MARIA, A MÃE DA EVANGELIZAÇÃO!


Mistérios da glória

— «Não fujamos da ressurreição de Jesus; nunca nos demos por mortos!» (EG 3) —

  • PRIMEIRO MISTÉRIO
A ressurreição de Jesus [Marcos 16, 5-7]
«Entrando no sepulcro, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé viram um jovem sentado do lado direito, vestido com uma túnica branca, e ficaram assustadas. Mas ele disse-lhes: ‘Não vos assusteis. Procurais a Jesus de Nazaré, o Crucificado? Ressuscitou: não está aqui. Vede o lugar onde O tinham depositado. Agora ide dizer aos seus discípulos e a Pedro que Ele vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis, como vos disse’».

[Meditação]
«Jesus Cristo pode romper também os esquemas enfadonhos em que pretendemos aprisioná-Lo, e surpreende-nos com a sua constante criatividade divina. Sempre que procuramos voltar à fonte e recuperar o frescor original do Evangelho, despontam novas estradas, métodos criativos, outras formas de expressão, sinais mais eloquentes, palavras cheias de renovado significado para o mundo atual» (EG 11).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
A ascensão de Jesus [Marcos 16, 15-16.19-20]
«Naquele tempo, Jesus apareceu aos Onze e disse-lhes: ‘Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura’. […] E assim o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus. Eles partiram a pregar por toda a parte, e o Senhor cooperava com eles».

[Meditação]
«A pastoral em chave missionária exige o abandono deste cómodo critério pastoral: ‘fez-se sempre assim’. Convido todos a serem ousados e criativos nesta tarefa de repensar os objetivos, as estruturas, o estilo e os métodos evangelizadores das respetivas comunidades» (EG 33).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
O dom do Espírito Santo no Pentecostes [Atos 2, 1-4]
«Quando chegou o dia de Pentecostes, os Apóstolos estavam reunidos no mesmo lugar. […] Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem».

[Meditação]
«Em qualquer forma de evangelização, o primado é sempre de Deus, que quis chamar-nos para cooperar com Ele e impelir-nos com a força do seu Espírito. A verdadeira novidade é aquela que o próprio Deus misteriosamente quer produzir, aquela que Ele inspira, aquela que Ele provoca, aquela que Ele orienta e acompanha» (EG 12).

  • QUARTO MISTÉRIO
A assunção de Maria [Apocalipse 12, 1-2]
«Apareceu no Céu um sinal grandioso: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça. Estava para ser mãe e gritava com as dores e ânsias da maternidade».

[Meditação]
«Juntamente com o Espírito Santo, sempre está Maria no meio do povo. Ela reunia os discípulos para O invocarem (Atos 1, 14), e assim tornou possível a explosão missionária que se deu no Pentecostes. Ela é a Mãe da Igreja evangelizadora e, sem Ela, não podemos compreender cabalmente o espírito da nova evangelização» (EG 284).

  • QUINTO MISTÉRIO
Coroação de Maria, como rainha do Céu e da Terra [Lucas 1, 46-48]
«Maria disse então: ‘A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações’».

[Meditação]
Em Maria «descobrimos que aquela que louvava a Deus [...]. Maria sabe reconhecer os vestígios do Espírito de Deus tanto nos grandes acontecimentos como naqueles que parecem imperceptíveis. É contemplativa do mistério de Deus no mundo, na história e na vida diária de cada um e de todos» (EG 288).

© Laboratório da fé, 2015

Maio 2015 — Mês de Maria: a mãe da evangelização! | 31 — pdf

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Maria, a mãe da evangelização!
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 31.5.15 | Sem comentários

MARIA, A MÃE DA EVANGELIZAÇÃO!


Mistérios da alegria

— Com Jesus Cristo renasce sem cessar a alegria!» (EG 1) —

  • PRIMEIRO MISTÉRIO
A Anunciação a Maria [Lucas 1, 38]
«Maria disse então: ‘Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua Palavra’».

[Meditação]
«A Palavra possui, em si mesma, uma tal potencialidade, que não a podemos prever. [...] A Igreja deve aceitar esta liberdade incontrolável da Palavra, que é eficaz a seu modo e sob formas tão variadas que muitas vezes nos escapam, superando as nossas previsões e quebrando os nossos esquemas» (EG 22).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
A visita de Maria a sua prima Isabel [Lucas 1, 39-40]
«Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio».

[Meditação]
«A Igreja ‘em saída’ é a comunidade de discípulos missionários que ‘primeireiam’ [...] – desculpai o neologismo –, tomam a iniciativa! A comunidade missionária experimenta que o Senhor tomou a iniciativa, precedeu-a no amor, e, por isso, ela sabe ir à frente, sabe tomar a iniciativa sem medo, ir ao encontro [...]. Ousemos um pouco mais no tomar a iniciativa!» (EG 24).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
O nascimento de Jesus [Lucas 2, 10-11]
«Disse-lhes o anjo: ‘Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor’».

[Meditação]
«No coração de Deus, ocupam lugar preferencial os pobres, tanto que até Ele mesmo ‘Se fez pobre’. Todo o caminho da nossa redenção está assinalado pelos pobres. Esta salvação veio a nós, através do ‘sim’ duma jovem humilde, duma pequena povoação perdida na periferia dum grande império. O Salvador nasceu num presépio, entre animais, como sucedia com os filhos dos mais pobres» (EG 197).

