Mostrar mensagens com a etiqueta Vigésimo oitavo domingo (Ano C). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vigésimo oitavo domingo (Ano C). Mostrar todas as mensagens

Palavra para hoje: vigésimo oitavo domingo


«A Palavra, o tesouro de Israel, é oferecida a todos como o foi a Naamã, o general sírio atacado pela lepra. A fé no profeta Eliseu tornou-se instrumento de cura e conversão. E é inserido no grupo dos «eleitos». O estatuto de «estrangeiro» é evocado da primeira leitura até ao evangelho. Dez leprosos interpelam Jesus chamando-o pelo nome, algo raro nos evangelhos: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós». Só um estrangeiro voltará para dar graças. O Senhor dir-lhe-á: «A tua fé te salvou». De Roma, onde está prisioneiro, Paulo envia a Timóteo o seu testamento: «Tudo suporto por causa dos eleitos, para que obtenham a salvação que está em Cristo Jesus»; foram «eleitos» sem qualquer distinção entre os filhos de Israel e os estrangeiros.

Pergunta da semana: 

O que posso fazer para ter mais fé?

Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.10.13 | Sem comentários

CELEBRAR O DOMINGO VIGÉSIMO OITAVO

UMA LITURGIA SIMPLES E BELA

No início de um (novo) ano pastoral dedicado à temática da fé celebrada, iniciamos a publicação desta rubrica «CELEBRAR O DOMINGO». Apresentamos algumas sugestões para concretizar o fruto esperado deste ano pastoral: «uma liturgia simples e bela, sinal da comunhão entre Deus e os seres humanos».



A salvação é para todos

  • O que é a salvação? Quem será salvo? Estas questões estão no coração da Palavra do vigésimo oitavo domingo (Ano C); e nós escutaremos a resposta: pela fé, pela fé no «Senhor, Deus de Israel», pela fé no Senhor que dá a vitória, que ressuscitou Jesus Cristo. Sim, «a tua fé te salvou» — dirá Jesus Cristo ao leproso que volta atrás para lhe dar graças. Porque a fé permite acolher a salvação, dom gratuito de Deus; depois conduz ao agradecimento e à ação de graças; depois leva ao canto de glória a Deus, ao louvor pelas suas maravilhas! Desta salvação, ninguém é excluído «a priori»: o único leproso verdadeiramente salvo é um estrangeiro...
  • A presença de dez leprosos no evangelho é uma ocasião para (re)lembrar que os números bíblicos estão carregados de simbologia. O número «dez» tem um valor mnemónico (dez dedos): os dez mandamentos, por exemplo. Também transmite a ideia de uma grande quantidade: a salvação é oferecida a todas as pessoas.



Arte de celebrar

A anamnese dirige-se a Jesus Cristo. Durante a oração eucarística, que é dirigida ao Pai, faz-se a anamnese. É bom lembrar que os critérios essenciais da anamnese («fazer memória») são: dirigir-se a Jesus Cristo para evocar a sua morte, celebrar a sua ressurreição e esperar a sua vinda gloriosa. Não é suficiente relatar os acontecimentos («Cristo veio» ou «Hoje, celebramos Jesus Cristo»). Trata-se de aclamar Jesus Cristo vivo. Com o momento penitencial, a aclamação antes do evangelho, a oração pela paz e o Cordeio de Deus, é um dos cinco momentos em que a assembleia se dirige diretamente a Jesus Cristo (excetuando algumas orações).



Fé celebrada com a comunidade

  • A eucaristia está preenchida pelo tema da salvação: Deus dá a graça da salvação; nós damos graças pelo dom da salvação, pelo dom do seu amor. Esta temática pode acompanhar o desenrolar da celebração com uma breve frase: (antes da entrada) «Deus acolhe-nos com alegria para renovar a fé celebrada no Batismo»; (depois da primeira leitura, antes do salmo) «Deus dá a sua graça, o dom do seu amor. Cantemos as suas maravilhas!»; (depois da segunda leitura, antes do Aleluia) «Recordemos Jesus Cristo que nos salva. Recordemos a fé do nosso batismo»; (no início da liturgia eucarística, antes do diálogo do prefácio) «Deus, Pai Santo, estamos aqui para te dar graças».
  • A importância do tema da salvação, associado à purificação, sugere a quarta fórmula do momento penitencial: aspersão. Um grande vaso de vidro pode ser colocado junto do altar; o presidente abençoa a água; depois, retira para uma caldeira e asperge toda a assembleia (este momento pode ser acompanhado por um cântico batismal).



