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Batismo de Jesus — 13 de janeiro —
 
Segunda Epifania... — Hoje, é a segunda «epifania». A primeira foi no domingo passado; e a terceira epifania, no sentido manifestação de Deus a toda a humanidade, é no próximo domingo (com a leitura evangélica do sinal realizado nas Bodas de Caná). O contexto litúrgico é, pois, muito epifânico. É este o sentido do texto evangélico do Batismo de Jesus realizado por João, no rio Jordão.
Lucas apresenta o batismo realizado por João apenas com água, isto é, é um batismo externo que não pode dar o Espírito Santo. Pode exortar — e fâ-lo — à conversão; e reclama o esforço por assumir uma vida nova. Diferente dos outros evangelistas, Lucas apenas faz uma referência ao acontecimento do batismo de Jesus: «Quando todo o povo recebeu o batismo, Jesus também foi batizado».
O detalhe importante em Lucas está na oração de Jesus. É, em oração, que acontece a teofania. Esta simboliza a resposta que Deus dá. É um diálogo precioso. Jesus em oração, o céu abre-se, o Espírito Santo desce, o Pai faz ouvir a sua voz. A forma de «pomba» assumida pelo Espírito remete para a imagem da Criação; e, agora, é prelúdio de uma nova criação. Por isso, não podia faltar a voz. Também no início da Criação é a Palavra criadora que conduz a ação; e, agora, manifesta claramente quem é este Jesus: « Tu és o meu Filho muito amado». Ele é a Palavra que fará uma nova criação. A oração inicial atinge a plenitude. Pode começar a nova criação!

© Joan Torra (Misa dominical)
© tradução e adaptação de Laboratório da fé

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.1.13 | Sem comentários
No Natal, contemplámos o mistério do Filho de Deus que nasce «abandonado», recusado. E assim se anuncia o seu futuro e a sua missão. Neste tempo após o Natal, celebramos o batismo de Jesus, onde se manifesta esta realidade: Jesus aparece como um entre o povo; mistura-se com a multidão que segue o Batista, aquele asceta do deserto que traz uma voz que ressoa com força e proclama uma esperança para uma religião elitista e caduca, que põe a letra da Lei acima do ser humano. É uma voz que entusiasma, porque é a voz de um verdadeiro profeta. Um profeta que convida à esperança: vem o Messias e começa um tempo novo. Mas também convida à conversão: é preciso mudar, abandonar o legalismo, desinstalar-se, deitar fora o supérfluo, para viver a Boa Nova do Reino que se aproxima.
Jesus escutava João entre o povo simples: pecadores, pobres e doentes, homens e mulheres cansados, com esperança, mas carregados com o peso da vida, que saíam renovados pelas palavras do Batista. Jesus como todos eles também se quis batizar; não precisava, mas faz o mesmo que todos para carregar os pecados, os problemas, os cansaços daquela gente; quer partilhar os seus medos e esperanças, dores, alegrias e sonhos. Quer libertar as pessoas de tantos jugos com que tinham sido carregadas pelos responsáveis políticos e religiosos do seu tempo. Jesus entra então no Jordão para ser batizado por João; mas em Jesus entra a humanidade inteira, uma humanidade ferida e pecadora; e também uma humanidade crente e cheia de esperança pelo Reino que é inaugurado por Jesus de Nazaré. Ao sair da água, a voz do Pai manifesta que Jesus é o Filho amado, o Filho sobre o qual desce o Espírito para levar por diante a missão de Servo humilde, a missão que já tinha assumido aquando da Encarnação.

© Equipo «Eucaristía», Verbo Divino
© Tradução e adaptação de Laboratório da fé

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.1.13 | Sem comentários
— palavra para domingo, batismo de jesus —


— Evangelho segundo Lucas 3, 15-16.21-22

Naquele tempo, o povo estava na expectativa e todos pensavam em seus corações se João não seria o Messias. João tomou a palavra e disse-lhes: «Eu batizo-vos com água, mas vai chegar quem é mais forte do que eu, do qual não sou digno de desatar as correias das sandálias. Ele batizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo». Quando todo o povo recebeu o batismo, Jesus também foi batizado; e, enquanto orava, o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corporal, como uma pomba. E do céu fez-se ouvir uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência».

