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VIVER O DOMINGO QUINTO DA QUARESMA


Aproxima-se o final trágico de Jesus; Ele presente-o. Contudo, a sua fé inquebrantável no Pai fá-lo intuir, dá-lhe a certeza de que do sofrimento e da morte pode ressurgir a vida: «Chegou a hora em que o Filho do homem vai ser glorificado».
Com esta perspetiva é compreensível a sua estranha afirmação: «Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto». A nossa experiência e opinião vai noutra direção. Custa-nos entender que dê fruto, e menos muito fruto, a dor, o sofrimento, a morte. Mas a nossa fé na ressurreição de Jesus proporciona-nos a convicção de que Ele tinha razão.
Ora, esta perspetiva pode ser exportada para as nossas vidas. O sofrimento, a dor e a morte fazem parte da natureza humana. Por mais que queiramos esconder esta realidade, fugir dela, encontramo-la na própria vida, na nossa família, nos amigos… Jesus oferece-nos outra leitura destas realidades. Não tem nada que ver com procura masoquista da dor. É aceitar o sofrimento inevitável, aquele sobre o qual não podemos ter controlo. Comprovar, ter a certeza, que a doença, mesmo a mais incapacitante, a dor e a morte têm um valor, um valor salvífico. O sofrimento e a morte de Jesus, juntamente com a sua ressurreição, certificam-no.

© Javier Velasco-Arias
© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2015
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor


Viver o domingo quinto da Quaresma (Ano B), no Laboratório da fé, 2015



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Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 21.3.15 | Sem comentários

VIVER O DOMINGO QUARTO DA QUARESMA


A morte de Jesus na cruz não é um fracasso. A sua morte traz vida. Mais ainda: vida sem fim, vida eterna. A vida, a pregação, mas, sobretudo, a morte de Jesus Cristo é o ato supremo de amor de Deus. Deus Pai não quer que se perca nem sequer um de nós. Ama-nos de forma individual, personalizada, não de maneira coletiva. Cada ser humano é objeto pessoal do amor de Deus. O período da Quaresma prepara-nos para apreciar em toda a sua intensidade o ato sublime do amor de doação de Jesus.
A escuridão da morte, em Jesus, converte-se em luz. Ele é «a luz que veio ao mundo». Mas há o perigo de preferirmos «as trevas à luz». A causa de Jesus vale a pena: é luz. O mundo está cheio de escuridão, de injustiças, de atentados à dignidade da pessoa, de mal. Mas outro mundo é possível. A cruz, a morte e a ressurreição de Jesus anunciam-no, inauguram-no. O imenso amor de Deus, feito carne em Jesus, mostra-nos o único caminho possível: o do amor. Um amor que nos impulsiona a lutar para que seja respeitada a dignidade de cada pessoa, a reconhecer no outro um irmão ou uma irmã, a fazer nossos os sofrimentos e as necessidades de cada pessoa. É mais fácil, é verdade, uma vida soporífera, na qual só conta o meu ego, eu e o meu ambiente mais próximo, o sentir-me bem, o não complicar-me a vida. Mas essa não foi a opção de Jesus; não é luz; não é vida inesgotável.

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Viver o domingo quarto da Quaresma (Ano B), no Laboratório da fé, 2015



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Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.3.15 | Sem comentários

VIVER O DOMINGO TERCEIRO DA QUARESMA


Jesus revela-se contra um mundo no qual o económico é o prioritário; o dinheiro importa mais do que as pessoas. E isto acontecia até no Templo de Jerusalém. O Templo era o lugar da «presença de Deus» e os vendedores e cambistas, os especuladores monetários, tinham convertido a «casa de meu Pai [em] casa de comércio» — dirá Jesus. A reação de Jesus é visceral. Não pode admitir que o Templo de Deus se tenha transformado num lugar de negócios e de exclusão.
A narração evangélica, porém, aproveita a cena para explicar uma realidade mais profunda. Jesus é o autêntico Templo de Deus. Na sua humanidade torna-se efetiva, de uma forma única, a presença de Deus. Deus faz-se presente no ser humano.
A ressurreição de Jesus será o sinal definitivo desta realidade. Jesus inaugurou uma nova forma de entender o sagrado, o santo. Cada homem e cada mulher são o lugar onde se manifesta a santidade de Deus, a sua presença única.
O prioritário, nos seus seguidores, naqueles que percebem esta nova realidade, não pode ser o dinheiro, o poder ou o prestígio social. Não podemos admitir a exclusão de nenhum ser humano por nenhuma causa. A vida, a pregação de Jesus, a sua morte e a sua ressurreição, iniciam um novo futuro, onde o nuclear é o ser humano, feito à imagem e semelhança de Deus.