Fé celebrada com a catequese

Celebrar a eucaristia é dar graças, é dizer obrigado a Deus por tudo o que Jesus Cristo fez por nós. Mas nós somos um pouco como os dez leprosos do evangelho: temos necessidade que Jesus, o Mestre, tenha compaixão de nós, isto é, nos ame apesar das nossas faltas... Por isso, Jesus Cristo foi até ao limite do seu amor: morreu e ressuscitou por nós! Já pensamos em lhe dizer obrigado, em «voltar atrás» para dar glória a Deus? Ao iniciar a liturgia eucarística as crianças recordarão esta atitude fundamental do cristão com um grande «obrigado» que colocam junto do altar; transmitem esta mesma atitude, deslocando-se lentamente, duas a duas, para se inclinarem diante do altar.

© Laboratório da fé, 2013



  • Reflexão diária a partir do evangelho > > >



Celebrar o domingo vigésimo oitavo (Ano C), no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 12.10.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO OITAVO


«Dar glória a Deus» supõe reconhecer o bem recebido, agradecer à pessoa que interveio com a sua mediação, mas, sobretudo, reconhecer a bondade de Deus. A pessoa que passa por estes três estados dispõe de uma capacidade excecional para ser testemunha de Jesus no mundo.

Jesus e a salvação espiritual

Não há dúvida que o agradecimento é uma atitude interior que supera o mero cumprimento da lei. Os dez leprosos dão crédito às palavras de Jesus e vão apresentar-se aos sacerdotes, esperando que se realize a cura. No caminho, confirmam essa esperança. Nove cumprem a ordem de Jesus. Contudo, um deles não precisa da certificação dos sacerdotes e regressa para se prostrar aos pés de Jesus e lhe dar graças. O coração agradecido desperta fibras desconhecidas no espírito humano. O coração legalista, ainda que sendo fiel e rigoroso na observância da lei, ignora e não desenvolve muitos recursos do amor. A verdadeira salvação não é a do corpo, mas a da fé e da confiança manifestadas no agradecimento. Deus não é apenas o que guia e dirige os passos do ser humano, mas também o que renova e cura interiormente.

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



  • Reflexão diária a partir do evangelho > > >



Preparar o domingo vigésimo oitavo, Ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 11.10.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO OITAVO


Evangelho segundo Lucas 17, 11-19

Naquele tempo, indo Jesus a caminho de Jerusalém, passava entre a Samaria e a Galileia. Ao entrar numa povoação, vieram ao seu encontro dez leprosos. Conservando-se a distância, disseram em alta voz: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós». Ao vê-los, Jesus disse-lhes: «Ide mostrar-vos aos sacerdotes». E sucedeu que no caminho ficaram limpos da lepra. Um deles, ao ver-se curado, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz, e prostrou-se de rosto em terra aos pés de Jesus, para Lhe agradecer. Era um samaritano. Jesus, tomando a palavra, disse: «Não foram dez os que ficaram curados? Onde estão os outros nove? Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?». E disse ao homem: «Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou».



Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus
senão este estrangeiro?

