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Sexta-feira da primeira semana de advento


Isaías 29, 17-24

Assim fala o Senhor Deus: Daqui a muito pouco tempo, não há de o Líbano transformar-se num jardim e o jardim parecer uma floresta? Nesse dia, os surdos ouvirão ler as palavras do livro; libertos da escuridão e das trevas, os olhos dos cegos tornarão a ver. Os humildes alegrar-se-ão cada vez mais no Senhor e os mais pobres dos homens rejubilarão no Santo de Israel. O tirano deixará de existir, o escarnecedor desaparecerá e serão exterminados os que só pensam no mal: aqueles que fazem condenar os outros pelas suas palavras, os que armam ciladas no tribunal a quem promove a justiça e sem razão arruínam o justo. Por isso, o Senhor, que libertou Abraão, assim fala à casa de Jacob: ‘Doravante Jacob não terá de que se envergonhar, o seu rosto não voltará a empalidecer, porque, ao verem no meio dele os seus filhos, obras das minhas mãos, proclamarão santo o meu nome’. Proclamarão a santidade do Santo de Jacob e temerão o Deus de Israel. Os espíritos desnorteados aprenderão a sabedoria e os murmuradores hão-de aceitar a instrução».

Os humildes alegrar-se-ão cada vez mais no Senhor

Deus vai «intervir» para endireitar as distorções causadas pela maldade humana. Esta intervenção será favorável aos humildes e aos mais frágeis (surdos, cegos). As suas limitações, quaisquer que sejam, transformar-se-ão em alegria
«Os humildes alegrar-se-ão cada vez mais no Senhor». A razão principal desta alegria está no aniquilamento do tirano, do escarnecedor, dos que só pensam no mal ou fazem o mal aos outros. Deixará de haver qualquer tipo de obstáculo à luz de Deus, que se tornará visível entre o povo. O mundo será transformado pela palavra que será ouvida pelos surdos e lida pelos cegos. Haverá uma mudança radical que brotará da conversão dos «desnorteados» e dos «murmuradores».
Isaías fala de um mundo futuro, que se há de instaurar em Israel. Mas nós sabemos que o Messias já veio e que deu a sua vida para nos abrir as portas da salvação. Então, abramos os nossos ouvidos e os nossos olhos para escutar e para ler os sinais da sua presença, a sua palavra. Emprestemos-lhe a firmeza da nossa mão, para derrubar os tiranos e os injustos. O Advento é-nos dado como um tempo para fazermos desaparecer a injustiça e construirmos um mundo alegre e santo.

© Laboratório da fé, 2013



  • Reflexão proposta em 2012 a partir do evangelho (Mateus 9, 27-31) > > >



Sexta-feira da primeira semana de Advento, Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 6.12.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO SEGUNDO DE ADVENTO

8 DE DEZEMBRO DE 2013


Isaías 11, 1-10

Naquele dia, sairá um ramo do tronco de Jessé e um rebento brotará das suas raízes. Sobre ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de conhecimento e de temor de Deus. Animado assim do temor de Deus, não julgará segundo as aparências, nem decidirá pelo que ouvir dizer. Julgará os infelizes com justiça e com sentenças retas os humildes do povo. Com o chicote da sua palavra atingirá o violento e com o sopro dos seus lábios exterminará o ímpio. A justiça será a faixa dos seus rins e a lealdade a cintura dos seus flancos. O lobo viverá com o cordeiro e a pantera dormirá com o cabrito; o bezerro e o leãozinho andarão juntos e um menino os poderá conduzir. A vitela e a ursa pastarão juntamente, suas crias dormirão lado a lado; e o leão comerá feno como o boi. A criança de leite brincará junto ao ninho da cobra e o menino meterá a mão na toca da víbora. Não mais praticarão o mal nem a destruição em todo o meu santo monte: o conhecimento do Senhor encherá o país, como as águas enchem o leito do mar. Nesse dia, a raiz de Jessé surgirá como bandeira dos povos; as nações virão procurá-la e a sua morada será gloriosa.



