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NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


«Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

Domingo, DIA DA RESSURREIÇÃO

Texto de reflexão para o quinto domingo de páscoa

    2. A ressurreição de Jesus é o dado primordial sobre o qual se apoia a fé cristã (cf. 1Coríntios 15, 14): estupenda realidade, captada plenamente à luz da fé, mas comprovada historicamente por aqueles que tiveram o privilégio de ver o Senhor ressuscitado; acontecimento admirável que não só se insere, de modo absolutamente singular, na história humana, mas que se coloca no centro do mistério do tempo. Com efeito, a Cristo «pertence o tempo e a eternidade», como lembra o rito de preparação do círio pascal, na sugestiva liturgia da noite de Páscoa. Por isso, a Igreja, ao comemorar, não só uma vez ao ano mas em cada domingo, o dia da ressurreição de Cristo, deseja indicar a cada geração aquilo que constitui o eixo fundamental da história, ao qual fazem referência o mistério das origens e o do destino final do mundo. Portanto, pode-se com razão dizer, como sugere a homilia de um autor do século IV, que o «dia do Senhor» é o «senhor dos dias». Todos os que tiveram a graça de acreditar no Senhor ressuscitado não podem deixar de acolher o significado deste dia semanal, com o grande entusiasmo que fazia S. Jerónimo dizer: «O domingo é o dia da ressurreição, é o dia dos cristãos, é o nosso dia». De facto, é para os cristãos o «principal dia de festa».



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    Laboratório da fé celebrada, 2014
    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.5.14 | Sem comentários

    NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


    «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

    Domingo, DIA DA RESSURREIÇÃO

    Texto de reflexão para o quarto domingo de páscoa

      32. A vida eclesial [testemunhada nos Atos dos Apóstolos], possui, na Eucaristia, não só uma especial intensidade expressiva, mas, de certo modo, o seu lugar «fontal». A Eucaristia nutre e plasma a Igreja: «Uma vez que há um só pão, nós, embora sendo muitos, formamos um só corpo, porque todos participamos de mesmo pão» (1Coríntios 10, 17). Por esta ligação vital com o sacramento do Corpo e do Sangue do Senhor, o mistério da Igreja é anunciado, saboreado e vivido de modo supremo na Eucaristia. A dimensão eclesial intrínseca da Eucaristia realiza-se todas as vezes que esta é celebrada. Mas com maior razão, exprime-se no dia em que toda a comunidade é convocada para relembrar a ressurreição do Senhor. De modo significativo, o Catecismo da Igreja Católica ensina que «a celebração dominical do Dia e da Eucaristia do Senhor está no centro da vida da Igreja» (número 2177).
      33. De facto, é precisamente na Missa dominical que os cristãos revivem, com particular intensidade, a experiência feita pelos Apóstolos na tarde de Páscoa, quando, estando eles reunidos, o Ressuscitado lhes apareceu (cf. João 20, 19). Naquele pequeno núcleo de discípulos, primícia da Igreja, estava, de algum modo, presente o Povo de Deus de todos os tempos.



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      Laboratório da fé celebrada, 2014
      Postado por Unknown | 9.5.14 | Sem comentários

      NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


      «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

      Domingo, DIA DA RESSURREIÇÃO

      Texto de reflexão para o terceiro domingo de páscoa

        33. [...] Estende-se a cada geração de crentes a saudação de Cristo, transbordante do dom messiânico da paz, conquistada pelo seu sangue e oferecida juntamente com o seu Espírito: «A paz esteja convosco!». No facto de Cristo voltar ao meio deles «oito dias depois», pode-se ver representado, na sua raiz, o costume da comunidade cristã de reunir todos os oito dias, no «dia do Senhor» o domingo, para professar a fé na sua ressurreição e recolher os frutos da bem-aventurança prometida por Ele: «Bem-aventurados os que, sem terem visto, acreditam!». Esta íntima conexão entre a manifestação do Ressuscitado e a Eucaristia é sugerida pelo evangelho de Lucas na narração dos dois discípulos de Emaús, aos quais Cristo fez companhia, servindo-lhes de guia na compreensão da Palavra e depois sentando-Se com eles à mesa. Reconheceram-n’O, quando Ele «tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o partir, entregou-lho». Os gestos de Jesus são os mesmos que realizou na última Ceia, com clara alusão à «fração do pão», como é denominada a Eucaristia na primeira geração cristã.
        1. É convite a reviver, de algum modo, a experiência dos dois discípulos de Emaús, que sentiram «o coração a arder no peito», quando o Ressuscitado caminhava com eles (cf. Lucas 24, 32.35).



