MARIA, A MÃE DA EVANGELIZAÇÃO!


Mistérios da alegria

— Com Jesus Cristo renasce sem cessar a alegria!» (EG 1) —

  • PRIMEIRO MISTÉRIO
A Anunciação a Maria [Lucas 1, 38]
«Maria disse então: ‘Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua Palavra’».

[Meditação]
«É a humildade do coração que reconhece que a Palavra sempre nos transcende, que somos, ‘não os árbitros nem os proprietários, mas os depositários, os arautos e os servidores’. Esta atitude de humilde e deslumbrada veneração da Palavra exprime-se detendo-se a estudá-la com o máximo cuidado» (EG 146).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
A visita de Maria a sua prima Isabel [Lucas 1, 39-40]
«Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio».

[Meditação]
«Quando se assume um objetivo pastoral e um estilo missionário, que chegue realmente a todos sem exceções nem exclusões, o anúncio concentra-se no essencial, no que é mais belo, mais importante, mais atraente e, ao mesmo tempo, mais necessário. A proposta acaba simplificada, sem com isso perder profundidade e verdade, e assim se torna mais convincente e radiosa» (EG 35).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
O nascimento de Jesus [Lucas 2, 10-11]
«Disse-lhes o anjo: ‘Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor’».

[Meditação]
«Jesus, o evangelizador por excelência e o Evangelho em pessoa, identificou-Se especialmente com os mais pequeninos. Isto recorda-nos, a todos os cristãos, que somos chamados a cuidar dos mais frágeis da Terra. Mas, no modelo ‘do êxito’ e ‘individualista’ em vigor, parece que não faz sentido investir para que os lentos, fracos ou menos dotados possam também singrar na vida» (EG 209).

  • QUARTO MISTÉRIO
A apresentação do Menino Jesus no Templo [Lucas 2, 27-32]
«Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino, para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando: ‘Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo’».

[Meditação]
«A melhor motivação para se decidir a comunicar o Evangelho é contemplá-lo com amor, é deter-se nas suas páginas e lê-lo com o coração. Se o abordamos desta maneira, a sua beleza deslumbra-nos, volta a cativar-nos vezes sem conta. Por isso, é urgente recuperar um espírito contemplativo, que nos permita redescobrir, cada dia, que somos depositários dum bem que humaniza, que ajuda a levar uma vida nova» (EG 264).

  • QUINTO MISTÉRIO
Jesus entre os doutores da Lei [Lucas 2, 46-47]
«Passados três dias, encontraram Jesus no templo, sentado no meio dos doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Todos aqueles que O ouviam estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas».

[Meditação]
«O amor pessoal de Deus que Se fez homem, entregou-Se a Si mesmo por nós e, vivo, oferece a sua salvação e a sua amizade. É o anúncio que se partilha com uma atitude humilde e testemunhal de quem sempre sabe aprender, com a consciência de que esta mensagem é tão rica e profunda que sempre nos ultrapassa» (EG 128).

© Laboratório da fé, 2015 (elaborado a partir da proposta da diocese do Porto)

Maio 2015 — Mês de Maria: a mãe da evangelização! | 18 — pdf

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Maria, a mãe da evangelização!
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 18.5.15 | Sem comentários

MARIA, A MÃE DA EVANGELIZAÇÃO!


Mistérios da glória

— «Não fujamos da ressurreição de Jesus; nunca nos demos por mortos!» (EG 3) —

  • PRIMEIRO MISTÉRIO
A ressurreição de Jesus [Marcos 16, 5-7]
«Entrando no sepulcro, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé viram um jovem sentado do lado direito, vestido com uma túnica branca, e ficaram assustadas. Mas ele disse-lhes: ‘Não vos assusteis. Procurais a Jesus de Nazaré, o Crucificado? Ressuscitou: não está aqui. Vede o lugar onde O tinham depositado. Agora ide dizer aos seus discípulos e a Pedro que Ele vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis, como vos disse’».

[Meditação]
«A fé significa também acreditar n’Ele, acreditar que nos ama verdadeiramente, que está vivo, que é capaz de intervir misteriosamente, que não nos abandona, que tira bem do mal com o seu poder e a sua criatividade infinita. Significa acreditar que Ele caminha vitorioso na história» (EG 278).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
A ascensão de Jesus [Marcos 16, 15-16.19-20]
«Naquele tempo, Jesus apareceu aos Onze e disse-lhes: ‘Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura’. […] E assim o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus. Eles partiram a pregar por toda a parte, e o Senhor cooperava com eles».

[Meditação]
«Diz-nos o Evangelho que, quando os primeiros discípulos saíram a pregar, ‘o Senhor cooperava com eles, confirmando a Palavra’. E o mesmo acontece hoje. Somos convidados a descobri-lo, a vivê-lo. Cristo ressuscitado e glorioso é a fonte profunda da nossa esperança, e não nos faltará a sua ajuda para cumprir a missão que nos confia» (EG 275).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
O dom do Espírito Santo no Pentecostes [Atos 2, 1-4]
«Quando chegou o dia de Pentecostes, os Apóstolos estavam reunidos no mesmo lugar. […] Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem».