Julgará os infelizes com justiça

e com sentenças retas os humildes do povo

Os capítulos 1 a 12 do livro de Isaías, secção que reflete com grande probabilidade a pregação do profeta do século VIII antes de Cristo, consta de duas partes principais: a primeira é formada pelos capítulos 1 a 5 (oráculos anteriores à guerra siro-efraimíta) e a segunda pelos capítulos 6 a 12, conhecidos como o «Livro do Emanuel». Com o nome de Emanuel («Deus-connosco»), atribuído a Judá, Isaías quer expressar a presença de Deus no meio do seu povo.
Isaías 11, 1-10 situa-se neste contexto (cf. por contraste 10, 27-34). Duas partes simétricas, dominadas por duas séries de metáforas, compõem este oráculo messiânico. A primeira parte (versículos 1-5) coloca no centro da cena um tronco cortado e seco (símbolo dos pecados e da infidelidade da dinastia davídica), do qual começa a brotar um rebento (o Messias enviado por Deus). Inspirado pelo Espírito, o Messias recebe o dom mais elevado: a construção no mundo de um reino de justiça e de paz. A segunda parte (versículos 6 a 12), na mesma linha da anterior, descreve um paraíso na terra, onde parelhas antitéticas de animais (selvagens e domésticos) convivem pacifica e harmoniosamente. Esta profusão de imagens envolve uma mensagem cheia de esperança: o mundo renova-se, reina a paz messiânica e toda a humanidade é convidada a participar nesse reinado de paz.

© Nuria Calduch Benages, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



  • Rezar o domingo a partir da primeira leitura: Isaías 11, 1-10 > > >



Preparar o domingo segundo de Advento (Ano A), no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.12.13 | Sem comentários

Quinta-feira da primeira semana de advento


Isaías 26, 1-6

Naquele dia, cantarão este hino na terra de Judá: «Nós temos uma cidade forte; muralhas e fortificações foram postas para nos proteger. Abri as portas para que entre um povo justo, um povo que pratica a fidelidade. O seu coração está firme: dar-lhe-eis a paz, porque em Vós tem confiança». Confiai sempre no Senhor, porque o Senhor é a nossa fortaleza eterna. Humilhou os habitantes das alturas, abateu a cidade inacessível, derrubou-a por terra, arrasou-a até ao solo. Ela é calcada aos pés, os pés dos infelizes, os passos dos pobres.

Confiai sempre no Senhor

O profeta Isaías insiste na importância de confiar em DeusQuando uma cidade está bem protegida, as portas abrem-se para que os seus habitantes possam entrar e sair em segurança. Isto acontece devido à atitude do povo. Um povo de qualidades positivas reconhecidas, onde se destaca a confiança em Deus: justo, fiel, confiante. 
Assim pode viver em paz. Mas a paz não é uma conquista do povo. Associada à confiança, a paz é sempre um dom de Deus. Porquê? Porque Deus é a única «fortaleza eterna». 
A confiança na «fortaleza eterna» de Deus dá «firmeza» ao coração humano: não há nada a temer. Não há dúvida de que chave é a confiança. Por isso, o profeta exorta: «Confiai sempre no Senhor».
Ao longo deste dia (e deste Advento), procura descobrir em quem pões a tua confiança, o que dá «fortaleza» à tua fé. Não tardarás a perceber que só em Deus está a verdadeira paz. Não hesites em colocar em Deus toda a tua confiança!

© Laboratório da fé, 2013



  • Reflexão proposta em 2012 a partir do evangelho (Mateus 7, 21.24-27) > > >



Quinta-feira da primeira semana de Advento, Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.12.13 | Sem comentários

REZAR O DOMINGO SEGUNDO DE ADVENTO

8 DE DEZEMBRO DE 2013


Isaías 11, 1-10

Naquele dia, sairá um ramo do tronco de Jessé e um rebento brotará das suas raízes. Sobre ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de conhecimento e de temor de Deus. Animado assim do temor de Deus, não julgará segundo as aparências, nem decidirá pelo que ouvir dizer. Julgará os infelizes com justiça e com sentenças rectas os humildes do povo. Com o chicote da sua palavra atingirá o violento e com o sopro dos seus lábios exterminará o ímpio. A justiça será a faixa dos seus rins e a lealdade a cintura dos seus flancos. O lobo viverá com o cordeiro e a pantera dormirá com o cabrito; o bezerro e o leãozinho andarão juntos e um menino os poderá conduzir. A vitela e a ursa pastarão juntamente, suas crias dormirão lado a lado; e o leão comerá feno como o boi. A criança de leite brincará junto ao ninho da cobra e o menino meterá a mão na toca da víbora. Não mais praticarão o mal nem a destruição em todo o meu santo monte: o conhecimento do Senhor encherá o país, como as águas enchem o leito do mar. Nesse dia, a raiz de Jessé surgirá como bandeira dos povos; as nações virão procurá-la e a sua morada será gloriosa.



