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Palavra para hoje: vigésimo primeiro domingo


Deus promete reunir, na sua glória, todos os povos da terra. «Eu virei reunir todas as nações e todas as línguas, para que venham contemplar a minha glória» — anuncia-o pela boca do profeta Isaías. O verdadeiro Deus não pode ser senão Deus para todos. Ele vem reunir todos os povos para lhes dar a felicidade, para os fazer felizes. Jesus Cristo não nos embala em ilusões: «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita». Para ele, estreita é a porta que ele abriu àqueles que o seguem «do oriente e do ocidente, do norte e do sul», para os conduzir até ao Pai. Todos formam a Igreja a caminho, em peregrinação, a Igreja da Páscoa, que não se preocupa em aumentar o catálogo dos pecados, mas em anunciar o mistério da salvação.


Pergunta da semana: 

O que significa, para mim, esforçar-se por entrar pela porta estreita?

Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 25.8.13 | Sem comentários
La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández

No evangelho do vigésimo primeiro domingo, à pergunta: «Senhor, são poucos os que se salvam?», Jesus não responde sim nem não; ao menos é o que parece à primeira vista. Numa leitura mais repousada, damos conta que são muitos — melhor, todos — os que estamos convidados para o banquete do Reino: «Hão de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e sentar-se-ão à mesa no reino de Deus».
Mas, há mais matizes na resposta de Jesus. Jesus fala de esforço: a salvação é um dom gratuito, mas exige de nós uma resposta, uma resposta de amor, de amor de doação, de amor desinteressado... Na minha terra diz-se com frequência: «obras são amores e não boas razões».
E Jesus continua, num discurso que tem muito a ver com o juízo final: «Então começareis a dizer: ‘Comemos e bebemos contigo e tu ensinaste nas nossas praças’. Mas ele responderá: ‘Repito que não sei donde sois. Afastai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade’». Não é difícil descobrir que fala de muitos que participaram na mesa do pão da vida e na mesa da palavra de Deus — hoje, diríamos, na Eucaristia — mas não são reconhecidos como dignos do Reino de Deus. Não é suficiente uma vida de oração e de sacramentos, se em nós não há uma mudança definitiva, radical... Não nos pede para ser «super-homem» ou «super-mulher», mas algo mais simples, embora mais essencial: que toda a nossa vida e todos os nossos atos estejam fecundados pelo amor.

© Javier Velasco-Arias

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



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Preparar o vigésimo primeiro domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 24.8.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGOvigésimo primeiro domingo

25 DE AGOSTO DE 2013

Evangelho segundo Lucas 13, 22-30

Naquele tempo, Jesus dirigia-Se para Jerusalém e ensinava nas cidades e aldeias por onde passava. Alguém Lhe perguntou: «Senhor, são poucos os que se salvam?». Ele respondeu: «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque Eu vos digo que muitos tentarão entrar sem o conseguir. Uma vez que o dono da casa se levante e feche a porta, vós ficareis fora e batereis à porta, dizendo: ‘Abre-nos, senhor’; mas ele responder-vos-á: ‘Não sei donde sois’. Então começareis a dizer: ‘Comemos e bebemos contigo e tu ensinaste nas nossas praças’. Mas ele responderá: ‘Repito que não sei donde sois. Afastai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade’. Aí haverá choro e ranger de dentes, quando virdes no reino de Deus Abraão, Isaac e Jacob e todos os Profetas, e vós a serdes postos fora. Hão de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e sentar-se-ão à mesa no reino de Deus. Há últimos que serão dos primeiros e primeiros que serão dos últimos».



Hão de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul,
e sentar-se-ão à mesa do reino de Deus

