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Palavra para hoje: vigésimo nono domingo


«O episódio de Moisés, no cimo da colina, é um convite à fidelidade a Deus e à oração incessante. Noutras circunstâncias, Deus não escutará o desejo de Moisés (entrar na Terra prometida!), mas, aqui, trata-se da salvação do povo... As mãos de Moisés seguram a «vara de Deus», o instrumento de salvação, tão espantoso como insignificante. Assim, Deus faz-se próximo e combate pelos seus: serão salvos. Não há dúvida que Jesus Cristo está plenamente convencido desta verdade, plenamente convencido graças à sua confiança. Quanto a nós, a proteção divina não nos dispensa de lutar, de rezar. Deus espera que nos envolvamos plenamente no combate, no qual nos assiste e protege. E também espera que lhe dêmos graças na eucaristia.

Pergunta da semana: 

Que papel tem a oração na minha vida de fé?

Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 20.10.13 | Sem comentários

CELEBRAR O DOMINGO VIGÉSIMO NONO

UMA LITURGIA SIMPLES E BELA

No início de um (novo) ano pastoral dedicado à temática da fé celebrada, iniciamos a publicação desta rubrica «CELEBRAR O DOMINGO». Apresentamos algumas sugestões para concretizar o fruto esperado deste ano pastoral: «uma liturgia simples e bela, sinal da comunhão entre Deus e os seres humanos».



Coragem na oração e no anúncio da Palavra

  • A Palavra de Deus deste vigésimo nono domingo (Ano C) é uma fonte de encorajamento: encorajamento a rezar e encorajamento a proclamar a Palavra. Moisés dá-nos um exemplo, através da sua perseverança na oração, embora a sua missão seja bem difícil. «O nosso auxílio vem do Senhor» — eis a expressão de total confiança à qual todos, nós também, somos convidados. Jesus Cristo assegura-nos que Deus faz justiça àqueles que o invocam. É sempre com esta confiança que precisamos de meditar na Palavra; acolher a mensagem de salvação; e anunciá-la como verdadeiras testemunhas de Cristo ressuscitado.
  • «Uma Igreja (terna, pobre) para os pobres» é o tema para o Dia Mundial das Missões. Há, aqui, sugestões de oração e de reflexão que podem ser usadas na celebração eucarística.



Arte de celebrar

«Proclama a palavra», diz Paulo. Para o leitor, o tom a utilizar para esta proclamação permanece um verdadeiro desafio. Alguns são partidários de uma tal distância em relação ao texto, que o sentido do mesmo acaba por não ser recebido pelos ouvintes. Outros são favoráveis a um tipo de leitura que faz viver o texto como o fazem os atores. A verdade situa-se no meio termo entre estes dois extremos: habitar o texto interiormente porque é Palavra de Deus e dar a esta Palavra a oportunidade de ser entendida e compreendida, respeitando o estilo literário e o desenvolvimento da leitura. Isto exige em todos os casos uma cuidada preparação!



Fé celebrada com a comunidade

  • É ainda uma questão de fé (na sequência dos domingos anteriores); e também de perseverança: um convite a rezar com sinceridade, «sempre sem desanimar». As monições que introduzem as leituras podem ajudar a entender esta atitude: (antes da primeira leitura) «Perseverar na oração: eis a atitude daqueles que esperam no Senhor. Moisés e os seus companheiros dão-nos esse testemunho»; (antes do salmo) «Confiar em Deus, certos de sermos atendidos»: eis o modelo que o salmista nos convida a cantar»; (antes da segunda leitura) «Acolher a salvação pela fé: eis a oração que nos desafia a proclamar, à nossa volta, a Boa Nova do Reino»; (antes do evangelho) «Insistir, nunca desanimar: eis a prece de uma viúva que Jesus nos apresenta como exemplo».
  • O Dia Mundial das Missões não deve ser esquecido! Um dos momentos oportunos situa-se no final da celebração, por exemplo, com estas expressões retiradas da Mensagem do Papa: «Às vezes, estão relaxados o fervor, a alegria, a coragem, a esperança de anunciar a todos a Mensagem de Cristo e ajudar os homens do nosso tempo a encontrá-Lo. [...] Devemos sempre ter a coragem e a alegria de propor, com respeito, o encontro com Cristo e de nos fazermos portadores do seu Evangelho». 



Fé celebrada com a catequese

As mãos levantadas de Moisés, na primeira leitura (Êxodo 17, 8-13), são uma ocasião propícia para explicar (aos mais novos e não só) a importância dos gestos na oração: ajudam a totalidade da pessoa a participar melhor na oração pessoal e mais ainda na oração comunitária. Neste domingo, durante a celebração, pode-se começar por uma explicação simples: braços levantados para as orações de súplica; braços abertos para o louvor; mãos abertas para a oferenda...