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        Laboratório da fé celebrada, 2014
        Postado por Unknown | 3.5.14 | Sem comentários

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        «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

        Domingo, DIA DA RESSURREIÇÃO

        Texto de reflexão para o segundo domingo de páscoa

          1. O domingo, de facto, recorda, no ritmo semanal do tempo, o dia da ressurreição de Cristo. É a Páscoa da semana, na qual se celebra a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, o cumprimento n’Ele da primeira criação e o início da «nova criação» (cf. 2Coríntios 5, 17). Ao domingo, portanto, aplica-se, com muito acerto, a exclamação do Salmista: «Este é o dia que Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria» (118 [117], 24).
          20. Segundo o unânime testemunho evangélico, a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos aconteceu no «primeiro dia depois do sábado» (Marcos 16, 2.9; Lucas 24, 1; João 20, 1). Naquele mesmo dia, o Ressuscitado manifestou-Se aos dois discípulos de Emaús (cf. Lucas 24, 13-35) e apareceu aos onze Apóstolos que estavam reunidos (cf. Lucas 24, 36; João 20, 19). Passados oito dias — como testemunha o Evangelho de S. João (cf. 20, 26) — os discípulos estavam novamente juntos, quando Jesus lhes apareceu e fez-Se reconhecer por Tomé, mostrando os sinais da sua paixão. Era domingo, o dia de Pentecostes, primeiro dia da oitava semana após a páscoa judaica (cf. Atos 2, 1), quando, com a efusão do Espírito Santo, se cumpriu a promessa feita por Jesus aos Apóstolos depois da ressurreição (cf. Lucas 24, 49; Atos 1, 4-5).



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          Laboratório da fé celebrada, 2014
          Postado por Unknown | 25.4.14 | Sem comentários

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          «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

          Domingo, DIA DA RESSURREIÇÃO

          Texto de reflexão para o primeiro domingo de páscoa

            19. «Nós celebramos o domingo, devido à venerável ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, não só na Páscoa, mas inclusive em cada ciclo semanal»: escrevia o Papa Inocêncio I, nos começos do século V, testemunhando um costume já consolidado, [...] desde os primeiros anos após a ressurreição do Senhor. S. Basílio fala do «santo domingo, honrado pela ressurreição do Senhor, primícia de todos os outros dias». S. Agostinho chama o domingo «sacramento da Páscoa». Esta ligação íntima do domingo com a ressurreição do Senhor é fortemente sublinhada por todas as Igrejas, tanto do Ocidente como do Oriente. De modo particular na tradição das Igrejas Orientais, cada domingo é o dia da ressurreição, e precisamente por esta sua característica, é o centro de todo o culto. À luz desta tradição ininterrupta e universal, vê-se com toda a clareza que, embora o «dia do Senhor» tenha as suas raízes, como se disse, na mesma obra da criação, e mais diretamente no mistério do «repouso» bíblico de Deus, contudo é preciso fazer referência especificamente à ressurreição de Cristo para se alcançar o pleno sentido daquele. É o que faz o domingo cristão, ao repropor cada semana à consideração e à vida dos crentes o evento pascal, donde mana a salvação do mundo.



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            Laboratório da fé celebrada, 2014
            Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 20.4.14 | Sem comentários

            NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


            «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

            Domingo, DIA DE ORAÇÃO

            Texto de reflexão para o sexto domingo da quaresma

              43. [...] A Eucaristia é suprema expressão e celebração do mistério da «kénosis», ou seja, do despojamento mediante o qual Jesus Cristo «humilhou-Se a Si mesmo, feito obediente até a morte e morte de cruz» (Filipenses 2, 8). De facto, a Missa é uma atualização viva do sacrifício do Gólgota. Debaixo das espécies do pão e do vinho, sobre as quais foi invocada a efusão do Espírito que opera com uma eficácia completamente singular nas palavras da consagração, Jesus Cristo oferece-Se ao Pai com o mesmo gesto de imolação com que Se ofereceu na cruz. «Neste divino sacrifício que se realiza na Missa, está presente e é imolado de modo incruento aquele mesmo Cristo, que Se ofereceu uma só vez de modo cruento sobre o altar da cruz». E ao seu sacrifício, Jesus Cristo une o sacrifício da Igreja: «Na Eucaristia, o sacrifício de Jesus Cristo torna-se também o sacrifício dos membros do seu Corpo. A vida dos fiéis, o seu louvor, o seu sofrimento, a sua oração, o seu trabalho unem-se aos de Jesus Cristo e à sua total oblação, adquirindo assim um novo valor». Esta participação da comunidade inteira assume uma visibilidade particular na assembleia dominical, que permite trazer ao altar a semana que passou com todo o peso humano que a caracterizou.