  • QUARTO MISTÉRIO
A apresentação do Menino Jesus no Templo [Lucas 2, 27-32]
«Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino, para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando: ‘Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo’».

[Meditação]
«Vivamos o desejo profundo de progredir no caminho do Evangelho, e não deixemos cair os braços. [...] O Senhor quer servir-Se de nós como seres vivos, livres e criativos, que se deixam penetrar pela sua Palavra [...]. O Espírito Santo, que inspirou a Palavra, é quem ‘hoje ainda [...] age em cada um dos evangelizadores’» (EG 151).

  • QUINTO MISTÉRIO
Jesus entre os doutores da Lei [Lucas 2, 46-47]
«Passados três dias, encontraram Jesus no templo, sentado no meio dos doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Todos aqueles que O ouviam estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas».

[Meditação]
«O estudo da Sagrada Escritura deve ser uma porta aberta para todos os crentes. [...] A evangelização requer a familiaridade com a Palavra de Deus, e isto exige que as dioceses, paróquias e todos os grupos católicos proponham um estudo sério e perseverante da Bíblia e promovam igualmente a sua leitura orante pessoal e comunitária. [...] Acolhamos o tesouro sublime da Palavra revelada!» (EG 175).

© Laboratório da fé, 2015

Maio 2015 — Mês de Maria: a mãe da evangelização! | 30 — pdf

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Maria, a mãe da evangelização!
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 30.5.15 | Sem comentários

MARIA, A MÃE DA EVANGELIZAÇÃO!


Mistérios da dor

— «Jesus quer que toquemos a miséria humana, 
que toquemos a carne sofredora dos outros!» (EG 270) —

  • PRIMEIRO MISTÉRIO
A agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras [Marcos 14, 32-37]
«Jesus disse aos seus discípulos: ‘Ficai aqui, enquanto Eu vou orar’. [...] Adiantando-se um pouco, caiu por terra e orou para que, se fosse possível, se afastasse d’Ele aquela hora. Jesus dizia: ‘Abbá, Pai, tudo Te é possível: afasta de Mim este cálice. Contudo, não se faça o que Eu quero, mas o que Tu queres’».

[Meditação]
«A maior parte dos homens e mulheres do nosso tempo vive o seu dia a dia precariamente [...]. O medo e o desespero apoderam-se do coração de inúmeras pessoas [...]. A alegria de viver frequentemente se desvanece; crescem a falta de respeito e a violência, a desigualdade social torna-se cada vez mais patente» (EG 52).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
A flagelação de Jesus [Marcos 15, 15]
«Pilatos [...] depois de mandar flagelar Jesus, entregou-O para ser crucificado».

[Meditação]
«A nossa tristeza e vergonha pelos pecados de alguns membros da Igreja, e pelos próprios, não devem fazer esquecer os inúmeros cristãos que dão a vida por amor: ajudam tantas pessoas seja a curar-se seja a morrer em paz em hospitais precários, cuidam de idosos abandonados por todos, [...] e dedicam-se de muitas outras maneiras que mostram o imenso amor à humanidade inspirado por Deus feito homem» (EG 76).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
A coroação de espinhos [Marcos 15, 16-18]
«Os soldados revestiram Jesus com um manto de púrpura e puseram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos, que haviam tecido. Depois começaram a saudá-l’O: ‘Salve, rei dos judeus’».

[Meditação]
«Desenvolveu-se uma globalização da indiferença. Quase sem nos dar conta, tornamo-nos incapazes de nos compadecer ao ouvir os clamores alheios, já não choramos à vista do drama dos outros, nem nos interessamos por cuidar deles, como se tudo fosse uma responsabilidade de outrem, que não nos incumbe» (EG 54).

  • QUARTO MISTÉRIO
Jesus a caminho do Calvário [Lucas 23, 27.28]
«Seguiam Jesus uma grande multidão de povo e umas mulheres que batiam no peito e se lamentavam por Ele. Jesus voltou-se para elas e disse-lhes: ‘Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos’».

[Meditação]
«Há uma forma de oração que nos incentiva particularmente a gastarmo-nos na evangelização e nos motiva a procurar o bem dos outros: é a intercessão. [...] ‘Em todas as minhas orações, sempre peço com alegria por todos vós (...), pois tenho-vos no coração’ (Filipenses 1, 4.7). Descobrimos, assim, que interceder não nos afasta da verdadeira contemplação, porque a contemplação que deixa de fora os outros é uma farsa» (EG 281).

  • QUINTO MISTÉRIO
Crucifixão e morte de Jesus [Marcos 15, 27-37]
«Crucificaram com Jesus dois salteadores [...]. Às três horas da tarde, Jesus clamou com voz forte: ‘Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?’. [...] Então Jesus, soltando um grande brado, expirou».

[Meditação]
«Assim como o mandamento ‘não matar’ põe um limite claro para assegurar o valor da vida humana, assim também hoje devemos dizer ‘não a uma economia da exclusão e da desigualdade social’. Esta economia mata. [...] O ser humano é considerado, em si mesmo, como um bem de consumo que se pode usar e depois lançar fora. [...] Os excluídos não são ‘explorados’, mas resíduos, ‘sobras’» (EG 53).

© Laboratório da fé, 2015

Maio 2015 — Mês de Maria: a mãe da evangelização! | 29 — pdf

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Maria, a mãe da evangelização!
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 29.5.15 | Sem comentários

Viver a fé! [33]


«A comunidade política ao serviço da sociedade civil» (números 417 a 420) e «o Estado e as comunidades religiosas» (números 421 a 427) preenchem os dois últimos (quinto e sexto) pontos do oitavo capítulo do Compêndio da Doutrina Social da Igreja dedicado à reflexão sobre a comunidade política.

