fica atento à tua respiração, ao ar que entra e depois sai, passando no interior do corpo. O primeiro ser humano não se transforma num ser vivo graças ao alento de vida que Deus lhe insufla? Depois, mantém as mãos abertas soprando-lhes em cima.

Em casa
Jogar ao «queima». Uma pessoa esconde um objeto em casa e pede aos outros que o encontrem com ajuda de «pistas»: «frio», «quente», «muito quente» — conforme a distância que separa do objeto. Quando o objeto é encontrado, todos se alegram. Reflete-se sobre as «pistas» que eram dadas para encontrar o objeto. Diz-se também o que se sente quando se perde qualquer coisa e depois se reencontra. Lê-se juntos o evangelho de domingo e, em oração, agradece-se ao Senhor pela alegria que tem em nos encontrar depois de nos termos afastado dele.
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013



imagem de satélite do planeta terra, globo terrestre
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.9.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGOvigésimo quarto domingo


O evangelho do vigésimo quarto domingo (Ano C) tem uma clara intencionalidade: Jesus Cristo acolhe os pecadores. O capítulo quinze é o melhor de todos os trípticos do evangelho segundo Lucas. As três parábolas formam uma unidade. De facto, as parábolas da ovelha perdida (por um pastor) ou da moeda de prata perdida (por uma mulher) são apenas um «aquecimento» para escutar a grande parábola de um pai que perdeu definitivamente um dos seus filhos: o mais novo.
A parábola do filho pródigo ou, melhor dito, dos filhos que retornam (porque são os dois filhos que voltam) é uma excelente imagem de Deus que compreende, espera e acolhe os seus filhos, respeitando sempre a liberdade de cada um. A diferença em relação ao pastor que vai à procura da ovelha e à mulher que revira a casa é que o pai permanece quieto em casa, porque conhece os filhos, mas também respeita muito a liberdade deles. No entanto, fica à espera... olhando para longe. Entretanto, o pai vai-se preparando interiormente para aceitar o retorno do filho. Prepara-se interiormente para o acolher. Por isso, quando o filho volta, o pai restitui-lhe a dignidade de filho (com o vestido, o anel e o calçado). De maneira nenhuma o pode aceitar como um simples trabalhador.
O contraste maior da parábola é o segundo retorno, o do filho mais velho, aquele que nunca tinha saído da casa do pai, embora não se tenha preparado para acolher o seu irmão, nem se esforçou em nada para compreender e entender como é o seu pai (Deus). Tal como os fariseus e os escribas (mestres da Lei) se sentiram retratados pela parábola apresentada por Jesus Cristo, nós — cristãos de sempre — também nos podemos sentir refletidos num relato que nos descreve a nossa pouca compreensão na hora de abrir as nossas comunidades ao acolhimento de velhos ou novos personagens e de outras realidades que, às vezes, consideramos como muito distantes das nossas.

Exercitar a compaixão

No domingo passado, propúnhamos a elaboração de um programa para o novo ano pastoral com tempos de reflexão, oração e serviço aos outros. Esta semana, poderíamos propor o exercício prático da compaixão. Uma vez que isto da compaixão não é uma qualidade ou um dom inato (que uns têm e outros não), mas é uma atitude ou uma virtude que temos de exercitar para a obter. Não ficaria nada mal, propor exercícios práticos de compaixão dirigidos a pessoas concretas ou grupos com os quais temos dificuldade em ser compreensivos (imigrantes, indigentes...). E talvez até seja oportuno realizar algum exercício prático para conseguir uma reconciliação familiar. Ou procurar não estigmatizar grupos sociais, ter mais compreensão com aqueles que apontamos com o dedo como pecadores... porque é sempre possível o retorno. Só com pequenas experiências como estas, conseguiremos que a compaixão seja uma atitude habitual em nós. De outro modo, cada vez nos convertemos mais em filhos mais velhos da parábola; e não entendemos nem os irmãos nem o Pai (Deus).

