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Ao ritmo da liturgia


Décima segunda semana


Quem dizem as multidões que Eu sou?

A maioria das pessoas que não lê o Evangelho, nem tem qualquer base religiosa, não conhece quase nada sobre Jesus Cristo; muito menos tem ideias claras sobre a sua verdadeira identidade. Quando muito, conservam um apreço genérico por Jesus Cristo («um grande homem»), tendo mais por base um desejo do que um conhecimento.
Mas nem todas essas opiniões sobre Jesus Cristo são totalmente erradas. Vale a pena conhecê-las, porque, a partir delas, podemos abrir caminho para o conhecimento da verdadeira natureza de Jesus Cristo, a sua novidade.

E, vós, cristãos, quem dizeis que Eu sou?

Na Igreja, em cada comunidade cristã, existem opiniões profundamente distintas sobre Jesus Cristo. As pessoas que acompanharam Jesus também tinham opiniões diferentes. Até os discípulos não têm a mesma opinião sobre Jesus Cristo (como testemunham os textos do Novo Testamento). Mas havia aspetos básicos que ninguém punha em questão. Tinham comido e vivido com Jesus Cristo, viram como ele falava e como se comportava com as pessoas. Por isso, uma coisa tem de ser clara: antes das interpretações dos Santos, da Tradição, dos documentos papais e dos movimentos eclesiais, está o Evangelho.

Quem dizem as multidões que vós sois?

Hoje, talvez seja esta a pergunta mais importante! A pergunta torna-se mais pertinente e comprometedora para os cristãos. É aqui que se desenvolve a nova evangelização.
Não é por acaso que o evangelho une as perguntas sobre a identidade de Jesus Cristo com indicações destinadas ao «seguidor» de Jesus Cristo (o discípulo, o cristão): negar-se a si mesmo, isto é, renunciar ao egoísmo; tomar a sua cruz todos os dias; estar dispostos a perder/sacrificar a vida (temporal) para ganhar a Vida (eterna), ou seja, para se salvar (DOMINGO: «Quem perder a sua vida por minha causa, salvá-la-á»).
O que significa «perder» a vida por causa de Jesus Cristo? Não se trata de ter uma vida atrofiada. É exatamente ao contrário: a vida torna-se fecunda quando se dá aos outros. É tudo uma questão de confiança e de amor. Em primeiro lugar, ter confiança em Deus, deixar-se tocar pelo Espírito Santo (SEGUNDA: «Cheio do Espírito Santo») que nos diz que somos filhos amados e que podemos viver como filhos de Deus. Em segundo lugar, viver o amor. Quem ama verdadeiramente, está disposto a tudo para seguir o amado e viver para ele. Quando sou capaz de me desprender de tudo (TERÇA: «Apertado o caminho que conduz à vida»), incluindo o apego à vida, em favor dos outros, estou verdadeiramente a amar e, portanto, a crescer como ser humano.
Neste percurso, há sempre necessidade de estar atento às propostas enganadoras (QUARTA: «Acautelai-vos dos falsos profetas») e às «imagens» deturpadas que nos afastam do verdadeiro Messias (QUINTA: «Nunca vos conheci»). Mesmo assim, Jesus Cristo dá-nos uma nova oportunidade (SEXTA: «Eu quero: fica curado») para viver como seus discípulos (SÁBADO: «Segue-Me»).

Esta semana, desafia-nos a um «silêncio» purificador que, à luz do mistério pascal, nos ajude a descobrir a verdadeira identidade do Messias. E, em consequência, perceberemos que seguir Jesus Cristo significa percorrer, como ele, o mesmo caminho que conduz à Vida. Teremos a decisão de Pedro? Ou teremos, também como ele, os nossos altos e baixos?

A elaboração deste texto foi inspirada na obra de José Luis Cortés, El ciclo C, Herder Editorial
© Laboratório da fé, 2013

Décima segunda semana, no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.6.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia


Décima primeira semana

O que significa perdoar?


