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PREPARAR O DOMINGO OITAVO DE PÁSCOA — PENTECOSTES


Tanto o livro dos Atos dos Apóstolos (primeira leitura) como o evangelho do oitavo domingo de Páscoa (Ano A) mostram-nos a primeira comunidade de seguidores de Jesus como um grupo e gente com medo: fechados e temerosos. Um acontecimento novo vai mudar essencialmente a situação. A vinda do Espírito Santo converterá o medo em paz, em alegria, em generosidade no perdão, em ousadia na pregação, na utilização de uma linguagem compreendida por todos... É a resposta de Jesus à sua promessa de nunca nos deixar sozinhos.
Pentecostes é um grito de esperança, de unidade, de audácia sadia. O Espírito reparte os seus dons — também hoje — para o bem comum: da comunidade eclesial e da sociedade em geral (segunda leitura). Todos e cada um/a somos chamados a participar deste festival do Espírito.
Não podemos ignorar este chamamento pessoal e, sobretudo, eclesial de colocar todos os nossos dons — pelo facto de ser dons, recebidos — a trabalhar, abandonando medos que já não fazem sentido. O Evangelho de Jesus é «Boa Nova» para a Humanidade, para todos. A sua mensagem, a sua maneira de entender as relações humanas e a relação com Deus é o melhor que o mundo pode imaginar. E não estamos sozinhos nesta tarefa.

© Javier Velasco-Arias

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Preparar o domingo oitavo de Páscoa - Pentecostes (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



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Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.6.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO SÉTIMO DE PÁSCOA — ASCENSÃO


No sétimo domingo de Páscoa, celebramos a «Ascensão do Senhor», o dia em que Jesus Cristo, depois de ressuscitar, ascende ao céu e se senta à direita do Pai (segunda leitura). Mas os discípulos não ficaram sozinhos, não permanecerão órfãos, serão «batizados no Espírito Santo» (primeira leitura), que lhes dará forças para pregar a «Boa Notícia» do Reino «até aos confins da terra». Mais ainda: o próprio Jesus promete-lhes que jamais os abandonará, que estará com eles «todos os dias, até ao fim dos tempos» (evangelho).
Esta festa recorda-nos que a missão iniciada por Jesus há de ser continuada pela comunidade eclesial, cada um dos seus discípulos e discípulas tem de se sentir implicado. A tarefa é enorme. Outro mundo é possível, onde cada ser humano seja respeitado pelo que é e não pelo que tem; onde todas as mulheres e todos os homens considerem o próximo como irmã ou irmão, filhos de um único Pai. A tarefa da evangelização não está concluída: ainda há muito trabalho por realizar.
É verdade que nem sempre estamos dispostos a agir, preferimos ficar «a olhar para o Céu», mas sabemos que Ele nunca nos falhará e ajudar-nos-á a sair da nossa apatia ou falta de esperança: ficou connosco... para sempre.

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Preparar o domingo sétimo de Páscoa - Ascensão (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



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Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 29.5.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO SEXTO DE PÁSCOA


No evangelho do sexto domingo de Páscoa (Ano A) encontramos unidas duas realidades que com frequência parecem opostas: o amor e o cumprir determinados preceitos. Contudo, a oposição só é aparente: quem ama está sempre disposto a fazer o que agrada à pessoa amada, mais ainda se for algo bom para os dois. Os mandamentos de Jesus não são preceitos arbitrários ou injustos. São as indicações do caminho para chegar ao Pai, para que cada pessoa alcance a plenitude das suas possibilidades humanas. E Jesus quer que os seus discípulos embarquem nesse caminho, o único caminho da felicidade plena.
Deus estabelece connosco uma relação de amor, Ele toma a iniciativa. Deus ama-nos de uma forma única e pessoal. Quer ficar connosco, melhor, em nós. Jesus não nos quer deixar sozinhos; por isso pede ao Pai que nos envie «outro Paráclito». Alguém que interceda por nós constantemente, como já o faz o próprio Jesus; por isso, fala de «outro», porque Ele já o é. Ama-nos com uma intensidade excecional.
Esta correspondência de Deus Pai, Filho e Espírito Santo com o cristão e a cristã, com a comunidade eclesial, é uma relação que influencia todos os nossos critérios e valores, é uma forma nova de conhecer, de amar, de viver.