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              Laboratório da fé celebrada, 2014
              Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 11.4.14 | Sem comentários

              NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


              «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

              Domingo, DIA DE ORAÇÃO

              Texto de reflexão para o quinto domingo da quaresma

                52. Se a participação na Eucaristia é o coração do domingo, seria contudo restritivo reduzir apenas a isso o dever de «santificá-lo». Na verdade, o dia do Senhor é bem vivido se todo ele estiver marcado pela lembrança agradecida e efetiva das obras de Deus. Ora, isto obriga cada um dos discípulos de Jesus Cristo a conferir, também aos outros momentos do dia passados fora do contexto litúrgico — vida de família, relações sociais, horas de diversão —, um estilo tal que ajude a fazer transparecer a paz e a alegria de Cristo Ressuscitado no tecido ordinário da vida. Por exemplo, o encontro mais tranquilo dos pais e dos filhos pode dar ocasião não só para se abrirem à escuta recíproca, mas também para viverem juntos algum momento de formação e de maior recolhimento. Porque não programar, inclusive na vida laical, quando for possível, especiais iniciativas de oração — de modo particular a celebração solene das Vésperas — ou então eventuais momentos de catequese, que, na vigília do domingo ou durante a tarde deste, preparem ou completem na alma do cristão o dom próprio da Eucaristia? [...] Não faltam sinais positivos e encorajadores. Graças ao dom do Espírito Santo, nota-se, em muitos ambientes eclesiais, uma nova exigência de oração na múltipla variedade das suas formas.



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                Laboratório da fé celebrada, 2014
                Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 4.4.14 | Sem comentários

                NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


                «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

                Domingo, DIA DE ORAÇÃO

                Texto de reflexão para o quarto domingo da quaresma

                  84. Instituído para amparo da vida cristã, o domingo adquire naturalmente também um valor de testemunho e anúncio. Dia de oração, de comunhão, de alegria, ele repercute-se sobre a sociedade, irradiando sobre ela energias de vida e motivos de esperança. O domingo é o anúncio de que o tempo, habitado por Aquele que é o Ressuscitado e o Senhor da história, não é o túmulo das nossas ilusões, mas o berço dum futuro sempre novo, a oportunidade que nos é dada de transformar os momentos fugazes desta vida em sementes de eternidade. O domingo é convite a olhar para diante, é o dia em que a comunidade cristã eleva para Cristo o seu grito: «Maranatha: Vinde, Senhor!». Com este grito de esperança e expetativa, faz-se companheira e sustentáculo da esperança humana. E domingo após domingo, iluminada por Cristo, caminha para o domingo sem fim da Jerusalém celeste, quando estiver completa em todas as suas feições a mística Cidade de Deus, que «não necessita de Sol nem de Lua para a iluminar, porque é iluminada pela glória de Deus, e a sua luz é o Cordeiro».
                  87. Os homens e as mulheres do terceiro Milénio, ao encontrarem a Igreja que cada domingo celebra alegremente o mistério donde lhe vem toda a sua vida, possam encontrar o próprio Cristo.



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                  Laboratório da fé celebrada, 2014
                  Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 28.3.14 | Sem comentários

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                  Domingo, DIA DE ORAÇÃO

                  Texto de reflexão para o terceiro domingo da quaresma

                    44. […] A troca do sinal da paz, significativamente colocada no rito romano antes da comunhão eucarística, é um gesto particularmente expressivo, que os fiéis são chamados a realizar como manifestação do consenso que o povo de Deus presta a tudo o que se realizou na celebração, e do empenho de amor recíproco que se assume ao participar no único pão, lembrados daquela palavra exigente de Jesus Cristo: «Se fores apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; depois, volta para apresentares a tua oferta» (Mateus 5, 23-24).
                    73. Vivido assim, não só a Eucaristia dominical, mas o domingo inteiro torna-se uma grande escola de caridade, de justiça e de paz. A presença do Ressuscitado no meio dos seus torna-se projeto de solidariedade, urgência de renovação interior, impulso para alterar as estruturas de pecado onde se encontram enredados os indivíduos, as comunidades e às vezes povos inteiros. [...] Frequentando a escola de Jesus Cristo, na comemoração dominical da Páscoa, e recordando a sua promessa: «Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou» (João 14, 27), o crente torna-se por sua vez agente de paz.