«Perdão» é uma das palavras mais belas que saem da boca de Jesus Cristo, ainda que da sua boca tenham saído muitas outras palavras belas.
O que significa perdoar? Perdoar significa acreditar que nada está escrito para sempre, que temos capacidade para nos regenerarmos em cada dia, em cada hora... para aprender com os erros, com as insuficiências, com os fracassos, para nos libertarmos cada vez mais da nossa parte obscura e caminhar em direção à luz.
Jesus Cristo ensina que o perdão é inseparável do amor. Só quem ama é capaz de perdoar; e só quem sabe o que é o amor poderá saborear a força do perdão (DOMINGO: «Quem é este homem, que até perdoa os pecados?»). De repente, altera-se por completo a ordem e a importância das coisas; aprendemos que o amor se coloca acima da ofensa, do mal (SEGUNDA: «Não resistais ao homem mau»). E tudo de forma gratuita (TERÇA: «Se saudardes apenas os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário?»), sem esperar compensações. Isto produz, quase sempre, efeitos maravilhosos.
Mas parece que, passados dois mil anos, continuamos escandalizados com a ideia de um Deus que perdoa a todos (até aos maus). Por isso, uma Igreja que se especializa em condenar os erros (QUARTA: «Não sejais como os hipócritas») nunca poderá produzir um mundo novo!
Deus tem mais em que se ocupar do que com os teus pecados passados. Deus prefere ocupar-se com o teu futuro (QUINTA: «O vosso Pai bem sabe do que precisais»). Descobrir que Deus nos aceita como somos é um grande avanço para aceitarmos o «rosto» de Deus revelado por Jesus Cristo.
Alguma vez te sentiste perdoado? É uma experiência transcendental. Há um otimismo perante a vida que nasce do perdão. Quando nos sentimos perdoados, tudo muda. Tudo é, essencialmente, graça, dom de Deus. Este é o nosso maior tesouro (SEXTA: «Não acumuleis tesouros na terra»), que gera uma cadeia de amor que nunca mais tem fim. E percebemos que o amor redime o mundo porque o torna mais humano. Nada pode trazer maior felicidade ao ser humano, nem o dinheiro, nem o bem-estar (SÁBADO: «Os pagãos é que se preocupam com todas estas coisas»); só o amor é capaz de superar o amor!

Esta semana ajuda-nos a fazer uma reflexão sobre Deus e sobre a «imagem» que temos de Deus. Que «rosto» de Deus é revelado por Jesus Cristo? E também nos ajuda a fazer uma reflexão sobre como tem de ser o «rosto» de quem acredita no Deus de Jesus Cristo.

A elaboração deste texto foi inspirada na obra de José Luis Cortés, El ciclo C, Herder Editorial
© Laboratório da fé, 2013

Décima primeira semana, no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.6.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia


Décima semana

Deixar-se «evangelizar» pelo sofrimento humano


Os evangelhos estão cheios de compaixão; e, naturalmente, de vida. Pode-se pôr em causa os milagres de Jesus Cristo, mas ninguém pode negar a sua compaixão perante a dor humana. Ao encontrar-se com a desgraça, com o sofrimento, com as frustrações do ser humano (sobretudo dos mais abandonados), Jesus Cristo deixou-se «evangelizar».
A compaixão constitui, juntamente com a gratuidade, a coluna vertebral da vida de Jesus Cristo. A compaixão não é um sentimento superficial ou paternalista. A compaixão é a capacidade de sentir com o outro, pondo-se no lugar do outro, procurando ver as coisas com os olhos do outro. Por isso, a compaixão significa também a capacidade de colocar amor onde há dor.
Jesus Cristo passou toda a sua vida a dizer: «não chores, não quero que ninguém chore». Às viúvas, aos incapacitados, aos leprosos, aos doentes, aos pobres, às prostitutas, aos marginalizados...: «Não choreis».
Tudo o que Jesus Cristo diz e faz tem como objetivo fomentar a vida: que as pessoas tenham menos sofrimentos (DOMINGO: «Não chores»), que vivam alegres (SEGUNDA: «Anuncio uma grande alegria»), que pratiquem boas obras (TERÇA: «As vossas boas obras»), que sejam mais livres (QUARTA: «Não vim revogar, mas completar»), que não sejam insossas (QUINTA: «Vós sois o sal da terra»), que sejam puras de coração (SEXTA: «Já cometeu adultério com ela em seu coração»), que sejam verdadeiras (SÁBADO: «Não jureis em caso algum»), que se sintam amadas...
Diz-se muitas vezes que a mensagem cristã se resume no amor. Mais certo ainda é usar a palavra compaixão para resumir a mensagem cristã. Não é preciso ter a capacidade de ressuscitar um morto para ser testemunha da vida e levar vida a todas as pessoas. Como cristãos, todos temos a responsabilidade de levar alegria e esperança aos outros. Hoje, é através de nós que Deus continua a «visitar» o seu povo.

«Não chores» poderia ser, ao longo desta semana, o lema para a nossa «nova» evangelização.