O valor da sociedade civil

«A comunidade política é constituída para estar ao serviço da sociedade civil, da qual deriva. [...] A sociedade civil é um conjunto de realizações e recursos culturais e associativos [...]: ‘O fim da sociedade civil é universal, porque é aquele que diz respeito ao bem comum’» (417).

O primado da sociedade civil

«A comunidade política e a sociedade civil, embora reciprocamente coligadas e interdependentes, não são iguais na hierarquia dos fins. A comunidade política está essencialmente ao serviço da sociedade civil [...]. A sociedade civil, portanto, não pode ser considerada um apêndice ou uma variável da comunidade política: antes tem a preeminência, porque justifica radicalmente a existência da comunidade política. O Estado deve fornecer um quadro jurídico adequado ao livre exercício das atividades dos sujeitos sociais e estar pronto a intervir, sempre que for necessário, e respeitando o princípio de subsidiariedade, para orientar para o bem comum a dialética entre as livres associações ativas na vida democrática» (418).

A aplicação do princípio da subsidiariedade

«A comunidade política está obrigada a regular as próprias relações com a comunidade civil de acordo com o princípio da subsidiariedade» (419). «A cooperação, mesmo nas suas formas menos estruturadas, delineia-se como uma das respostas mais fortes à lógica do conflito e da concorrência sem limites, que hoje se revela prevalente. [...] Muitas experiências de voluntariado constituem um ulterior exemplo de grande valor que leva a considerar a sociedade civil como lugar onde é sempre possível a recomposição de uma ética pública centrada na solidariedade, na colaboração concreta, no diálogo fraterno. Em face das potencialidades que assim se manifestam, os católicos são chamados a olhar com confiança e a oferecer um contributo pessoal para o bem da comunidade em geral e, em particular, para o bem dos mais fracos e dos mais necessitados» (420).

A liberdade religiosa, um direito humano fundamental

«O Concílio Vaticano II empenhou a Igreja Católica na promoção da liberdade religiosa. A declaração ‘Dignitatis Humanae’ precisa, no subtítulo, que pretende proclamar ‘o direito da pessoa e das comunidades à liberdade social e civil em matéria religiosa’» (421). Mas «o direito à liberdade religiosa [...] não é em si um direito ilimitado» (422). A Igreja reconhece que «uma comunidade religiosa pode receber um especial reconhecimento por parte do Estado: mas um tal reconhecimento jurídico não deve, de modo algum, gerar uma discriminação de ordem civil ou social para outros grupos religiosos. [...] O direito à liberdade religiosa, infelizmente, ‘é violado por numerosos Estados’» (423).

Igreja Católica e comunidade política: autonomia e independência

«A Igreja e a comunidade política, embora exprimindo-se ambas com estruturas organizativas visíveis, são de natureza diversa quer pela sua configuração, quer pela finalidade que perseguem. [...] A Igreja organiza-se com formas aptas a satisfazer as exigências espirituais dos seus fiéis, ao passo que as diversas comunidades políticas geram relações e instituições ao serviço de tudo o que o bem comum temporal compreende» (424).

Igreja Católica e comunidade política: colaboração

«A autonomia recíproca da Igreja e da comunidade política não comporta uma separação tal que exclua a colaboração entre elas: ambas, embora a títulos diferentes, estão ao serviço da vocação pessoal e social dos mesmos seres humanos» (425). «A Igreja tem direito ao reconhecimento jurídico da própria identidade. [...] A Igreja, portanto, pede: liberdade de expressão, de ensino, de evangelização; liberdade de manifestar o culto em público; liberdade de organizar-se e ter regulamentos internos próprios; liberdade de escolha, de educação, de nomeação e transferência dos próprios ministros; liberdade de construir edifícios religiosos; liberdade de adquirir e de possuir bens adequados à própria atividade; liberdade de associar-se para fins não só religiosos, mas também educativos, culturais, sanitários e caritativos» (426). «Para prevenir ou apaziguar os possíveis conflitos entre a Igreja e a comunidade política, a experiência jurídica da Igreja e do Estado tem delineado formas estáveis de acordos e instrumentos aptos a garantir relações harmoniosas» (427).

© Laboratório da fé, 2015 
Os números entre parêntesis dizem respeito ao «Compêndio da Doutrina Social da Igreja» 
na versão portuguesa editada em 2005 pela editora «Princípia» 





Laboratório da fé, 2014


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 28.5.15 | Sem comentários

MARIA, A MÃE DA EVANGELIZAÇÃO!


Mistérios da luz

— «Sair da própria comodidade
e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho» (EG 20) —


  • PRIMEIRO MISTÉRIO
O batismo de Jesus [Marcos 1, 9-11]
«Sucedeu que, naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi batizado por João no rio Jordão. [...] E dos céus ouviu-se uma voz: ‘Tu és o meu Filho muito amado, em Ti pus toda a minha complacência’».

