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Palavra para hoje: vigésimo domingo


Um profeta entregue aos inimigos, um profeta cuja vida está em jogo: desde a primeira leitura somos confrontados com a tragédia que entrega aos culpados o Inocente. Aos culpados e para os culpados: além de Jeremias, trata-se de «Jesus, guia da nossa fé». A Carta aos Hebreus continua: «Renunciando à alegria [...], Ele suportou a cruz». Domingo após domingo, somos colocados diante do mistério da Paixão e da glorificação daquele que vem «trazer o fogo à terra», um fogo sempre pronto a surpreendermos, como na manhã de Pentecostes. Felizes os discípulos animados pelo mesmo desejo, fortalecidos pelo mesmo fervor, esclarecidos quanto às exigências. Exigências para serem vividas no dia a dia e em comunhão com todos.


Pergunta da semana: 

Que estou a fazer para que o fogo do Evangelho se propague à minha volta?

Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 18.8.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: vigésimo domingo

18 DE AGOSTO DE 2013

Evangelho segundo Lucas 12, 49-53

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu vim trazer o fogo à terra e que quero Eu senão que ele se acenda? Tenho de receber um batismo e estou ansioso até que ele se realize. Pensais que Eu vim estabelecer a paz na terra? Não. Eu vos digo que vim trazer a divisão. A partir de agora, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois e dois contra três. Estarão divididos o pai contra o filho e o filho contra o pai, a mãe contra a filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e a nora contra a sogra».



Pensais que Eu vim estabelecer a paz na terra?
Não. Eu vos digo que vim trazer a divisão

Continuamos no «caminho para Jerusalém», a secção central do evangelho de Lucas, que está a ser proclamada desde o décimo terceiro domingo. Quando no horizonte já se vislumbra o sinal da cruz, Jesus está disposto a realizar na sua própria pessoa a purificação do mundo por meio de um «batismo» de sangue. Através dele, quer acender toda a terra com o «fogo» de Deus, mas muitos não o vão aceitar. Jesus será, pois, um sinal de contradição, uma bandeira a derrubar. Na breve leitura do vigésimo domingo, Jesus fala da sua missão no mundo através de um texto difícil, sujeito a diversas interpretações. Destacam-se três imagens: o fogo, o batismo, a divisão.
A imagem do fogo aparece numa frase tão difícil de traduzir como de interpretar: «Eu vim trazer o fogo à terra e que quero Eu senão que ele se acenda?» (versículo 49). Como entender a palavra «fogo»? Na tradição bíblica, o fogo era um dos símbolos utilizados para indicar a presença divina e a sua santidade (cf. Isaías 6). Inclusive, chega a afirmar, metaforicamente, que «Deus é fogo» (Hebreus 12, 29). É muito provável que Lucas pensasse no fogo divino do Espírito Santo, que Jesus envia aos que o querem aceitar no dia de Pentecostes (Atos 2, 3).
Com a imagem do batismo (em grego: «baptisma», isto é, «banho») (versículo 50), Jesus compara a sua paixão e morte a uma imersão total no sofrimento redentor (cf. Marcos 10, 38). Por outras palavras, tem que se submergir no transe do seu martírio, pois essa é a vontade do Pai.
O drama da família dividida (versículos 51-53) evoca a dolorosa profecia do ancião Simeão a Maria (Lucas 2, 34-35). Lucas alude à dor de alguns crentes, que, sobretudo em tempo de perseguição, se viam traídos pelos mais íntimos, inclusive pelos seus próprios familiares. Cristo oferece a paz, embora alguns fazem dela um pretexto de guerra. Os versículos 52-53, glosa de um texto do profeta Miqueias (7, 6), que todos conheciam, descrevem a degradação extrema a que um povo pode chegar.

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



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Preparar o vigésimo domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 17.8.13 | Sem comentários
Encuentros con la Palabra — blogue de Hermann Rodríguez Osorio

Um velho sábio de uma tribo estava a falar com os seus netos sobre a vida. As crianças queriam saber muitas coisas: como ser boas pessoas; porque é que há pessoas más; porque é que tinham intenções menos boas; etc. Ele disse-lhes: «Uma grande luta está a acontecer dentro de mim; é entre dois lobos. Um dos lobos é maldade, temor, ira, inveja, dor, rancor, avareza, arrogância, culpa, ressentimento, inferioridade, mentira, orgulho, rivalidade, superioridade, egoísmo. O outro é bondade, alegria, paz, amor, esperança, serenidade, humildade, doçura, generosidade, benevolência, amizade, empatia, verdade, compaixão, fé. Esta luta também está a acontecer dentro de vós, dentro da grande maioria dos seres da terra». Pensaram nisso durante um minuto e um dos netos perguntou ao avô: «Qual dos lobos ganhará?». E o velho respondeu: «simplesmente... aquele que alimentares».
Esta história revela a luta que existe no nosso interior e no mundo inteiro. Há duas forças que se confrontam entre si, que disputam as nossas decisões. Uma delas tem origem em Deus e a outra no pecado. Jesus diz-nos que não vem trazer a paz à terra entre estas duas forças; ele vem trazer o fogo. «A partir de agora, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois e dois contra três. Estarão divididos o pai contra o filho e o filho contra o pai, a mãe contra a filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e a nora contra a sogra».
Jesus não está a falar de castigos ou maldições contra a humanidade. Está a falar desta luta que nos atravessa interiormente e que atravessa todas as nossas relações. Jesus não quer uma paz mal entendida entre estas forças que disputam as nossas decisões e que também ele as sentia. Uma paz a qualquer preço é um erro descomunal. Seja entre grupos sociais, entre as nossas próprias tendências interiores ou na relação de um casal. A paz a qualquer preço faz com que, muitas vezes, sejamos cúmplices do mal no mundo. Não podemos ser neutrais perante um conflito. Seguir Jesus supõe tomar partido pela justiça, o amor, a comunhão...
Por isso, a pergunta dos netos ao velho sábio também a podemos fazer nós hoje ao Senhor: «Qual dos dois lobos ganhará?». E a sábia resposta do avô será a que receberemos também nós: «Ganhará o lobo que alimentares no teu interior». Qual é o lobo que ti estás a alimentar?