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Preparar o domingo sexto de Páscoa (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



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Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.5.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO QUINTO DE PÁSCOA


Jesus convida os seus discípulos — no evangelho do quinto domingo de Páscoa (Ano A) — a acreditar em Deus Pai e em Jesus. A nossa fé caracteriza-se por confiar em Jesus: Ele é o nosso «horizonte de compreensão». Mais ainda: Jesus é o «caminho, a verdade e a vida». Não é só o guia que nos mostra como chegar ao Pai, como participar da salvação que Deus nos oferece, como fazer que a nossa vida tenha sentido. Ele é o caminho da verdade e da vida: o caminho que nos leva à única verdade integral (nada de meias mentiras ou meias verdades), o único que satisfaz as nossas inquietações e esperanças, porque só nele, «o caminho» (não um caminho qualquer), encontramos a vida, a vida em plenitude. O evangelista sublinha que o caminho até Deus passa por Jesus.
Mas o acreditar em Jesus, o ser seu discípulo ou discípula, significa adequar a minha existência e os meus critérios aos de Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço». A resposta de fé implica entrar na dinâmica da vida de Jesus, na sua maneira de viver, de atuar, de pregar... Comporta o nosso compromisso na construção do Reino de Deus já aqui, «como pedras vivas» (segunda leitura), sem desânimos nem pessimismos. As coisas podem mudar; eu tenho a minha parte de responsabilidade na construção de um mundo mais justo, mais solidário, mais fraterno, que responda ao plano original de Deus.

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Preparar o domingo quinto de Páscoa (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



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Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.5.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO QUARTO DE PÁSCOA


Jesus não é um pastor de «borregos» sem capacidade de pensar e que seguem alguém de forma mecânica: «Aonde vai Vicente? Aonde vai toda a gente». Jesus é o bom pastor que conhece e respeita cada um das ovelhas do seu rebanho; conhece-as pessoalmente e por isso chama «chama cada uma delas pelo seu nome». Estas ovelhas seguem Jesus de uma forma consciente e livre, de maneira que «não conhecem a voz dos estranhos».
Mais ainda: Ele é a «porta», onde as ovelhas encontrarão a salvação, a resposta a todos os seus anseios e esperanças. E poderão entrar e sair, sem serem condicionadas ou manipuladas por nada nem ninguém; mas aí encontrarão «pastagem» para se saciarem. Até porque Jesus quer que «tenham vida e a tenham em abundância».
A comparação é fácil de entender, de aplicar. A narração do evangelho pretende dizer como Jesus mostra o caminho da fé, o qual todos e todas somos convidados a percorrer, um caminho de liberdade, onde a pessoa se sente valorizada por si mesma, pelo que é, reconhecida individual, pessoalmente, onde encontra a plenitude das suas aspirações mais profundas. Todavia, há outras «ofertas», porventura tentadoras, mas que não dão vida, conduzem ao fracasso, não enchem o coração humano. A escolha está nas minhas mãos!

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Preparar o domingo quarto de Páscoa (Ano A), Laboratório da fé, 2014


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Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
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Postado por Unknown | 9.5.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO SEGUNDO DE PÁSCOA


O tema da paz é uma constante no evangelho do segundo domingo de Páscoa. Jesus comunica, em três ocasiões, a paz aos seus discípulos: «A paz esteja convosco!». Com esta paz especial trazida por Jesus estão a fé («felizes os que acreditam sem terem visto»), o perdão amoroso («àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados») e a alegria plena («ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor»).
Constituem um elenco de dons que Jesus dá gratuitamente a todo aquele ou aquela que participa da oferta da sua ressurreição. Dons que são mais preciosos do que o ouro, como afirmará o autor da Primeira Carta de Pedro, referindo-se à fé (segunda leitura do segundo domingo de Páscoa), mas que se pode estender aos restantes dons. Não sei até que ponto temos consciência desta realidade e a gozamos pessoal e, sobretudo, comunitariamente.
A primeira leitura, dos Atos dos Apóstolos, narra-nos o que significou a vivência destas realidades na primeira comunidade cristã. Traduziu-se em testemunho no mundo da unidade, da partilha, da alegria, da oração, da participação na Eucaristia, da escuta atenta da Palavra de Deus...
Toda a liturgia do segundo domingo de Páscoa convida-nos a viver com intensidade a mesma experiência. Vale a pena!