[Meditação]
«O teu coração sabe que a vida não é a mesma coisa sem Jesus Cristo; pois bem, aquilo que descobriste, o que te ajuda a viver e te dá esperança, isso é o que deves comunicar aos outros. A nossa imperfeição não deve ser desculpa; pelo contrário, a missão é um estímulo constante para [...] continuarmos a crescer» (EG 121).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
As bodas de Caná [João 2, 1-5]
«Naquele tempo, realizou-se um casamento em Caná da Galileia e estava lá a Mãe de Jesus. […] A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-lhe: ‘Não têm vinho’. Jesus respondeu-lhe: ‘Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora’. Sua Mãe disse aos serventes: ‘Fazei tudo o que Ele vos disser’».

[Meditação]
Não «devemos renunciar à missão evangelizadora, mas encontrar o modo de comunicar Jesus que corresponda à situação em que vivemos. Seja como for, todos somos chamados a dar aos outros o testemunho explícito do amor salvífico do Senhor, que, sem olhar às nossas imperfeições, nos oferece a sua proximidade, a sua Palavra, a sua força, e dá sentido à nossa vida» (EG 121).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
O anúncio do Reino e o apelo à conversão [João 2, 27.30]
«João Batista declarou: ‘Esta é a minha alegria! E tornou-se completa! Jesus é que deve crescer, e eu diminuir’».

[Meditação]
«O Reino, que se antecipa e cresce entre nós, abrange tudo [...]. Sabemos que ‘a evangelização não seria completa, se ela não tomasse em consideração a interpelação recíproca que se fazem constantemente o Evangelho e a vida concreta, pessoal e social, dos homens’. É o critério da universalidade, próprio da dinâmica do Evangelho» (EG 181).

  • QUARTO MISTÉRIO
A transfiguração de Jesus [Marcos 9, 2]
«Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu só com eles para um lugar retirado num alto monte e transfigurou-Se diante deles».

[Meditação]
«Se uma pessoa não O descobre presente no coração mesmo da entrega missionária, depressa perde o entusiasmo e deixa de estar segura do que transmite, faltam-lhe força e paixão. E uma pessoa que não está convencida, entusiasmada, segura, enamorada, não convence ninguém» (EG 266).

  • QUINTO MISTÉRIO
A instituição da Eucaristia [Marcos 14, 13-16]
«Jesus enviou dois discípulos e disse-lhes: […] ‘Dizei ao dono da casa: [...] “onde está a sala, em que hei de comer a Páscoa com os meus discípulos?”. Ele vos mostrará uma grande sala no andar superior [...]. Preparai-nos lá o que é preciso’. Os discípulos partiram e [...] encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito e prepararam a Páscoa».

[Meditação]
«Quando a pregação se realiza no contexto da Liturgia, incorpora-se como parte da oferenda que se entrega ao Pai e como mediação da graça que Cristo derrama na celebração. Este mesmo contexto exige que a pregação oriente [...] para uma comunhão com Cristo na Eucaristia, que transforme a vida» (EG 138).

© Laboratório da fé, 2015

Maio 2015 — Mês de Maria: a mãe da evangelização! | 28 — pdf

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Maria, a mãe da evangelização!
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 28.5.15 | Sem comentários

CELEBRAR O DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINDADE


Quem é Deus? A Liturgia da Palavra não nos responde diretamente… Com uma paciente pedagogia, toma-nos pelo mão e ajuda-nos a fazer memória da revelação de Deus: criou o ser humano, escolheu um povo (primeira leitura), «é o nosso amparo e protetor» (salmo). Entretanto, em Jesus Cristo, revela-se como nosso Pai (segunda leitura): faz de nós seus filhos, seus herdeiros com Jesus Cristo; pelo Espírito Santo, faz-nos participantes da sua vida. Eis a Boa Nova que somos chamados a anunciar «até ao fim dos tempos» (evangelho), na certeza de que, em seu Filho ressuscitado e pelo Espírito que nos une, Deus está sempre connosco.

«Medita no teu coração que o Senhor é o único Deus»
Terminado o tempo de Páscoa começa a segunda parte do «Tempo Comum». Contudo, os dois primeiros domingos são dedicados a celebrações especiais: Santíssima Trindade; Corpo e Sangue de Cristo. Neste domingo, celebramos a solenidade da Santíssima Trindade. É certo que em cada Eucaristia recordamos sempre a Trindade Divina, mas neste domingo é recordada de um modo especial e particular.
O livro do «Deuteronómio» (à letra, «Segunda Lei») foi elaborado com base em (três) discursos supostamente proferidos por Moisés ao despedir-se do povo que tinha guiado desde o Êxodo até chegar à Terra Prometida.
O texto da primeira leitura agrupa dois fragmentos que fazem parte da conclusão do primeiro discurso (Deuteronómio 1, 1 — 4, 43) atribuído a Moisés: faz uma recompilação de alguns factos para os apresentar como uma história de amor da parte de Deus, como uma revelação desse amor. Eis é o acontecimento fundamental: Deus quis dar-se a conhecer a um povo de escravos, revelou-lhes a sua voz, combateu com eles contra o opressor, libertou-os da escravidão.
A recordação da história leva ao reconhecimento da ação divina, leva à fé: «Medita no teu coração que o Senhor é o único Deus». Esta afirmação tinha de ser lembrada constantemente por causa dos povos vizinhos de Israel, que eram politeístas (adoravam muitos ídolos como deuses). A repetição desta narrativa de fé era como um antídoto contra a idolatria, avivava a chama da fé no coração de cada crente. A fé é sempre uma recordação atual, viva, ativa, criativa, luz para iluminar o caminho que conduz à autêntica felicidade.

