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Palavra para hoje: domingo vigésimo primeiro


«Como é profunda a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus!». Hoje, Deus une-nos num mesmo pedido: «no meio da instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias». Esta confiança é dada pela fé: «D’Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas». De uma maneira ou de outra, nos acontecimentos e nos encontros, através das provações e das alegrias, e mesmo nas nossas dúvidas e negações, somos sempre convidados a viver a fé, a aprofundá-la, a proclamar: «Senhor, a vossa bondade é eterna». Pedro experimentou-a na força e na fraqueza. Por isso, foi escolhido, fortalecido por Jesus Cristo, iluminado pelo Espírito Santo, a ponto de proclamar: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo».

Pergunta da semana: 

Confio em Deus, mesmo nas dificuldades?

Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 24.8.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO PRIMEIRO

24 DE AGOSTO DE 2014


Isaías 22, 19-23

Eis o que diz o Senhor a Chebna, administrador do palácio: «Vou expulsar-te do teu cargo, remover-te do teu posto. E nesse mesmo dia chamarei o meu servo Eliacim, filho de Elcias. Hei de revesti-lo com a tua túnica, hei-de pôr-lhe à cintura a tua faixa, entregar-lhe nas mãos os teus poderes. E ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá. Porei aos seus ombros a chave da casa de David: há de abrir, sem que ninguém possa fechar; há de fechar, sem que ninguém possa abrir. Fixá-lo-ei como uma estaca em lugar firme e ele será um trono de glória para a casa de seu pai».



Porei aos seus ombros a chave da casa de David


O texto no seu contexto
. É o único oráculo do profeta Isaías dirigido contra uma pessoa: Chebna. Isaías, como os outros profetas, costumam dirigir os oráculos contra um Império (Assíria), um povo (Edom), uma cidade (Tiro), um grupo humano (sacerdotes, príncipes) ou contra o próprio povo (Judá, Israel). Chebna é um alto funcionário estrangeiro da corte do rei Ezequias; a ele eram encomendadas as principais missões no governo do povo. Não está claro o motivo da sua condenação e destituição: por construir um mausoléu?; por dispêndio de dinheiro? Isaías recolhe no seu oráculo esta mudança de poder, que passa para as mãos de um tal Eliacim. Os símbolos da autoridade que o revestem (faixa, túnica) passam de um para o outro; é de singular importância o detalhe das chaves. O gesto da entrega das chaves a um personagem supõe confiar-lhe a autoridade, a tomada de decisões, o governo.

O texto na história da salvação. O poder passa das mãos de um alto dignitário estrangeiro para outro dignitário que pertence à «casa de David». O profeta Isaías recolhe duas linhas teológicas na sua obra: uma centrado na permanência de Sião-Jerusalém como cidade eleita por ele; outra, a promessa davídica, segundo a qual Deus assegura que um «filho de David» reinará sobre o povo. Com este oráculo contra Chebna, Isaías recupera ambas as promessas de Deus. Deus dirige a história do seu povo, confiando o seu pastoreio ao rei e aos ministros da sua casa. A função deles é ser «pais» do povo, não governantes que o exploram.

Palavra de Deus para nós: sentido e celebração litúrgica. As chaves como símbolo de autoridade fazem parte do contexto universal. Ter as chaves e poder fazer uso legítimo delas manifestam a capacidade de tomar decisões, de «abrir o oculto» e «fechar outros espaços da vida». Este símbolo de autoridade real passou dentro da própria Bíblia para outros textos; entre outros, para o evangelista Mateus.