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Preparar o domingo segundo de Páscoa (Ano A), Laboratório da fé, 2014


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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 22.4.14 | Sem comentários

PREPARAR A SEXTA-FEIRA SANTA


A Sexta-feira Santa constitui o centro dos acontecimentos de que fazemos memória nestes intensos dias litúrgicos. A vida e a pregação de Jesus culminam numa morte ignominiosa, padecendo — como nos recorda a carta aos Hebreus (segunda leitura) — angústia, sofrimento, solidão... Até Pedro, o primeiro no grupo dos «Doze», nega conhecê-lo; todos os seus amigos e seguidores desaparecem de cena. A morte na cruz é o desenlace previsível para uma vida que põe em causa muitas atitudes aparentemente religiosas. Jesus era incómodo.
Jesus entrega, desde a cruz, o seu espírito ao Pai, confiante de que só Deus pode tirar uma vitória de um dramático fracasso. E, desde a cruz, confia-nos, a todos os discípulos, a todos os seres humanos — na figura do discípulo amado — a sua mãe, Maria.
Esperamos serenos a ressurreição do Senhor. Queremos aceitar tudo o que significa a mensagem de Jesus, também tudo o que tem de dificuldade, de sofrimento, de exigência... Confiamos que a vontade de Deus, que Ele viveu e pregou, é o melhor para a Humanidade, para a comunidade eclesial, para mim. E estou disposto a empenhar toda a minha existência, mesmo com o risco de incompreensões e... em viver os valores do Reino, em converter o seguimento de Jesus e a sua mensagem no meu «horizonte de compreensão».

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Preparar a Sexta-feira Santa, Laboratório da fé, 2014


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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 18.4.14 | Sem comentários

PREPARAR A QUINTA-FEIRA SANTA


Os acontecimentos da primeira «Semana Santa» decorrem num contexto pascal, a celebração da libertação do povo de Israel da escravidão (primeira leitura): a Páscoa judaica. Jesus inaugurará uma nova Páscoa, na qual a libertação de toda a escravidão, do mal, do pecado, será definitiva e universal. Tal como o acontecimento pascal judaico é comemorado com uma ceia familiar, num encontro cultual, a morte e ressurreição de Jesus é atualizada à volta de uma mesa (segunda leitura e evangelho), em cada eucaristia.
A Última Ceia de Jesus com os seus discípulos é vivida, na comunidade eclesial, de cada vez que nos reunimos como irmãos, filhos do mesmo Pai, na Eucaristia.
A narração do evangelho de Quinta-feira Santa facilita-nos as pistas sobre as atitudes necessárias para participar plenamente no encontro fraternal que é a celebração da «Ceia do Senhor»: amor e serviço. O amor de Jesus chega «até ao fim», até dar a vida por nós; mas também até ao fim (extremo) de se colocar a servir, a «lavar-nos os pés», ele que é o «Mestre e Senhor».
Não temos desculpa para não levarmos a sério a atitude de Jesus, que há de ser necessariamente a atitude de cada um dos seus discípulos e discípulas: «Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também».

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Preparar a Quinta-feira Santa, Laboratório da fé, 2014


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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 17.4.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO DE RAMOS [SEXTO DA QUARESMA]


O Domingo de Ramos antecipa liturgicamente os acontecimentos que se vão desenvolver ao longo da Semana Santa: anuncia o desenlace trágico da vida de Jesus. Preludia um final que, não obstante, não acaba na morte, «uma morte de cruz» — como sublinha a carta aos Filipenses (segunda leitura) —, mas com a ressurreição, com a exaltação de Jesus, a quem se concede o «nome que está acima de todos os nomes».
É um final, do ponto de vista humano, carregado de traição: «Aquele que eu beijar, é esse mesmo. Prendei-O»; mas com uma resposta de amor dada por Jesus: «Amigo, a que vieste?». A sua morte corresponde à maneira como viveu. A sua máxima foi a fidelidade à vontade de Deus Pai e o amor a cada ser humano, filho e filha desse Pai. Precisamente por isso, morre colocando-se nas mãos do Pai, a partir da experiência sensível da ausência de Deus, como fica provado pela oração do salmo 22 (21), que o evangelista põe na boca de Jesus: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?», mas consciente de que o Pai pode mudar a morte em vida, o mal em bem. Será na cruz que o hão de reconhecer, que o reconheceremos como Filho de Deus: «Este era verdadeiramente Filho de Deus».