Quem é Deus, para mim? Que imagem tenho de Deus? A relação pessoal com Deus depende muito da resposta dada a estas questões. Os textos bíblicos apresentam-nos um Deus que é salvador, que perdoa, que é rico em misericórdia, que é próximo, que ama com amor imenso, a ponto de nos dar o seu próprio Filho, o Emanuel, o Deus connosco. Acreditamos nisto, embora não o saibamos explicar melhor ou entender totalmente? Temos consciência de que somos filhos de Deus e que o podemos invocar como Pai, tal como o fazemos na oração do «Pai nosso»? Se temos verdadeira consciência disto, o nosso rosto tem de transbordar de alegria, a alegria do Evangelho, a alegria da fé, a alegria de ser amado por Deus, um Deus que é comunhão: Pai, Filho, Espírito Santo.

© Laboratório da fé, 2015

Celebrar o domingo da Santíssima Trindade (Ano B), no Laboratório da fé, 2015

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 28.5.15 | Sem comentários

MARIA, A MÃE DA EVANGELIZAÇÃO!


Mistérios da glória

— «Não fujamos da ressurreição de Jesus; nunca nos demos por mortos!» (EG 3) —

  • PRIMEIRO MISTÉRIO
A ressurreição de Jesus [Marcos 16, 5-7]
«Entrando no sepulcro, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé viram um jovem sentado do lado direito, vestido com uma túnica branca, e ficaram assustadas. Mas ele disse-lhes: ‘Não vos assusteis. Procurais a Jesus de Nazaré, o Crucificado? Ressuscitou: não está aqui. Vede o lugar onde O tinham depositado. Agora ide dizer aos seus discípulos e a Pedro que Ele vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis, como vos disse’».

[Meditação]
«Cristo é a ‘Boa Nova de valor eterno’ (Apocalipse 14, 6), [...] a sua riqueza e a sua beleza são inesgotáveis. Ele é sempre jovem, e fonte de constante novidade. [...] Com a sua novidade, Ele pode sempre renovar a nossa vida e a nossa comunidade, e a proposta cristã, ainda que atravesse períodos obscuros e fraquezas eclesiais, nunca envelhece» (EG 11).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
A ascensão de Jesus [Marcos 16, 15-16.19-20]
«Naquele tempo, Jesus apareceu aos Onze e disse-lhes: ‘Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura’. […] E assim o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus. Eles partiram a pregar por toda a parte, e o Senhor cooperava com eles».

[Meditação]
«Neste tempo em que as redes e demais instrumentos da comunicação humana alcançaram progressos inauditos, sentimos o desafio de descobrir e transmitir a ‘mística’ de viver juntos, misturar-nos, encontrar-nos, dar o braço, apoiar-nos, participar nesta maré um pouco caótica que pode transformar-se numa verdadeira experiência de fraternidade, numa caravana solidária, numa peregrinação sagrada» (EG 87).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
O dom do Espírito Santo no Pentecostes [Atos 2, 1-4]
«Quando chegou o dia de Pentecostes, os Apóstolos estavam reunidos no mesmo lugar. […] Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem».

[Meditação]
«Para manter vivo o ardor missionário, é necessária uma decidida confiança no Espírito Santo, porque Ele ‘vem em auxílio da nossa fraqueza’ (Romanos 8, 26). Mas esta confiança generosa tem de ser alimentada e, para isso, precisamos de O invocar constantemente» (EG 280).

  • QUARTO MISTÉRIO
A assunção de Maria [Apocalipse 12, 1-2]
«Apareceu no Céu um sinal grandioso: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça. Estava para ser mãe e gritava com as dores e ânsias da maternidade».

[Meditação]
«Vejo, com prazer, como muitas mulheres partilham responsabilidades pastorais juntamente com os sacerdotes, contribuem para o acompanhamento de pessoas, famílias ou grupos e prestam novas contribuições para a reflexão teológica. [...] ‘ O génio feminino é necessário em todas as expressões da vida social» (EG 103).

  • QUINTO MISTÉRIO
Coroação de Maria, como rainha do Céu e da Terra [Lucas 1, 46-48]
«Maria disse então: ‘A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações’».

[Meditação]
«Os desafios existem para ser superados. Sejamos realistas, mas sem perder a alegria, a audácia e a dedicação cheia de esperança. Não deixemos que nos roubem a força missionária!» (EG 109).

© Laboratório da fé, 2015

Maio 2015 — Mês de Maria: a mãe da evangelização! | 27 — pdf

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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 27.5.15 | Sem comentários

MARIA, A MÃE DA EVANGELIZAÇÃO!


Mistérios da dor

— «Jesus quer que toquemos a miséria humana, 
que toquemos a carne sofredora dos outros!» (EG 270) —

  • PRIMEIRO MISTÉRIO
A agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras [Marcos 14, 32-37]
«Jesus disse aos seus discípulos: ‘Ficai aqui, enquanto Eu vou orar’. [...] Adiantando-se um pouco, caiu por terra e orou para que, se fosse possível, se afastasse d’Ele aquela hora. Jesus dizia: ‘Abbá, Pai, tudo Te é possível: afasta de Mim este cálice. Contudo, não se faça o que Eu quero, mas o que Tu queres’».

[Meditação]
«É salutar recordar-se dos primeiros cristãos e de tantos irmãos ao longo da história que se mantiveram transbordantes de alegria, cheios de coragem, incansáveis no anúncio e capazes de uma grande resistência ativa. Há quem se console, dizendo que hoje é mais difícil; temos, porém, de reconhecer que o contexto do Império Romano não era favorável ao anúncio do Evangelho, [...] nem à defesa da dignidade humana» (EG 263).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
A flagelação de Jesus [Marcos 15, 15]
«Pilatos [...] depois de mandar flagelar Jesus, entregou-O para ser crucificado».