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Viver o domingo terceiro da Quaresma (Ano B), no Laboratório da fé, 2015



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Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.3.15 | Sem comentários

VIVER O DOMINGO SEGUNDO DA QUARESMA


A cena da Transfiguração de Jesus é uma antecipação da sua ressurreição. A Quaresma não termina com a morte violenta de Jesus, injustiçado numa cruz como um malfeitor. A sua vida e sua pregação tornam compreensível o seu final trágico. Os poderosos deste mundo não estão dispostos a aceitar a sua mensagem da boa notícia do Reino de Deus, onde cada mulher e cada homem são valorizados pelo que são e não pelo que têm ou pelo que parecem, onde todos participam da mesma dignidade. Mas o mal, a violência, o poder não têm a última palavra. A Transfiguração preanuncia esta realidade; Deus Pai põe-se do lado de Jesus: «Este é o meu Filho muito amado: escutai-O».
Mais ainda, toda a Escritura — representada por Moisés e Elias: a Torá (a Lei) e os Profetas — confirmam a «razão» de Jesus. A causa de Jesus responde ao plano amoroso de Deus. A Páscoa, a sua ressurreição será a prova de que não se enganou. Como não se enganam tantos homens e tantas mulheres que também hoje em dia — a exemplo de Jesus, o Mestre — põem toda a sua existência ao serviço dos outros.
Não é fácil aceitar esta realidade. Gostamos — como Pedro, Tiago e João — da vida sem complicações; «como é bom estarmos aqui!» — repetimos como eles, quando as circunstâncias nos são propícias. Mas nem sempre estamos dispostos a arriscarmos a vida por causa de Jesus, pela boa notícia do Reino.

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Viver o domingo segundo da Quaresma (Ano B), no Laboratório da fé, 2015



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Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 27.2.15 | Sem comentários

VIVER O DOMINGO PRIMEIRO DA QUARESMA


Ainda estamos com o «sabor» do Natal e já voltamos a celebrar a Quaresma; outros dos «tempos fortes» eclesiais. A Quaresma são quarenta dias que nos preparam para o grande acontecimento da Páscoa; nunca podemos perder de vista esta perspetiva.
No primeiro domingo da Quaresma, a liturgia convida-nos a contemplar a estadia de Jesus no deserto — durante quarenta dias — como preparação para a sua vida pública, para a proclamação da «boa notícia» da chegada do Reino de Deus, no qual cada homem e cada mulher são convidados a ver no outro a irmã e o irmão. A narração do evangelho de Marcos — que corresponde ao ciclo litúrgico B em que nos encontramos — é a mais breve. Mas isso não impede que esteja carregada de conteúdo.
Jesus, no deserto, está a preparar, através dum tempo de oração e de «deserto» (de solidão, só com Deus), o que se conhecerá como a sua «vida pública». A boa notícia do Reino não se pode improvisar. O plano amoroso de Deus para a humanidade há de ser proclamado com toda a sua força transformadora.
Imediatamente depois do período de deserto, Jesus começa a anunciar a iminência da chegada do Reino de Deus. Há que estar preparados! A aceitação da mensagem de Jesus exige uma mudança de vida. É necessário modificar os nossos esquemas, acreditar na boa notícia que Jesus proclama, empenharmo-nos em tornar presente, no nosso mundo, os valores do Reino de Deus.