A elaboração deste texto foi inspirada na obra de José Luis Cortés, El ciclo C, Herder Editorial
© Laboratório da fé, 2013

O lema para uma nova evangelização, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 9.6.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia


Corpo e Sangue de Jesus Cristo e nona semana

Comungar Jesus Cristo e a sua causa


Todas as religiões se caracterizam por um perigoso desvio: os seres humanos iludem-se perante a possibilidade de poder transcender as suas vidas e entrar em contacto direto com a divindade mediante a prática de uma determinado ritual.
No entanto, Jesus Cristo ensina-nos a estar bem atentos à realidade terrena, pois é nela e através dela que Deus comunica connosco e se torna presente.
Os primeiros cristãos, antes de assumir a eucaristia como um ritual, faziam dela uma refeição familiar, uma verdadeira partilha não só com os que nela tomavam parte, mas também com (todos) os outros.
O «corpo de Cristo» significa muito mais do que a carne e o sangue, os ossos e os músculos: é o corpo de um homem que se comprometeu totalmente, que defendeu a causa em que acreditava e, por ela, deu a vida.
O pão partido e preparado para ser comido é sinal do que Jesus Cristo foi ao longo de toda a sua vida. Quando nos contentamos em comer o «corpo de Cristo» e não «comemos» também a sua causa, estamos apenas a participar num entretimento litúrgico!
Agora, o importante não está no pão enquanto tal, mas no facto de ser partido e repartido, isto é, está pronto para ser entregue (a todos) e ser comido. Jesus Cristo esteve sempre preparado para se entregar aos outros. Mas esta realidade diz respeito a todos, não apenas a Jesus Cristo. Embora pudesse saciar sozinho a multidão, Jesus Cristo implica os discípulos no acontecimento (DOMINGO: «Dai-lhes vós de comer»), envolvendo-nos numa lógica de partilha quotidiana com os outros.
Quando não percebemos esta lógica, a tentação da ganância pode ser mais forte (SEGUNDA: «Vamos matá-lo e a herança será nossa»), e até podemos inventar desculpas para justificar os nossos desejos (TERÇA: «Jesus, conhecendo a sua hipocrisia»).
Então, precisamos que Jesus Cristo denuncie o nosso comportamento (QUARTA: «Vós andais muito enganados»), nos recorde o essencial (QUINTA: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo») e nos ajude a descobrir a alegria da conversão (SEXTA: «Um só pecador que se arrependa»), guardando os seus ensinamentos (SÁBADO: «Guardava todas estes acontecimentos em seu coração»).

Não basta contentarmo-nos em «ir à missa todos os domingos». É preciso guardar o Evangelho no coração. Isto é que faz de nós verdadeiros «praticantes».

A primeira parte deste texto foi inspirada na obra de José Luis Cortés, El ciclo C, Herder Editorial
© Laboratório da fé, 2013

Corpo e Sangue de Jesus Cristo e nona semana, no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 2.6.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia


Santíssima Trindade e oitava semana

Deus é «plural» e vive connosco


Tudo o que aprendemos, meditamos, rezamos e preparamos durante a primeira parte do ano é para pôr em prática neste próximo semestre. Ao longo de seis meses vamos aplicar diariamente o que de forma pausada nos foi dado a compreender no semestre anterior (Advento, Natal, Quaresma, Páscoa).
Este novo semestre começa com a solenidade da Santíssima Trindade: Deus é Pai, Filho e Espírito Santo. Apesar de ser um conteúdo fundamental da nossa fé, qualquer tentativa de explicar o mistério da Trindade é sempre imperfeita. A única coisa que podemos afirmar com certeza é que não podemos deixar de acreditar num Deus único, transcendente, mas próximo de nós, que dá pleno sentido à realidade.
Ora, este nosso Deus único é também um Deus plural (Pai, Filho e Espírito Santo). E é através desta pluralidade que nos podemos aproximar de Deus. Mas isto, apesar de ser abstrato em si mesmo, tem consequências para a nossa vida: nenhum cristão pode vivem sozinho, só para si, se quiser viver em plenitude e ser parecido com Deus.
Neste novo semestre (e ao longo de toda a vida), estaremos disponíveis para continuar a aprender com Jesus Cristo (DOMINGO: «Tenho ainda muitas coisas para vos dizer»).
Há dois verbos que o cristão nunca pode esquecer: dar e servir.
O desprendimento é essencial (SEGUNDA: «Vai vender o que tens, dá o dinheiro aos pobres»), porque a recompensa será muito maior (TERÇA: «Receberá cem vezes mais»).
O serviço (QUARTA: «Servir e dar a vida») é a única via para seguir Jesus Cristo (QUINTA: «Seguiu Jesus pelo caminho»), apoiados pelo exemplo de Maria (SEXTA: «Maria pôs-se a caminho») e sem qualquer receio (SÁBADO: «Com que autoridade fazes isto?»).

