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Viver a fé! [22]


Este tema (números 267 a 286) resume os pontos dois («O valor profético da ‘Rerum Novarum’») e três («A dignidade do trabalho») do sexto capítulo do Compêndio da Doutrina Social da Igreja dedicado à temática do trabalho.

O valor profético da «Rerum Novarum»

O papa Leão XIII, face aos desafios da Revolução Industrial, publicou a Encíclica sobre a condição dos operários — «Rerum Novarum» (cf. tema 1), «afirmando princípios de valor universal [...] em favor do homem que trabalha e dos seus direitos» (267): «a importância do direito à propriedade, do princípio da colaboração entre as classes, dos direitos dos fracos e dos pobres, das obrigações dos trabalhadores e dos empregadores, do direito de associação» (268). Entretanto, o papa João Paulo II, na Encíclica que assinalou o 90.º aniversário da «Rerum Novarum» — «Laborem Exercens» (bit.ly/LaboremExercens) —, «enriquece a visão personalista do trabalho característica dos documentos sociais precedentes, indicando a necessidade de um aprofundamento dos significados e das tarefas que o trabalho comporta [...]. O trabalho, com efeito, ‘chave essencial’ de toda a questão social, condiciona o desenvolvimento não só económico, mas também cultural e moral, das pessoas, da família, da sociedade e de todo o género humano» (269).

A dimensão subjetiva e objetiva do trabalho

«O trabalho humano tem uma dúplice dimensão: objetiva e subjetiva. Em sentido objetivo, é o conjunto de atividades, recursos, instrumentos e técnicas de que o homem se serve para produzir, para dominar a terra, segundo as palavras do Livro do Génesis. O trabalho em sentido subjetivo é o agir do homem enquanto ser dinâmico, capaz de levar a cabo várias ações que pertencem ao processo do trabalho e que correspondem à sua vocação pessoal» (270). De facto, «o trabalho não somente procede da pessoa, mas é também essencialmente ordenado e finalizado para ela. [...] A finalidade do trabalho, de qualquer trabalho, continua a ser sempre o ser humano» (272). Por isso, «a subjetividade confere ao trabalho a sua peculiar dignidade, o que impede de considerá-lo uma simples mercadoria ou um elemento impessoal da organização produtiva. [...] A dimensão subjetiva do trabalho deve ter preeminência sobre a objetiva, porque é aquela do homem mesmo que realiza o trabalho, determinando-lhe a qualidade e o valor mais alto» (271). «O trabalho humano possui também uma intrínseca dimensão social [...]: ‘trabalhar é trabalhar com os outros e trabalhar para os outros’» (273). «O trabalho é também ‘uma obrigação, ou seja, um dever do homem’» (274). «O trabalho confirma a profunda identidade do homem criado à imagem e semelhança de Deus» (275).

As relações entre trabalho e capital

«A relação entre trabalho e capital não raro apresenta traços de uma conflituosidade que assume novas características com a mudança dos contextos sociais e económicos» (279). «A doutrina social tem enfrentado as relações entre trabalho e capital, salientando seja a prioridade do primeiro sobre o segundo, seja a sua complementaridade» (277). Na verdade, «o trabalho, pelo seu caráter subjetivo ou pessoal, é superior a todo e qualquer outro fator de produção: este princípio vale, em particular, no que se refere ao capital» (276). Não se pode esquecer que «‘o principal recurso’ e o ‘fator decisivo’ nas mãos do homem é o próprio homem, e que ‘o desenvolvimento integral da pessoa humana no trabalho não contradiz, antes favorece a maior produtividade e eficácia do trabalho’» (278). A finalizar esta alínea a Igreja alerta para aspetos que provocam «alienação no trabalho e do trabalho» (280): ausência de trabalho, trabalho clandestino, infantil, sub-remunerado, explorado, supertrabalho, trabalho-carreira, excessiva flexibilidade, entre outros.

O trabalho, título de participação

«A relação entre trabalho e capital expressa-se também através da participação dos trabalhadores na propriedade, na gestão e nos seus frutos» (281).

Relação entre trabalho e propriedade privada

«O direito à propriedade privada subordina-se ao princípio do destino universal dos bens e não deve constituir motivo de impedimento ao trabalho» (282), mas promover «uma economia ao serviço do homem» (283).