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                    Laboratório da fé celebrada, 2014
                    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 21.3.14 | Sem comentários

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                    Domingo, DIA DE ORAÇÃO

                    Texto de reflexão para o segundo domingo da quaresma

                      44. O aspeto comunitário exprime-se de modo especial no carácter de banquete pascal, que é típico da Eucaristia, onde o próprio Cristo Se faz alimento. Na verdade, «Cristo confiou à Igreja este sacrifício com o seguinte objetivo: para que os fiéis participassem nele, quer espiritualmente mediante a fé e a caridade, quer sacramentalmente com o banquete da sagrada comunhão. A participação na ceia do Senhor é sempre comunhão com Cristo, que por nós Se oferece ao Pai em sacrifício». Por isso, a Igreja recomenda que os fiéis comunguem quando participam na Eucaristia, desde que se encontrem nas devidas disposições e, se a consciência os acusava de pecados graves, tenham antes recebido o perdão de Deus no sacramento da Reconciliação [...]. O convite à comunhão eucarística torna-se particularmente insistente nos domingos e dias festivos. Além disso, é importante ganhar uma viva consciência de quanto a comunhão com Cristo está profundamente ligada à comunhão com os irmãos. A assembleia eucarística dominical é um acontecimento de fraternidade, que a celebração deve fazer ressaltar, embora no respeito do estilo próprio da ação litúrgica. Para tal, contribuem o serviço de acolhimento e o estilo da oração atenta às necessidades de toda a comunidade.



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                      Laboratório da fé celebrada, 2014
                      Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.3.14 | Sem comentários

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                      «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

                      Domingo, DIA DE ORAÇÃO

                      Texto de reflexão para o primeiro domingo da Quaresma

                        15. A vida humana e todo o tempo devem ser vividos como louvor e agradecimento ao seu Criador. Mas a relação com Deus necessita também de momentos explicitamente de oração, nos quais a relação se torna diálogo intenso, envolvendo toda a dimensão da pessoa. O «dia do Senhor» é o dia desta relação, no qual o ser humano eleva a Deus o seu canto, tornando-se eco da criação.
                        48. Hoje, a situação apresenta-se difícil para muitos que desejam viver coerentemente a sua fé. Umas vezes, o ambiente é abertamente hostil; outras vezes, é indiferente e refratário à mensagem do Evangelho. O crente, para não ser vencido, deve poder contar com o apoio da comunidade cristã. Por isso, é necessário que ele se convença da importância decisiva que tem, para a sua vida de fé, o facto de se reunir ao domingo com os outros irmãos, para celebrar a Páscoa do Senhor no sacramento da Nova Aliança. Pertence aos Bispos empenhar-se «para fazer com que o domingo seja reconhecido, santificado e celebrado por todos como ‘dia do Senhor’, no qual a Igreja se reúne para renovar o memorial do mistério pascal, mediante a escuta da palavra de Deus, a oferta do sacrifício do Senhor, e a santificação do dia através da oração, das obras de caridade e da abstenção do trabalho».



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                        Laboratório da fé celebrada, 2014
                        Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 8.3.14 | Sem comentários

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                        Domingo, DIA DA PALAVRA

                        Texto de reflexão para o domingo oitavo

                          81. Verdadeiramente grande é a riqueza espiritual e pastoral do domingo. [...] Constitui, de algum modo, uma síntese da vida cristã e uma condição necessária para bem a viver. Compreende-se, assim, por que razão a Igreja tenha particularmente a peito a observância do dia do Senhor, permanecendo ela uma verdadeira e própria obrigação no âmbito da disciplina eclesial. Mas, uma tal observância, antes ainda de ser sentida como preceito, deve ser vista como uma exigência inscrita profundamente na existência cristã. É de importância verdadeiramente capital que cada fiel se convença de que não pode viver a sua fé, na plena participação da vida da comunidade cristã, sem tomar parte regularmente na assembleia eucarística dominical. Se se realiza na Eucaristia aquela plenitude de culto que os humanos devem a Deus e que não tem comparação com qualquer outra experiência religiosa, uma expressão particularmente eficaz disso verifica-se precisamente quando, ao domingo, se congrega toda a comunidade, obedecendo à voz do Ressuscitado que a convoca para lhe dar a luz da sua Palavra e o alimento do seu Corpo, como fonte sacramental perene de redenção. A graça, que dimana dessa fonte, renova os seres humanos, a vida, a história.



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                          Laboratório da fé celebrada, 2014
                          Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 28.2.14 | Sem comentários