Esta semana, com os olhos postos na pluralidade de Deus, aprenderemos a conjugar os verbos dar e servir, sempre no plural, isto é, muitas vezes ao dia.

A primeira parte deste texto foi inspirada na obra de José Luis Cortés, El ciclo C, Herder Editorial
© Laboratório da fé, 2013

Santíssima Trindade e oitava semana, no Laboratório da fé, 2013
Postado por Unknown | 27.5.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]


Pentecostes e sétima semana
[anos ímpares]

O mesmo Espírito que animou Jesus Cristo


Durante o tempo pascal, recebemos conselhos para viver ao máximo a nossa vida cristã de ressuscitados (alimentação saudável, exercício, médico, psicólogo, atividade laboral). Agora, encerramos este etapa do ano, com um resumo de como viver cada dia com o mesmo Espírito de Jesus (DOMINGO: «Recebei o Espírito Santo»).
Começaremos cada dia saindo do sonho e sintuando-nos na presença de Deus (SEGUNDA: Jesus tomou-o pela mão e levantou-o»); adotaremos de imediato a atitude de serviço (TERÇA: «Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos»); teremos consciência de todo o bem que nos rodeia (QUARTA: «Quem não é contra nós é por nós»): e praticaremos, durante todo o dia, a vida evangélica (QUINTA: «Vivei em paz uns com os outros»), motivados pelo próprio Evangelho, em cada caso particular que nos seja apresentado (SEXTA: «Pode um homem repudiar a sua mulher?»).
Assim, dia a dia, com o sonho renovado de uma criança (SÁBADO: «Quem não acolher o reino de Deus como uma criança, não entrará nele»).

Por que não prestar atenção especial, esta semana, a analisar quanto de cristão há no nosso dia a dia e no nosso hora a hora?

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Pentecostes e Sétima semana no Laboratório da fé, 2013
Postado por Unknown | 20.5.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]


Sétima semana
 de Páscoa

Uma vida ressuscitada: ter estabilidade no trabalho


Ter uma boa alimentação (terceira semana), fazer exercício (quarta semana), visitar periodicamente o médico (quinta semana), consultar o psicólogo (sexta semana)... mas uma vida (ressuscitada) realizada, hoje em dia todos sabemos, precisa de um trabalho estável que proporcione segurança e autoestima.
O trabalho do cristão é, naturalmente, «ser testemunha» (DOMINGO: «Vós sois testemunhas disso»), pois só assim podemos fazer parte da família (SEGUNDA: «Esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe»), sempre motivados para viver a nossa situação laboral (TERÇA: «Chamo-vos amigos»).
A nossa tarefa específica consiste em fazer o mesmo trabalho que Jesus efetuou ao longo da sua existência terrena (QUARTA: «Como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei»), trabalhando em equipa (QUINTA: «Que sejam um»), uma equipa onde quem manda é quem mais ama (SEXTA: «Amas-Me tu mais do que estes?») e que continuará a viver e a trabalhar (SÁBADO: «Até que Eu venha»).
Estamos inscritos no Centro de Emprego de Jesus (um trabalho duro, mas que tem muitos motivos de satisfação)?

Esta semana servirá para rever como estamos a desempenhar o nosso trabalho de testemunhas: O nosso chefe está contente? E os companheiros? Merecemos ser promovidos?

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Páscoa - Laboratório da fé
Postado por Unknown | 13.5.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]


Sexta semana
 de Páscoa

Uma vida ressuscitada: visitar o psicólogo


Na vida humana, a saúde integral está relacionada com o corpo. Ora isso também se aplica à dimensão espiritual. Por isso, Jesus Cristo não é apenas o nosso médico (quinta semana de Páscoa), mas é também o nosso conselheiro espiritual e «psicólogo» particular. O que é que nos aconselha como psicólogo?
Em primeiro lugar, paz interior (DOMINGO: «Dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo») e serenidade frente às dificuldades (SEGUNDA: «Hão de expulsar-vos das sinagogas»); mas também a resistência nos momentos de crise (TERÇA: «É do vosso interesse que Eu vá») e, em geral, a aceitação da nossa verdade mais plena (QUARTA: «Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena»).
Tudo isto é garantia de uma saúde mental e de uma alegria vital básicas (QUINTA: «A vossa tristeza converter-se-á em alegria»), que nada nem ninguém nos poderá tirar (SEXTA: «Ninguém vos poderá tirar a vossa alegria»); uma alegria integral que só pode ser sentida por quem vive «com Deus» (SÁBADO: «o próprio Pai vos ama»).
Vamos dedicar esta semana a uma visita a Jesus Cristo nosso psicólogo particular?