[Meditação]
«O Espírito Santo infunde a força para anunciar a novidade do Evangelho com ousadia, em voz alta e em todo o tempo e lugar, mesmo contracorrente. Invoquemo-Lo hoje, bem apoiados na oração, sem a qual toda a ação corre o risco de ficar vã e o anúncio, no fim de contas, carece de alma» (EG 259).

  • QUARTO MISTÉRIO
A assunção de Maria [Apocalipse 12, 1-2]
«Apareceu no Céu um sinal grandioso: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça. Estava para ser mãe e gritava com as dores e ânsias da maternidade».

[Meditação]
A «ligação íntima entre Maria, a Igreja e cada fiel, enquanto de maneira diversa geram Cristo, foi maravilhosamente expressa pelo Beato Isaac da Estrela: ‘Nas Escrituras divinamente inspiradas, o que se atribui em geral à Igreja, Virgem e Mãe, aplica-se em especial à Virgem Maria» (EG 285).

  • QUINTO MISTÉRIO
Coroação de Maria, como rainha do Céu e da Terra [Lucas 1, 46-48]
«Maria disse então: ‘A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações’».

[Meditação]
Maria «é a serva humilde do Pai, que transborda de alegria no louvor. [...] Através dos diferentes títulos marianos, geralmente ligados aos santuários, compartilha as vicissitudes de cada povo que recebeu o Evangelho e entra a formar parte da sua identidade histórica» (EG 286).

© Laboratório da fé, 2015

Maio 2015 — Mês de Maria: a mãe da evangelização! | 17 — pdf

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Maria, a mãe da evangelização!
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 17.5.15 | Sem comentários

MARIA, A MÃE DA EVANGELIZAÇÃO!


Mistérios da alegria

— Com Jesus Cristo renasce sem cessar a alegria!» (EG 1) —

  • PRIMEIRO MISTÉRIO
A Anunciação a Maria [Lucas 1, 38]
«Maria disse então: ‘Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua Palavra’».

[Meditação]
«A confiança no Espírito Santo [...] é ativa e criativa. Implica oferecer-se como instrumento, com todas as próprias capacidades, para que possam ser utilizadas por Deus» (EG 145).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
A visita de Maria a sua prima Isabel [Lucas 1, 39-40]
«Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio».

[Meditação]
«É a Igreja encarnada num espaço concreto, dotada de todos os meios de salvação dados por Cristo, mas com um rosto local. A sua alegria de comunicar Jesus Cristo exprime-se tanto na sua preocupação por anunciá-Lo noutros lugares mais necessitados, como numa constante saída para as periferias do seu território ou para os novos âmbitos socioculturais. Procura estar sempre onde fazem mais falta a luz e a vida do Ressuscitado» (EG 30).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
O nascimento de Jesus [Lucas 2, 10-11]
«Disse-lhes o anjo: ‘Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor’».

[Meditação]
«Ninguém deveria dizer que se mantém longe dos pobres, porque as suas opções de vida implicam prestar mais atenção a outras incumbências. Esta é uma desculpa frequente nos ambientes académicos, empresariais ou profissionais, e até mesmo eclesiais. Embora se possa dizer, em geral, que a vocação e a missão próprias dos fiéis leigos é a transformação das diversas realidades terrenas para que toda a atividade humana seja transformada pelo Evangelho, ninguém pode sentir-se exonerado da preocupação pelos pobres e pela justiça social» (EG 201).

  • QUARTO MISTÉRIO
A apresentação do Menino Jesus no Templo [Lucas 2, 27-32]
«Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino, para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando: ‘Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo’».

[Meditação]
Precisamos de pedir a Jesus «que abra o nosso coração frio e sacuda a nossa vida tíbia e superficial. Colocados diante d’Ele com o coração aberto, deixando que Ele nos olhe [...]. Como é doce permanecer diante dum crucifixo ou de joelhos diante do Santíssimo Sacramento, e fazê-lo simplesmente para estar à frente dos seus olhos! Como nos faz bem deixar que Ele volte a tocar a nossa vida e nos envie para comunicar a sua vida nova!» (EG 264).

  • QUINTO MISTÉRIO
Jesus entre os doutores da Lei [Lucas 2, 46-47]
«Passados três dias, encontraram Jesus no templo, sentado no meio dos doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Todos aqueles que O ouviam estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas».

[Meditação]
«O primeiro momento é um diálogo pessoal, no qual a outra pessoa se exprime e partilha as suas alegrias, as suas esperanças, as preocupações com os seus entes queridos e muitas coisas que enchem o coração. Só depois desta conversa é que se pode apresentar-lhe a Palavra» (EG 128).