No início da segunda etapa da viagem para Jerusalém, Jesus fala-nos de um dos seus temas prediletos: o Reino de Deus. E, para que os simples o entendam, utiliza uma linguagem metafórica. Fala de uma sala, com uma única porta de entrada, onde se celebra o banquete escatológico.
À pergunta lançada por alguém do meio do público (que quer saber quantos entrarão na sala), Jesus responde frontalmente ao preconceito do interlocutor: salvar-se ou condenar-se não é um privilégio; é uma questão de responsabilidade pessoal. Ao contrário da «porta larga», sinal de permissividade, a «porta estreita» significa exigência. Ser discípulo de Jesus não é compatível com uma vida fácil, egoísta e preguiçosa (versículos 23-24).
O episódio da «porta estreita» evoca o juízo final (cf. Mateus 25, 10-12; 7, 21-23). É inútil insistir, alegando todo o tipo de argumentos (por exemplo: ter sido amigo do Senhor, conterrâneo ou comensal), se alguém passou pela vida sem fazer o bem ou deixou a conversão para o momento definitivo (versículos 25-27).
No final, celebra-se o banquete escatológico, com os patriarcas e os profetas de Israel sentados à mesa com uma multidão imensa de peregrinos vindos de todas as partes do mundo. Os que, pensando ser os primeiros por pertencer ao povo de Deus, se negaram a passar pela porta estreita, ficarão de fora do convite para sempre. Ao contrário, entrarão os que se mantiveram fiéis ao Senhor (versículos 28-30).

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Preparar o vigésimo primeiro domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.8.13 | Sem comentários
Encuentros con la Palabra — blogue de Hermann Rodríguez Osorio

«Larga é a porta
  • dos centros comerciais para dependentes refinados;
  • dos hotéis de luxo para a «elite» do negócio e do poder;
  • dos que correm para lavar os dólares do narcotráfico;
  • dos sepulcros vazios que cultivam fachadas e aparências.

Estreita é a porta
  • dos que servem nas residências milionárias;
  • dos calabouços que reprimem os justos;
  • das refeições confecionadas com as sobras;
  • das decisões solidárias com os oprimidos.

Largo é o caminho
  • dos latifúndios que se perdem no horizonte baldio;
  • das autoestradas para as praias exclusivas;
  • da corrupção que se passeiam em carros de luxo;
  • das multidões domesticadas pelo hábito.

Estreito é o caminho
  • dos que enterram a pá no cimento dos grandes edifícios;
  • dos becos nos bairros marginalizados;
  • da nova justiça aberta no meio da selva legal;
  • do futuro do Reino que não é notícia em nenhum jornal.

Largo é o caminho
  • que leva os sumo sacerdotes ao templo de Jerusalém;
  • da casa de Herodes construída com impostos populares;
  • do palácio imperial de Pilatos;
  • das aclamações das multidões fartas de pão.

Estreito é o caminho
  • que vai de Belém à gruta dos pastores;
  • que Jesus percorre até às aldeias perdidas da Galileia;
  • que sobe até ao monte da Transfiguração;
  • da viela que atravessa Jerusalém e vai até ao Calvário;
  • da decisão que conduz até ao Getsemani no meio da noite.

Ampla é a rua que leva à perdição.
Estreita é a viela que conduz à vida».

É bem propositada a recordação desta poesia de Benjamín González Buelta, sj, quando a liturgia propõe o texto evangélico de Lucas, no qual Jesus recomenda aos discípulos: «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque Eu vos digo que muitos tentarão entrar sem o conseguir». É muito fácil que nos sintamos atraídos pelas portas e pelos caminhos largos que nos são oferecidos pela sociedade do consumo. É muito fácil esquecermo-nos que a viela que conduz à vida é estreita e supõe sacrifícios. Cada um tem que rever a sua vida e perceber por onde passam estes caminhos estreitos do seguimento do Senhor, na nossa própria história.

© Hermann Rodríguez Osorio, SJ

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



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Preparar o vigésimo primeiro domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 22.8.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGOvigésimo primeiro domingo

25 DE AGOSTO DE 2013

Evangelho segundo Lucas 13, 22-30

Naquele tempo, Jesus dirigia-Se para Jerusalém e ensinava nas cidades e aldeias por onde passava. Alguém Lhe perguntou: «Senhor, são poucos os que se salvam?». Ele respondeu: «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque Eu vos digo que muitos tentarão entrar sem o conseguir. Uma vez que o dono da casa se levante e feche a porta, vós ficareis fora e batereis à porta, dizendo: ‘Abre-nos, senhor’; mas ele responder-vos-á: ‘Não sei donde sois’. Então começareis a dizer: ‘Comemos e bebemos contigo e tu ensinaste nas nossas praças’. Mas ele responderá: ‘Repito que não sei donde sois. Afastai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade’. Aí haverá choro e ranger de dentes, quando virdes no reino de Deus Abraão, Isaac e Jacob e todos os Profetas, e vós a serdes postos fora. Hão de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e sentar-se-ão à mesa no reino de Deus. Há últimos que serão dos primeiros e primeiros que serão dos últimos».