Nesta semana, questionamos a nossa «saúde mental» e a maturidade da nossa vida religiosa: onde está ancorada, como interligamos a fé e a vida, até onde vai a nossa paz interior?

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Páscoa - Laboratório da fé
Postado por Unknown | 5.5.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]


Quinta semana
 de Páscoa

Uma vida ressuscitada: visitas periódicas ao médico


A vida cristã mantém-se saudável com bons alimentos (terceira semana de Páscoa), com exercício (quarta semana de Páscoa)... e com umas boas vitaminas: o amor é o complemento energético principal, o novo medicamento receitado por Jesus, o nosso «médico de família» (DOMINGO: «Dou-vos um mandamento novo»).
Um amor praticado segundo o Evangelho (SEGUNDA: «Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração»). Esta receita também serve para curar o mundo (TERÇA: «O mundo saiba que amo o Pai»); e não há outra (QUARTA: «Sem Mim nada podeis fazer»).
Um amor que comunica plenitude (QUINTA: «A vossa alegria seja completa»); um amor fecundo (SEXTA: «Quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço») que o mundo não consegue compreender (SÁBADO: «Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu»).
Estamos dispostos a «ir ao médico», para saber o que Jesus nos receita para viver uma vida saudável de ressuscitados?

Se o amor é o nosso melhor remédio para nos curar e curar o mundo, perguntemo-nos esta semana como estamos de amor (que níveis aparecem nas nossas análises).

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Páscoa - Laboratório da fé
Postado por Unknown | 28.4.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]


Quarta semana
 de Páscoa

Uma vida ressuscitada: fazer exercício


Uma boa alimentação é imprescindível para fortalecer a nossa vida ressuscitada (Terceira semana de Páscoa). Mas para estarmos sempre «no ponto» é preciso fazer exercício.
A vida cristã pode ser entendida como uma atividade desportiva: uma maratona que tem Jesus Cristo como único treinador (DOMINGO: «As minhas ovelhas escutam a minha voz»), sem fazer caso de outras propostas (SEGUNDA: «Se for um estranho, não o seguem») nem de outros exemplos dados por aqueles que não pertencem ao seu rebanho (TERÇA: «Não acreditais»).
Uma carreira exemplar, à luz do dia (QUARTA: «Aquele que acredita em Mim não fique nas trevas»); e um mundo inteiro para percorrer (QUINTA: «Eles partiram a pregar por toda a parte»), com a verdade e a vida à frente (SEXTA: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida»), que nos hão de conduzir, sem dúvida, até à meta (SÁBADO: «Quem Me vê, vê o Pai»).
Inscrevemo-nos numa carreira desportiva organizada por Jesus Cristo, nosso treinador?

Não podemos ter uma vida saudável sem exercício, mesmo que se trate de exercícios «espirituais». Esta semana vai-nos proporcionar temas para esta reflexão tão «desportiva».

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Páscoa - Laboratório da fé
Postado por Unknown | 22.4.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]


Terceira semana
 de Páscoa

Uma vida ressuscitada: ter uma boa alimentação


Nesta semana, iniciamos uma série de reflexões sobre como cultivar a nossa vida ressuscitada de cristãos.
Começamos pelo mais básico: a alimentação.
De que se alimenta a nossa vida ressuscitada? A matéria prima tem de ser sempre o amor (DOMINGO: «Amas-Me?»). Temos maus hábitos alimentares (SEGUNDA: «Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura até à vida eterna»); por isso, é preciso começar a recusar as comidas insossas, escolher outro alimento (TERÇA: «O pão de Deus é o que desce do Céu para dar a vida ao mundo»), preferir uma boa matéria prima — o Evangelho lido, meditado, posto em prática (QUARTA: «Quem vem a Mim nunca mais terá fome») —, prepará-la e cozinhá-la em «lume brando» — a oração, a união com Deus (QUINTA: «Quem comer deste pão viverá eternamente») —, até dispor de uma requintada e saudável comida (SEXTA: «Este é o pão que desceu do Céu; não é como o dos vossos pais»), um alimento que mais ninguém pode oferecer (SÁBADO: «Para quem iremos, Senhor?»).
Queremos participar num curso de cozinha saudável ministrado por Jesus, o nosso grande chefe?

Nesta semana, questionamo-nos sobre o tipo de comida com que estamos a alimentar a nossa vida de ressuscitados.