O repouso festivo

«O repouso festivo é um direito» (284). «O domingo é um dia a ser santificado com uma caridade operosa, reservando atenções à família e aos parentes, como aos doentes, aos enfermos, aos idosos» (285). Portanto, todos — autoridades públicas, Igreja, empregadores e empregados — «têm o dever de vigiar para que não se subtraia [...] o tempo destinado ao repouso e ao culto divino» (286).

© Laboratório da fé, 2015 
Os números entre parêntesis dizem respeito ao «Compêndio da Doutrina Social da Igreja» 
na versão portuguesa editada em 2005 pela editora «Princípia» 





Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.3.15 | Sem comentários

NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


«Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

Domingo, DIA DE SOLIDARIEDADE

Texto de reflexão para o domingo vigésimo sexto

    72. A Eucaristia é acontecimento e projeto de fraternidade. Da Missa dominical parte uma onda de caridade destinada a estender-se a toda a vida dos fiéis, começando por animar o próprio modo de viver o resto do domingo. Se este é dia de alegria, é preciso que o cristão mostre, com as suas atitudes concretas, que não se pode ser feliz «sozinho». Ele olha ao seu redor, para individuar as pessoas que possam ter necessidade da sua solidariedade. Pode suceder que, entre os vizinhos ou no âmbito das suas relações, hajam doentes, idosos, crianças, imigrantes, que, precisamente ao domingo, sentem ainda mais dura a sua solidão, a sua necessidade, a sua condição dolorosa. É certo que a atenção por eles não pode limitar-se a uma esporádica iniciativa dominical. Mas, suposta esta atitude de compromisso mais global, porque não dar ao dia do Senhor uma tonalidade maior de partilha, pondo em ação toda a capacidade inventiva da caridade cristã? Sentar à própria mesa alguma pessoa que viva sozinha, visitar os doentes, levar de comer a qualquer família necessitada, dedicar algumas horas a iniciativas específicas de voluntariado e de solidariedade, seria, sem dúvida, um modo de transferir para a vida a caridade de Cristo recebida na Mesa Eucarística.



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    Laboratório da fé celebrada, 2014
    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 26.9.14 | Sem comentários

    NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


    «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

    Domingo, DIA DE SOLIDARIEDADE

    Texto de reflexão para o domingo vigésimo quinto

      71. [...] Aos ricos que presumiam ter satisfeito suas obrigações religiosas frequentando a igreja mas sem partilharem os seus bens com os pobres ou mesmo oprimindo-os, S. Ambrósio dirige estas palavras ardentes: «Ouves, ó rico, o que diz o Senhor Deus!? E tu vens à igreja, não para dar qualquer coisa a quem é pobre, mas para te aproveitares». Igualmente exigente é S. João Crisóstomo: «Queres honrar o Corpo de Cristo? Não permitas que seja desprezado nos seus membros, isto é, nos pobres que não têm que vestir, nem O honres aqui no templo com vestes de seda, enquanto lá fora o abandonas ao frio e à nudez. Aquele que disse: ‘Isto é o meu Corpo’, confirmando o facto com a sua palavra, também afirmou: ‘Vistes-Me com fome e não me destes de comer’, e ainda: ‘Na medida em que o recusastes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim o recusastes’. (...) De que serviria, afinal, adornar a mesa de Cristo com vasos de ouro, se Ele morre de fome na pessoa dos pobres? Primeiro dá de comer a quem tem fome, e depois ornamenta a sua mesa com o que sobra». São palavras que lembram o dever de fazer da Eucaristia o lugar onde a fraternidade se torne solidariedade concreta, onde os últimos sejam os primeiros na consideração e na estima dos irmãos.