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Preparar o Domingo de Ramos, sexto domingo da Quaresma (Ano A), Laboratório da fé, 2014


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Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 12.4.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO QUINTO DA QUARESMA


Jesus é a «ressurreição e a vida»: esta é a ideia que sobressai do evangelho do quinto domingo da Quaresma (Ano A). O Deus de Jesus Cristo é o Deus da vida. Uma vida que se manifesta em Jesus através do seus gestos e das suas palavras. Jesus amava Marta, Maria, Lázaro...; ama-nos a cada um de nós pessoalmente. É capaz de se emocionar e de chorar perante a desgraça humana: mostra-nos o rosto humano do Deus da vida. E é capaz de transformar, como enviado do Pai, o mal em bem, o pecado em bondade, a morte em vida.
Mas a ação gratuita de Deus, manifestada em Jesus, reclama uma resposta generosa do ser humano. Marta, a irmã de Lázaro, responde a partir da fé, da esperança, do amor: confia em Jesus. Mas estas atitudes são vividas de uma forma ativa: sai ao encontro de Jesus, tem um diálogo sincero e confiante com Ele, comunica-o à sua irmã. Maria, a outra irmã, quando se inteira da presença de Jesus que a chama, sai a correr ao seu encontro e lança-se aos pés do Mestre, partilhando com Ele a sua dor e a sua confiança.
Jesus liberta Lázaro das garras da morte; liberta-nos de toda a escravidão que nos oprime, nos ameaça, não nos deixa viver. Nele temos a esperança de que o mal, o pecado, a morte, não têm a última palavra.

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Preparar o domingo quinto da Quaresma (Ano A), Laboratório da fé, 2014


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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 4.4.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO QUARTO DA QUARESMA


João apresenta-nos, no evangelho proposto para o quarto domingo da Quaresma (Ano A), um relato de um milagre, ou melhor, como ele prefere designá-lo, dum «sinal» duma realidade mais profunda. Cada um dos personagens da narração é facilmente identificado com diferentes atitudes na comunidade eclesial ou na relação da dita comunidade com o exterior.
Jesus é o protagonista principal: Ele é a luz, capaz de iluminar a escuridão e a cegueira dos seres humanos. Ele é a resposta às diversas perguntas colocadas pelos homens e mulheres sobre o sentido da existência. Mas só a partir de uma disposição de abertura a Deus, de simplicidade, de pobreza (no sentido de se sentir necessitado, em contraposição com a autossuficiência) é possível captar, receber, sair da cegueira do pecado, do mal e ver a luz.
Os fariseus representam, no relato, o fechamento, a cegueira, a impossibilidade de ver, porque não estão nem sequer dispostos a reconhecer a sua necessidade de luz. Os discípulos, por seu lado, não entendem, mas perguntam, procuram..., e serem espectadores privilegiados da ação de Deus, através de Jesus. Os pais do cego personificam a atitude de cobardia, de medo a ver a vida a complicar-se; viram a mudança radical acontecida no seu filho, mas não são capazes de o testemunhar publicamente. O cego que recupera a vista participa na totalidade dum caminho de conversão: é curado da sua cegueira física e, mais importante, da cegueira espiritual. Acaba por reconhecer Jesus como Senhor, embora isso lhe acarrete insultos e marginalização; mas conseguiu descobrir a Luz.