[Meditação]
«Em cada momento da história, estão presentes a fraqueza humana, a busca doentia de si mesmo, a comodidade egoísta [...] que nos ameaça a todos. Isto está sempre presente, sob uma roupagem ou outra; deriva mais da limitação humana que das circunstâncias. Por isso, não digamos que hoje é mais difícil; é diferente» (EG 263).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
A coroação de espinhos [Marcos 15, 16-18]
«Os soldados revestiram Jesus com um manto de púrpura e puseram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos, que haviam tecido. Depois começaram a saudá-l’O: ‘Salve, rei dos judeus’».

[Meditação]
«Por isso me dói muito comprovar como nalgumas comunidades cristãs, e mesmo entre pessoas consagradas, se dá espaço a várias formas de ódio, divisão, calúnia, difamação, vingança, ciúme, a desejos de impor as próprias ideias a todo o custo, e até perseguições que parecem uma implacável caça às bruxas. Quem queremos evangelizar com estes comportamentos?» (EG 100).

  • QUARTO MISTÉRIO
Jesus a caminho do Calvário [Lucas 23, 27.28]
«Seguiam Jesus uma grande multidão de povo e umas mulheres que batiam no peito e se lamentavam por Ele. Jesus voltou-se para elas e disse-lhes: ‘Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos’».

[Meditação]
«Para quantos estão feridos por antigas divisões, resulta difícil aceitar que os exortemos ao perdão e à reconciliação, porque pensam que ignoramos a sua dor ou pretendemos fazer-lhes perder a memória e os ideais. Mas [...] o testemunho de comunidades fraternas e reconciliadas é sempre uma luz que atrai» (EG 100).

  • QUINTO MISTÉRIO
Crucifixão e morte de Jesus [Marcos 15, 27-37]
«Crucificaram com Jesus dois salteadores [...]. Às três horas da tarde, Jesus clamou com voz forte: ‘Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?’. [...] Então Jesus, soltando um grande brado, expirou».

[Meditação]
«Todos nós provamos simpatias e antipatias, e talvez neste momento estejamos chateados com alguém. Pelo menos digamos ao Senhor: ‘Senhor, estou chateado com este, com aquela. Peço-Vos por ele e por ela’. Rezar pela pessoa com quem estamos irritados é um belo passo rumo ao amor, e é um ato de evangelização. Façamo-lo hoje mesmo. Não deixemos que nos roubem o ideal do amor fraterno!» (EG 101).

© Laboratório da fé, 2015

Maio 2015 — Mês de Maria: a mãe da evangelização! | 26 — pdf

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Maria, a mãe da evangelização!
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 26.5.15 | Sem comentários

MARIA, A MÃE DA EVANGELIZAÇÃO!


Mistérios da alegria

— Com Jesus Cristo renasce sem cessar a alegria!» (EG 1) —

  • PRIMEIRO MISTÉRIO
A Anunciação a Maria [Lucas 1, 38]
«Maria disse então: ‘Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua Palavra’».

[Meditação]
A Palavra de Deus «é uma Palavra viva e eficaz, que, como uma espada, ‘penetra até à divisão da alma e do corpo, das articulações e das medulas, e discerne os sentimentos e intenções do coração’ (Hebreus 4, 12). Isto tem um valor pastoral. Mesmo nesta época, a gente prefere escutar as testemunhas: ‘[...] reclama evangelizadores que lhe falem de um Deus que eles conheçam e lhes seja familiar como se eles vissem o invisível’» (EG 150).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
A visita de Maria a sua prima Isabel [Lucas 1, 39-40]
«Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio».

[Meditação]
«A Igreja ‘em saída’ é uma Igreja com as portas abertas. Sair em direção aos outros para chegar às periferias humanas não significa correr pelo mundo sem direção nem sentido. Muitas vezes é melhor diminuir o ritmo, pôr de parte a ansiedade para olhar nos olhos e escutar» (EG 46).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
O nascimento de Jesus [Lucas 2, 10-11]
«Disse-lhes o anjo: ‘Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor’».

[Meditação]
«Para ridiculizar jocosamente a defesa que a Igreja faz da vida dos nascituros, procura-se apresentar a sua posição como ideológica, obscurantista e conservadora; e no entanto esta defesa da vida nascente está intimamente ligada à defesa de qualquer direito humano. [...] ’Por si só a razão é suficiente para se reconhecer o valor inviolável de qualquer vida humana» (EG 213).

  • QUARTO MISTÉRIO
A apresentação do Menino Jesus no Templo [Lucas 2, 27-32]
«Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino, para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando: ‘Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo’».

[Meditação]
«‘A Igreja fala a partir da luz que a fé lhe dá’, oferece a sua experiência de dois mil anos e conserva sempre na memória as vidas e sofrimentos dos seres humanos. Isto ultrapassa a razão humana, mas também tem um significado que pode enriquecer a quantos não creem e convida a razão a alargar as suas perspetivas» (EG 238).

  • QUINTO MISTÉRIO
Jesus entre os doutores da Lei [Lucas 2, 46-47]
«Passados três dias, encontraram Jesus no templo, sentado no meio dos doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Todos aqueles que O ouviam estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas».