© Pedro Fraile Yécora, Homiletica
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo vigésimo primeiro (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 20.8.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO PRIMEIRO


Jesus pergunta aos seus discípulos sobre as pessoas pensam dele. Curiosamente, as respostas recolhidas no evangelho são todas positivas, insuficientes, mas positivas. Sabemos, por outras passagens, que nem todos tinham uma visão tão otimista da pessoa e da mensagem de Jesus, senão não teria morrido na cruz. Contudo, concentramo-nos nas respostas apresentadas no evangelho proposto para o vigésimo primeiro domingo (Ano A: Mateus 16, 13-20). Jesus é visto como um pregador dos últimos tempos (João Batista) ou como  um profeta que proclama a Palavra de Deus em tempos difíceis (Elias, Jeremias, etc.). Ora, Jesus é sim um profeta, é também um homem extraordinário, mas é muito mais.
A resposta que o narrador coloca na boca de Pedro esclarece o sentido profundo da identidade de Jesus: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus é a resposta às expectativas do povo de Deus, é o Messias; mas ultrapassa-as, é «o Filho de Deus vivo». Jesus é a resposta de Deus à procura de sentido de toda da Humanidade, é a revelação do amor de Deus a cada ser humano, é Deus que quer ficar connosco, que decide partilhar a nossa vulnerável condição.
Nunca deveremos desprezar as diversas respostas que, também no nosso tempo, dão os nossos contemporâneos sobre a identidade de Jesus, mesmo que sejam limitadas. Essas aproximações devem-nos animar a pregar, a manifestar com a nossa vida que têm razão, que Jesus é alguém excecional, um autêntico transformador social, mas também é muito mais: é a resposta de Deus à Humanidade.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor


Preparar o domingo vigésimo primeiro (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



La biblia compartida — www.laboratoriodafe.net


Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 19.8.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO PRIMEIRO

24 DE AGOSTO DE 2014


Isaías 22, 19-23

Eis o que diz o Senhor a Chebna, administrador do palácio: «Vou expulsar-te do teu cargo, remover-te do teu posto. E nesse mesmo dia chamarei o meu servo Eliacim, filho de Elcias. Hei de revesti-lo com a tua túnica, hei de pôr-lhe à cintura a tua faixa, entregar-lhe nas mãos os teus poderes. E ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá. Porei aos seus ombros a chave da casa de David: há de abrir, sem que ninguém possa fechar; há de fechar, sem que ninguém possa abrir. Fixá-lo-ei como uma estaca em lugar firme e ele será um trono de glória para a casa de seu pai».



Porei aos seus ombros a chave da casa de David


Este texto — primeira leitura do vigésimo primeiro domingo, ano A — fala de um mau administrador e de um bom administrador. Faz-nos entrar nas tensões internas da casa real de Jerusalém. É uma prova de que a palavra de Deus incarna realmente na vida do povo de Deus. Contrasta dois oficiais que ocupam o cargo de chanceler, isto é, o homem que tem a máxima responsabilidade a seguir ao rei.
A narração compara Chebna, que é condenado e recusado por más ações, com Eliacim, que é elogiado e aprovado como pessoa fiel e eficaz. O texto oferece-nos uma reflexão sobre o uso sábio ou irresponsável do poder público.
Não obstante, parece que a leitura vai mais além da dimensão histórica imediata e que fala da vinda do «bom administrador» no futuro de Jerusalém. A referência a «esse dia» é um uso profético para antecipar um futuro que ainda não está ao alcance. Este administrador bom «será um pai para os habitantes de Jerusalém». O texto profético antecipa um tempo «em lugar firme» e «será um trono de glória para a casa de seu pai». O administrador terá a «chave» do palácio real; isto significa que terá o controlo completo e determinará o acesso aos órgãos oficiais de poder. O texto de Mateus 16, 19 recolhe esta ideia que confia a Pedro a completa supervisão da casa da Igreja.

© Joan Ferrer, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo vigésimo primeiro (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 18.8.14 | Sem comentários

REZAR O DOMINGO VIGÉSIMO PRIMEIRO

24 DE AGOSTO DE 2014


Evangelho segundo Mateus 16, 13-20

Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus». Então, Jesus ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Messias.



Segunda, 18: O QUE DIZEM OS HOMENS?

Jesus saiu da Galileia. Longe das polémicas, sem ser interpelado com questões, aproveita o tempo para falar com os seus discípulos. Quer dizer-lhes algo mais sobre si; mas com uma doçura pedagógica, começa por interrogá-los sobre o que pensam as pessoas. Tal como nós, os discípulos não são indiferentes àqueles que os rodeiam e aos rumores que circulam. Então, como os discípulos, podemos refletir sobre as palavras que as pessoas, que estão à nossa volta, usam «sobre» Jesus Cristo: como é que isto nos ajuda, nos questiona? Essas palavras interpelam a nossa fé, «mexem» connosco?



