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Palavra para hoje: domingo vigésimo


Não há estrangeiros para Deus! O profeta Isaías anuncia-o. Jesus Cristo mostra-o na cura da filha da cananeia. Esta mulher é uma incómoda para os discípulos; para Jesus Cristo, é uma mulher cujo grito merece acolhimento. E reconhece nela uma grande fé. A pagã vem ao encontro de Jesus Cristo, grita, chama-lhe «Senhor». Reconhecer Jesus Cristo, ser reconhecido por ele: tal é a salvação que nos é oferecida. Deus escuta quem parece estar do outro lado das barreiras. E o seu Espírito, hoje, aumenta a nossa fé! A nossa assembleia, com Paulo, é desafiada a testemunhar: Deus usa de «misericórdia para com todos». É assim o amor de Deus: «a minha casa será chamada ‘casa de oração para todos os povos’». A «casa» de Deus é para todos.

Pergunta da semana: 

Aceito que a salvação de Deus seja oferecida a todos?

Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 17.8.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO JÚNIOR

17 DE AGOSTO DE 2014


Isaías 56, 1.6-7

Eis o que diz o Senhor: «Respeitai o direito, praticai a justiça, porque a minha salvação está perto e a minha justiça não tardará a manifestar-se. Quanto aos estrangeiros que desejam unir-se ao Senhor para O servirem, para amarem o seu nome e serem seus servos, se guardarem o sábado, sem o profanarem, se forem fiéis à minha aliança, hei de conduzi-los ao meu santo monte, hei de enchê-los de alegria na minha casa de oração. Os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceites no meu altar, porque a minha casa será chamada 'casa de oração para todos os povos'».



Profanarem


Profanar significa desrespeitar uma coisa dedicada a Deus.
Por exemplo, uma igreja é um lugar dedicado a Deus:
quando alguém danifica uma igreja, está a profanar esse espaço.


Holocaustos


Holocaustos são os sacrifícios antigos
em que os judeus ofereciam a Deus um animal
que era morto e queimado em cima do «altar» dos sacrifícios,
no Templo de Jerusalém.
Os cristãos deixaram este costume,
por ordem de Jesus,
pois o Seu sacrifício na Cruz bastou, para sempre
(cf. Hebreus 10, 5-10).

© Liturgia diária júnior
© Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



Editora Paulus 2014



Além das explicações relativas às outras leituras do dia, 
neste domingo, a Liturgia diária júnior apresenta dois jogos.
Para assinar a revista podes entrar em contacto connosco ou visitar a página da Liturgia diária júnior.



O «Laboratório da fé»® e a editora Paulus estabeleceram uma parceria que permite a divulgação na nossa página — www.laboratoriodafe.net — de alguns conteúdos da revista «Liturgia diária júnior», propriedade da editora. A revista apresenta novidades de acordo com cada mês e tempo litúrgico, tendo como base a seguinte estrutura: Pequeno Missal (o ritual da missa); Liturgia dominical (todas as leituras e evangelho com comentários e explicações); Pequena escola da fé (uma breve catequese sobre temas relevantes da liturgia, da fé e da vida cristã); Suplemento para educadores (breves indicações destinadas aos pais, catequistas e educadores com sugestões de aprofundamento e de como utilizar melhor o conteúdo da revista).



Liturgia diária júnior

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.8.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO


O evangelho proposto para o vigésimo domingo (Ano A) fala-nos da fé de uma mulher estrangeira. Habitualmente, os «modelos» de fé eram homem judeus piedosos. Jesus não está atado a condicionalismos sociais, mas mostra como o dom mais precioso que é a fé se faz presenta numa mulher que até é estrangeira e, portanto, chamada e considerada uma «cachorrinha» pelos seus concidadãos (os judeus chamavam com desprezo «cães» aos estrangeiros e Jesus aproveitará esta circunstância para demonstrar o erro grave desse critério).
A oração desta  mulher converte-se em súplica, em grito insistente — «ela vem a gritar atrás de nós» —, em confiança plena em Jesus, em fé simples. Jesus não outro remédio senão louvar publicamente a fé desta mulher: «Mulher, é grande a tua fé»; e escutar o seu rogo, o seu pedido. A fé pode tudo e não conhece diferenças de género, raça ou cultura.
Esta mulher é apresentada pelo evangelista como modelo de crente, de discípula, de oração confiante e insistente. Que fácil é pôr etiquetas às pessoas, sobretudo a quem é diferente de nós. Podemo-nos encontrar com autênticas surpresas, como no evangelho.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor


Preparar o domingo vigésimo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



La biblia compartida — www.laboratoriodafe.net


Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.8.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO

17 DE AGOSTO DE 2014


Isaías 56, 1.6-7

Eis o que diz o Senhor: «Respeitai o direito, praticai a justiça, porque a minha salvação está perto e a minha justiça não tardará a manifestar-se. Quanto aos estrangeiros que desejam unir-se ao Senhor para O servirem, para amarem o seu nome e serem seus servos, se guardarem o sábado, sem o profanarem, se forem fiéis à minha aliança, hei de conduzi-los ao meu santo monte, hei-de enchê-los de alegria na minha casa de oração. Os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceites no meu altar, porque a minha casa será chamada 'casa de oração para todos os povos'».