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      Laboratório da fé celebrada, 2014
      Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 19.9.14 | Sem comentários

      NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


      «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

      Domingo, DIA DE SOLIDARIEDADE

      Texto de reflexão para o domingo da exaltação da santa cruz

        70. «No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em sua casa, o que tiver podido poupar» (1Coríntios 16, 2). Trata-se aqui da coleta organizada por Paulo em favor das Igrejas pobres da Judeia: na Eucaristia dominical, o coração crente cresce até assumir as dimensões da Igreja. Mas, é preciso compreender profundamente o convite do Apóstolo, que, longe de promover uma mentalidade mesquinha que se contente do «óbolo», faz apelo a uma exigente cultura da solidariedade, concretizada tanto entre os próprios membros da comunidade como em favor da sociedade inteira. Há necessidade de escutar de novo as advertências na Primeira Carta aos Coríntios: «Quando vos reunis, não o fazeis para comer a ceia do Senhor, pois cada um de vós se apressa a tomar a sua própria ceia; e, enquanto uns passam fome, outros se fartam. Porventura não tendes casas para comer e beber? Ou desprezais a Igreja de Deus e quereis envergonhar aqueles que nada têm?» (11, 20-22). E não é menos vigorosa a palavra de Tiago: «Se entrar na vossa assembleia um homem com anel de ouro e com vestidos preciosos e entrar também um pobre, e atenderdes ao que está magnificamente vestido [...] não é verdade que fazeis distinção entre vós mesmos?» (2, 2-4).



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        Laboratório da fé celebrada, 2014
        Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 12.9.14 | Sem comentários

        NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


        «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

        Domingo, DIA DE SOLIDARIEDADE

        Texto de reflexão para o domingo vigésimo terceiro

          69. O domingo deve dar oportunidade aos fiéis para se dedicarem também às atividades de misericórdia, caridade e apostolado. A participação interior na alegria de Cristo ressuscitado implica a partilha total do amor que pulsa no seu coração: não há alegria sem amor! O próprio Jesus no-lo explica, ao pôr em relação o «mandamento novo» com o dom da alegria: «Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, do mesmo modo que Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. Digo-vos isto para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa. O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei» (João 15, 10-12). Assim, a Eucaristia dominical não só não desvia dos deveres de caridade, mas, pelo contrário, estimula os fiéis «a tudo o que seja obra de caridade, de piedade e apostolado, onde os cristãos possam mostrar que são a luz do mundo, embora não sejam deste mundo, e que glorificam o Pai diante dos homens» (Constituição Conciliar sobre a Sagrada Liturgia — «Sacrosanctum Concilium», 9).
          70. De facto, a reunião dominical constituiu para os cristãos, desde os tempos apostólicos, um momento de partilha fraterna com os mais pobres.



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          Laboratório da fé celebrada, 2014
          Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.9.14 | Sem comentários

          NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


          «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

          Domingo, DIA DE DESCANSO

          Texto de reflexão para o domingo vigésimo segundo

            67. [...] Se depois de seis dias de trabalho — para muitos, na verdade, reduzidos já a cinco — o ser humano procura um tempo para relaxe e para cuidar melhor dos outros aspetos da própria vida, isso corresponde a uma real necessidade, em plena harmonia com a perspetiva da mensagem evangélica. Consequentemente, o crente é chamado a satisfazer esta exigência, harmonizando-a com as expressões da sua fé pessoal e comunitária, manifestada na celebração e santificação do dia do Senhor. Por isso, é natural que os cristãos se esforcem para que a legislação civil tenha em conta o seu dever de santificar o domingo. Em todo o caso, têm a obrigação de consciência de organizar o descanso dominical de forma que lhes seja possível participar na Eucaristia, abstendo-se dos trabalhos e negócios incompatíveis com a santificação do dia do Senhor, com a sua alegria própria e com o necessário repouso.
            68. Uma vez que o descanso, para não se tornar vazio nem fonte de tédio, deve gerar enriquecimento espiritual, maior liberdade, possibilidade de contemplação e comunhão fraterna, os fiéis hão de escolher, de entre os meios da cultura e as diversões que a sociedade proporciona, aqueles que estão mais de acordo com os preceitos do Evangelho.