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Páscoa - Laboratório da fé
Postado por Unknown | 15.4.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]


 Segunda semana
de Páscoa

O cristão tem uma vida «ressuscitada»


A vida do cristão, a vida «ressuscitada», não pode ser como a das outras pessoas; tem de ser uma vida vivida em paz (DOMINGO: «A paz esteja convosco»); uma paz que se alimenta da presença constante de Deus (SEGUNDA: «O Senhor está contigo»). Tem de ser um re-nascimento diário (TERÇA: «Não te admires por Eu te haver dito que todos devem nascer de novo»), como pessoas salvas, isto é, pessoas que conhecem bem o sentido profundo das suas vidas (QUARTA: «Quem pratica a verdade aproxima-se da luz») e possuem desde já uma vida eterna, total (QUINTA: «Quem acredita no Filho tem a vida eterna»). Pessoas cuja vida se multiplica como o pão de cada dia (SEXTA: «Comeram quanto quiseram») e descartam os temores básicos que aterrorizam o resto da gente (SÁBADO: «Sou Eu. Não temais»).

Nesta semana, meditamos sobre a mais valia em ter uma vida «ressuscitada».

© José Luis CortésEl ciclo C, Herder Editorial
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Postado por Unknown | 8.4.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]

Primeira semana de Páscoa 

Porque somos tão resistentes à vida e à alegria?


A Páscoa é o tempo das «aulas práticas». Ao longo da Quaresma recebemos os ensinamentos de Jesus («mestrado»). Um dia teremos o exame final! Através dos seus ensinamentos, Jesus Cristo mostrou-nos como temos de ser evangelizadores, portadores da sua mensagem para os dias de hoje. É tempo de viver os ensinamentos recebidos ao longo da Quaresma.
E começam a aparecer as primeiras dificuldades. Em primeiro lugar, custa-nos estar alegres; resistimos à alegria; não entendemos porque é que temos de estar alegres (DOMINGO), apesar do mandato explícito de Jesus Cristo (SEGUNDA). Mais facilmente nos dispomos a chorar, a queixarmo-nos, a lamentarmo-nos (TERÇA); somos lentos a entender a razão da nossa alegria (QUARTA: «Homens sem inteligência e lentos de espírito para acreditar»), ficamos atónitos (QUINTA: «Porque estais perturbados e porque se levantam esses pensamentos nos vossos corações?»), não nos atrevemos a dar o passo que nos libertaria (SEXTA). Jesus Cristo censura esta nossa resistência a lançarmo-nos nos braços da felicidade (SÁBADO). 
A Páscoa é ocasião para praticar a alegria!

Temos diante de nós uma semana para nos questionarmos sobre os motivos pelos quais nos custa tanto unir a fé e a alegria.

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial 
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 3.4.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)]


A nossa equipa de evangelização


Viver em comunidade


Terminamos a Quaresma. Tudo o que Jesus nos ensinou neste «mestrado» é para ser vivido em comunidade, não individualmente; e muito menos em igrejas multitudinárias onde se torna impossível ter a sensação de ser uma família.
Jesus era um homem de comunidade: amava os seus discípulos, deseja estar com eles (DOMINGO: «Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa»); tinha amigos íntimos com quem gostava de partilhar alguns momentos (SEGUNDA: Lázaro, Marta e Maria) e amigos muito queridos (TERÇA: «Um dos discípulos, o predilecto de Jesus»). Amou-os até ao fim (QUINTA), mesmo aos que o traíram (QUARTA: Judas; SEXTA: Pedro). Não podemos esquecer que entre os seus amigos mais queridos, as mulheres ocupavam um lugar especial (SÁBADO: Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago).

A Semana Santa presta-se para sentir mais do que nunca o calor das irmãs e dos irmãos com quem partilhamos a nossa vida de discipulado. Esse é a nossa autêntica «team force», a equipa que faz com que o facto de ser cristão se torne mais fácil e gratificante.

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial 
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 25.3.13 | Sem comentários
— Quinta Semana da Quaresma [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)] —


Jesus ensina a perdoar


O perdão como instrumento principal 

do trabalho evangelizador


Jesus salva uma mulher adúltera do apedrejamento (DOMINGO: «Ninguém te condenou? [...] Nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar»). E afirma que não veio para julgar ninguém, mas para ser luz (SEGUNDA: «Eu sou a luz do mundo. Quem me segue [...] terá a luz da vida»). Talvez porque recorde que a sua própria mãe poderia ter sido acusada de adultério (TERÇA: «Antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida»).
Os seus inimigos não aceitam ser tratados como filhos do adultério (QUARTA: «Nós não somos filhos ilegítimos»), uma vez que lhes diz que não sabem quem é o pai deles (QUINTA: «Vós não O conheceis»); com tudo isto, no fim quem corre o risco de ser apedrejado é Jesus (SEXTA: «Agarraram em pedras para apedrejarem Jesus»), pois já estão decididos a matá-lo (SÁBADO: «A partir desse dia, decidiram matar Jesus»). Assim o farão na próxima semana!
Por tudo isto, ficam claras duas atitudes: a de Jesus (e dos seus discípulos), que identificamos com o perdão; e a dos que não são como Jesus, que relacionamos com a violência e a intransigência.
Esta semana falaremos de perdão.