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Viver o domingo primeiro da Quaresma (Ano B), no Laboratório da fé, 2015



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Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 21.2.15 | Sem comentários

VIVER A QUARTA-FEIRA DE CINZAS


A Quarta-feira de Cinzas inicia de novo a Quaresma, é o começo deste tempo litúrgico forte. O evangelho desta celebração fala-nos dos três pilares da Quaresma: a esmola, a oração e o jejum. Já o profeta Joel (primeira leitura) nos recorda que não se trata duns atos exteriores, que perdem todo o sentido religioso sem uma implicação existencial. O profeta fala de «rasgar o coração», de conversão. O «coração», na Bíblia, é a sede dos sentimentos, mas também das decisões. Há que mudar o coração, não cumprir umas normas externas; mudar os nossos sentimentos e as nossas decisões.
Jesus, no evangelho, pede que a esmola seja dada «em segredo», a oração seja feita «no segredo», e para o jejum diz: «perfuma a cabeça e lava o rosto», ou seja, feito sem que se perceba. A nós não nos agrada fazer as coisas assim. Agrada-nos que se saiba quando fazemos algo bom. Se estes atos que a Quaresma nos convida não correspondem a atitudes internas, não têm qualquer valor, são fogo de vista.
A oração responde a uma necessidade de diálogo com Deus, é uma resposta à sua Palavra. O jejum voluntário pode-nos ajudar a compreender que devemos tudo a Deus, a refletir sobre tantas pessoas que passam fome e necessidade, que praticam um jejum imposto. A esmola responde à reflexão anterior: partilhar com quem não tem os bens que foram criados por Deus para o bem comum.

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Viver aa quarta-feira de cinzas, no Laboratório da fé, 2015



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Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 18.2.15 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO SEXTO


Continuamos com o tema da vinha, já presente no domingo anterior, símbolo do povo de Deus. Hoje, é um pai que envia os seus dois filhos, primeiro um e depois o outro, para trabalhar na sua vinha.
A narração fixa a atenção nos dois filhos como duas formas opostas de responder à chamada de Deus. Curiosamente, o primeiro descendente (o primogénito) representa os judeus «fiéis», incluindo os representantes religiosos da época (príncipes dos sacerdotes e anciãos) que com a boca dizem que «sim», mas na hora da verdade traduz-se em «não».
O segundo filho — segundo as palavras de Jesus — está relacionado com os «publicanos e as mulheres de má vida», aqueles e aquelas que, com o seu estilo de vida, parece que dizem «não», mas acaba num «sim», porque sabem acolher o perdão e o amor gratuitos de Deus, que lhes é oferecido por Jesus.
Os excluídos pela sociedade e pela religião estarão à frente dos aparentemente justos e religiosos no reino de Deus — afirma Jesus. A mensagem de Jesus não é excludente, não troca uns excluídos por outros. Ao contrário, é inclusiva. Jesus ensina que Deus ama a todas e a todos como um Pai amoroso e convida a todos os que o escutam a unir-se a este amor que não conhece aceção de pessoas e que, em muitas ocasiões, proporciona surpresas: o «sim» de quem menos pensávamos.

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Preparar o domingo vigésimo sexto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



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Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 27.9.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO QUINTO


Uma leitura superficial do evangelho proposto para o vigésimo quinto domingo (Ano A) pode-nos fazer pensar que o proprietário da vinha, na parábola de Jesus, é alguém que está a praticar uma injustiça em relação aos trabalhadores que se esforçam o dia inteiro face aos que só trabalham uma hora. Mas isso é quando se faz uma leitura descontextualizada e pueril. Jesus não está a falar de trabalho e de salários. Está a utilizar uma imagem habitual entre os seus interlocutores imediatos, agricultores da Galileia, para expressar uma realidade muito mais profunda: como Deus age com os seres humanos, connosco, como dispensa a sua generosidade.
Deus deseja ardentemente que nos aproximemos da sua Palavra, a «boa notícia» do Reino, do seu amor incondicional, que nos sintamos povo de Deus (a vinha é símbolo de Israel), sendo que, para Ele, o quando não tem grande importância; o tempo é algo relativo. O «pagamento» que nos tem reservado é sempre o mesmo para todas e para todos: o amor infinito, a felicidade plena, simbolizados no «denário», que era o valor que habitualmente se cobrava por um dia de trabalho e que se recebia com grande alegria depois da dureza da jornada.
Mas sobressai ainda mais uma ideia: a preferência pelos últimos, estes serão os primeiros no reino de Deus. Os critérios de prioridade de Jesus pouco ou nada têm que ver com os cânones deste mundo, onde prevalecem os ricos e poderosos.