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            Laboratório da fé celebrada, 2014
            Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 29.8.14 | Sem comentários

            NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


            «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

            Domingo, DIA DE DESCANSO

            Texto de reflexão para o domingo vigésimo primeiro

              67. Graças ao descanso dominical, as preocupações e afazeres quotidianos podem reencontrar a sua justa dimensão: as coisas materiais, pelas quais nos afadigamos, dão lugar aos valores do espírito; as pessoas com quem vivemos, recuperam, no encontro e diálogo mais tranquilo, a sua verdadeira fisionomia. As próprias belezas da natureza — frequentemente malbaratadas por uma lógica de domínio, que se volta contra o ser humano — podem ser profundamente descobertas e apreciadas. Assim o domingo, dia de descanso, dia de paz do ser humano com Deus, consigo mesmo e com os seus semelhantes, torna-se também ocasião em que o ser humano é convidado a lançar um olhar regenerado sobre as maravilhas da natureza, deixando-se envolver por aquela estupenda e misteriosa harmonia que, como diz Santo Ambrósio, por uma «lei inviolável de concórdia e de amor», une os diversos elementos do universo num «vínculo de união e de paz». Então, o ser humano torna-se mais consciente, segundo as palavras escritas pelo Apóstolo Paulo na Primeira Carta a Timóteo, de que «tudo o que Deus criou é bom, e não é para desprezar, contanto que se tome em ação de graças, pois é santificado pela palavra de Deus e pela oração» (4, 4-5).



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              Laboratório da fé celebrada, 2014
              Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.8.14 | Sem comentários

              NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


              «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

              Domingo, DIA DE DESCANSO

              Texto de reflexão para o domingo vigésimo

                66. […] Quando a Igreja, ao longo dos séculos, legislou sobre o descanso dominical, teve em consideração sobretudo o trabalho dos criados e dos operários, certamente não porque fosse um trabalho menos digno relativamente às exigências espirituais da prática dominical, mas sobretudo porque mais carente duma regulamentação que aliviasse o seu peso e permitisse a todos santificarem o dia do Senhor. Nesta linha, Leão XIII apontou o descanso festivo como um direito do trabalhador, que o Estado deve garantir. E, no contexto histórico atual, permanece a obrigação de batalhar para que todos possam conhecer a liberdade e o descanso necessário, com as conexas exigências religiosas, familiares, culturais, interpessoais, que dificilmente podem ser satisfeitas, se não ficar salvaguardado pelo menos um dia semanal para gozarem juntos da possibilidade de repousar e fazer festa. Obviamente, este direito do trabalhador ao descanso pressupõe o seu direito ao trabalho, pelo que, ao refletirmos sobre esta problemática ligada à conceção cristã do domingo, não podemos deixar de recordar, com sentida solidariedade, a situação penosa de tantos homens e mulheres que, por falta dum emprego, se veem constrangidos à inatividade mesmo nos dias laborativos.



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                Laboratório da fé celebrada, 2014
                Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.8.14 | Sem comentários

                NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


                «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

                Domingo, DIA DE DESCANSO

                Texto de reflexão para o domingo décimo nono

                  65. A ligação entre o dia do Senhor e o dia do descanso na sociedade civil tem uma importância e um significado que ultrapassam o horizonte propriamente cristão. De facto, a alternância de trabalho e descanso, inscrita na natureza humana, foi querida pelo próprio Deus, como se deduz da perícope da criação no livro do Génesis (cf. 2, 2-3; Êxodo 20, 8-11): o repouso é coisa «sagrada», constituindo a condição necessária para o ser humano se subtrair ao ciclo, por vezes excessivamente absorvente, dos afazeres terrenos e retomar consciência de que tudo é obra de Deus. O poder sobre a criação, que Deus concede ao homem, é tão prodigioso que este corre o risco de esquecer-se que Deus é o Criador, de quem tudo depende. Este reconhecimento é ainda mais urgente na nossa época, porque a ciência e a técnica aumentaram incrivelmente o poder que o ser humano exerce através do seu trabalho.
                  66. Importa não perder de vista que o trabalho é, ainda no nosso tempo, uma dura escravidão para muitos, seja por causa das condições miseráveis em que é efetuado e dos horários impostos, especialmente nas regiões mais pobres do mundo, seja por subsistirem, demasiados casos de injustiça e exploração do homem pelo homem.