Lucas começa a última etapa do «caminho para Jerusalém» com o episódio dos dez leprosos ou do leproso agradecido (Lucas 17, 11-19), que tem lugar no caminho entre a Samaria e a Galileia. Naquela época, os judeus e os samaritanos, irmãos separados por razões históricas, consideravam-se mutuamente estrangeiros. Se em outras ocasiões Jesus se mostrou compassivo com os samaritanos (9, 51-56; 10, 30-37), hoje, é um samaritano que mostra o seu agradecimento a Jesus. O episódio desenvolve-se em duas cenas: a) Jesus e os dez leprosos (versículos 11-14); b) Jesus e o samaritano (versículos 15-19).
A legislação era cruel para com os leprosos. Considerava-os «impuros» e amaldiçoados por causa de um pecado gravíssimo. Proibidos de qualquer contacto com o a sociedade dos «limpos», podiam agrupar-se nas periferias das aldeias e cidades para se ajudarem a sobreviver. Eram doentes e, além disso, marginalizados. Dez deles saem ao encontro de Jesus e suplicam: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós». Jesus pede aos seus dez amigos um ato de confiança heróica: apresentarem-se aos sacerdotes, tal como exigia a lei neste casos, como se já estivessem purificados. Eles obedecem e durante o caminho «ficaram curados» (no lecionário: «ficaram limpos») (versículo 14).
Só um deles regressou para dar graças: o samaritano, o estrangeiro, o pagão. Jesus felicita-o pela sua ação: «Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou» (versículo 19). Fixemo-nos num detalhe: todos são curados; mas um só (o samaritano agradecido) é salvo. A lição é clara: a salvação é oferecida a todos, em particular, aos menos privilegiados.

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



  • Reflexão diária a partir do evangelho > > >



Preparar o domingo vigésimo oitavo, Ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 11.10.13 | Sem comentários
PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO OITAVO

Com frequência caímos em expressões que excluem: «aquele ou aquela não é dos nossos»; «é estrangeiro(a)»; «não se esforça por aprender a nossa língua, a nossa cultura»; «que vá para a sua terra»; «tira-nos o trabalho»; «para eles há sempre todos os apoios sociais»; «que trabalhem»; etc. No fundo, esta atitude corresponde a não considerar o outro como igual: os estrangeiros são os «outros», não são dos «nossos».
Jesus, no evangelho do vigésimo oitavo domingo (Ano C), mostra-nos como não faz aceção de pessoas, não pergunta de onde é cada um para lhe oferecer a cura gratuitamente, a salvação que liberta.
De forma inexplicável, o único que volta para dar graças, «glorificando a Deus em alta voz», é um samaritano, um estrangeiro. «Onde estão?» — perguntará Jesus — os outros nove que não eram estrangeiros, os que são dos «nossos», os da nossa terra, os que vivem, falam e pensam como nós. Não têm necessidade de ser agradecidos, de dar graças?
Jesus assinala a gratuidade deste estrangeiro, a sua fé profunda, a sua atitude aberta. Tudo isso, bem diferente, daqueles outros que se consideravam do povo eleito, pessoas religiosas, mas incapazes de se «surpreender» perante o dom gratuito de Deus, de considerar que dito dom não conhece fronteiras.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



  • Reflexão diária a partir do evangelho > > >



Preparar o domingo vigésimo oitavo, Ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 11.10.13 | Sem comentários

REZAR O DOMINGO VIGÉSIMO OITAVO

13 DE OUTUBRO DE 2013

Evangelho segundo Lucas 17, 11-19

Naquele tempo, indo Jesus a caminho de Jerusalém, passava entre a Samaria e a Galileia. Ao entrar numa povoação, vieram ao seu encontro dez leprosos. Conservando-se a distância, disseram em alta voz: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós». Ao vê-los, Jesus disse-lhes: «Ide mostrar-vos aos sacerdotes». E sucedeu que no caminho ficaram limpos da lepra. Um deles, ao ver-se curado, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz, e prostrou-se de rosto em terra aos pés de Jesus, para Lhe agradecer. Era um samaritano. Jesus, tomando a palavra, disse: «Não foram dez os que ficaram curados? Onde estão os outros nove? Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?». E disse ao homem: «Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou».



Segunda, 7: IMAGINAR O LUGAR

Para rezar com este episódio do evangelho, posso começar por imaginar o lugar onde tudo se passa. Jesus caminha para Jerusalém. Atravessa a Samaria e a Galileia para chegar a Jerusalém, ou seja, atravessa a Palestina em toda a sua extensão. Deixo-me guiar pelas imagens desse país, tal como o imagino ou conheço. Eis que Jesus entra numa aldeia: vejo as casas e as ruas. Procuro colocar-me dentro da cena, como se estivesse lá, talvez longe ou até mais perto, ao lado de Jesus ou no exterior ao lado dos leprosos. Permaneço aí em silêncio. Senhor, contemplo-te neste encontro com os dez homens.