Ambientação

Invoquemos a luz e a força do Espírito Santo.
Os seus dons nos capacitem para compreender a Palavra e acolher a sua ação na nossa vida.



Leitura

A leitura do primeiro domingo de Advento
pedia-nos para subir ao monte Sião, o lugar da presença de Deus.
A partir daí, no segundo domingo,
somos convidados a contemplar o nosso mundo com a paz desejada por Deus.

Proclamação de Isaías 11, 1-10
Naquele dia, sairá um ramo do tronco de Jessé e um rebento brotará das suas raízes. Sobre ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de conhecimento e de temor de Deus. Animado assim do temor de Deus, não julgará segundo as aparências, nem decidirá pelo que ouvir dizer. Julgará os infelizes com justiça e com sentenças rectas os humildes do povo. Com o chicote da sua palavra atingirá o violento e com o sopro dos seus lábios exterminará o ímpio. A justiça será a faixa dos seus rins e a lealdade a cintura dos seus flancos. O lobo viverá com o cordeiro e a pantera dormirá com o cabrito; o bezerro e o leãozinho andarão juntos e um menino os poderá conduzir. A vitela e a ursa pastarão juntamente, suas crias dormirão lado a lado; e o leão comerá feno como o boi. A criança de leite brincará junto ao ninho da cobra e o menino meterá a mão na toca da víbora. Não mais praticarão o mal nem a destruição em todo o meu santo monte: o conhecimento do Senhor encherá o país, como as águas enchem o leito do mar. Nesse dia, a raiz de Jessé surgirá como bandeira dos povos; as nações virão procurá-la e a sua morada será gloriosa.

Para compreender melhor este texto,
atende a cada um destes elementos que compõem a passagem bíblica:
  • Sobe, juntamente com o profeta Isaías, ao monte santo, o lugar da comunhão com Deus.
    Observa a partir daí:
    — Na história da salvação surge o Messias.
    A seiva da velha árvore é perene, porque é alimentada pelo próprio Deus;
    — O Espírito, que tornou possível a Criação e acompanhou a história de Israel,
    repousa em plenitude sobre o Messias;
    — O Messias estará do lado do desprotegido;
    — Sob a sua liderança amorosa, a vida será protegida. Isto atingirá todo o Universo.
  • Procura resumir em poucas palavras:
    Qual é a mensagem de fé que este texto transmite?
    Como é que esta mensagem se realiza em Jesus Cristo?



Meditação

O texto convida-nos a sonhar com um mundo novo, 
onde se viva os ensinamentos de Jesus Cristo e a comunhão com Deus.
Reflitamos e partilhemos o que esta passagem suscitou em cada um de nós.
Podem ajudar estas perguntas:
  • Que diz esta passagem sobre a realidade que estamos a viver a nível nacional e internacional?
  • Qual é o ponto de partida do sonho de Isaías?
  • O que é que nós podemos fazer, como grupo?
  • Olha para dentro de ti.
    Quais são as tuas esperanças enfraquecidas, as tuas relações desgastadas?
    Qual é o desafio que esta passagem te coloca?


Oração

O contacto com a Palavra e a sua atualização
põe a descoberto a nossa incapacidade para responder
e, ao mesmo tempo, a urgência de a tornar viva em nós.
Apresentemos tudo isso ao Senhor.

Proclamamos de novo o texto de Isaías 11, 1-10

Depois de um tempo de silêncio,
partilhamos a nossa oração com os outros membros do grupo.
Depois de cada intervenção, dizemos: «Vem, Senhor Jesus!».

Podemos terminar recitando juntos o salmo responsorial (Salmo 71 [72]):

Nos dias do Senhor nascerá a justiça e a paz para sempre.