© Laboratório da fé, 2013



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Celebrar o domingo vigésimo nono (Ano C), no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 19.10.13 | Sem comentários
PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO NONO

Comparar Deus com um juiz iníquo: do que Jesus se havia de lembrar! O evangelista narra a história de um magistrado que não se interessava muito pela justiça; mas a insistência maçadora de uma mulher viúva fá-lo sair da letargia e aceder ao seu pedido. A parábola quer mostrar como há de ser a nossa oração, a nossa relação com Deus.
A oração, nesta perspetiva, deve ser segundo este princípio: «orar sempre sem desanimar». É uma oração que nasce da confiança de que Deus faz sempre justiça — não como o juiz da parábola —, porque nos ama, porque nos escolheu como seus filhos e filhas. Mas, deseja que o pedido seja feito por nós, que a nossa oração não desfaleça, que nunca percamos a confiança. Deus está sempre do nosso lado.
Jesus explica que a oração nasce da fé, está intimamente relacionada com ela. Nasce da necessidade de entrar em diálogo com Deus, de explicitar as nossas alegrias e as nossas necessidades, as nossas inquietações e desassossegos. Mas, em algumas ocasiões, converte-se num grito desesperado, quando estamos perante uma situação sem saída. «Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa» — afirma Jesus. No entanto, para que isso aconteça é necessária a atitude de fé, de confiança em Deus, que está sempre ao lado de quem sofre a injustiça.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



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Preparar o domingo vigésimo nono, Ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 17.10.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO NONO


Evangelho segundo Lucas 18, 1-8

Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos uma parábola sobre a necessidade de orar sempre sem desanimar: «Em certa cidade vivia um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens. Havia naquela cidade uma viúva que vinha ter com ele e lhe dizia: ‘Faz-me justiça contra o meu adversário’. Durante muito tempo ele não quis atendê-la. Mas depois disse consigo: ‘É certo que eu não temo a Deus nem respeito os homens; mas, porque esta viúva me importuna, vou fazer-lhe justiça, para que não venha incomodar-me indefinidamente’». E o Senhor acrescentou: «Escutai o que diz o juiz iníquo!... E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite, e iria fazê-los esperar muito tempo? Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa. Mas quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a terra?».



Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos?

Antes de chegar a Jerusalém, Jesus conta aos seus discípulos a parábola do juiz e da viúva (Lucas 18, 1-8), uma pequena história tipicamente bíblica: a prova de força entre um juiz sem consciência e uma pobre viúva, arquétipo da pessoa indefesa e desamparada, que tem razão e, por isso, esgrime a sua única arma, a incansável inoportunidade. Com esta parábola, Lucas quer ilustrar um dos seus temas teológicos prediletos (a oração), ao mesmo tempo que faz o elogio da paciência ativa ou fidelidade perseverante, força invencível dos débeis que não se refugiam no desalento ou na resignação. O relato pode-se dividir em quatro partes: uma introdução; a parábola; a sua aplicação; e, por último, uma reflexão final. 
A introdução resume o tema fundamental deste ensinamento de Jesus, a perseverança na oração, com duas expressões: «orar sempre, sem desanimar» (versículo 1). A parábola põe em cena duas personagens: o juiz e a viúva que reclama justiça. Um é varão poderoso, iníquo e sem escrúpulos; ela é uma mulher pobre, indefesa e totalmente desprotegida. Graças unicamente à sua infatigável e inoportuna insistência, consegue que o juiz lhe faça justiça (versículos 2-5). Jesus utiliza esta história para fazer refletir sobre a eficácia da oração dirigida a Deus através de um argumento «a fortiori»: se um juiz iníquo e injusto está disposto a ceder perante a insistência de uma pobre viúva, quanto mais o fará o juiz justo e perfeito que é Deus (versículos 6-8a). Por outras palavras, o crente pode ter a certeza de que Deus escuta sempre a sua prece. A reflexão final convida a um exame de consciência (versículo 8b).

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Preparar o domingo vigésimo nono, Ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.10.13 | Sem comentários

REZAR O DOMINGO VIGÉSIMO NONO

20 DE OUTUBRO DE 2013

Evangelho segundo Lucas 18, 1-8

Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos uma parábola sobre a necessidade de orar sempre sem desanimar: «Em certa cidade vivia um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens. Havia naquela cidade uma viúva que vinha ter com ele e lhe dizia: ‘Faz-me justiça contra o meu adversário’. Durante muito tempo ele não quis atendê-la. Mas depois disse consigo: ‘É certo que eu não temo a Deus nem respeito os homens; mas, porque esta viúva me importuna, vou fazer-lhe justiça, para que não venha incomodar-me indefinidamente’». E o Senhor acrescentou: «Escutai o que diz o juiz iníquo!... E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite, e iria fazê-los esperar muito tempo? Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa. Mas quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a terra?».