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



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Preparar o vigésimo quarto domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.9.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGOvigésimo quarto domingo

15 DE SETEMBRO DE 2013

Evangelho segundo Lucas 15, 1-32

Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem. Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles». Jesus disse-lhes então a seguinte parábola: «Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas, não deixa as outras noventa e nove no deserto, para ir à procura da que anda perdida, até a encontrar? Quando a encontra, põe-na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, chama os amigos e vizinhos e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida’. Eu vos digo: Assim haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrependa, do que por noventa e nove justos, que não precisam de arrependimento. Ou então, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e tendo perdido uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e procura cuidadosamente a moeda até a encontrar? Quando a encontra, chama as amigas e vizinhas e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida’. Eu vos digo: Assim haverá alegria entre os Anjos de Deus por um só pecador que se arrependa». Jesus disse-lhes ainda: «Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me toca’. O pai repartiu os bens pelos filhos. Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante e por lá esbanjou quanto possuía, numa vida dissoluta. Tendo gasto tudo, houve uma grande fome naquela região e ele começou a passar privações. Entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele matar a fome com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Então, caindo em si, disse: ‘Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores’. Pôs-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. Disse-lhe o filho: ‘Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos servos: ‘Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos, porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’. E começou a festa. Ora o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. O servo respondeu-lhe: ‘O teu irmão voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque ele chegou são e salvo’. Ele ficou ressentido e não queria entrar. Então o pai veio cá fora instar com ele. Mas ele respondeu ao pai: ‘Há tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos. E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo’. Disse-lhe o pai: ‘Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’».



Assim haverá mais alegria no Céu 
por um só pecador que se arrependa

O capítulo 15 do evangelho segundo Lucas pode-se considerar um «evangelho da misericórdia em miniatura» (G. Ravasi): Após uma cena ambiental, (versículos 1-2), Lucas narra três parábolas que coincidem numa nota dominante: a alegria com que Deus recebe o pecador convertido. Pois bem, para que os ouvintes entendam, Jesus ilumina este pensamento com imagens retiradas da vida quotidiana. As duas primeiras parábolas — a do pastor (15, 3-7) e da dona de casa (15, 8-10) — são concisas e simétricas. Ambos os personagens procuram com ardor o que tinham perdido e amam intensamente (a ovelha e a moeda); e ambos se alegram e partilham o júbilo quando recuperam o perdido.
A terceira parábola (15, 11-32), em contrapartida, é a mais real e com mais impacto, porque descreve o drama de um pai pela perda de um filho amado assim como a imensa alegria pelo seu reencontro. A parábola do «filho pródigo» ou do «pai pródigo» em misericórdia desenvolve-se em três cenas.
A primeira cena (versículos 11-19) é, na realidade, o prólogo da história deste jovem que, depois de ter abandonado por capricho a casa e desbaratado erradamente a sua herança, arrepende-se e decide regressar a casa para pedir perdão ao seu pai. A segunda cena (versículos 20-24) concentra-se na figura paterna. Desde que o seu filho se foi, tem estado à sua espera. Por isso, mal o vê chegar ao longe, corre ao seu encontro para o abraçar e celebrar efusivamente o regresso do seu filho a casa. A terceira cena (versículos 25-32) descreve a reação do irmão mais velho que, fariseu de coração, despreza os outros.

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



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Preparar o vigésimo quarto domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.9.13 | Sem comentários
La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández

Deus é um pai amoroso que acolhe todas as pessoas, que está «louco de amor» por cada um de nós; mesmo que sejamos maus filhos, mesmo que nos custe aceitar o outro como irmão, porque é diferente, porque não é dos nossos, porque não é dos «bons»...
É um Pai que nos devolve a dignidade de «filhos de Deus», por muito que a tenhamos desbaratado; que está sempre à nossa espera com os braços abertos, que faz uma festa esplêndida quando voltamos, sem ter em conta o que fizemos, por mais grave que seja, por muito que se tenha sentido — com motivo — desprezado por mim e pela minha conduta. O que conta é o regresso. A alegria imensa é voltar a encontrar o filho, a filha, que se tinham perdido.
Mas também nos pede, aos que não saímos de casa, e que ainda não entendemos o amor gratuito do Pai, que tratemos o outro como irmão, como irmã: meu irmão, minha irmã. Ensina-nos a entender que o ser cristão ou ser cristã não é viver a vida de uma forma rotineira, seguir um costume, ir andando... A «Boa Notícia» de Jesus é que Deus é meu Pai e que cada ser humano é meu irmão. Isto é uma constatação e um desafio. Não posso ficar indiferente perante o que se passa com o meu irmão, com a minha irmã.