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                  Laboratório da fé celebrada, 2014
                  Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 8.8.14 | Sem comentários

                  NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


                  «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

                  Domingo, DIA DE DESCANSO

                  Texto de reflexão para o domingo décimo oitavo

                    64. Durante alguns séculos, os cristãos viveram o domingo apenas como dia do culto, sem poderem juntar-lhe o significado de descanso. Só no século IV é que a lei civil do Império Romano reconheceu o ritmo semanal, fazendo com que, no «dia do sol», os juízes, os habitantes das cidades e os diversos ofícios parassem de trabalhar. Grande contentamento sentiram os cristãos ao verem assim afastados os obstáculos que, até então, tinham tornado por vezes heroica a observância do dia do Senhor. Podiam agora dedicar-se à oração comum, sem qualquer impedimento. Por isso, seria um erro ver a legislação que defende o ritmo semanal como uma mera circunstância histórica, sem valor para a Igreja ou que esta poderia abandonar. Os Concílios não cessaram de manter, mesmo depois do fim do Império, as disposições relativas ao descanso festivo. Mesmo nos países, onde os cristãos são um pequeno número e os dias festivos não coincidem com o domingo, este permanece sempre o dia do Senhor, o dia em que os fiéis se reúnem para a eucaristia. Mas isto verifica-se à custa de sacrifícios. Para os cristãos, é anormal que o domingo, dia de festa e de alegria, não seja também dia de descanso, tornando-se difícil «santificar» o domingo, já que não dispõem de tempo livre suficiente.



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                    Laboratório da fé celebrada, 2014
                    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 1.8.14 | Sem comentários

                    NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


                    «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

                    Domingo, DIA DA IGREJA

                    Texto de reflexão para o domingo décimo sétimo

                      83. O domingo torna-se de algum modo a alma dos outros dias, como o supõe uma reflexão de Orígenes, segundo a qual o cristão perfeito «vive sempre no dia do Senhor, celebra sempre o domingo». Este é uma autêntica escola, um itinerário permanente de pedagogia eclesial; pedagogia insubstituível, sobretudo nas condições da sociedade atual, sempre mais intensamente marcada pela fragmentação e pluralismo cultural, que põem continuamente à prova a fidelidade dos cristãos às exigências específicas da sua fé.
                      85. A Igreja é sustentada e animada pelo Espírito. Este refresca a sua memória, e atualiza para cada geração dos crentes o acontecimento da Ressurreição. É o dom interior que nos une ao Ressuscitado e aos irmãos na intimidade de um único corpo, reavivando a nossa fé, infundindo no nosso coração a caridade, reanimando a nossa esperança. O Espírito está presente ininterruptamente em cada dia da Igreja, irrompendo, imprevisível e generoso, com a riqueza dos seus dons; mas, na assembleia dominical congregada para a celebração semanal da Páscoa, a Igreja coloca-se especialmente à escuta d’Ele e com Ele tende para Cristo, no desejo do seu regresso glorioso: «O Espírito e a Esposa dizem: ‘Vem!’» (Apocalipse 22, 17).



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                      Laboratório da fé celebrada, 2014
                      Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 25.7.14 | Sem comentários

                      NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


                      «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

                      Domingo, DIA DA IGREJA

                      Texto de reflexão para o domingo décimo sexto

                        54. Os fiéis que, por causa de doença, infortúnio ou por qualquer outra razão grave, estão impedidos de participar na Missa dominical, terão o cuidado de se unirem de longe à celebração da mesma, de preferência repassando as leituras e orações previstas no Missal para aquele dia, e também através do desejo da Eucaristia. Em muitos países, a televisão e a rádio oferecem a possibilidade de unir-se a uma Celebração eucarística na própria hora em que está a realizar-se num lugar sagrado. Obviamente, este género de transmissões não permite, por si mesmo, satisfazer o preceito dominical, que requer a participação na assembleia dos irmãos, congregando-se num mesmo lugar, e a consequente possibilidade da comunhão eucarística. Mas, para aqueles que estão impedidos de participar na Eucaristia e, por isso mesmo, dispensados de cumprir o preceito, a transmissão televisiva ou radiofónica constitui uma ajuda preciosa, sobretudo quando completada pelo serviço dos ministros extraordinários que levam a Eucaristia aos doentes, transmitindo-lhes também a saudação e a solidariedade de toda a comunidade. Assim, também para estes cristãos, a missa dominical produz abundantes frutos e podem viver o domingo como verdadeiro «dia do Senhor» e «dia da Igreja».