— Ele batizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo

A liturgia de hoje dá um salto no tempo — da infância para a idade adulta — e apresenta-nos o Batismo de Jesus. É um acontecimento que leva à plenitude a «epifania», a manifestação de Deus a todos os povos através de Jesus Cristo: «Do céu fez-se ouvir uma voz: ‘tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência». 
A festa do Batismo de Jesus é de origem recente. Concretamente, foi instituída em mil novecentos e sessenta, com uma data fixa: treze de janeiro. O sentido era mostrar que a manifestação de Jesus ao mundo ficava mais completa com a anúncio vindo do céu no dia do batismo. Ao mesmo tempo, oferecia aos batizados uma boa ocasião para refletir sobre a sua condição, já que é no Sacramento do Batismo que se inicia a nossa biografia cristã, o caminho da nossa fé. A reforma mais recente do calendário litúrgico colocou a festa do Batismo de Jesus no domingo depois do dia seis de janeiro (em alguns anos, por causa das datas tardias dos primeiros domingos do ano, celebra-se na segunda-feira depois da Epifania). 
O relato de Lucas não dá nenhuma importância ao facto concreto do batismo; apenas o refere: «Quando todo o povo recebeu o batismo, Jesus também foi batizado». O centro deste relato não é o acontecimento. Podemos situar o centro do relato em duas perspetivas: uma em relação aos sinais que estão associados ao batismo de Jesus; outra em relação ao anúncio profético de João Batista. 
Os sinais são o céu aberto, a descida do Espírito, a voz do Pai. De acordo com a tradição bíblica, todos estes sinais estão relacionados com o Messias. Segundo essa mentalidade, Deus está no céu e tem de vir, tem de descer. Quando o céu se abre é sinal da vinda de Deus, é sinal da proximidade de Deus em relação ao ser humano. Ora, esta vinda de Deus tem de ser descrita de uma forma visível para poder ser entendida. Por isso, o evangelista faz uma descrição visual de um acontecimento que é muito mais íntimo do que externo (visível). O importante não é o que aconteceu fora, mas o que Jesus viveu interiormente com esse acontecimento. O que nos tem de interessar é a descoberta da relação de Deus com o ser humano; e a resposta que Jesus deu quando tomou consciência da relação com Deus. O batismo marca uma viragem decisiva na vida de Jesus. O importante para nós é procurar descobrir o que se passou no interior de Jesus; e ver até que ponto também nós nos podemos aproximar dessa mesma experiência vital. 
A outra perspetiva que nos é apresentada pelo evangelista concentra a nossa atenção nas palavras de João Batista: «Eu batizo-vos com água, mas vai chegar quem é mais forte do que eu [...]. Ele batizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo». Agora, o mais importante já não é a água, mas o Espírito Santo e o fogo. O Espírito Santo remete para a dimensão interior, a transformação interior profunda; o fogo para a dimensão exterior, o compromisso de ação. Por isso, hoje é uma boa ocasião para refletir sobre a nossa condição de batizadas e batizados. Podemos agradecer a Deus o dom e a graça da fé (interior) e o renovarmos o compromisso batismal (exterior).
Estás consciente do compromisso do Batismo: viver como filho de Deus? O Sacramento do Batismo não é apenas um ato de piedade realizado pelos pais e padrinhos. É o início de uma vida nova. Por isso, a fé não é a posse tranquila de um dom. Ela precisa de crescer e de amadurecer. O Papa insiste na importância de «redescobrir o caminho da fé». Precisamos de voltar às raízes da nossa fé. Colocar-nos em contato com o Evangelho, a Boa Nova anunciada por Jesus Cristo. Como fazemos em cada Eucaristia, alimentarmo-nos da Palavra da Salvação e do Pão da Vida. 

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.1.13 | Sem comentários
— palavra para segundo domingo de advento —


— Evangelho segundo Lucas 3, 1-6

No décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe tetrarca da região da Itureia e Traconítide e Lisânias tetrarca de Abilene, no pontificado de Anás e Caifás, foi dirigida a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto. E ele percorreu toda a zona do rio Jordão, pregando um batismo de penitência para a remissão dos pecados, como está escrito no livro dos oráculos do profeta Isaías: «Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Sejam alteados todos os vales e abatidos os montes e as colinas; endireitem-se os caminhos tortuosos e aplanem-se as veredas escarpadas; e toda a criatura verá a salvação de Deus’».

— Pregava um batismo de penitência

O acontecimento é verídico! Está situado num contexto histórico concreto. São nomeados os «chefes» civil e religiosos. Será com estes que Jesus Cristo vai enfrentar as maiores dificuldades. E também os primeiros cristãos. Antes disso, o mesmo acontece com João, filho de Zacarias (e Isabel).
O acontecimento atesta a veracidade com a referência ao lugar. Estranho! Depois do contexto temporal não sucede uma referência geográfica «normal». Não é em Roma. Não é em Jerusalém. O evangelista situa o acontecimento «no deserto». É fora do «lugar» da religião (Templo) e fora da relação com os «chefes» que tudo acontece!
Estamos no terceiro capítulo do evangelho segundo Lucas. Mas, curiosamente, fica esquecido tudo o que está para trás. Como se dissesse: agora começa de verdade o Evangelho. Um aspeto importante (uma característica de Lucas) é o anúncio de que a salvação é dirigida a todos (e não só ao povo judeu): «e toda a criatura verá a salvação de Deus». 
Como bom profeta, João percebe que, para falar de um tempo novo de salvação, nada melhor que recordar o anúncio do grande profeta Isaías. Este anunciou uma autêntica libertação para o seu povo, precisamente quando estava mais oprimido no desterro e sem esperança de futuro. João quer preparar o povo para uma nova libertação, pregando uma mudança de atitude na relação com Deus e com os outros. «Pregava um batismo de penitência para o perdão dos pecados». 
João tem uma missão: preparar a vinda do Messias, do Salvador. Por isso, hoje, não podemos ficar na mensagem de João. Ela serve para nós como uma referência de passagem, mas a meta é Jesus Cristo, e o seu estilo de vida. João prega um batismo de conversão, de penitência. Fala do juízo iminente de Deus, e da maneira de escapar desse juízo: o batismo. Jesus Cristo anuncia uma «Boa Notícia»: Deus é Abba, isto é, Pai-Mãe, que não castiga nem condena, mas faz uma oferta de salvação total. Nada de negativo. Tudo o que nos vem de Deus é positivo. Não é o temor, mas o amor que nos pode levar até Deus. Porque é que, passados vinte séculos, estamos mais próximos da pregação de João do que da mensagem de Jesus Cristo?
 
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 9.12.12 | Sem comentários
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