Terça, 19: E VÓS?

Hoje, sem querer para já dar ouvidos à resposta de Pedro, deixo ecoar a pergunta de Jesus: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». O que lhe direi, com as minhas próprias palavras? A fé em Cristo não me pode deixar tranquilo nas minhas zonas de conforto; ela desperta-me, convida-me a tomar a palavra... Sou desafiado a expor-me! Hoje, procuro ter tempo para formular a minha resposta com algumas frases que vou apresentar ao Senhor.



Quarta, 20: TU ÉS O MESSIAS

Enquanto Pedro dá uma resposta, os outros discípulos são espectadores. O próprio Pedro, o mesmo que não compreende a Transfiguração, que se afunda nas águas por falta de fé e que negará três vezes Cristo durante a Paixão, testemunha, agora, com a energia da fé, a mais pura espontaneidade que Jesus deseja para nós. Os discípulos talvez nem se tenham apercebido dessa fórmula breve mas carregada de significado:: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo»! Posso imaginar que estou entre os discípulos que escutam Pedro e questionar-me sobre a reação deles. E eu, o que é que eu penso da resposta de Pedro, o primeiro a pecar mas também o primeiro a seguir Jesus Cristo? O que é que me ensina sobre a minha vida?



Quinta, 21: FELIZES...

Sim, como Pedro, podemos confessar Jesus Cristo graças ao Pai que no-lo revela. Mas o Pai não nos envia uma SMS... Então, posso pensar em todos os meios que Deus usa para me dizer que Jesus é o Filho de Deus vivo: o relato de testemunhos; o sentimento interior de uma alegria duradoira e profunda; a visita aos mais pobres pode-me revelá-lo; uma passagem bíblica particular pode-me tocar... Ao lembrar-me com atenção de tudo isto, posso agradecer-lhes e pedir-lhe a sua força para ser fiel ao que me diz.



Sexta, 22: TU ÉS PEDRO...

«Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja». Esta frase é muitas vezes usada para fundamentar o papado. Então, neste dia, podemos rezar pelo papa Francisco. Para que ele e a cúria que o auxilia sejam fiéis à missão de dizer quem é Jesus aos discípulos afim de estes o digam ao mundo. Assim, a Igreja poderá estar unida numa diversidade sempre maior.



Sábado, 23: IGREJA

«Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela»: o Papa não é mais do que um dos elementos duma assembleia infinitamente maior, a Igreja, uma construção que resistirá à morte, segundo a promessa de Jesus. Estou pronto a ser também uma das pedras do edifício que é a Igreja? Para que a abóbada se mantenha, tenho de ocupar o meu lugar! Então, posso perguntar qual é o meu lugar na Igreja: onde me tenho de apoiar? Quem se apoia em mim? Posso também rezar questionando-me sobre o lugar que dou ao outros, com especial atenção àqueles que Jesu declarou primeiros no Reino.



Domingo, 24: NÃO DIZER NADA!

É impressionante ouvir Jesus ordenar aos discípulos para não contarem nada a ninguém. Esta obrigação de silêncio pode ser, para nós, um desafio a fazer o mesmo: aprender a respeitar o ritmo de cada um e esperar o momento favorável para revelar quem é Jesus. Hoje, reunimo-nos em comunidade para celebrar o Messias, o Filho do Deus vivo. De que forma é que a nossa comunidade se assume como um meio querido pelo Pai para anunciar Jesus Cristo? Um meio que se adapta ao ritmo daqueles que ainda não o conhecem mas anseiam por descobri-lo. Ao saber que não tem de «apresentar resultados», que a nossa comunidade aprenda a ser o instrumento certo para anunciar o Filho muito amado do Pai.



© www.versdimanche.com
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014

Rezar o domingo vigésimo primeiro (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 18.8.14 | Sem comentários
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