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                        Laboratório da fé celebrada, 2014
                        Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 18.7.14 | Sem comentários

                        NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


                        «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

                        Domingo, DIA DA IGREJA

                        Texto de reflexão para o domingo décimo quinto

                          21. Desde os tempos apostólicos, «o primeiro dia depois do sábado», primeiro da semana, começou a caracterizar o próprio ritmo da vida dos discípulos de Cristo (cf. 1Coríntios 16, 2). [...] Será uma das características que distinguirão os cristãos do mundo circunstante.
                          22. Nos primeiros tempos, o ritmo semanal dos dias não era geralmente conhecido nas regiões onde o Evangelho se difundia, e os dias festivos dos calendários grego e romano não coincidiam com o domingo cristão. Isto comportava para os cristãos uma notável dificuldade para observar o dia do Senhor, com o seu caráter fixo semanal. Assim se explica porque os fiéis eram obrigados a reunirem-se antes do nascer do sol. Todavia, a fidelidade ao ritmo semanal mantinha-se porque estava fundada no Novo Testamento e ligada à revelação do Antigo Testamento. Os Apologistas e os Padres da Igreja sublinham-no de bom grado nos seus escritos e na sua pregação. O mistério pascal era ilustrado através daqueles textos da Escritura que, conforme o testemunho de S. Lucas (cf. 24, 27.44-47), o próprio Cristo ressuscitado devia ter explicado aos discípulos. Baseada nesses textos, a celebração do dia da ressurreição adquiria um valor doutrinal e simbólico, capaz de exprimir toda a novidade do mistério cristão.



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                          Laboratório da fé celebrada, 2014
                          Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 11.7.14 | Sem comentários

                          NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


                          «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

                          Domingo, DIA DA IGREJA

                          Texto de reflexão para o domingo décimo quarto

                            34. [...] Cada comunidade, reunindo todos os seus membros para a «fração do pão», sente-se como um lugar privilegiado onde se realiza o mistério da Igreja.
                            35. O «dies Domini» («dia do Senhor») é também o «dies Ecclesiae» («dia da Igreja»). Assim se compreende porque a dimensão comunitária da celebração dominical há de ser especialmente sublinhada, no plano pastoral. De entre as numerosas atividades que uma paróquia realiza, «nenhuma é tão vital ou formativa para a comunidade, como a celebração dominical do dia do Senhor e da sua Eucaristia». Neste sentido, o II Concílio do Vaticano chamou a atenção para a necessidade de trabalhar a fim de que «floresça o sentido da comunidade paroquial, especialmente na celebração comunitária da missa dominical». Na mesma linha, se colocam as orientações litúrgicas sucessivas, pedindo que, ao domingo e dias festivos, as celebrações eucarísticas, realizadas normalmente noutras igrejas e oratórios, sejam coordenadas com a celebração da igreja paroquial, precisamente para «fomentar o sentido da comunidade eclesial, que se alimenta e exprime especialmente na celebração comunitária do domingo, quer à volta do Bispo, sobretudo na Catedral, quer na assembleia paroquial, cujo pastor representa o Bispo».



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                            Laboratório da fé celebrada, 2014
                            Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 4.7.14 | Sem comentários

                            NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


                            «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

                            Domingo, DIA DA IGREJA

                            Texto de reflexão para o domingo da solenidade de são pedro e são paulo

                              34. Não há dúvida que a Eucaristia dominical não possui, em si própria, um estatuto diferente daquela que se celebra em qualquer outro dia, nem pode ser separada do conjunto da vida litúrgica e sacramental. Esta é por sua natureza uma epifania da Igreja, que tem o seu momento mais significativo quando a comunidade diocesana se reúne em oração com o próprio Pastor: «A principal manifestação da Igreja se faz numa participação perfeita e ativa de todo o Povo santo de Deus na mesma celebração litúrgica, especialmente na mesma Eucaristia, numa única oração, ao redor do único altar a que preside o Bispo rodeado pelo presbitério e pelos ministros». A relação com o Bispo e com a comunidade eclesial inteira está presente em cada celebração eucarística, mesmo sem ser presidida pelo Bispo, em qualquer dia da semana que for celebrada. Expressão disso é a menção do Bispo na Oração Eucarística. A Eucaristia dominical, porém, com a obrigação da presença comunitária e a solenidade especial que a caracteriza precisamente por ser celebrada «no dia em que Cristo venceu a morte, e nos fez participantes da sua vida imortal», manifesta com maior ênfase a própria dimensão eclesial, tornando-se paradigmática para as demais celebrações eucarísticas.