Ó Deus, dai ao rei o poder de julgar
e a vossa justiça ao filho do rei.
Ele governará o vosso povo com justiça
e os vossos pobres com equidade.

Florescerá a justiça nos seus dias
e uma grande paz até ao fim dos tempos.
Ele dominará de um ao outro mar,
do grande rio até aos confins da terra.

Socorrerá o pobre que pede auxílio
e o miserável que não tem amparo.
Terá compaixão dos fracos e dos pobres
e defenderá a vida dos oprimidos.

O seu nome será eternamente bendito
e durará tanto como a luz do sol;
nele serão abençoadas todas as nações,
todos os povos da terra o hão de bendizer.



«Sai dos teus interesses que atrofiam o teu coração, supera a indiferença para com o outro que torna o teu coração insensível, vence as tuas razões de morte e abre-te ao diálogo, à reconciliação: olha a dor do teu irmão, olha a dor do teu irmão, e não acrescentes mais dor, segura a tua mão, reconstrói a harmonia perdida; e isso não com o confronto, mas com o encontro!» (Papa Francisco, Homilia a 7 de setembro de 2013).



© www.verbodivino.es
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013


Rezar o domingo segundo de Advento (Ano A), no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 4.12.13 | Sem comentários

Quarta-feira da primeira semana de advento


Isaías 25, 6-10a

Sobre este monte, o Senhor do Universo há-de preparar para todos os povos um banquete de manjares suculentos, um banquete de vinhos deliciosos: comida de boa gordura, vinhos puríssimos. Sobre este monte, há-de tirar o véu que cobria todos os povos, o pano que envolvia todas as nações; Ele destruirá a morte para sempre. O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces e fará desaparecer da terra inteira o opróbrio que pesa sobre o seu povo. Porque o Senhor falou. Dir-se-á naquele dia: «Eis o nosso Deus, de quem esperávamos a salvação; é o Senhor, em quem pusemos a nossa confiança. Alegremo-nos e rejubilemos, porque nos salvou. A mão do Senhor pousará sobre este monte».

Alegremo-nos e rejubilemos

A intervenção de Deus tem um efeito positivo, não só em favor do seu povo, mas também de todas as nações. Há um anúncio de restauração descrito como um banquete «para todos os povos». Esboça-se a universalidade da salvação. Não é de estranhar que a maior das alegrias acompanhe este momento: «Alegremo-nos e rejubilemos».
Quando preparamos um banquete, convidamos os nossos amigos, procuramos preparar e oferecer o melhor que temos, o melhor espaço, a melhor decoração, os melhores utensílios, a melhor refeição, o melhor ambiente... Pretendemos proporcionar aos nossos convidados um ambiente de festa que os faça sentir bem, saborear com intensidade o momento, sentir a alegria de todos.
Deus vai ainda mais longe do que nós. Ele prepara um banquete para toda a gente. Ninguém fica de fora. Qual é a finalidade deste banquete? Celebrar a salvação (oferecida a todos os povos). Não há maior motivo de alegria! «Alegremo-nos e rejubilemos»!
Será que esta forma de ser e de agir de Deus nos pode contagiar?! O Advento é tempo de gestação e de alegria. Desafia-nos a gerar novos tipos de relações: Não será possível ir ao encontro de alguém que está só, convidá-lo para jantar, preparar tudo o que tenho de melhor como se fosse o meu melhor amigo? Não será possível oferecer um gesto de perdão a alguém com quem tive graves desentendimentos ao longo deste ano? 
Não pensemos que são utópicas as palavras do profeta. Um outro mundo é possível. Com estas e outras atitudes semelhantes, poderemos antecipar e tornar realidade o grande banquete que Deus prepara para todos: a salvação.