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Preparar o domingo vigésimo quinto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



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Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 18.9.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ


A cruz, sinal e ignomínia, com Jesus converte-se em símbolo de salvação, em realidade libertadora. A forma de agir de Deus não é a da condenação, mas a de dar vida. O Deus de Jesus é o Deus da vida. E a cruz de Jesus é sinónimo de vida sem fim, de vida eterna.
No dia 14 de setembro celebramos a «Exaltação da Santa Cruz», ou seja, a cruz de Jesus Cristo foi exaltada, enobrecida, santificada; algo que originalmente era julgado como sinal de maldição de Deus. Mas a cruz, em Jesus, converteu-se na maior prova do amor de Deus para com o ser humano. Deus quer que vivamos, que sejamos felizes, que a nossa vida tenha sentido, que saboreemos a eternidade já aqui, na nossa existência quotidiana.
A «boa notícia» de Jesus para os pobres, os excluídos, os doentes..., para todos e todas tem a sua fase central na cruz. Porque o fracasso converte-se em esperança, o desespero em confiança, a morte em ressurreição, em vida. Deus Pai está do lado de Jesus, seu Filho. A sua causa não fracassou. A exaltação da cruz significa a elevação de tudo o que é pequeno, inútil ou desprezível, de acordo com o mundo. Deus é um Deus de vida.

© Javier Velasco-Arias

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Preparar o domingo da Exaltação da Santa Cruz (14 de setembro), no Laboratório da fé, 2014



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Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 11.9.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO TERCEIRO


Tanto a primeira leitura, do profeta Ezequiel, como o evangelho do vigésimo terceiro domingo (Ano A) assinalam a responsabilidade do crente perante o pecado do irmão ou irmã, face à sua debilidade. A fidelidade à Palavra de Deus, ao Evangelho de Jesus, exige uma preocupação especial pelo próximo. Paulo, na Carta aos Romanos (segunda leitura), afirma que o amor é a única dívida que temos para com os outros, já que é amando que se cumprem todos os mandamentos.
O texto do evangelho pertence ao chamado «discurso eclesial», no qual se sublinha as exigências do perdão e do amor na comunidade cristã. O importante é que o irmão ou a irmã não se perca, embora tenha sido infiel, mesmo que com gravidade. O processo é de uma delicadeza requintada, primeiro exortando-o/a em privado, em segredo; não criticando nem pública nem sequer interiormente. O resto do processo procura ajudá-lo/a,  não condená-lo/a. Contudo, nem sempre é possível: o outro, a outra, são seres livres e temos de respeitar a sua liberdade, mesmo quando está equivocado/a.
Todavia, não posso ficar tranquilo/a se o irmão ou a irmã se perde. Respeitarei sempre a sua liberdade, mas unir-me-ei em oração comunitária pelo irmão ou pela irmã, para que Deus «toque» o seu coração e ele ou ela tenha consciência do seu erro. O amor é a medida das relações comunitárias.

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Rezar o domingo vigésimo terceiro (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 4.9.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO SEGUNDO


Embora a resposta de Pedro sobre a identidade de Jesus seja correta (evangelho de domingo passado), a sua compreensão da mesma deixa muito a desejar. Jesus anuncia-lhes o final violento da sua vida, que há de padecer e que morrerá executado, embora também lhes antecipe a sua ressurreição; é a consequência previsível da sua vida e pregação. Mas Pedro, que não está disposto a aceita essa realidade, procura apartar Jesus desse destino. Não entende que esse final está indissoluvelmente unido à maneira de ser de Jesus, ao seu messianismo, que pouco antes tinha proclamado, ao seu estilo de vida. Procurar seguranças, tranquilidade, não complicar a vida, não «molestar» os poderosos, deixar de pregar a «boa nova» do Reino, renunciar a proclamar o amor de Deus aos pobres, doentes, pecadores, prostitutas e gente de má vida, significaria abandonar tudo aquilo que dá sentido à sua vida, mesmo que isso signifique morrer violentamente. Jesus está convencido, a experiência ensina-o, que esta forma de viver significa essa forma de morrer, mas Deus Pai está do seu lado, essa é a sua esperança e convicção.
Nós somos mais do estilo de Pedro. Gostamos da vida fácil e tranquila; e quando o evangelho de Jesus nos interpela, nos complica a existência, aparecem as crises. Falta-nos estar convencidos de que o estilo de Jesus vale a pena, que a vida tem sentido quando se gasta e se desgasta a viver a radicalidade do Evangelho.