© Javier Velasco-Arias

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Preparar o vigésimo quarto domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 12.9.13 | Sem comentários
Encuentros con la Palabra — blogue de Hermann Rodríguez Osorio

Já passava das 9 da noite, quando cheguei a casa cansado, no final de um dia de trabalho e de estudo. Chamou-me a atenção o ruído próximo do apartamento. Perguntei ao porteiro o que se passava. Contou-me que o meu irmão mais novo tinha chegado e os meus pais tinham organizado uma festa para o receber. Convidaram alguns vizinhos e familiares. Fiquei surpreendido, pois já se tinham passado três anos desde o dia em que o meu irmão tinha saído de casa sem deixar rasto. Antes de desaparecer, tinha provocado muito sofrimento aos meus pais, porque a ânsia de conseguir comprar a droga tinha-o escravizado, tinha desmantelado a casa de todo o tipo de eletrodomésticos e objetos de grande valor. A última coisa que fez, antes de desaparecer, foi roubar as poucas poupanças que os meus pais tinham conseguido reunir ao longo de uma vida inteira de sacrifícios e esforços.
Senti muita raiva, ao saber que se tinha organizado uma festa para receber esse traste que a única coisa que fez foi gastar o que os outros conseguiram com o trabalho. Recusei-me a entrar. Os meus pais saíram para me tentar convencer a participar na festa. Confesso que a minha reação foi dura para com eles: «Não tenho qualquer intenção de aprovar com a minha presença a vossa tolice com este preguiçoso que não fez outra coisa senão fazer-vos sofrer, primeiro com os seus vícios e roubos, e depois com uma ausência de três anos sem dar o menor sinal de vida. Não percebem o que estão a fazer? Estão a dizer-lhe que fez tudo bem e que pode continuar na mesma vida de sempre. Em lugar de o educar e fazer-lhe ver o erro, o que estais a fazer é premiá-lo pelo que fez. Quando é que organizastes uma festa para celebrar o meu aniversário com os meus amigos? Passei a vida aqui ao vosso lado sem desacatar a mais pequena ordem, estudando e trabalhando para ajudar a sustentar os gastos da casa e nunca me agradecestes. E, agora, chega esse rapazito e converteis a sua chegada numa festa».
Os argumentos que me deram não me convenceram. Diziam de todas as formas que estavam contentes porque o filho que tinham perdido tinha aparecido; e que se alegravam por saber que estava vivo aquele que tinham dado por morto. Não podia acreditar. Era algo que ultrapassava a minha capacidade de compreensão. Não entendia como podia ser possível que tivessem esquecido os muitos momentos amargos que tinham tido por sua culpa, antes e depois do seu desaparecimento há três anos. Estou seguro de que vós também partilhais os meus sentimentos e não teríeis coragem para celebrar a chegada de um filho ou um irmão que se tinha portado assim com a família. Não me cabe na cabeça que haja alguém que não sinta o mesmo que eu. Apesar de tudo, Deus não nos pede coisas que estejam acima das nossas capacidades.
As parábolas apresentadas pelo evangelho do vigésimo quarto domingo são a forma usada por Jesus para revolucionar radicalmente a imagem de Deus que tinham os seus contemporâneos. Em lugar de um Deus justiceiro e castigador, Jesus apresenta-nos um Deus que se alegra mais pela conversão de um só pecador, do que por noventa e nove justos que não precisam de mudar nada na sua vida. A nossa imagem de Deus é mais parecida com a do filho mais velho, que não é capaz de perdoar, ou com o pai, que se alegra por encontrar aquele que estava perdido?

© Hermann Rodríguez Osorio, SJ

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Preparar o vigésimo quarto domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 11.9.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGOvigésimo quarto domingo

15 DE SETEMBRO DE 2013

Evangelho segundo Lucas 15, 1-32

Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem. Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles». Jesus disse-lhes então a seguinte parábola: «Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas, não deixa as outras noventa e nove no deserto, para ir à procura da que anda perdida, até a encontrar? Quando a encontra, põe-na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, chama os amigos e vizinhos e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida’. Eu vos digo: Assim haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrependa, do que por noventa e nove justos, que não precisam de arrependimento. Ou então, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e tendo perdido uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e procura cuidadosamente a moeda até a encontrar? Quando a encontra, chama as amigas e vizinhas e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida’. Eu vos digo: Assim haverá alegria entre os Anjos de Deus por um só pecador que se arrependa». Jesus disse-lhes ainda: «Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me toca’. O pai repartiu os bens pelos filhos. Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante e por lá esbanjou quanto possuía, numa vida dissoluta. Tendo gasto tudo, houve uma grande fome naquela região e ele começou a passar privações. Entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele matar a fome com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Então, caindo em si, disse: ‘Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores’. Pôs-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. Disse-lhe o filho: ‘Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos servos: ‘Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos, porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’. E começou a festa. Ora o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. O servo respondeu-lhe: ‘O teu irmão voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque ele chegou são e salvo’. Ele ficou ressentido e não queria entrar. Então o pai veio cá fora instar com ele. Mas ele respondeu ao pai: ‘Há tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos. E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo’. Disse-lhe o pai: ‘Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’».