© Laboratório da fé, 2013




  • Reflexão proposta em 2012 a partir do evangelho (Mateus 15, 29-37) > > >



Quarta-feira da primeira semana de Advento, Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 4.12.13 | Sem comentários

Terça-feira da primeira semana de advento


Isaías 11, 1-10

Naquele dia, sairá um ramo do tronco de Jessé e um rebento brotará das suas raízes. Sobre ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de conhecimento e de temor de Deus. Animado assim do temor de Deus, não julgará segundo as aparências, nem decidirá pelo que ouvir dizer. Julgará os infelizes com justiça e com sentenças retas os humildes do povo. Com o chicote da sua palavra atingirá o violento e com o sopro dos seus lábios exterminará o ímpio. A justiça será a faixa dos seus rins e a lealdade a cintura dos seus flancos. O lobo viverá com o cordeiro e a pantera dormirá com o cabrito; o bezerro e o leãozinho andarão juntos e um menino os poderá conduzir. A vitela e a ursa pastarão juntamente, suas crias dormirão lado a lado; e o leão comerá feno como o boi. A criança de leite brincará junto ao ninho da cobra e o menino meterá a mão na toca da víbora. Não mais praticarão o mal nem a destruição em todo o meu santo monte: o conhecimento do Senhor encherá o país, como as águas enchem o leito do mar. Nesse dia, a raiz de Jessé surgirá como bandeira dos povos; as nações virão procurá-la e a sua morada será gloriosa.

Como bandeira dos povos

A bandeira é sinal de identidade: a bandeira nacional, a bandeira de um clube ou associação... A sua exibição é sinal de convicção forte ou de vitória. Assim será também com a realidade instaurada pelo novo «rebento» de Jessé. Um grito de esperança! O anúncio de uma paz universal!
A sua maneira de proceder será de tal ordem justa e leal que proporcionará um «regresso ao paraíso» (expressão relacionada com o relato das origens presente no livro do Génesis), um tempo de paz universal. As realidades que expressam o contrário da convivência (lobo e cordeiro; pantera e cabrito; bezerro e leãozinho; vitela e ursa; leão e boi; criança e cobra; menino e víbora) tornar-se-ão no sinal evidente da paz universal. Definitivamente, o mal e a destruição serão banidos. 
O texto expressa a profunda convicção de que a violência não condiz com a vontade do Criador. Por certo, também não condiz com a aspiração mais profunda do ser humano. Há, por isso, uma nova esperança que brota da correspondência entre a vontade do Criador e o desejo profundo da criatura: a paz universal. Mais tarde, hão de ser anunciados «um novo céu e uma nova terra».
Em que mundo é que tudo isto será possível? Talvez não seja a pergunta mais correta, mas antes: como é que será possível instaurar esta paz universal? «Não mais praticarão o mal nem a destruição». A mudança fundamental tem de acontecer no coração do ser humano. 
Eis um dos grande oráculos messiânicos (anúncio do Messias) do livro de Isaías! A beleza (e em certo sentido a utopia) desta profecia começa a realizar-se em Jesus Cristo. O «homem novo» que vem reconciliar todas as coisas. Com Isaías, podemos acreditar que Jesus Cristo vem trazer a paz.

© Laboratório da fé, 2013




  • Reflexão proposta em 2012 a partir do evangelho (Lucas 10, 21-24) > > >



Terça-feira da primeira semana de Advento, Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 3.12.13 | Sem comentários

Segunda-feira da primeira semana de advento


Isaías 4, 2-6

Naquele dia, o gérmen do Senhor será o ornamento e a glória dos sobreviventes de Israel, o fruto da terra será o seu esplendor e alegria. Os que restarem em Sião e os sobreviventes de Jerusalém serão chamados santos, serão todos inscritos para a vida em Jerusalém. Quando o Senhor tiver lavado as impurezas das filhas de Sião e limpado o sangue do meio de Jerusalém, com o sopro da sua justiça, um sopro abrasador, Ele criará sobre todo o espaço do monte Sião e sobre as suas assembleias uma nuvem de fumo durante o dia e um esplendor de fogo ardente durante a noite. Por cima de tudo, a glória do Senhor será uma cobertura e uma tenda, para fazer sombra contra o calor do dia e servir de refúgio e abrigo contra a chuva e a tempestade.