Segunda, 14: REZAR É FALAR

Jesus procura explicar como se pode rezar. Talvez já tenhamos necessidade de falar sobre sobre a oração; e sabemos o quanto é difícil explicar que é preciso rezar sempre sem desanimar. Os que se interrogam sobre a oração possuem um grande desejo de encontrar Deus, mas não sabem como fazê-lo, por falta de sinais, de sentimento, de soluções para as questões colocadas... desânimo. Peço a Deus que abra o meu coração e a minha inteligência às questões daqueles que procuram Deus; e, como Jesus fez, que me ajude a encontrar as parábolas que exprimam as nossas palavras.



Terça, 15: REZAR É EXISTIR

Rezar sem desanimar é ter plena consciência da presença de Deus em todas as coisas da minha existência. Mesmo quando, em determinados momentos, é necessário registar na agenda o encontro da oração, como se faz com os encontros profissionais, familiares ou pessoais. Não é preciso perder muito tempo na inútil hierarquia entre oração e ação. Peço a Deus que abra o meu coração e a minha inteligência à dimensão do tempo e ao bom senso, que me farão compreender que não há diferença entre rezar e agir, porque agir é «trocar Deus por Deus».



Quarta, 16: REZAR É ESPERAR

Rezar é esperar. Imaginemos alguém que se instala num lugar onde se sente bem, aconchegado em casa, numa igreja (aquecida), num caminho da montanha, com algum de tempo para si. Não se passa nada de particular, a não ser a solidão e o silêncio que se apoiam pacificamente. Os pensamentos vão e vêm. As imagens da vida quotidiana sobrepõem-se. Peço a Deus que abra o meu coração e a minha inteligência à certeza que me ele me espera antes de eu chegar ao local do encontro com aquele que o meu coração ama.



Quinta, 17: REZAR É PEDIR

Frequentemente, reencontramos na pessoa idosa, o adulto que se conheceu, e, no adulto, o adolescente e a criança que tinha sido. Ao longo da vida, cada um(a) faz o seu caminho, aprofunda as suas convicções, descobre o que tem de melhor. Quando rezamos acontece algo parecido, porque podemos ter a desagradável impressão de nos estarmos a repetir, sem que o essencial esteja presente. Peço a Deus que acolha o que sou em todas as fases da minha vida, com a grande convicção de que caminho para a felicidade através do pedido insistente da sua graça.



Sexta, 18: REZAR É VIVER

São Lucas, que hoje celebramos, é o evangelista que melhor descreve os evangelho da infância. Não é certo que tenha sido contemporâneo dos acontecimentos narrados. Diz-se que era médico e que acompanhou Paulo nas suas viagens. Pode ter sido um dos primeiros pagãos convertidos. Então, de onde lhe vem este conhecimento íntimo do Verbo que se fez carne? Peço a Deus que me inspire, através do seu Espírito, como ser hoje palavra Viva que revela a todos a presença de Cristo Ressuscitado que nos precede na Galileia.



Sábado, 19: REZAR É AMAR

Rezar sem desanimar: dia e noite! Isto quer dizer que não há hora nem regras específicas. Não está escrito «não incomodar» na porta do Mestre. Ela está totalmente aberta. Ele espera-nos a qualquer momento. Recordemos outra parábola apresentada por Jesus: «O Reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra: dia e noite, quer esteja acordado ou a dormir, a semente germina e cresce, sem ele saber como» (Marcos 4, 26-27). Eis a conclusão: Deus não tem necessidade das nossas orações, mas sim do nosso amor!



Domingo, 20: REZAR É ACREDITAR

Rezar sem desanimar é «acreditar». Hoje, celebramos o Dia Mundial das Missões. A eucaristia deste domingo será celebrada pela «evangelização dos povos». Hoje, toda a Igreja reza, precisamente, como resposta à pergunta de Cristo apresentada no evangelho: «Quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a terra?». Se Deus nos dá o dom da fé, é para o sabermos partilhar à nossa volta! Se a fé é a nossa vida, o nosso tesouro, é também fonte de fecundidade. É por isso que, ao longo deste dia, vou pedir a Deus que abra o meu coração e a minha inteligência ao seu mistério, para melhor o conhecer, amar e servir.



© www.versdimanche.com
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013

Rezar o domingo vigésimo nono, Ano C, no Laboratório da fé

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.10.13 | Sem comentários
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