Segunda, 9: OS OUVINTES DE JESUS

Examinemos os ouvintes de Jesus: publicanos e pecadores; uns são suspeitos de enriquecer, em conivência com a ocupação romana; outros são censurados pela sociedade, que os julga separados de Deus por causa das suas atitudes. Jesus não julga porque vem para todos. Contemplo-o, dirigindo-se aos que os bem-pensantes recusam...



Terça, 10: MEMBROS DE UM GRUPO

100 ovelhas: alegro-me com o espetáculo! Mas não esqueço que cada uma tem a sua particularidade. Já reparei naquela que arrasta a pata e corre o risco de se perder?! Se sou pai, qual dos meus filhos precisa de mais afeto? Se sou responsável num empresa, qual dos empregados sob a minha responsabilidade necessita discretamente do meu incentivo? Se trabalho no ensino, qual dos meus alunos requer mais atenção? Não tenho um «grupo» informe diante de mim. Senhor, ajuda-me a distinguir a ajuda que cada um precisa de mim.



Quarta, 11: INCANSÁVEL PROCURA

Uma perdeu-se... uma perdeu-se! O pastor do rebanho, a mulher com moedas de prata, não podem contentar-se com o efeito do grupo. Madre Teresa, a quem perguntaram como é que tinha forças necessárias para se ocupar das crianças necessitadas na Índia, respondeu: «acolho um por um». Contemplo a energia do pastor, a mesma da mulher que vai «revirar» a sua casa para encontrar a moeda: deixo-me tocar pela obra misericordiosa de Deus que não veio converter as multidões mas tocar o coração de cada um.



Quinta, 12: CONVERSÕES EM AÇÃO

A ovelha foi recuperada para o rebanho, as dez moedas estão juntas. Um sentimento de dever cumprido, de totalidade, invada-me alegremente... Hoje, a conversão acontece diariamente: antigos prisioneiros são reintegrados e voltam a constituir família. Os filhos recuperam o contacto com os seus pais depois de um longo tempo de rutura. Milhares de pessoas descobrem a beleza do rosto de Cristo e pedem a preparação para celebrar o batismo. Senhor, ajuda-me a não ignorar a conversão em ação no mundo de hoje!



Sexta, 13: AVISAR A VIZINHANÇA

Nas duas parábolas, reúnem-se os amigos e vizinhos. Isto pode-nos distrair: é mesmo necessário envolver assim toda a gente? E porque não?! A alegria autêntica partilha-se. Habitados pelo medo da confusão, fechados dentro dos nossos muros, talvez não ousemos muitas vezes dizer aos que nos estão próximos a alegria que nos habita... A próxima vez que eu for testemunha de uma acontecimento alegre, não me esquecerei de o transmitir a alguém próximo de mim.



Sábado, 14: A ALEGRIA NO CÉU

Jesus fala da «alegria no Céu» ou dos «Anjos de Deus». Esta alegria não é um sentimento fugaz! Está enraizada nos céus, onde impera a Cruz gloriosa que a Igreja celebra neste dia. Senhor, ajuda-me a experimentar esta alegria: a alegria de estar em união contigo como tu estás em união com o Pai e o Espírito.



Domingo, 15: OS PECADORES SALVOS EM PRIMEIRO LUGAR!

Todos temos direito a uma segunda oportunidade: na eucaristia, escutemos atentamente a releitura de vida que Paulo dirige a Timóteo (segunda leitura): a palavra «digna de fé», que é «merecedora de toda a aceitação», é esta boa nova de Cristo que veio salvar os pecadores, com a maior amplitude possível! Longe de elogiar ou criticar os nossos atos, Cristo, que celebramos na eucaristia, vem penetrar o coração de cada um: Paulo anuncia-o com o máximo vigor com que antes o tinha perseguido. À nossa volta, recordemos e proclamemos que aqueles que parecem perdidos aos olhos humanos são os primeiros a ser salvos por Deus e a suscitar a alegria celeste.



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© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013

Preparar o vigésimo quarto domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 9.9.13 | Sem comentários
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