Serão todos inscritos para a vida

O profeta anuncia uma promessa: a restauração (futura) do povo de Deus. Este acontecimento está associado a um «gérmen do Senhor». O «gérmen» é a semente que proporciona o (novo) crescimento. Algo novo vai acontecer a partir de um «resto» do povo («os que restarem... e os sobreviventes»). 
Costuma-se designar Isaías como o primeiro a desenvolver a teologia do «resto de Israel». Esta assumirá um papel fundamental na história do povo bíblico. 
Afirmar a existência de um «resto» é abrir a possibilidade de recuperação, de ressurgimento. Por isso, apesar de todas as contrariedades, o povo não será reduzido a nada, ao desaparecimento. «Os que restarem... os sobreviventes» estarão no início de uma restauração gloriosa. «Serão todos inscritos para a vida», sempre sob a proteção de DeusEste «resto» é uma prova de que Deus não abandona o seu povo.
No entanto, para que a restauração se realize haverá necessidade de uma ação purificadora levada a cabo por Deus: lavar «as impurezas das filhas» e toda a espécie de injustiças («sangue»). A purificação far-se-á através de um «sopro abrasador», ar e fogo. A renovação do ar produz um efeito saudável, renova a vida; assim como o fogo, cujo efeito purificador está muito presente em toda a Escritura. Ar e fogo serão dois símbolos usados para designar o Espírito Santo. A ação de Deus através de um «sopro abrasador» é a presença do Espírito Santo, o «sopro abrasador» de Deus que continua a renovar todas as coisas.
Os últimos versículos fazem referência ao simbolismo da «nuvem», sinal da presença de Deus, que surge no contexto da libertação do Egito e da travessia do deserto (Êxodo).
Neste Advento, dispostos a caminhar à luz do Senhor, deixemos que Deus tome a nossa vida, ainda que seja apenas um «resto»; mas Deus pode purificá-la através do Espírito Santo. À imagem de Isaías coloquemos um olhar de esperança em relação ao futuro; também nós temos a garantia de que Deus não nos abandona, mas está sempre connosco, iluminando-nos com a sua luz.

© Laboratório da fé, 2013



  • Reflexão proposta em 2012 a partir do evangelho (Mateus 8, 5-11) > > >



Segunda-feira da primeira semana de Advento, Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 2.12.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO PRIMEIRO DE ADVENTO

1 DE DEZEMBRO DE 2013


Isaías 2, 1-5

Visão de Isaías, filho de Amós, acerca de Judá e de Jerusalém: Sucederá, nos dias que hão de vir, que o monte do templo do Senhor se há de erguer no cimo das montanhas e se elevará no alto das colinas. Ali afluirão todas as nações e muitos povos acorrerão, dizendo: «Vinde, subamos ao monte do Senhor, ao templo do Deus de Jacob. Ele nos ensinará os seus caminhos e nós andaremos pelas suas veredas. De Sião há de vir a lei e de Jerusalém a palavra do Senhor». Ele será juiz no meio das nações e árbitro de povos sem número. Converterão as espadas em relhas de arado e as lanças em foices. Não levantará a espada nação contra nação, nem mais se hão de preparar para a guerra. Vinde, ó casa de Jacob, caminhemos à luz do Senhor.



O Senhor reúne todas as nações na paz eterna do reino de Deus


Isaías sente um amor sem medida pela cidade de Jerusalém: muitas vezes condena-a, mas também mostra o papel fundamental que tem no futuro de Deus.
Jerusalém, na época do Antigo Testamento, esteve sempre no ponto de mira dos grandes poderes do mundo. Na promessa de Isaías, «muitos povos», até mesmo os grandes impérios do Egito e da Síria, «afluirão» a Jerusalém; mas o poema não antecipa o triunfo das classes dirigentes da cidade — políticas ou religiosas. O importante é o «templo», lugar da presença de Deus. A visão de Isaías é teológica: está centrada em Deus.
O caminho dos povos leva à «instrução» — a Torá —, porque em Israel, ter relação com o Senhor requer o conhecimento da sua «instrução». Os povos, portanto, não só sentirão prazer na presença do Senhor, mas também nos seus propósitos, de modo que a Torá de Israel se converterá no marco onde o bem-estar — a felicidade — é possível. Deus será, pois, o juiz das disputas internacionais, de modo que a guerra já não será necessária a partir do momento em que todo o mundo renuncie a impor a justiça pelas suas próprias mãos.
O poema de Isaías oferece uma visão lírica de uma alternativa económica que contempla o desmantelamento dos instrumentos de fazer a guerra que se converterão numa «economia de paz». Isto requer não só boas intenções, mas meios e inteligência para fazer outro uso das possibilidades económicas: há que produzir instrumentos de vida, neste caso dirigidos à agricultura e à viticultura. Então, a terra deixará de ser um campo de batalha para se converter num fértil jardim.