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                              Laboratório da fé celebrada, 2014
                              Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 28.6.14 | Sem comentários

                              NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


                              «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

                              Domingo, DIA DA IGREJA

                              Texto de reflexão para o domingo do corpo e sangue de cristo

                                42. A mesa da Palavra desemboca na mesa do Pão eucarístico e prepara a comunidade para viver as suas múltiplas dimensões, que assumem, na Eucaristia dominical, um caráter particularmente solene. No ar de festa de toda a comunidade reunida no «dia do Senhor», a Eucaristia apresenta-se, mais visivelmente do que nos outros dias, como a grande «ação de graças» com que a Igreja, repleta do Espírito, invoca o Pai, unindo-se a Cristo e fazendo-se voz da humanidade inteira. O ritmo semanal convida a repassar com grata lembrança os dias precedentes, para relê-los à luz de Deus, e dar-Lhe graças pelos seus inúmeros dons, glorificando-O «por Cristo, com Cristo e em Cristo, na unidade do Espírito Santo». Desta forma, a comunidade cristã assume, com renovada consciência, o facto de que todas as coisas foram criadas por meio de Cristo e n’Ele, que assumindo a forma de servo veio partilhar e redimir a nossa condição humana, aquelas foram recapituladas, para serem oferecidas a Deus Pai, de quem todas as coisas têm origem e vida. Por fim, aderindo com o seu «Amen» à doxologia eucarística, o Povo de Deus encaminha-se, na fé e na esperança, em direção à meta escatológica, quando Cristo «entregar o Reino a Deus Pai [...], a fim de que Deus seja tudo em todos».



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                                Laboratório da fé celebrada, 2014
                                Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 20.6.14 | Sem comentários

                                NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


                                «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

                                Domingo, DIA DA IGREJA

                                Texto de reflexão para o domingo da santíssima trindade

                                  36. A assembleia dominical é lugar privilegiado de unidade: ali, com efeito, se celebra o «sacramento da unidade», que caracteriza profundamente a Igreja, povo reunido «pela» e «na» unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Nela, as famílias cristãs dão vida a uma das expressões mais qualificadas da sua identidade e «ministério» de «igreja doméstica», quando os pais tomam parte com os seus filhos na única mesa da Palavra e do Pão de vida. Convém lembrar, a este respeito, que compete primariamente aos pais educar os seus filhos para a participação na Missa dominical, ajudados pelos catequistas, que devem preocupar-se de inserir no caminho de formação das crianças que lhes estão confiadas a iniciação à Missa, ilustrando o motivo profundo da obrigatoriedade do preceito. Para isso contribuirá também, sempre que as circunstâncias o aconselharem, a celebração de Missas para crianças, conforme as várias modalidades previstas pelas normas litúrgicas. Sendo a paróquia uma «comunidade eucarística», é normal que se juntem, nas Missas dominicais, os grupos, os movimentos, as associações e as comunidades religiosas menores que a integram. [...] É por isso que ao domingo, dia da assembleia, não se deve encorajar as Missas dos pequenos grupos.



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                                  Laboratório da fé celebrada, 2014
                                  Postado por Unknown | 13.6.14 | Sem comentários