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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 27.3.14 | Sem comentários

CELEBRAR A ANUNCIAÇÃO


Dentro de nove meses voltaremos a celebrar o Natal, o nascimento de Jesus, o Filho de Deus e, ao mesmo tempo, o filho de Maria. Isto é o que antecipamos, hoje, na festa da Anunciação do Senhor.
Da mesma forma que a Carta aos Hebreus (segunda leitura) e o salmo de hoje nos recordam a atitude de Jesus — e antes do salmista — de entrega incondicional à vontade divina («Eu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade»), também se pode aplicar a Maria, que entendeu toda a sua existência como uma entrega livre e amorosa à vontade de Deus: «Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra».
A atitude do discípulo e da discípula de Jesus — Maria foi a primeira — está na mesma linha, conscientes de que o plano amoroso de Deus para a Humanidade é o melhor que podemos deixar acontecer. Por conseguinte, vale a pena colocar todo o meu empenho, toda a minha vida, todo o meu agir para começar a construir já aqui e agora o reino de Deus — «venha a nós o vosso reino» —, embora conscientes de que não será neste mundo que alcançaremos a sua plenitude, mas é aqui que se inicia; no empenho em que cada homem e cada mulher reconheça no outro um seu irmão e uma sua irmã; em que seja respeitada a dignidade de cada pessoa humana...

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Celebrar a Anunciação, no Laboratório da fé, 2014




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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 25.3.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO TERCEIRO DA QUARESMA


A narração do evangelho proposto para o terceiro domingo da Quaresma (Ano A) acontece num cenário não habitual: numa cidade da Samaria. Além de Jesus, a personagem principal na cena não são os discípulos, mas uma mulher. Jesus Cristo, ultrapassando os convencionalismos da época, conversa longamente com ela. É uma mulher, ainda por cima estrangeira (samaritana) e com uma história moral não apreciada, o que faz dela uma interlocutora inadequada para qualquer judeu. Mas a «Boa Nova» de Jesus não percebe nada de convencionalismos nem se detém perante os limites sociais discriminatórios. A partir de uma situação ordinária, quotidiana, fala-lhe do «dom de Deus», um dom que não conhece as fronteiras que os seres humanos inventaram, mas acolhe todas e todos sem distinção de sexo, raça, cultura ou forma de vida.
Jesus Cristo é a «água viva», capaz de saciar, para sempre, a sede do ser humano; não como as outras águas, que só tiram a sede momentaneamente (diversões, prazer, poder, dinheiro, êxito, etc.). Nós que experimentamos esta realidade (?!) somos convidados a partilhar esta «água» com os outros, como fez a mulher samaritana com os seus compatriotas: «Muitos samaritanos daquela cidade acreditaram em Jesus, por causa da palavra da mulher», porque o dom é imenso, grandioso, não tem limites.

© Javier Velasco-Arias

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Preparar o domingo terceiro da Quaresma (Ano A), no Laboratório da fé, 2014




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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 18.3.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO SEGUNDO DA QUARESMA


A cena da Transfiguração, do evangelho proposto para o segundo domingo da Quaresma (Ano A), antecipa a exaltação — a ressurreição — de Jesus, que celebraremos no final deste tempo litúrgico e para onde aponta toda a Quaresma. Prepara os discípulos para os acontecimentos difíceis da paixão e morte do Mestre, com a esperança certa de um final cheio de esperança.
Na cena da narração, além de Jesus e dos três discípulos, aparecem mais três personagens: Moisés, Elias e Deus Pai. A totalidade da Bíblia, a totalidade da Palavra de Deus está a dar testemunho de Jesus, personificada em Moisés (a Torá, a Lei) e Elias (os Profetas); e até o próprio Deus confirma a grandeza do Filho, com um convite a escutá-lo.
A passagem convida a todos os que a leem ou escutam a estar atentos à Palavra de Deus, Antigo (Moisés e Elias) e Novo Testamento (Jesus). Nela está a resposta às nossas interrogações, mas também aos nossos medos, inquietações, angústias, incompreensões... A história do ser humano, a coletiva, mas também a pessoal, está nas mãos de Deus: não há que ter medo. Ao mesmo tempo, é um convite a viver a mensagem desta Palavra: não podemos ficar a fazer «três tendas» e iludir a nossa responsabilidade.