© Joan Ferrer, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



  • Rezar o domingo a partir da primeira leitura: Isaías 2, 1-5 > > >



Rezar o domingo primeiro de Advento (Ano A), no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 30.11.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO PRIMEIRO DE ADVENTO

1 DE DEZEMBRO DE 2013


Isaías 2, 1-5

Visão de Isaías, filho de Amós, acerca de Judá e de Jerusalém: Sucederá, nos dias que hão de vir, que o monte do templo do Senhor se há de erguer no cimo das montanhas e se elevará no alto das colinas. Ali afluirão todas as nações e muitos povos acorrerão, dizendo: «Vinde, subamos ao monte do Senhor, ao templo do Deus de Jacob. Ele nos ensinará os seus caminhos e nós andaremos pelas suas veredas. De Sião há de vir a lei e de Jerusalém a palavra do Senhor». Ele será juiz no meio das nações e árbitro de povos sem número. Converterão as espadas em relhas de arado e as lanças em foices. Não levantará a espada nação contra nação, nem mais se hão de preparar para a guerra. Vinde, ó casa de Jacob, caminhemos à luz do Senhor.



Judá

No tempo de Isaías, o povo judeu estava dividido em dois reinos: a norte existia o reino de Israel; a sul, o reino de Judá, cuja capital era Jerusalém.

Jerusalém

O reino de Judá era muito pequeno em comparação com as nações vizinhos. O profeta Isaías anuncia que que a sua capital, Jerusalém, foi escolhida por Deus para unir os povos de toda a terra. Uma centena depois, Jesus morre e ressuscita em Jerusalém. A partir desse dia, milhões de peregrinos, oriundos de toda a terra, acorrem a Jerusalém para saborearem os sinais da presença de Deus.

Jacob

É o patriarca que dá origem às doze tribos de Israel (os doze filhos de Jacob). A Bíblia apresenta-o como neto de Abraão, filho de Isaac (cf. Livro do Génesis).



Caminhemos à luz do Senhor, à luz da fé

Os crentes que recebem esta mensagem profética têm necessidade de ser confortados na fé. Não se concretizou nada do que lhes tinha sido anunciado. Em vez de um futuro magnífico anunciado, viveram sempre uma ocupação permanente do seu país… Têm boas razões para esquecer definitivamente as palavras proféticas, de deixar de as ter em conta. Em vez disso, além de serem motivo de conversa e meditação, ainda as transmitiram às gerações seguintes. Porquê? Porque essas palavras exprimem a sua fé absoluta no Senhor. O Senhor quer a paz para todos e vai realizá-la. Então, mesmo nas situações mais difíceis é impossível abandonar a fé: «caminhemos á luz do Senhor».



© Laboratório da fé, 2013



  • Rezar o domingo a partir da primeira leitura: Isaías 2, 1-5 > > >



Rezar o domingo primeiro de Advento (Ano A), no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 30.11.13 | Sem comentários

REZAR O DOMINGO PRIMEIRO DE ADVENTO

1 DE DEZEMBRO DE 2013


Isaías 2, 1-5

Visão de Isaías, filho de Amós, acerca de Judá e de Jerusalém: Sucederá, nos dias que hão-de vir, que o monte do templo do Senhor se há-de erguer no cimo das montanhas e se elevará no alto das colinas. Ali afluirão todas as nações e muitos povos acorrerão, dizendo: «Vinde, subamos ao monte do Senhor, ao templo do Deus de Jacob. Ele nos ensinará os seus caminhos e nós andaremos pelas suas veredas. De Sião há-de vir a lei e de Jerusalém a palavra do Senhor». Ele será juiz no meio das nações e árbitro de povos sem número. Converterão as espadas em relhas de arado e as lanças em foices. Não levantará a espada nação contra nação, nem mais se hão-de preparar para a guerra. Vinde, ó casa de Jacob, caminhemos à luz do Senhor.



Ambientação

Começamos o tempo de Advento, tempo de espera.
De entre as muitas formas que há para esperar, assinalo duas:
a de quem espera com medo a chegada do inimigo
e a de quem aguarda a chegada imprevista do amado.