                          NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


                          «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

                          Domingo, DIA DA PALAVRA

                          Texto de reflexão para o domingo sétimo

                            41. Além disso, convém não esquecer que a proclamação litúrgica da Palavra de Deus, sobretudo no contexto da assembleia eucarística, não é tanto um momento de meditação e de catequese, como sobretudo o diálogo de Deus com o seu povo, no qual se proclamam as maravilhas da salvação e se propõem continuamente as exigências da Aliança. Por sua vez, o Povo de Deus sente-se chamado a corresponder a este diálogo de amor, agradecendo e louvando, mas, ao mesmo tempo, verificando a própria fidelidade no esforço por uma contínua «conversão». A assembleia dominical compromete-se, assim, na renovação interior das promessas do batismo que estão, de algum modo, implícitas na recitação do Credo e que a liturgia expressamente prevê na celebração da vigília pascal ou quando é administrado o batismo durante a Missa. Nesta perspetiva, a proclamação da Palavra na Celebração Eucarística do domingo adquire o tom solene que já o Antigo Testamento previa para os momentos de renovação da Aliança, quando era proclamada a Lei e a comunidade de Israel era chamada, como o povo do deserto aos pés do Sinai (cf. Êxodo 19, 7-8; 24, 3.7), a confirmar o seu «sim», renovando a opção de fidelidade a Deus e de adesão aos seus preceitos.



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                            Laboratório da fé celebrada, 2014
                            Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 21.2.14 | Sem comentários

                            NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


                            «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

                            Domingo, DIA DA PALAVRA

                            Texto de reflexão para o domingo sexto

                              40. […] Com efeito, se a leitura do texto sagrado, realizada em espírito de oração e na docilidade à interpretação eclesial (cf. Constituição Dogmática sobre a Divina Revelação — «Dei Verbum», 25), não anima habitualmente a vida dos indivíduos e das famílias cristãs, é difícil que a mera proclamação litúrgica da Palavra de Deus possa dar os frutos esperados. São, pois, muito louváveis aquelas iniciativas com que as comunidades paroquiais, através do envolvimento de todos os que participam na Eucaristia — sacerdote, ministros e fiéis — preparam a liturgia dominical durante a semana, refletindo antes sobre a Palavra de Deus que será proclamada. O objetivo a ser alcançado é que toda a celebração, enquanto oração, escuta, canto, e não só a homilia, exprima, de algum modo, a mensagem da liturgia dominical, para que possa influir eficazmente em todos os que nela participam. Muito depende, obviamente, da responsabilidade daqueles que exercem o ministério da Palavra. Sobre eles grava o dever de prepararem com particular cuidado, pelo estudo do texto sagrado e pela oração, o comentário à palavra do Senhor, apresentando fielmente os seus conteúdos e atualizando-os à luz das questões e da vida dos homens e mulheres do nosso tempo.



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                              Laboratório da fé celebrada, 2013
                              Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.2.14 | Sem comentários

                              NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


                              «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

                              Domingo, DIA DA PALAVRA

                              Texto de reflexão para o domingo quinto

                                39. [...] Paulo VI, comentando a oferta mais abundante de leituras bíblicas ao domingo, escrevia: «Todo este ordenamento tem por finalidade despertar cada vez mais nos fiéis aquela fome da palavra de Deus (cf. Amós 8, 11) que leve o povo da nova aliança a sentir-se como que impelido pelo Espírito Santo a realizar a perfeita unidade da Igreja».
                                40. Passados mais de trinta anos do Concílio, ao refletirmos acerca da Eucaristia dominical, é necessário verificar como a Palavra de Deus tem sido proclamada, e ainda o efetivo crescimento no Povo de Deus do conhecimento e do amor pela Sagrada Escritura. Os dois aspetos — o da celebração e o da experiência real — estão intimamente relacionados. Por um lado, a possibilidade oferecida pelo Concílio de proclamar a Palavra de Deus na própria língua da comunidade participante deve levar-nos a sentir por ela uma «nova responsabilidade», fazendo resplandecer «já no próprio modo de ler ou de cantar, o caráter peculiar do texto sagrado». Por outro, é preciso que a escuta da Palavra de Deus proclamada seja bem preparada no espírito dos fiéis por um conhecimento apropriado da Escritura e, onde for pastoralmente possível, por iniciativas específicas de aprofundamento dos trechos bíblicos, especialmente os das Missas festivas.



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                                Laboratório da fé celebrada, 2013
                                Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.2.14 | Sem comentários

                                NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


                                «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

                                Domingo, DIA DA PALAVRA

                                Texto de reflexão para o domingo da Apresentação de Jesus 

                                  39. Na assembleia dominical, como, aliás, em toda a Celebração Eucarística, o encontro com o Ressuscitado dá-se através da participação na dupla mesa da Palavra e do Pão da vida. A primeira continua a dar aquela compreensão da história da salvação e, especialmente, do mistério pascal que o próprio Jesus Cristo ressuscitado proporcionou aos discípulos: é Ele que fala, presente como está na sua palavra, «ao ser lida na Igreja a Sagrada Escritura». Na segunda mesa atualiza-se a presença real, substancial e constante do Senhor Jesus Cristo ressuscitado, através do memorial da sua paixão e ressurreição, e oferece-se aquele pão da vida que é penhor da glória futura. O II Concílio do Vaticano lembrou que «estão tão intimamente ligadas entre si as duas partes de que se compõe, de algum modo, a missa — a liturgia da Palavra e a liturgia eucarística — que formam um só ato de culto». O mesmo Concílio estabeleceu também que «se prepare para os fiéis, com maior abundância, a mesa da Palavra de Deus: abram-se mais largamente os tesouros da Bíblia». Depois, ordenou que, nas missas do domingo e das festas de preceito, a homilia não seja omitida, a não ser por motivo grave. Estas felizes disposições tiveram fiel expressão na reforma litúrgica.