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Preparar o domingo segundo da Quaresma (Ano A), no Laboratório da fé, 2014




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Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.3.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO PRIMEIRO DA QUARESMA


No evangelho proposto para o primeiro domingo da Quaresma (Ano A), Jesus aparece submetido ao assédio do tentador. As três tentações narradas pelo evangelista correspondem a situações similares vividas pelo povo de Deus, por Israel. Em todas elas, o povo escolhido sucumbiu à tentação; não foi assim com Jesus. A Palavra de Deus é o fundamento onde se apoia para não ceder às instigações. Recorda-nos que Deus nunca deve ser usado em proveito próprio, procurando a solução mais fácil, sem esforço pessoal, ou procurando o espetacular perante o simples e o quotidiano, ou ainda pondo outras coisas (fama, reconhecimento, dinheiro, poder, etc.) em lugar de Deus.
Na leitura assídua da Palavra de Deus descobrimos uma escola para a vida, umas histórias para viver. Encontramos um Deus grande e poderoso, embora a expressão que melhor o define é Amor: é grande e poderoso amando-nos. Na dita Palavra, reconhecemos o plano de Deus para a Humanidade, onde cada ser humano se revela como tal com dignidade e liberdade, mas também com responsabilidade; sem cair nas tentações que anulem ou diminuam o desígnio amoroso divino. A tentação mostra-nos uma realidade atrativa, mas enganosa. Só o plano de Deus faz o ser humano feliz; só o plano de Deus responde às expectativas mais profundas da pessoa.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
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Preparar o domingo primeiro da Quaresma (Ano A), no Laboratório da fé, 2014




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Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.3.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO SÉTIMO


As afirmações de Jesus, no evangelho do sétimo domingo (Ano A), situadas no contexto do Sermão da Montanha, parecem chocantes, irrealizáveis. Alguém falou de utopia, de uma moral de máximos, de exageros para provocar uma reação nos interlocutores. Será que são só palavras bonitas, mas exageradas, impraticáveis?
Comentaremos brevemente duas das afirmações que, em certo sentido, condensam todas as outras: «Não resistais ao homem mau»; «amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem». A verdade é que o que Jesus nos pede não é fácil: a não resistência e o amor. Mas a realidade mostra que são muitos os testemunhos de missionários e missionárias, no voluntariado cristão ajudando os necessitados, de cristãos que trabalham e lutam diariamente por um mundo melhor e uma quantidade incontável que puseram e põem diariamente em prática. Imaginemos que todos e todas os que nos chamamos discípulos de Jesus o vivíamos: quantas coisas mudariam!
Ora, o que Jesus nos sugere é, nada mais nada menos, que imitemos, como bons filhos, o nosso Pai: «Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos». Ele ama gratuitamente a todos e pede-nos que façamos o mesmo.

© Javier Velasco-Arias

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Preparar o domingo sétimo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014




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Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 21.2.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO QUINTO


No evangelho do quinto domingo (Ano A), Jesus compara os seus discípulos com duas realidades quotidianas: o sal e a luz. O Mestre usa uma linguagem que todos compreendem: partindo das realidades diárias ilustra as verdades mais profundas.
Os seguidores de Jesus têm (temos) de ser como o sal. O sal dá sabor, conserva os alimentos, aviva o fogo. Jesus pede todas estas qualidades para os seus discípulos. O sal praticamente não se vê, a sua presença é quase impercetível; mas a sua falta é bem percebida. Nada é igual sem ele. Temos a missão de dar sabor à vida, que a vida tenha sentido; conservar o que de melhor existe em cada pessoa, nas comunidades, também na sociedade e na Igreja; e avivar o fogo: a vida sem paixão não é vida; o cristianismo sem paixão perde toda a sua força. Contudo, sempre sem procurar protagonismos, como o sal que quase não se vê.
E também temos de ser luz. A luz é o contrário da escuridão. A escuridão é sinónimo de medo, de mal, de pecado, de escondido, de injustiça... A missão do seguidor ou seguidora de Jesus é iluminar estas realidades, denunciar o mal e a injustiça, ser luz em todas as situações «obscuras»: impunidade, arbitrariedade, tirania, imoralidade, violência física ou moral... Ora, este encargo não parece ser cómodo nem fácil.
O encargo que Jesus confia aos seus discípulos é exigente e implica uma missão insubstituível.