Invoquemos a luz e a força do Espírito Santo.



Leitura

Proclamação de Isaías 2,1-5
Visão de Isaías, filho de Amós, acerca de Judá e de Jerusalém: Sucederá, nos dias que hão-de vir, que o monte do templo do Senhor se há-de erguer no cimo das montanhas e se elevará no alto das colinas. Ali afluirão todas as nações e muitos povos acorrerão, dizendo: «Vinde, subamos ao monte do Senhor, ao templo do Deus de Jacob. Ele nos ensinará os seus caminhos e nós andaremos pelas suas veredas. De Sião há-de vir a lei e de Jerusalém a palavra do Senhor». Ele será juiz no meio das nações e árbitro de povos sem número. Converterão as espadas em relhas de arado e as lanças em foices. Não levantará a espada nação contra nação, nem mais se hão-de preparar para a guerra. Vinde, ó casa de Jacob, caminhemos à luz do Senhor.

Para compreender melhor este texto,
procura cada um dos elementos que se apresentam a seguir
e tenta perceber a sua presença na passagem bíblica:
  • Isaías contempla as caravanas que sobem para Jerusalém para uma festa e sonha com um tempo em que todo o mundo responderá ao convite de Deus;
  • O caminho é de subida, não é fácil, mas a Palavra fascina e seduz;
  • Todos se animam mutuamente;
  • A humanidade transformada renunciará ao uso da violência e se dedicará a utilizar tudo em favor do desenvolvimento humano;
  • Procuremos resumir em poucas palavras: Qual é a mensagem de fé transmitida por este texto?



Meditação

Coloquemo-nos a caminho.
Deixemo-nos atrair pelo convite que a Igreja nos faz para esperar a chegada de Jesus Cristo.
Reflitamos e partilhemos o que esta passagem suscitou em cada um de nós.
Podem ajudar estas perguntas:
  • Que lugar ocupa na minha vida a Palavra de Deus?
  • É força e orientação para o caminho?
  • Como é que o sonho de Isaías nos pode ajudar a viver este Advento?



Oração

A liturgia abre com estas palavras:
«Despertai, Senhor, nos vossos fiéis
a vontade firme de se prepararem,
pela prática das boas obras,
para ir ao encontro de Cristo».
Cristo vem!
Dirijamo-nos a ele,
ansiando a sua vinda
a nós e ao nosso mundo.

Proclamamos de novo o texto de Isaías 2,1-5

Depois de um tempo de silêncio,
partilhamos a nossa oração com os outros membros do grupo.
Depois de cada intervenção, dizemos: «Vem, Senhor Jesus!».

Podemos terminar recitando juntos o salmo responsorial (Salmo 121 [122]):


Vamos com alegria para a casa do Senhor.

Alegrei-me quando me disseram:
«Vamos para a casa do Senhor».
Detiveram-se os nossos passos
às tuas portas, Jerusalém.

Para lá sobem as tribos, as tribos do Senhor,
segundo o costume de Israel,
para celebrar o nome do Senhor;
ali estão os tribunais da justiça,
os tribunais da casa de David.

Pedi a paz para Jerusalém:
«Vivam seguros quantos te amam.
Haja paz dentro dos teus muros,
tranquilidade em teus palácios».

Por amor de meus irmãos e amigos,
pedirei a paz para ti.
Por amor da casa do Senhor,
pedirei para ti todos os bens. 



As ruas adornam-se de luzes, as lojas comerciais preparam-se para as vendas, as casas enchem-se de doces e presentes. Nós, cristãos, o que esperamos? Aguardamos a vinda de quem? Como?
Aguardamos, com alegria e esperança, que tudo seja «tocado por Deus». Começamos por escutar a Palavra e por acolhê-la, preparando-lhe um lugar na nossa vida. Depois, contaremos a todos, como os pastores e os Magos, que fomos tocados. Dir-lhes-emos que nos empenhamos em percorrer o caminho que nos apartava de Deus quando ele já tinha percorrido o caminho em direção a nós.
O mundo ficará «tocado por Deus» porque «ele nos amou primeiro».



© www.verbodivino.es
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013

Rezar o domingo primeiro de Advento (Ano A), no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 29.11.13 | Sem comentários
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