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                                  Laboratório da fé celebrada, 2013
                                  Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 31.1.14 | Sem comentários

                                  ANO CRISTÃO


                                  O Secretariado de Liturgia da diocese do Porto, num artigo do jornal «Voz Portucalense» (15 de janeiro de 2014) destaca a importância do «Tempo Comum»: «começa na segunda-feira a seguir ao domingo que ocorre depois do dia 6 de janeiro e prolonga-se até à terça-feira antes da Quaresma inclusive; retoma-se na segunda-feira a seguir ao domingo do Pentecostes e termina antes das Vésperas I do domingo I do Advento». Em latim a designação é «per annum»; algumas línguas traduziram por «ordinário»; em português preferiu-se o vocábulo «comum». Sobre este tempo afirma que «não se trata – longe disso – de um tempo débil ou pouco importante, dado que nele se celebra todo o mistério de Cristo na sua globalidade. Em vez de se debruçar sobre um momento particular ou aspeto específico, procura favorecer a vivência comum e comunitária do 'todo', do global, do impreterível mistério de Cristo. Se virmos bem, este não é o 'último' dos tempos litúrgicos, mas o primeiro».

                                  Com a celebração da festa do Batismo do Senhor, encerrou-se o tempo festivo «especial» do Natal/Epifania e entramos no Tempo Comum. Cumpre-se, assim, o número 44 das Normas Gerais que regem o Ano Litúrgico e o Calendário: «O Tempo Comum começa na segunda-feira a seguir ao domingo que ocorre depois do dia 6 de janeiro e prolonga-se até à terça-feira antes da Quaresma inclusive; retoma-se na segunda-feira a seguir ao domingo do Pentecostes e termina antes das Vésperas I do domingo I do Advento».
                                  Comecemos por anotar a designação: em latim é o tempo «per annum» e, efetivamente, preenche a maior parte do ano começando em janeiro, sendo interrompido durante 14 domingos pelo ciclo Quaresma-Páscoa-Tempo Pascal, para prosseguir depois, durante 6 meses até ao advento do ano seguinte. São 33 ou 34 semanas em 52 que tem o ano: quantitativamente, predomina. Concretamente, em 2014 decorre de 13 de janeiro a 4 de março (terça-feira da oitava semana), recomeça em 9 de junho (segunda-feira da décima semana) e termina em 29 de novembro (sábado da 34.ª semana). Tendo apenas 33 semanas, omite-se a semana seguinte àquela em que se interrompe antes da quaresma (em 2014 omite-se a 9.ª semana).
                                  Na maior parte das línguas modernas (inglês, francês, castelhano, italiano…) «per annum» foi traduzido por «ordinário». Estas versões valorizam o contraste entre o «tempo extraordinário» – assim se consideram os tempos litúrgicos «especiais» (Advento, Natal/Epifania, Quaresma, Páscoa e Tempo Pascal) e o tempo «ordinário», quer dizer, «não especial». Por vezes os autores chamam «tempos fortes» aos tempos litúrgicos «especiais» quase insinuando que as 33/34 semanas do tempo «per annum» seriam um tempo «débil», o que não é de modo algum verdade.
                                  Em Portugal, nos primeiros tempos da aplicação da reforma litúrgica esta designação – «Tempo Ordinário» – chegou a ser aceite e teve os seus defensores. Mas não prevaleceu por várias razões: porque é uma terminologia mais jurídica que litúrgica; e porque o adjetivo tem em português uma conotação semântica pejorativa que desaconselhou o seu uso fora do contexto jurídico-canónico. Encontrou-se então a designação «Tempo Comum» que parece traduzir de forma aceitável a caracterização que dele se dá no número 43 das Normas Gerais acima referidas: «Além dos tempos referidos [os tempos «especiais» descritos nos números18-42: Tríduo Pascal, Tempo Pascal, Tempo da Quaresma, Tempo do Natal e Tempo do Advento], que têm características próprias, há ainda trinta e três ou trinta e quatro semanas no ciclo do ano, que são destinadas não a celebrar um aspeto particular do mistério de Cristo, mas o próprio mistério de Cristo na sua globalidade, especialmente nos domingos. Este período é denominado Tempo Comum».
                                  Não se trata – longe disso – de um tempo débil ou pouco importante, dado que nele se celebra todo o mistério de Cristo na sua globalidade. Em vez de se debruçar sobre um momento particular ou aspeto específico, procura favorecer a vivência comum e comunitária do «todo», do global, do impreterível mistério de Cristo. Se virmos bem, este não é o «último» dos tempos litúrgicos, mas o primeiro.
                                  O Ano litúrgico nasceu com o domingo, a festa primordial dos cristãos. No domingo, a Eucaristia faz a Anamnese/memorial da morte e ressurreição do Senhor, Páscoa celebrada no ritmo de cada semana. A princípio não se sentia a necessidade de nada mais: o ano litúrgico mais não era do que «tempo per annum»: celebração sucessiva e ininterrupta do domingo ao longo de todo o ano e de ano para ano. Posteriormente, alguns domingos ganharam uma coloração especial em virtude de neles se celebrarem momentos ou aspetos particularmente importantes do Mistério de Cristo. E surgiram festas e «tempos especiais»: Tríduo Pascal, Tempo Pascal, Quaresma, Natal/Epifania, Advento… Todos eles se acrescentaram ao «Tempo Comum» que é, assim, tempo principal.