Não nos mandam julgar as pessoas, mas a transmitir-lhes a mensagem da bondade de Deus e do seu Reino. Nesta semana, tentaremos aprender a utilizar o perdão como instrumento do nosso trabalho evangelizador.

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial 
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
— a utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor —


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 18.3.13 | Sem comentários
 Quaresma: quarto domingo —  10 de março —

O Pai Misericordioso... — O que pretendia Jesus? A intenção de Jesus ao explicar a parábola do pai misericordioso (Lucas 15, 11-32) e as que a precedem (a ovelha e a moedas perdidas) era para que se dessem conta de que agia segundo a maneira de ser e de sentir do Pai. E para tocar o coração dos que o criticavam porque «acolhe os pecadores e come com eles», para convidá-los a mudar de atitude. Da introdução do evangelista e do diálogo do pai da parábola com o filho mais velho deduzimos algumas atitudes importantes que Jesus queria transmitir:
  • Aprender a ser misericordioso como o é o Pai, fazendo da misericórdia a atitude mais importante dos discípulos de Jesus e o valor fundamental do Reino;
  • Evitar uma comunidade de rabugentos e de «cumpridores» sem coração, representados nas palavras e na maneira de agir do filho mais velho;
  • Saber viver na alegria profunda pelo facto de ter acolhido na nossa vida o amor e a misericórdia do Pai e porque também o fazem outras pessoas;
  • Viver como pessoas que estamos em paz com Deus. Ele não nos recrimina nem nos repreenderá qualquer falta («é Deus que em Cristo reconcilia o mundo consigo, não levando em conta as faltas dos homens» — segunda leitura);
  • Ter uma autêntica relação filial com Deus e fraterna com os outros — «Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura», recorda-nos Paulo na segunda leitura —, porque Jesus possivelmente expressa a sua maneira de viver a relação com o Pai quando coloca na boca do protagonista da parábola: «Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu».

© Josep Roca (Misa dominical) — www.cpl.es —
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
— a utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor —




Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 10.3.13 | Sem comentários
— Terceira Semana da Quaresma [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)] —


Jesus conhece bem todos os aspetos da sociedade onde vive e se movimenta


«Não mudaremos o mundo 

se não soubermos em que mundo vivemos»


Embora saibamos que é o essencial da mensagem cristã e embora tenhamos critérios diferentes para avaliar a realidade, não mudaremos o mundo se não soubermos em que mundo vivemos. Nesta semana, Jesus dá-nos a quarta lição do «mestrado»: o conhecimento da realidade, a necessidade de perceber os sinais dos tempos para que a nossa ação seja eficaz.
Jesus, como sempre, também nos serve aqui de exemplo ao demonstrar que conhece bem todos os aspetos da sociedade onde vive e se movimenta: desde o capítulo dos acontecimentos (DOMINGO: «Aqueles dezoito homens, que a torre de Siloé, ao cair, atingiu e matou») até à meteorologia (SEGUNDA: «O céu se fechou durante três anos e seis meses»), incluindo naturalmente a economia (TERÇA: «Não tendo com que pagar»), os assuntos sociorreligiosos (QUARTA: «Se alguém transgredir um só destes mandamentos»), a política (QUINTA: «Todo o reino dividido contra si mesmo»), a ação social (SEXTA: «Amar o próximo») ou a estratificação de classes (SÁBADO: «Um era fariseu e o outro publicano»).

Dediquemos esta semana a refletir sobre como é o nosso conhecimento do mundo, até que ponto conhecemos a realidade onde vivemos. Se é só teórico, unicamente teremos teorias, irreversíveis para a vida.

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial 
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 3.3.13 | Sem comentários
 Quaresma: terceiro domingo —  3 de março —