© Hermann Rodríguez Osorio, SJ

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



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Preparar o vigésimo domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.8.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: vigésimo domingo

18 DE AGOSTO DE 2013

Evangelho segundo Lucas 12, 49-53

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu vim trazer o fogo à terra e que quero Eu senão que ele se acenda? Tenho de receber um batismo e estou ansioso até que ele se realize. Pensais que Eu vim estabelecer a paz na terra? Não. Eu vos digo que vim trazer a divisão. A partir de agora, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois e dois contra três. Estarão divididos o pai contra o filho e o filho contra o pai, a mãe contra a filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e a nora contra a sogra».



Segunda, 12: TRAZER O FOGO

O início do evangelho do próximo domingo é estimulante: «Eu vim trazer o fogo à terra». Sem ir mais além na minha leitura, faço memória da utilização da palavra fogo na Bíblia: purifica, imola, destrói cidades inimigas, atesta a qualidade de um metal. Também é uma referência da presença de Deus: numa coluna de fogo que guia o povo na fuga do Egito, numa sarça ardente no meio do deserto ou ainda no Templo de Jerusalém. Além disso, é imagem da Palavra de Deus, como «um fogo devorador», dirá o profeta Jeremias, como «línguas de fogo», narrará o relato do Pentecostes. E a mim, ao meu coração, que fogo é que Jesus vem trazer?



Terça, 13: RECEBER UM BATISMO

Depois do fogo, a água do batismo! Jesus não receia os contrastes. Evidentemente que o batismo de que fala Jesus é o do seu mergulho nas águas da morte e da sua saída vitoriosa. Também nós, pelo batismo, somos mergulhados na morte de Cristo para ressuscitar com ele. Jesus emprega uma expressão forte: «tenho de receber». Como se estivesse consciente da sua missão, do porque é que veio. Como se nos deixasse ver e entender a determinação que habita o seu coração, não em vista de uma coisa a fazer, mas em vista de uma realidade a receber e que não pode dar a si mesmo. E eu, no meu coração, o que é que desejo ardentemente receber?



Quarta, 14: FINALMENTE, REALIZAR!

Trazer o fogo, mas que ainda não está aceso. Receber um batismo, mas que ainda não está realizado. Tais são os pensamentos que habitam o coração de Jesus. Há como que uma urgência, uma impaciência, um desejo mais do que ardente. E eu, o que é que mais desejo para o mundo? A minha oração deste dia será para confiar a Deus o fogo devorador que me habita; ou remexer as cinzas para reencontrar um desejo que tenho escondido; ou ainda confiar-lhe o batismo que dormita em mim e tarda tanto a renovar a minha vida enquanto não me entregar totalmente ao Espírito Santo.



Quinta, 15: CÉU E TERRA

Hoje, a Igreja celebra a Assunção de Maria, isto é, a sua elevação ao céu após a morte sobre a terra. É também a festa de todas as mulheres que possuem este nome («Assunção»). Neste dia, peço a Maria que interceda por mim junto de seu Filho, para que me ajude a crescer na fé. Que um pouco do seu céu ganhe raízes na minha terra.



Sexta, 16: SEGUIR CRISTO DIVIDIDO

As palavras são duras. Como é que Jesus, o príncipe da Paz, que em cada uma das suas aparições após a ressurreição começa por dizer «A paz esteja convosco», pode afirmar que vem trazer a divisão? Bem, esta palavra obriga-nos a reconhecer que a conversão — fazer a escolha de ser cristão — não traz forçosamente a paz. A história dos primeiros tempos da Igreja está suficientemente repleta de mártires para não se ignorar o preço que foi pago por alguns. Esta divisão também foi conhecida por Jesus até entre os seus discípulos: um dos seus vai traí-lo com um beijo. Jesus não deixa ninguém indiferente. A sua palavra penetra na vida. Senhor, afasta de mim toda a falsa paz. Que a tua palavra separe, em mim, a luz das trevas.



Sábado, 17: FAMÍLIAS SEPARADAS

Jesus não mastiga as palavras: as pessoas da mesma família ficarão umas contra as outras, não por questões de heranças — o que é infelizmente comum —, mas por causa dele e do Evangelho. E eu, como é que falo da fé, de Jesus, da Igreja... aos membros da minha família?



Domingo, 18: UM FOGO QUE GERA OUTROS FOGOS

Jesus  não é um incendiário: não procura destruir o mundo com o fogo de uma qualquer ira divina! Jesus não é um comandante de guerra: não nos pede para ficarmos uns contra os outros em nome de uma qualquer intransigência! O Evangelho transpira bondade, ternura e misericórdia suficientes para não cedermos a sinais alarmistas. Aliás, o evangelho desde domingo revela-nos a paixão que anima Jesus e que também nos pode animar. Um desejo louco de ver brilhar um dia em cada ser humano a luz da ressurreição. Uma louca esperança de ver os cristãos saírem do seu tédio para seguirem Jesus. Em conclusão: será que a urgência de anunciar o Evangelho nos queima de tal maneira que nos faz mudar de vida?



© www.versdimanche.com
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013

Preparar o vigésimo domingo, ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.8.13 | Sem comentários
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