                                  © SDL | Voz Portucalense
                                  © Adaptação de Laboratório da fé, 2014



                                  • Ano Litúrgico: ano cristão — textos publicados no Laboratório da fé > > >



                                  Laboratório da fé celebrada, 2014
                                  Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 31.1.14 | Sem comentários

                                  NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


                                  «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

                                  Domingo, DIA DO BATISMO

                                  Texto de reflexão para o terceiro domingo 

                                    31. [...] Se o domingo é o dia da ressurreição, ele não se reduz à recordação de um acontecimento passado: é a celebração da presença viva do Ressuscitado no meio de nós.
                                    51. É necessário fazer o máximo esforço para que todos os presentes — jovens e adultos — se sintam interessados, promovendo o seu envolvimento nas diversas formas de participação que a liturgia sugere e recomenda. Compete, sem dúvida, apenas àqueles que exercem o sacerdócio ministerial ao serviço dos seus irmãos realizar o sacrifício eucarístico e oferecê-lo a Deus em nome do povo inteiro. Aqui se encontra o fundamento da distinção, de ordem bem mais que disciplinar, existente entre a tarefa própria do celebrante e a que é atribuída aos diáconos e aos fiéis não ordenados. No entanto, os fiéis devem estar conscientes de que, pelo sacerdócio comum recebido no batismo, «concorrem para a oblação da Eucaristia». Eles, embora na distinção de funções, «oferecem a Deus a vítima divina e a si mesmos juntamente com ela; assim quer pela oblação quer pela sagrada comunhão, não indiscriminadamente mas cada um a seu modo, todos tomam parte na ação litúrgica», dela recebendo luz e força para viverem o seu sacerdócio batismal através da oração e do testemunho duma vida santa.



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                                    Laboratório da fé celebrada, 2013
                                    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 24.1.14 | Sem comentários

                                    NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


                                    «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

                                    Domingo, DIA DO BATISMO

                                    Texto de reflexão para o segundo domingo 

                                      31. [...] Não é suficiente que os discípulos de Cristo rezem individualmente e recordem interiormente, no segredo do coração, a morte e a ressurreição de Cristo. Com efeito, todos os que receberam a graça do batismo, não foram salvos somente a título individual, mas enquanto membros do Corpo místico, que entraram a fazer parte do Povo de Deus. Por isso, é importante que se reúnam, para exprimir em plenitude a própria identidade da Igreja, a «ekklesía», assembleia convocada pelo Senhor ressuscitado, que ofereceu a sua vida «para trazer à unidade os filhos de Deus que andavam dispersos» (João 11, 52). Estes tornaram-se «um só» em Cristo (cf. Gálatas 3, 28), pelo dom do Espírito. Esta unidade manifesta-se exteriormente, quando os cristãos se reúnem: é então que adquirem consciência viva e dão ao mundo testemunho de serem o povo dos redimidos, formado por «homens de toda a tribo, língua, povo e nação» (Apocalipse 5, 9). Através da assembleia dos discípulos de Jesus Cristo, perpetua-se no tempo a imagem da primeira comunidade cristã, descrita como modelo por São Lucas nos Atos dos Apóstolos, quando diz que os primeiros batizados «eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fração do pão, e às orações» (2, 42).