Convite à conversão... — O diálogo das pessoas com Jesus e a parábola que este lhes explica partem de factos que tinham abalado a vida do povo. As nossas reflexões e catequeses precisam de estar muito atenta ao que fere, preocupa ou dá esperança à vida quotidiana do nosso povo.
Jesus faz um apelo à conversão a partir de uma situação grave de violência política (os galileus que Pilatos mandou matar) e de uma acidente citadino (a torre que caiu sobre dezoito pessoas). Naquela época, e também agora, existem situações que nos indignam e que ferem gravemente a dignidade humana, especialmente dos mais débeis.
A situação social, política e económica que estamos a viver destruiu a vida de muitas famílias, conduz as pessoas ao desespero e ao suicídio, cria um clima de desespero e de «salve-se quem puder». O apelo de Jesus («se não vos arrependerdes, morrereis todos do mesmo modo») diz-nos que temos de adotar outro estilo de vida, que temos de ser capazes de criar alternativas evangélicas neste muito que nos sufoca. Se não nos convertermos ao Evangelho e não criarmos espaços onde se viva os valores do Reino, a voracidade do capitalismo e do benefício sem travão nem ética pode-nos engolir a todos e tornar-nos menos humanos. Se não nos convertermos ao Deus de Jesus Cristo, que é Pai e nos propõe uma vida autenticamente fraterna, podemos acabar por cair no individualismo que nos faz ver no outro não um irmão, mas um rival a eliminar.
Nós somos esta figueira que há de dar fruto. Não individualmente, mas no interior da vinha onde há muitas plantas. Por isso, temos de deixar que a terra da nossa vida — o nosso coração — seja trabalhada. À generosidade e magnanimidade do Senhor da vinha há de corresponder a nossa disponibilidade.

© Josep Roca (Misa dominical) — www.cpl.es —
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 3.3.13 | Sem comentários
— Segunda Semana da Quaresma [no Ciclo C de Cortés (RD-Herder)] —


A pequenez como verdadeira grandeza


«Quem entre vós quiser tornar-se grande 

seja vosso servo»


Nesta terceira lição do seu «Mestrado», Jesus ensina que os seus discípulos, precisamente porque viram a sua glória (DOMINGO: «Despertando, viram a glória de Jesus»), entenderam que só serão semelhantes a Deus se forem compassivos (SEGUNDA: «Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso»), irmãos de todos (TERÇA: «Vós sois todos irmãos»), servos dos outros (QUARTA: «Quem entre vós quiser tornar-se grande seja vosso servo»), situados ao lado dos pobres (QUINTA: «Um pobre chamado Lázaro»), pedras rejeitadas (SEXTA: «A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular»), filhos pródigos (SÁBADO: «Certo homem tinha dois filhos»); só estes — aos nossos olhos parecem perdidos e equivocados — alcançarão a glória de Abraão, a ternura de Deus Pai.
Esta re-valorização, esta forma distinta de valorizar as coisas (muito diferente da do «mundo»), a si mesmos e as pessoas, é essencial para um anunciador do Evangelho.

Uma semana em que submeteremos à crítica a nossa maneira de qualificar as coisas, as pessoas, os objetivos, os meios e os resultados (êxitos e fracassos).

© José Luis Cortés — El ciclo C, Herder Editorial 
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 25.2.13 | Sem comentários
 Quaresma: segundo domingo —  24 de fevereiro —

Uma vida transfigurada... — O evangelho deste domingo sugere-nos esta pergunta: o que é que pode transformar-transfigurar a nossa vida e a nossa sociedade? O relato de Lucas está carregado de pistas neste sentido.
  • Jesus convida os três discípulos a partilhar com ele a oração. Isto permite à pessoa entrar no mais profundo de si mesma e dar-se conta da sua identidade («este é o meu filho»). Ao mesmo tempo, permite aceita a vocação recebida e ser fiel: Jesus descerá da montanha e continuará a servir os pobres e a caminhar para Jerusalém.
  • Um parte muito importante da oração é o diálogo. Jesus escuta e conversa com Moisés e Elias, com a Lei e os Profetas; ou com o Pai que conversa com os seus filhos através da palavra bíblica. Hoje, este Pai convida-nos sobretudo a dialogar com o seu Filho (escutai-o«), aprendendo com ele a maneira de ser pessoas verdadeiramente humanas e fraternas.
  • Jesus falava com Moisés e Elias de tudo o que tinha de acontecer em Jerusalém, aceitando a missão de ser testemunha do amor e da bondade do Pai, mesmo quando no mundo parecem dominar a violência e o egoísmo. Colaborar no projeto de Deus em fazer nascer um mundo novo e em fazer nascer pessoas novas, segundo o modelo de Jesus Cristo, supõe também o nosso esforço para vencer a tendência egoísta que carregamos dentro de nós.
  • A transfiguração definitiva de Jesus foi quando o Pai o ressuscitou de entre os mortos. Mas aquela subida à montanha com os três discípulos — e tantos outros momentos de oração pessoal e comunitária, de escuta da Palavra ou de diálogo com os seus — foi um momento destacado do caminho. Tudo isto é um programa do que há de ser a nossa celebração deste e de todos os domingos.

© Josep Roca (Misa dominical) — www.cpl.es —
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 24.2.13 | Sem comentários
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