[Meditação]
«Numa civilização paradoxalmente ferida pelo anonimato e, simultaneamente, obcecada com os detalhes da vida alheia, [...] a Igreja tem necessidade de um olhar solidário para contemplar, comover-se e parar diante do outro, tantas vezes quantas forem necessárias. Neste mundo, os ministros ordenados e os outros agentes de pastoral podem tornar presente a fragrância da presença solidária de Jesus e o seu olhar pessoal» (EG 169).

© Laboratório da fé, 2015

Maio 2015 — Mês de Maria: a mãe da evangelização! | 25 — pdf

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Maria, a mãe da evangelização!
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 25.5.15 | Sem comentários

MARIA, A MÃE DA EVANGELIZAÇÃO!


Mistérios da glória

— «Não fujamos da ressurreição de Jesus; nunca nos demos por mortos!» (EG 3) —

  • PRIMEIRO MISTÉRIO
A ressurreição de Jesus [Marcos 16, 5-7]
«Entrando no sepulcro, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé viram um jovem sentado do lado direito, vestido com uma túnica branca, e ficaram assustadas. Mas ele disse-lhes: ‘Não vos assusteis. Procurais a Jesus de Nazaré, o Crucificado? Ressuscitou: não está aqui. Vede o lugar onde O tinham depositado. Agora ide dizer aos seus discípulos e a Pedro que Ele vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis, como vos disse’».

[Meditação]
«Um anúncio renovado proporciona aos crentes, mesmo tíbios ou não praticantes, uma nova alegria na fé e uma fecundidade evangelizadora. Na realidade, o seu centro e a sua essência são sempre o mesmo: o Deus que manifestou o seu amor imenso em Cristo morto e ressuscitado. Ele torna os seus fiéis sempre novos» (EG 11).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
A ascensão de Jesus [Marcos 16, 15-16.19-20]
«Naquele tempo, Jesus apareceu aos Onze e disse-lhes: ‘Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura’. […] E assim o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus. Eles partiram a pregar por toda a parte, e o Senhor cooperava com eles».

[Meditação]
«Sonho com uma opção missionária capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal proporcionado mais à evangelização do mundo atual que à auto-preservação. [...] Que coloque os agentes pastorais em atitude constante de ‘saída’» (EG 27).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
O dom do Espírito Santo no Pentecostes [Atos 2, 1-4]
«Quando chegou o dia de Pentecostes, os Apóstolos estavam reunidos no mesmo lugar. […] Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem».

[Meditação]
«O Espírito Santo trabalha como quer, quando quer e onde quer; e nós gastamo-nos com grande dedicação, mas sem pretender ver resultados espetaculares. Sabemos apenas que o dom de nós mesmos é necessário. No meio da nossa entrega criativa e generosa, aprendamos a descansar na ternura dos braços do Pai» (EG 279).

  • QUARTO MISTÉRIO
A assunção de Maria [Apocalipse 12, 1-2]
«Apareceu no Céu um sinal grandioso: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça. Estava para ser mãe e gritava com as dores e ânsias da maternidade».

[Meditação]
«A Igreja reconhece a indispensável contribuição da mulher na sociedade, com uma sensibilidade, uma intuição e certas capacidades peculiares, que habitualmente são mais próprias das mulheres que dos homens. Por exemplo, a especial solicitude feminina pelos outros, que se exprime de modo particular, mas não exclusivamente, na maternidade. [...] É preciso ampliar os espaços para uma presença feminina mais incisiva na Igreja» (EG 103).

  • QUINTO MISTÉRIO
Coroação de Maria, como rainha do Céu e da Terra [Lucas 1, 46-48]
«Maria disse então: ‘A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações’».

[Meditação]
«A Igreja [...] há de chegar a todos, sem exceção. [...] Não tanto aos amigos e vizinhos ricos, mas sobretudo aos pobres e aos doentes, àqueles que muitas vezes são desprezados e esquecidos, ‘àqueles que não têm com que te retribuir’. Não devem subsistir dúvidas nem explicações que debilitem esta mensagem claríssima» (EG 48).

© Laboratório da fé, 2015

Maio 2015 — Mês de Maria: a mãe da evangelização! | 24 — pdf

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Maria, a mãe da evangelização!
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 24.5.15 | Sem comentários

MARIA, A MÃE DA EVANGELIZAÇÃO!


Mistérios da alegria

— Com Jesus Cristo renasce sem cessar a alegria!» (EG 1) —

  • PRIMEIRO MISTÉRIO
A Anunciação a Maria [Lucas 1, 38]
«Maria disse então: ‘Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua Palavra’».

[Meditação]
«Para se poder interpretar um texto bíblico, faz falta paciência, pôr de parte toda a ansiedade e atribuir-lhe tempo, interesse e dedicação gratuita. Há que pôr de lado qualquer preocupação que nos inquiete, para entrar noutro âmbito de serena atenção. Não vale a pena dedicar-se a ler um texto bíblico, se aquilo que se quer obter são resultados rápidos, fáceis ou imediatos» (EG 146).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
A visita de Maria a sua prima Isabel [Lucas 1, 39-40]
«Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio».

[Meditação]
«O Evangelho convida, antes de tudo, a responder a Deus que nos ama e salva, reconhecendo-O nos outros e saindo de nós mesmos para procurar o bem de todos. Este convite não há de ser obscurecido em nenhuma circunstância! Todas as virtudes estão ao serviço desta resposta de amor» (EG 39).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
O nascimento de Jesus [Lucas 2, 10-11]
«Disse-lhes o anjo: ‘Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor’».