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Preparar o domingo vigésimo segundo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 27.8.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO PRIMEIRO


Jesus pergunta aos seus discípulos sobre as pessoas pensam dele. Curiosamente, as respostas recolhidas no evangelho são todas positivas, insuficientes, mas positivas. Sabemos, por outras passagens, que nem todos tinham uma visão tão otimista da pessoa e da mensagem de Jesus, senão não teria morrido na cruz. Contudo, concentramo-nos nas respostas apresentadas no evangelho proposto para o vigésimo primeiro domingo (Ano A: Mateus 16, 13-20). Jesus é visto como um pregador dos últimos tempos (João Batista) ou como  um profeta que proclama a Palavra de Deus em tempos difíceis (Elias, Jeremias, etc.). Ora, Jesus é sim um profeta, é também um homem extraordinário, mas é muito mais.
A resposta que o narrador coloca na boca de Pedro esclarece o sentido profundo da identidade de Jesus: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus é a resposta às expectativas do povo de Deus, é o Messias; mas ultrapassa-as, é «o Filho de Deus vivo». Jesus é a resposta de Deus à procura de sentido de toda da Humanidade, é a revelação do amor de Deus a cada ser humano, é Deus que quer ficar connosco, que decide partilhar a nossa vulnerável condição.
Nunca deveremos desprezar as diversas respostas que, também no nosso tempo, dão os nossos contemporâneos sobre a identidade de Jesus, mesmo que sejam limitadas. Essas aproximações devem-nos animar a pregar, a manifestar com a nossa vida que têm razão, que Jesus é alguém excecional, um autêntico transformador social, mas também é muito mais: é a resposta de Deus à Humanidade.

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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 19.8.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO


O evangelho proposto para o vigésimo domingo (Ano A) fala-nos da fé de uma mulher estrangeira. Habitualmente, os «modelos» de fé eram homem judeus piedosos. Jesus não está atado a condicionalismos sociais, mas mostra como o dom mais precioso que é a fé se faz presenta numa mulher que até é estrangeira e, portanto, chamada e considerada uma «cachorrinha» pelos seus concidadãos (os judeus chamavam com desprezo «cães» aos estrangeiros e Jesus aproveitará esta circunstância para demonstrar o erro grave desse critério).
A oração desta  mulher converte-se em súplica, em grito insistente — «ela vem a gritar atrás de nós» —, em confiança plena em Jesus, em fé simples. Jesus não outro remédio senão louvar publicamente a fé desta mulher: «Mulher, é grande a tua fé»; e escutar o seu rogo, o seu pedido. A fé pode tudo e não conhece diferenças de género, raça ou cultura.
Esta mulher é apresentada pelo evangelista como modelo de crente, de discípula, de oração confiante e insistente. Que fácil é pôr etiquetas às pessoas, sobretudo a quem é diferente de nós. Podemo-nos encontrar com autênticas surpresas, como no evangelho.

© Javier Velasco-Arias

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Preparar o domingo vigésimo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.8.14 | Sem comentários

PREPARAR A SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE MARIA


No dia 15 de agosto, celebramos que Maria subiu ao céu e daí intercede por todos e cada um e cada uma de nós. A primeira carta de Paulo aos cristãos de Corinto (segunda leitura) recorda-nos que Cristo ressuscitou, que é a primícia, o primeiro que como humano já desfruta de uma vida que não tem fim, onde a morte é aniquilada. Maria — proclama a liturgia — já goza desta realidade e, nela, continua a preocupar-se e a ocupar-se de todos os seus filhos e filhas, de cada ser humano.
O evangelho apresenta-nos Maria a visitar a sua parente Isabel, fazendo uma longa viagem para por-se ao seu serviço. Tinha sabido pelo anúncio do anjo que está grávida de seis meses e corre para a felicitar, alegrar-se com ela, mas, sobretudo, para a ajudar, atender às suas necessidades. Maria é uma mulher serviçal, atenta às necessidades alheias, cujo papel continua a exercer, de uma maneira amorosa.
Ela «canta», «proclama» as grandezas de Deus, um Deus que está do lado dos humildes, dos famintos, dos pobres. Um Deus amor: amor misericordioso, amor fiel. Por isso, celebramos que a partir do céu continua atenta às nossas necessidades e mostra-nos um Deus que rompe com muitos esquemas do mundo, até com muitos modelos religiosos: um Deus íntimo.