Terça, 8: PEDIR

Hoje, estarei atento ao meu desejo profundo: o que me apetece pedir ao Senhor, relacionado com esta Palavra de Deus? Pode ser a graça de ser curado, como os dez leprosos, ou simplesmente a graça de saber dar glória a Deus por todos os dons que tenho recebido, como o leproso que volta para trás. Senhor, cava o meu desejo e abre o meu coração para acolher o que tu me desejas dar.



Quarta, 9: VER

Vejo as personagens: dez leprosos vêm até Jesus e permanecem à distância como impõe a lei. Posso reparar nos rostos e os membros feridos, as roupas, mas também a determinação e coragem, dispostos a tudo para serem curados. Vejo Jesus: não desvia os olhos e responde ao pedido dos leprosos. Curiosamente, não os toca, como noutros relatos, mas envia-os aos sacerdotes... como que remetendo a cura para o próprio Deus. Senhor, ensina-me a reconhecer a minha «lepra» e pedir-te em alta voz com a coragem destes enfermos.



Quinta, 10: ESCUTAR

Há muito para escutar nesta cena: as palavras trocadas, até os gritos, as súplicas, as críticas, uma ação de graças. Releio, lentamente, o relato e dou tempo à escuta. Ouço o desejo de Jesus em ver aqueles homens voltar para dar glória ao próprio Pai: «Onde estão os outros nove?». Senhor, abre os meus ouvidos para escutar a palavra que me diriges pessoalmente.



Sexta, 11: ENTENDER

Qual é o verdadeiro sentido deste evangelho? É o do encontro com Cristo. Os leprosos, excluídos pela sociedade, não hesitam em enfrentar a interdição para se aproximarem dele. Todos são «purificados» e curados, mas apenas um é realmente «salvo». Só aquele que faz um verdadeiro encontro com Jesus, prostrando-se de rosto por terra aos seus pés, se pode abrir a uma vida nova. Tudo o que o desligava do resto da humanidade foi abolido e é o próprio Jesus que o envia, dizendo-lhe: «Levanta-te e segue o teu caminho». Senhor, cura-me de tudo o que me fecha em mim mesmo para que a minha relação contigo e com os meus irmãos seja sempre viva.



Sábado, 12: FALAR AO SENHOR

O encontro narrado no evangelho ressoa na minha própria existência; torna-se Palavra viva para mim, hoje. Posso falar com o Senhor «como um amigo fala ao seu amigo». Digo-lhe o que me tocou e ensinou; ou, ao contrário, o que permanece interrogado ou até uma resistência a me deixar ser curado para continuar a segui-lo. Como fez com os leprosos, Jesus convida-me a dar glória a Deus, seu Pai. Posso rezar-lhe com a oração que nos ensinou, o Pai nosso. Senhor, abre os meus lábios e a minha boca anunciará o teu louvor.



Domingo, 13: A SALVAÇÃO PARA TODA A TERRA

As leituras deste domingo estão em perfeita sintonia, em particular a história de Naamã, o sírio (2Reis 5), e o evangelho. Trata-se de duas histórias sobre leprosos e respetivas curas. Os dois homens que reconhecem a cura, Naamã e o samaritano do evangelho, são estrangeiros: não pertencem ao povo eleito. Mas são eles que beneficiam da salvação, graças à confiança que depositam no profeta a quem se dirigem. A salvação não está reservada a alguns, mas é oferecida a todos. Que a eucaristia, na qual sou convidado a participar neste dia, faça crescer em mim a fé. Que eu saiba despojar-me de mim mesmo para me voltar para Aquele que me salva.



© www.versdimanche.com
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013

Rezar o domingo vigésimo oitavo, Ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.10.13 | Sem comentários
  • Recentes
  • Arquivo