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                                      Laboratório da fé celebrada, 2013
                                      Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 17.1.14 | Sem comentários

                                      ANO CRISTÃO


                                      A Editora Paulus traduziu e publicou (em 2010) uma obra italiana com comentários aos textos bíblicos proclamados nas celebrações eucarísticas. No volume dedicado às primeiras semanas do Tempo Comum («Leccionário Comentado. Regenerados pela Palavra de Deus. Volume 1: Tempo Comum. Semanas I-XVII» — organização de Giuseppe Casarin) faz uma breve apresentação das primeiras semanas do «Tempo Comum» e dos textos bíblicos propostos na LiturgiaA coleção está estruturada à maneira da «lectio divina», acompanhando progressivamente todo o ano litúrgico nos seus tempos fortes, nas suas festas mas também nos dias feriais, todas as vezes que a comunidade cristã é convocada para celebrar a Cristo presente na Palavra e no Pão eucarístico.

                                      O período do ano litúrgico fora dos tempos característicos chamados «fortes» (Advento, Natal, Quaresma e Páscoa), que são destinados a celebrar um aspeto particular do mistério de Cristo, é chamado «Tempo per annum», isto é, «durante o ano», ou «Tempo Comum». Não deve ser considerado um tempo «fraco», por oposição aos tempos «fortes» do Ano Litúrgico. Denomina-se «Tempo Comum» ou «ordinário» porque deriva de «ordo», que indica uma estrutura fundamental. É sobre ela que se apoiam os «tempos fortes», que têm origem na necessidade de distribuir aquilo que estava concentrado, isto é, passar do mistério pascal considerado como um «todo» para a explicitação de cada um dos seus componentes, mesmo arriscando perder a visão global do mistério. Não se trata, por isso, de um Tempo «fraco»; pelo contrário, é um Tempo «fortíssimo». O Tempo Comum é guiado pela celebração do domingo. Os domingos do Tempo Comum, precisamente porque «destinados não a celebrar um aspeto particular do mistério de Cristo, mas nos quais esse mistério é celebrado na sua globalidade» (Ordenamento do ano litúrgico e do calendário, 43), apresentam-se como o dia do Senhor em toda a sua plenitude pascal, verdadeira Páscoa semanal. São domingos em estado puro pela sua caracterização pascal.
                                      O II Concílio do Vaticano reconhece no domingo «o fundamento e o núcleo de todo o ano litúrgico» (Constituição Conciliar sobre a Sagrada Liturgia [SC], 106). Este de facto não é mais do que a celebração do mistério pascal, objeto central da fé do cristão. Este mistério, para além da festa anual da Páscoa, é celebrado todas as semanas, domingo após domingo, de modo que toda a existência do cristão seja invadida pela presença salvífica do Senhor ressuscitado. Por isso, o Concílio (SC 106) pôde afirmar que «por tradição apostólica, que teve a sua origem no próprio dia da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal todos os oito dias, no dia que bem se denomina 'dia do Senhor' ou 'domingo'». É por isso que os «dies dominicus» se revelam como a estrutura fundamental, o núcleo originário e originante do Ano Litúrgico.
                                      [...]
                                      O domingo, tal como a Eucaristia que nele é celebrada, remete para a vida: o que foi celebrado deve ser levado para a vida como testemunho e como caridade. Cristo foi recordado e celebrado no seu mistério pascal, ou seja, no dom que fez da Sua vida: «Isto é o meu corpo, ou seja, a minha vida, que será entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim». A memória que se deve fazer não é apenas a do rito, é também a da vida. «Fazei isto» quer dizer: fazei o que Eu fiz, fazei também vós da vossa vida uma dádiva. Este é o ensinamento do mistério pascal de Cristo, de que o domingo e a Eucaristia são memorial. «Quando a assembleia se dispersa e somos enviados para a vida, é toda a vida que deve tornar-se dom de si». Por isso o domingo é o dia da caridade: o viver do cristão, de facto, é um «viver segundo o domingo» (Santo Inácio de Antioquia), ou seja, segundo o mistério pascal de Cristo, que no sinal do pão partido doa a Sua vida para benefício dos homens. Então o domingo e a Eucaristia são o «culmen» da vida do crente, mas ao mesmo tempo são também a «fons», a origem dela. Ambos enviam o fiel ao mundo: de segunda-feira até sábado é o tempo do testemunho, é o tempo de um dia-a-dia melhor, porque na ce­lebração dominical o crente é inspirado e penetrado pela graça da memória do Senhor Ressuscitado. É o tempo de dar um sentido novo a tudo o que se vive.

                                      © Mario Chesi | Editora Paulus
                                      © Adaptação de Laboratório da fé, 2014
                                      A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do editor



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                                      Laboratório da fé celebrada, 2014
                                      Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.1.14 | Sem comentários
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