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Solenidade, 15 de agosto



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Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.8.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO DÉCIMO NONO


Depois do episódio da multiplicação dos pães e dos peixes, o evangelista situa Jesus — depois de despedir a multidão — a passar a noite, sozinho, em oração. Para Jesus, a oração é uma necessidade vital; todo o seu agir nasce da sua íntima relação com o Pai. Não é que esteja sempre a rezar, mas precisa frequentemente da oração para agir, para atuar, para colocar-se ao serviço dos outros.
A cena seguinte fala-nos do medo como atitude contrária à fé. Quem tem fé confia. O contrário é o medo, a falta de confiança, a desesperança. Quantos medos externos e/ou internos nos paralisam, nos criam dificuldades, nos impossibilitam de viver e de partilhar a alegria da «boa notícia» de Jesus. Medo das mudanças, medo do que os outros pensam, medo das dificuldades, medo da sociedade, do mundo, medo de um ambiente hostil, medo do futuro, medo da liberdade (a própria e a dos outros). Jesus oferece-nos a sua mão, anima-nos: «Não temais».
A mulher e o homem de fé confiam em Jesus, sabem que a Igreja, a sociedade, o mundo, a humanidade estão nas mãos de Deus e não podem estar em melhores mãos. Confiam que é o Espírito Santo quem dirige a história e que esta só pode seguir em frente, para o seu destino definitivo. E fazem-no com uma atitude profunda de oração, uma oração que compromete todo o seu ser.

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Preparar o domingo décimo nono (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



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Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 8.8.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO DÉCIMO SÉTIMO


Na «eucaristia dominical» do décimo sétimo domingo (Ano A) continuamos a escutar as parábolas de Jesus, que o evangelista Mateus concentra no capítulo treze do seu evangelho.
Destaco duas das três oferecidas pela liturgia: a do tesouro escondido e a da pérola de grande valor. Tal como as anteriores, começam com a expressão: «O reino dos Céus é semelhante...». É fácil imaginar a atenção dos que escutavam Jesus quando conta que alguém que trabalha no campo do outro — como a maioria deles — encontra de forma fortuita um tesouro; que afortunado! — pensariam todos — quem poderia estar nesse lugar? Seguramente, a generalidade faria algo parecido ao que fez o personagem da narração: «foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo». Venderiam, sem pensar duas vezes, os seus escassos bens, para conseguir o campo onde está o tesouro que acabará com todas as suas «dores de cabeça». De forma similar ocorre com o comerciante de pérolas preciosas — ofício que lhes menos comum, mas conhecido pela maioria — que ao encontrar uma pérola de grande valor, preciosa, também vende tudo para conseguir algo tão perfeito, tão excelente.
Não podemos perder de vista o início destas parábolas: o tesouro escondido e a pérola de grande valor são comparações com o reino dos Céus, o reino de Deus. Este reino proclamado por Jesus é a grande oportunidade para todos: não é algo alienante; é capaz de saciar todas as nossas expectativas.

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Preparar o domingo décimo sétimo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



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Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 26.7.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO DÉCIMO SEXTO


Continuamos com as parábolas do capítulo 13 do evangelho de Mateus. Nas parábolas do décimo sexto domingo (Ano A), duas delas continuam com o tema da semente e a terceira fala de uma mulher que amassa farinha com fermento. Jesus é um grande pedagogo, os seus ensinamentos dirigem-se às mulheres e aos homens e, por isso, utiliza exemplos nas suas parábolas com os quais os seus interlocutores se possam sentir identificados.
As três começam com a mesma frase: «O reino dos Céus pode comparar-se...». Jesus quer-nos falar de como é este Reino que já começou aqui, mas que alcançará a sua plenitude no futuro.
Propõe-nos não fazer juízos precipitados sobre os membros da comunidade ou da sociedade em geral, de não cair na tentação de condenar tão alegremente como o fazemos com frequência: «Não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo. Deixai-os crescer ambos até à ceifa». Esse reino dos Céus também «pode comparar-se ao grão de mostarda», primeiro muito pequeno, mas depois converte-se num grande arbusto (não uma grande árvore como eram os cedros do Líbano), onde «as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos», onde todos e todas podem abrigar-se, sentir-se protegidos. Mas, ao mesmo tempo, pode comparar-se ao fermento que uma mulher mistura com três medidas de farinha (uma quantidade exagerada, equivalente a 40 quilos); a boa notícia do Reino, embora pareça quase invisível ou insignificante é capaz de transformar o mundo, a sociedade, o coração das pessoas.