[Meditação]
«Entre estes seres frágeis, de que a Igreja quer cuidar com predileção, estão também os nascituros, os mais inermes e inocentes de todos, a quem hoje se quer negar a dignidade humana para poder fazer deles o que apetece, tirando-lhes a vida e promovendo legislações para que ninguém o possa impedir. [...] Um ser humano é sempre sagrado e inviolável, em qualquer situação e em cada etapa do seu desenvolvimento» (EG 213).

  • QUARTO MISTÉRIO
A apresentação do Menino Jesus no Templo [Lucas 2, 27-32]
«Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino, para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando: ‘Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo’».

[Meditação]
«Unidos a Jesus, procuramos o que Ele procura, amamos o que Ele ama. Em última instância, o que procuramos é a glória do Pai, vivemos e agimos ‘para que seja prestado louvor à glória da sua graça’ (Efésios 1, 6). Se queremos entregar-nos a sério e com perseverança, esta motivação deve superar toda e qualquer outra» (EG 267).

  • QUINTO MISTÉRIO
Jesus entre os doutores da Lei [Lucas 2, 46-47]
«Passados três dias, encontraram Jesus no templo, sentado no meio dos doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Todos aqueles que O ouviam estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas».

[Meditação]
«O que se deve procurar é que a pregação do Evangelho, expressa com categorias próprias da cultura onde é anunciado, provoque uma nova síntese com essa cultura. [...] Às vezes o medo paralisa-nos demasiado. Se deixamos que as dúvidas e os medos sufoquem toda a ousadia, é possível que, em vez de sermos criativos, nos deixemos simplesmente ficar cómodos sem provocar qualquer avanço» (EG 129).

© Laboratório da fé, 2015

Maio 2015 — Mês de Maria: a mãe da evangelização! | 23 — pdf

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Maria, a mãe da evangelização!
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.5.15 | Sem comentários

CELEBRAR O DOMINGO OITAVO DE PÁSCOA — PENTECOSTES


Não celebramos um desconhecido! É uma força, uma luz, um fogo, uma rajada de vento! De facto, é precisamente através do seu dinamismo, da sua ação, que o podemos reconhecer: transforma os Apóstolos em testemunhas e os ouvintes em admiradores maravilhados (primeira leitura); é o sopro criador (salmo); faz-nos produzir os frutos da vida divina recebida no batismo (segunda leitura); é a luz do Ressuscitado que nos conduz na verdade (evangelho). É o Espírito Santo!

«Começaram a falar outras línguas»
Na Ascensão, Jesus Cristo promete a vinda do Espírito Santo. Agora, cumpre-se a promessa de uma forma que supera todas as expectativas: imprevista e surpreendente. A narração do livro dos Atos dos Apóstolos explica-a desta forma: «um rumor semelhante a forte rajada de vento, […] uma espécie de línguas de fogo […], começaram a falar outras línguas».
Do ponto de vista da fenomenologia, Pentecostes é uma festa judaica e cristã. Em ambos os casos, está associada a «cinquenta dias» (o significado de «Pentecostes» em grego): para os judeus, é a «festa das colheitas», no início do verão; para os cristãos, assinala o dom do Espírito Santo, o culminar da presença de Jesus Cristo, depois das aparições pascais.
Do ponto de vista da Igreja nascente, Pentecostes é o início da missão em toda a costa mediterrânea. Os judeus que tinham ido a Jerusalém, por causa de uma das três festas de peregrinação (Páscoa, Pentecostes e Tendas), voltam aos seus lugares de origem; muitos deles comunicam as novidades trazidas de Jerusalém: a Páscoa e o dom do Espírito Santo.
Do ponto de vista da Bíblia, tomada como uma só Aliança, a única que Deus faz com o ser humano, Pentecostes supõe a oposição a Babel. Em Babel, o pecado provoca a dispersão dos povos (diversidade de línguas); no Pentecostes, o Espírito promove a união (apesar de serem de povos distintos, todos se entendem). Babel é desunião; Pentecostes é comunhão. Babel é falar a língua da oposição; Pentecostes é falar a língua do amor. Babel é a oposição que produz rutura; Pentecostes é a unidade na diversidade. A Igreja só pode buscar um novo Pentecostes; nunca uma nova Babel.
Ninguém é excluído do dom do Espírito Santo: primeiro, «todos [os Apóstolos] ficaram cheios do Espírito Santo»; depois, «cada qual os ouvia falar na sua própria língua» (eram pessoas provenientes da diáspora greco-romana). O que acontece durante o Pentecostes não é uma experiência mística interior, mas uma manifestação do poder de Deus que toca a vida de cada pessoa: evangelizadores e evangelizados.

Pentecostes é o final de uma etapa e início de outra. Jesus Cristo oferece o Espírito Santo; a Igreja acolhe-o e celebra-o. Assim, começa um novo caminho de evangelização e de presença no meio das pessoas, movidos não pelo espírito da concorrência e da oposição, mas sob o espírito do diálogo e da escuta do Espírito Santo. «Invoquemo-Lo hoje, bem apoiados na oração, sem a qual toda a ação corre o risco de ficar vã e o anúncio, no fim de contas, carece de alma» (EG 259).

© Laboratório da fé, 2015

Celebrar o domingo oitavo de Páscoa — Pentecostes (Ano B), no Laboratório da fé, 2015


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 22.5.15 | Sem comentários
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