                                  NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


                                  «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

                                  Domingo, DIA DA RESSURREIÇÃO

                                  Texto de reflexão para o oitavo domingo de páscoa – pentecostes

                                    28. O domingo poderia chamar-se também, com referência ao Espírito Santo, dia do «fogo». A luz de Cristo, de facto, liga-se intimamente com o «fogo» do Espírito, e ambas as imagens indicam o sentido do domingo cristão. Mostrando-Se aos Apóstolos no entardecer do dia de Páscoa, Jesus soprou sobre eles e disse: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhe-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos». A efusão do Espírito foi o grande dom do Ressuscitado aos seus discípulos no domingo de Páscoa. Era também domingo, quando, cinquenta dias após a ressurreição, o Espírito desceu como «vento impetuoso» e «fogo» sobre os Apóstolos reunidos com Maria. O Pentecostes não é só um acontecimento das origens, mas um mistério que anima perenemente a Igreja. Se tal acontecimento tem o seu tempo litúrgico forte na celebração anual com que se encerra o «grande domingo», ele permanece também inscrito, precisamente pela sua íntima ligação com o mistério pascal, no sentido profundo de cada domingo. A «Páscoa da semana» torna-se assim, de certa forma, «Pentecostes da semana», no qual os cristãos revivem a experiência feliz do encontro dos Apóstolos com o Ressuscitado, deixando-se vivificar pelo sopro do seu Espírito.



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                                    Laboratório da fé celebrada, 2014
                                    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 6.6.14 | Sem comentários

                                    NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


                                    «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

                                    Domingo, DIA DA RESSURREIÇÃO

                                    Texto de reflexão para o sétimo domingo de páscoa – ascensão

                                      45. Recebendo o Pão da vida, os discípulos de Cristo preparam-se para enfrentar, com a força do Ressuscitado e do seu Espírito, as obrigações que os esperam na sua vida ordinária. Com efeito, para o fiel que compreendeu o sentido daquilo que realizou, a Celebração Eucarística não pode exaurir-se no interior do templo. Como as primeiras testemunhas da ressurreição, também os cristãos, convocados cada domingo para viver e confessar a presença do Ressuscitado, são chamados, na sua vida quotidiana, a tornarem-se evangelizadores e testemunhas. A oração depois da comunhão e o rito de conclusão (bênção e despedida) hão de ser melhor entendidos e valorizados, para que todos os participantes na Eucaristia sintam mais profundamente a responsabilidade que daí lhes advém. Terminada a assembleia, o discípulo de Cristo volta ao seu ambiente quotidiano, com o compromisso de fazer, de toda a sua vida, um dom, um sacrifício espiritual agradável a Deus. Ele sente-se devedor para com os irmãos daquilo que recebeu na celebração, tal como sucedeu com os discípulos de Emaús que, depois de terem reconhecido Cristo ressuscitado na «fração do pão», sentiram a exigência de ir imediatamente partilhar com seus irmãos a alegria de terem encontrado o Senhor.



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                                      Laboratório da fé celebrada, 2014
                                      Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 30.5.14 | Sem comentários

                                      NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


                                      «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

                                      Domingo, DIA DA RESSURREIÇÃO

                                      Texto de reflexão para o sexto domingo de páscoa

                                        1. O convite à alegria, que a liturgia de Páscoa assume como próprio, traz em si o sinal daquele alvoroço que se apoderou das mulheres — elas que tinham assistido à crucifixão de Cristo — quando, dirigindo-se ao sepulcro «muito cedo, no primeiro dia depois do sábado», o encontraram vazio. […] É o eco da alegria, ao princípio hesitante e depois incontida, que os Apóstolos experimentaram na tarde daquele mesmo dia, quando foram visitados por Jesus ressuscitado e receberam o dom da sua paz e do Espírito.
                                        56. Para além das diversas expressões rituais que podem variar com o tempo segundo a disciplina eclesial, resta o facto de o domingo, eco semanal da primeira experiência do Ressuscitado, não poder deixar de conservar o tom da alegria com que os discípulos acolheram o Mestre: «Alegraram-se os discípulos, vendo o Senhor». Cumpria-se neles, tal como se há de atuar em todas as gerações cristãs, aquilo que Jesus disse antes da paixão: «Vós estareis tristes, mas a vossa tristeza converter-se-á em alegria». Porventura não tinha Ele mesmo rezado para que os discípulos tivessem «a plenitude da sua alegria»? O caráter festivo da Eucaristia dominical exprime a alegria que Cristo transmite à sua Igreja através do dom do Espírito; a alegria é precisamente um dos frutos do Espírito.



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                                        Laboratório da fé celebrada, 2014
                                        Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.5.14 | Sem comentários
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