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Preparar o domingo décimo sexto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 18.7.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO DÉCIMO QUINTO


O evangelho do décimo quinto domingo (Ano A) fala-nos, através de uma parábola contada por Jesus, do acolhimento da Palavra de Deus, de como essa palavra frutifica de acordo com a atitude de cada um e a receção dela no mais íntimo de cada pessoa.
As atitudes perante o anúncio da mensagem de Jesus são diversas e não muito diferentes das atuais. Os que escutam a Palavra e não entendem nem querem entender têm outras preocupações, têm o coração noutras coisas: «é interessante a mensagem de Jesus, mas eu, agora, não tenho tempo para me dedicar a essas coisas, não quero complicar a vida». Também há o que a recebe com alegria, mas «não tem raízes», não tem consistência nas suas decisões, falta-lhe critério, desiste diante de qualquer dificuldade, falta-lhe amor. Juntamente com estes dois, uma terceira postura negativa: a daquele que antes do amor a Deus e aos outros põe a sua situação ou os anseios de riquezas, de poder; atitude que asfixia, afoga a boa notícia de Jesus.
Mas outro mundo é possível; a «boa terra» existe. A Palavra de Deus pode frutificar e frutifica, em alguns casos inclusive em cem por um, embora humanamente possa parecer impossível.
Temos de «absorver» a Palavra de Deus, para que dê fruto, para que mude a nossa vida e a situação à nossa volta, segundo o plano amoroso de Deus.

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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 10.7.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO DÉCIMO QUARTO


O Deus de Jesus é o Deus dos simples e não dos «sábios e inteligentes». Não quer dizer que Deus Pai não ame todos os seus filhos e filhas, mas tem uma predileção especial pelos pequenos, os necessitados, os pobres... E não suporta os prepotentes, os poderosos, os que pensam que sabem tudo e têm respostas para tudo. Ora, isto é um motivo para dar graças, tal como o faz Jesus. Só os primeiros estão na disposição de reconhecer a revelação do Pai trazida por Jesus, só a eles o quer revelar.
O seguimento de Jesus, ser seu discípulo/a supõe uma atitude de humildade, de simplicidade, também de indigência de meios. O que aparentemente possam parecer carências, na realidade, bem entendido, significa colocar-se nas mãos de Deus, confiar n'Ele. Não é uma negação do progresso necessário, mas confiar mais na providência divina e não desesperar quando não se consegue. Mais ainda, perceber como um dom de Deus a simplicidade e a pobreza de recursos.
Na mesma linha de simplicidade está a seguinte afirmação de Jesus, no evangelho do décimo quarto domingo: «Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei». Nele encontramos o bálsamo que alivia, o descanso para os nossos cansaços, angústias, dificuldades...

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Preparar o domingo décimo quarto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 2.7.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO DO CORPO E SANGUE DE CRISTO


As leituras da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo (Ano A) falam-nos de alimento, de pão, de bebida, de verdadeira comida... Mas todas elas têm presente um realidade mais profunda do que o simples significado material destas palavras. As do Antigo Testamento (primeira leitura e salmo responsorial) relacionam o pão com a Palavra de Deus e de como esta é o único alimento que sacia de verdade a «fome e a sede» de sentido que habita no coração humano. A Primeira Carta aos Coríntios (segunda leitura) e o evangelho sugerem-nos o tema da Eucaristia, a presença real de Jesus Cristo no pão e no vinho eucarísticos.
Paulo recorda que este pão e este vinho possibilitam-nos entrar em «comunhão» com o corpo e com o sangue de Cristo; mas também com a comunidade eclesial convocada para todos «participarmos do mesmo pão». E o evangelho acrescenta que esta comunhão é oferta de eternidade, de vida sem fim.
Desta forma, através das leituras bíblicas, o convite da liturgia da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo é tríplice: exorta a encher-nos da Palavra de Deus, fonte de sentido para a vida; exorta a participar na Eucaristia com a consciência de que é manancial inesgotável de eternidade; a terceira é uma consequência prática, exorta a construir a unidade, sob o fundamento das duas realidades anteriores.

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Preparar o domingo do Corpo e Sangue de Cristo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



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Postado por Unknown | 21.6.14 | Sem comentários
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