Casa de oração para todos os povos


O texto no seu contexto
. Surpreende o início da profecia do Terceiro Isaías, dirigida aos «estrangeiros», tradicionalmente excluídos da salvação de Deus, num momento tão delicado para o povo de Israel. Os deportados voltaram do exílio e os novos governadores, encarregados da restauração pelas autoridades persas, têm que assegurar um gérmen de população nitidamente judaica sobre a qual terá de assentar o futuro. O Templo destruído por Nabucodonosor ainda não tinha sido reconstruído com todo o seu esplendor. Foram tempos muito duros, em que se receava o estrangeiro e se impuseram com intolerância normas de pureza em nome da identidade que excluía os «não judeus».

O texto na história da salvação. Como entender, portanto, esta profecia de Isaías? Não se questiona que a salvação, que provém do próprio Deus, vai chegar; mas será só para os judeus ou, como diz Isaías, alcançará também outros povos? É verdade que também a eles se exige que guardem os mandamentos como os israelitas; além disso, têm que observar o sábado e perseverar no espírito da aliança, segundo este texto. Surpreende também como o monte Sião, o Monte Santo de Jerusalém, seja transformado em «casa aberta e de acolhimento» para todos os povos. O Templo de Jerusalém adquire aqui um cariz e atitude aberta que, contudo, depois não terá.

Palavra de Deus para nós: sentido e celebração litúrgica. Os limites são postos pelos humanos, Deus anuncia a salvação para toda a humanidade, sem distinção de raças, línguas ou culturas, pois cada ser humano foi criado à imagem e semelhança do próprio Deus. O projeto amoroso de Deus rompe os nossos critérios redutores, da mesma forma que o oráculo do Terceiro Isaías é um jarro de água fresca no meio de uma época intolerante e excludente para com os que não pertenciam oficialmente ao povo de Israel. O universalismo do Terceiro Isaías é uma antecipação do universalismo de Jesus e do seu Evangelho.

© Pedro Fraile Yécora, Homiletica
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo vigésimo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.8.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO

17 DE AGOSTO DE 2014


Isaías 56, 1.6-7

Eis o que diz o Senhor: «Respeitai o direito, praticai a justiça, porque a minha salvação está perto e a minha justiça não tardará a manifestar-se. Quanto aos estrangeiros que desejam unir-se ao Senhor para O servirem, para amarem o seu nome e serem seus servos, se guardarem o sábado, sem o profanarem, se forem fiéis à minha aliança, hei de conduzi-los ao meu santo monte, hei-de enchê-los de alegria na minha casa de oração. Os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceites no meu altar, porque a minha casa será chamada 'casa de oração para todos os povos'».



Quanto aos estrangeiros... hei de conduzi-los ao meu santo monte


Os textos imediatamente anteriores do livro de Isaías contêm a promessa de um regresso prodigioso a Jerusalém feita por Deus aos exilados na Babilónia. A partir do capítulo 56 encontramo-nos já com a possibilidade dos exilados regressarem. Devem ter passado uns vinte anos desde o decreto de Ciro que permitia o regresso dos judeus a Jerusalém. Os que regressaram encontraram uma cidade arruinada. É preciso, pois, reconstruir a cidade e repensar a fé.
A primeira parte do oráculo contém um apelo em imperativo à comunidade de fé. Trata-se de manter a justiça e fazer o que é justo e bom. Estes temas são fundamentais na experiência profética de Isaías: o poder da casa de David tinha de estar atento à justiça e ao direito para com os pobres e os necessitados. Há que assegurar — esta é a vontade de Deus — a cada membro da comunidade segurança, dignidade e bem-estar. Esta é a primeira obrigação ética. Seguidamente, o oráculo profético contém uma promessa da parte do Senhor: salvação e bondade. Isto é, o Senhor está prestes a estabelecer, numa decisão unilateral, o bem-estar que tinha ordenado na primeira parte do texto. A mensagem profética diz que o Senhor conduzirá esta comunidade ao bem-estar que o próprio tinha ordenado. Imperativo e promessa formam uma unidade.
A segunda parte do texto faz uma oferta singular: os estrangeiros de coração fiel serão atraídos ao Senhor, Deus de Israel, e serão bem-vindos à vida de oração e adoração que caracteriza o povo escolhido por Deus.

© Joan Ferrer, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo vigésimo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.8.14 | Sem comentários

REZAR O DOMINGO VIGÉSIMO

17 DE AGOSTO DE 2014


Evangelho segundo Mateus 15, 21-28

Naquele tempo, Jesus retirou-Se para os lados de Tiro e Sidónia. Então, uma mulher cananeia, vinda daqueles arredores, começou a gritar: «Senhor, Filho de David, tem compaixão de mim. Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio». Mas Jesus não lhe respondeu uma palavra. Os discípulos aproximaram-se e pediram-Lhe: «Atende-a, porque ela vem a gritar atrás de nós». Jesus respondeu: «Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel». Mas a mulher veio prostrar-se diante d’Ele, dizendo: «Socorre-me, Senhor». Ele respondeu: «Não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cachorrinhos». Mas ela insistiu: «É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos». Então Jesus respondeu-lhe: «Mulher, é grande a tua fé. Faça-se como desejas». E, a partir daquele momento, a sua filha ficou curada.