© Javier Velasco-Arias

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Preparar o domingo quinto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014




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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.2.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO DA APRESENTAÇÃO DE JESUS


Uma das festas mais antigas do cristianismo é a da «Apresentação do Senhor», que, este ano, coincide com o domingo (em vez do quarto domingo). O evangelista e a tradição uniram-na à purificação de Maria. Também é conhecida como a festa da Candelária ou da Luz.
Ao lado de Jesus menino, Maria e José, o narrador bíblico coloca duas personagens anciãs: Simeão e Ana. Ambos são capazes de perceber a singularidade do menino apresentado pelos seus pais no Templo de Jerusalém. São duas personagens simples, piedosas... Os dois estão atentos à voz do Espírito Santo; os dois expressam-se com a Palavra de Deus nas suas bocas.
Simeão «profetizará» tanto a salvação que será inaugurada por Jesus, como o seu final trágico, que padecerá com Jesus, de maneira especial, a sua mãe, Maria.
Uma cena cheia de conteúdo de fé, de humildade, de simplicidade, de Palavra de Deus. Para a maioria passou despercebido. O certo é que a grandeza de Deus se manifesta no pequeno. E só os pequenos a percebem.

© Javier Velasco-Arias

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  • Rezar o domingo a partir da evangelho: Lucas 2, 22-40 > > >



Preparar o domingo da Apresentação de Jesus (Ano A), no Laboratório da fé, 2014




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Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 30.1.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO TERCEIRO


As circunstâncias violentas da prisão de João Batista levaram Jesus a estabelecer-se «em Cafarnaum, terra à beira-mar» (na Galileia). Deus também se serve das injustiças humanas para tornar possível o seu plano salvífico. Dizia Santa Teresa de Jesus: «Deus escreve direito por linhas tortas».
A primeira pregação de Jesus e os primeiros relatos da vocação são apresentados pelo evangelista neste contexto. Jesus chama à conversão, à mudança de vida, «porque está próximo o reino dos Céus»: uma situação nova exige uma atitude nova. A Boa Notícia do Reino implica a libertação do mal, de todo o mal, de todas as injustiças; significa estar atento e envolver-se nas necessidades do próximo, nas «doenças e enfermidades» do povo, «curando-as» a exemplo do Mestre. Para isso, Jesus chama os seus primeiros seguidores: Simão, André, Tiago, João...; como nos chama a cada um e cada uma de nós. É um convite a pregar, a viver, a testemunhar a proximidade do Reino de Deus, no qual não haverá mais injustiça, onde será respeitada a dignidade de todos e de cada um e cada uma, onde todos serão irmãos e irmãs, filhos e filhas do mesmo Pai comum. Eles «deixaram [barca, família, ocupações, etc.] e seguiram-n'O». Que estou disposto a deixar para tornar possível a proximidade do Reino?

© Javier Velasco-Arias

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  • Rezar o domingo a partir da evangelho: Mateus 4, 12-23 > > >



Preparar o domingo terceiro (Ano A), no Laboratório da fé, 2014




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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.1.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO SEGUNDO


João Batista dá testemunho de Jesus: o importante é Jesus, o Filho de Deus. Não teme perder «clientes» em favor de Jesus. João não se prega a si mesmo, com aparências de piedade.
O primordial é a vontade de Deus, mesmo que se esqueçam de mim. Custa-nos entender isto: gostamos de ser reconhecidos, da «palmadinha nas costas», que falem bem de nós... Quando não o fazem ficamos doridos e caímos na crítica fácil. No fundo, estamos mais interessados em nós do que em fazer desinteressadamente o bem ou evangelizar sem recompensa imediata. A atitude do Batista é bem diferente.
Jesus é quem traz a libertação definitiva, também dos nossos egoísmos e egocentrismos. Ele é a resposta definitiva à busca de sentido do ser humano. Somos desafiados a dar testemunho desta realidade e a proclamá-la explicitamente (salmo responsorial): «Proclamei a justiça na grande assembleia, não fechei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis».
O mal do mundo é derrotado pela ação libertadora de Jesus — isto é o que proclama João Batista. Esta tem de ser a nossa convicção, o nosso anúncio, o testemunho da nossa vida.

© Javier Velasco-Arias

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  • Rezar o domingo a partir da evangelho: João 1, 29-34 > > >



Preparar o domingo segundo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.1.14 | Sem comentários
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