Segunda, 19: DESCRIÇÃO

Jesus atravessa cidades e aldeias para ensinar. O que ensina? Diz que o Reino de Deus é comparável a um grão de mostarda ou ainda ao fermento na massa. Fala de um Reino que não se impõe, fala de uma presença discreta e da força do poder de um Deus que ama. Também interpela os hipócritas, os que acumulam riquezas para si mesmos, os espíritos malignos... Escuto Jesus Cristo que hoje se dirige a nós e tomo algum tempo para reler os capítulos 12 e 13 do evangelho segundo Lucas.



Terça, 20: SILÊNCIO

Nesse momento, alguém lhe pergunta: «Senhor, são poucos os que se salvam?». É certamente a nossa questão e inquietação, para nós e para os que nos são queridos, porque temos consciência da pobreza das nossas vidas e da fraqueza da nossa fé. Também sabemos que nem sempre fazemos o bem que poderíamos fazer. Escuto e entro no silêncio de Jesus Cristo que compreende que não pode responder a estão questão senão dando a sua vida para nos salvar.



Quarta, 21: HUMILDADE

Jesus Cristo não responde diretamente à questão. Muda de perspetiva para dizer: «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita». Bela imagem! A porta de entrada da basílica da Natividade, em Belém, é tão baixa que só se entra curvado. Essa arquitetura exprime a atitude espiritual fundamental para a qual Jesus Cristo nos convida: baixar-se, inclinar-se e servir; numa palavra, amar. Escuto o apelo de Jesus Cristo a ser como ele no caminho da humildade.



Quinta, 22: COMBATE

Pode-se pensar que a porta do Reino é uma grande abertura para aqueles que se apresentam e se dão a conhecer desta forma: «Comemos e bebemos contigo e tu ensinaste nas nossas praças». É a esses que o Dono da casa diz: «Não sei donde sois. Afastai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade». Portanto, nada de privilégios nem favores! Escuto o ensinamento de Jesus Cristo para combater o mal de todas as formas, para que o seu Reino venha sobre a terra como no Céu.



Sexta, 23: PORTA ESTREITA

Depois de indicar a passagem pela porta estreita, Jesus Cristo revela-nos a grande e Boa Nova: «Hão de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e sentar-se-ão à mesa no reino de Deus». Toda a humildade é conveniente, sem excluir ninguém, nenhum povo, país, cultura, religião... É um olhar sobre o espaço e o tempo que nos ultrapassa. Escuto este convite para a festa e apesar das dificuldades que podem perturbar a nossa vida, alegro-me com o motivo da festa.



Sábado, 24: REVELAÇÃO

Hoje, celebramos Bartolomeu, oriundo de Caná da Galileia, que foi levado por Filipe até Jesus (trata-se provavelmente do Natanael do evangelho). Jesus reconhece-o. Aquele, surpreendido, responde: «De onde me conheces?». Como os crentes de todas as gerações, um dia ou outro, experimentamos esta maravilhosa revelação de ser conhecido(a) e atendido(a) por aquele que procuramos. Escuto e entro neste diálogo entre a humanidade e Deus que se procuram mutuamente.



Domingo, 25: SOLIDARIEDADE

Jesus Cristo continua os seus ensinamentos e diz aos discípulos: «Há últimos que serão dos primeiros e primeiros que serão dos últimos». É provável que, como eles, não gostamos muito de escutar este tipo de proposições, sabendo bem o que nos leva a procurar muitas vezes os primeiros lugares: mesa de honra, troféus desportivos, concursos, promoções... e mesmo o Reino de Deus. Eis que, para Deus, todos são convidados, primeiros e últimos; e Jesus Cristo propõe aos seus discípulos que não procurem salvar-se sozinhos. É um convite à fraternidade, à solidariedade e à confiança. Escuto esta proposição, para me deixar converter às formas de olhar de Deus, que me chama já hoje a entrar no seu Reino.



© www.versdimanche.com
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013

Preparar o vigésimo primeiro domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 19.8.13 | Sem comentários
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