Segunda, 11: DO OUTRO LADO DA FRONTEIRA

Jesus procura, muitas vezes, lugares afastados, como se quisesse ver as coisas com um outro ponto de vista. Hoje, sai da Galileia para ir à região de Tiro e Sidónia, no atual Líbano. Ele ultrapassa as fronteiras geográficas para abrir todo o tipo de barreiras que erguemos entre nós, entre os povos, entre os crentes... Senhor Jesus, dá-me e dá-nos a ousadia de sair das nossas fronteiras para testemunhar que o amor de Deus é para todos e não está reservado a alguns. Hoje, ajuda-me a derrubar o muro que eu próprio ergui e que me bloqueia.



Terça, 12: O GRITO DE UMA ESTRANGEIRA

Jesus procurava um retiro, mas não é possível passar despercebido. Uma mulher ousa confiar-lhe a sua aflição: «Tem compaixão de mim!». Ela lança um grito por causa da sua filha que sofre de um mal desconhecido. Esta estrangeira pagã pressente que Jesus, Filho de David, pode superar a tortura causada pelo «demónio». Esse é o combate! Mas Jesus guarda silêncio. O que se passa com ele? Senhor Jesus, ensina-me a respeitar a aflição daqueles e daquelas que encontro, sem reagir precipitadamente, para saber comungar contigo «a carne sofredora do mundo».



Quarta, 13: OS DISCÍPULOS INCOMODADOS

Em boa verdade, o grito dirige-se a Jesus e não a eles! Mas são eles que se sentem incomodados, porque querem usufruir da presença do seu mestre. Como é que uma mulher ousa falar com Jesus! Hesitante, Jesus responde-lhe que foi enviado «às ovelhas perdidas da casa de Israel»! É assim que entende a sua missão. Mas Israel não é o povo através do qual serão abençoados todos os povos da terra? Senhor Jesus, dá-me e dá-nos o gosto da missão. Faz de mim, faz de nós discípulos-missionários.



Quinta, 14: UMA TEIMOSA INSISTÊNCIA

«Socorre-me, Senhor»! A mulher não desiste, o seu corpo prostra-se diante de Jesus. O gesto indica respeito e humildade. Jesus deixa-se tocar pela insistência da mulher. No entanto, repreende-a, diz-lhe que os pagãos não têm o mesmo estatuto dos judeus, filhos de Deus: «Não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cachorrinhos». Ela não reclama senão as migalhas! Senhor Jesus, ajuda-me e ajuda-nos a ser insistentes nos nossos pedidos, nos nossos desejos e de tos apresentar com confiança.



Sexta, 15: UMA FILHA DE ISRAEL

Hoje, a Igreja, na liturgia, celebra a entrada de Maria na glória de Deus. Graças à morte e ressurreição do seu Filho, ela vai à nossa frente e deixa-nos entrever o que todos, judeus ou pagãos, seremos chamados a ser. Maria, filha de Israel, é reconhecida como mãe da Humanidade e mãe da Igreja, porque se tornou a mãe de Deus. O seu destino enche-nos de esperança. Senhor Jesus, hoje, ensina-me e ensina-nos a erguer os olhos para o céu sem esquecer a terra.



Sábado, 16: UM GRITO DE ADMIRAÇÃO

Jesus sonda os corações. Ele reconhece a fé que se exprime através desta mulher pagã e que abre para ela o acesso ao Reino de Deus. Um sinal é dado: a cura da sua filha. É porque ela acredita que Jesus pode realizar o sinal: uma vida nova que nasce da fé em Jesus salvador. E é um grito de admiração que habita o coração de Cristo: «Mulher, é grande a tua fé. Faça-se como desejas»! Senhor Jesus, ensina-me e ensina-nos a admirar a fé que nasce lá onde não esperamos: no coração daqueles que, embora, aos nossos olhos, pareçam longe, não estão longe de ti.



Domingo, 17: PÃO PARA TODOS

Ao longo de toda a semana, vimos o coração de Jesus abrir-se ao universal, por causa do grito da mulher. Os pagãos também são chamados à fé, talvez já a vivam. Na eucaristia deste domingo, cantaremos o Salmo 66 com as palavras: «Louvado sejais, Senhor, pelos povos de toda a terra»; «Os povos Vos louvem, ó Deus,todos os povos Vos louvem». O nosso olhar estender-se-á a todas as nações do mundo, convidando-nos a deixar as nossas fronteiras e a abrir o nosso coração ao amor que Deus oferece a todos os povos da terra. Não, Deus não faz distinção entre os humanos. Ele não dá o seu pão a uns e as migalhas a outros. Ele dá-se a si mesmo àqueles que O acolhem e que desejam viver da sua vida. Ele espera-nos pacientemente.



© www.versdimanche.com
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014

Rezar o domingo vigésimo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 12.8.14 | Sem comentários
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