© Laboratório da fé, 2015 (elaborado a partir da proposta da diocese do Porto)

Maio 2015 — Mês de Maria: a mãe da evangelização! | 16 — pdf

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Maria, a mãe da evangelização!
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.5.15 | Sem comentários

MARIA, A MÃE DA EVANGELIZAÇÃO!


Mistérios da dor

— «Jesus quer que toquemos a miséria humana, 
que toquemos a carne sofredora dos outros!» (EG 270) —

  • PRIMEIRO MISTÉRIO
A agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras [Marcos 14, 32-37]
«Jesus disse aos seus discípulos: ‘Ficai aqui, enquanto Eu vou orar’. [...] Adiantando-se um pouco, caiu por terra e orou para que, se fosse possível, se afastasse d’Ele aquela hora. Jesus dizia: ‘Abbá, Pai, tudo Te é possível: afasta de Mim este cálice. Contudo, não se faça o que Eu quero, mas o que Tu queres’».

[Meditação]
«É verdade que, nalguns lugares, se produziu uma ‘desertificação’ espiritual, fruto do projeto de sociedades que querem construir sem Deus ou que destroem as suas raízes cristãs. Lá, ‘o mundo cristão está a tornar-se estéril e se esgota como uma terra excessivamente desfrutada que se transforma em poeira’. Noutros países, a resistência violenta ao cristianismo obriga os cristãos a viverem a sua fé às escondidas» (EG 86).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
A flagelação de Jesus [Marcos 15, 15]
«Pilatos [...] depois de mandar flagelar Jesus, entregou-O para ser crucificado».

[Meditação]
«A própria família ou o lugar de trabalho podem ser também o tal ambiente árido, onde há que conservar a fé e procurar irradiá-la. Mas ‘é precisamente a partir da experiência deste deserto, deste vazio, que podemos redescobrir a alegria de crer, a sua importância vital para nós, homens e mulheres. No deserto, é possível redescobrir o valor daquilo que é essencial para a vida’» (EG 86).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
A coroação de espinhos [Marcos 15, 16-18]
«Os soldados revestiram Jesus com um manto de púrpura e puseram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos, que haviam tecido. Depois começaram a saudá-l’O: ‘Salve, rei dos judeus’».

[Meditação]
«No mundo de hoje, há inúmeros sinais da sede de Deus, do sentido último da vida, ainda que muitas vezes expressos implícita ou negativamente. E, no deserto, existe sobretudo a necessidade de pessoas de fé que, com suas próprias vidas, indiquem o caminho para a Terra Prometida, mantendo assim viva a esperança’» (EG 86).

  • QUARTO MISTÉRIO
Jesus a caminho do Calvário [Lucas 23, 27.28]
«Seguiam Jesus uma grande multidão de povo e umas mulheres que batiam no peito e se lamentavam por Ele. Jesus voltou-se para elas e disse-lhes: ‘Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos’».

[Meditação]
«Quem acompanha sabe reconhecer que a situação de cada pessoa diante de Deus e a sua vida em graça são um mistério que ninguém pode conhecer plenamente a partir do exterior. O Evangelho propõe-nos que se corrija e ajude a crescer uma pessoa a partir do reconhecimento da maldade objetiva das suas ações, mas sem proferir juízos sobre a sua responsabilidade e culpabilidade» (EG 172).

  • QUINTO MISTÉRIO
Crucifixão e morte de Jesus [Marcos 15, 27-37]
«Crucificaram com Jesus dois salteadores [...]. Às três horas da tarde, Jesus clamou com voz forte: ‘Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?’. [...] Então Jesus, soltando um grande brado, expirou».

[Meditação]
«Somos chamados a ser pessoas-cântaro para dar de beber aos outros. Às vezes o cântaro transforma-se numa pesada cruz, mas foi precisamente na Cruz que o Senhor, trespassado, Se nos entregou como fonte de água viva. Não deixemos que nos roubem a esperança!» (EG 86).

© Laboratório da fé, 2015

Maio 2015 — Mês de Maria: a mãe da evangelização! | 15 — pdf

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Maria, a mãe da evangelização!
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.5.15 | Sem comentários

Viver a fé! [31]


Este tema resume os pontos dois e três do oitavo capítulo do Compêndio da Doutrina Social da Igreja dedicado à comunidade política: «o fundamento e a finalidade da comunidade política» (números 384 a 392); «a autoridade política» (números 393 a 405).

Comunidade política, pessoa humana e povo

«A comunidade política procede da natureza das pessoas, cuja consciência ‘manifesta e obriga peremtoriamente a observar’ a ordem impressa por Deus em todas as suas criaturas» (384). Além disso, «a comunidade política tem na referência ao povo a sua autêntica dimensão» (385). Ora, «o que, em primeiro lugar, caracteriza um povo é a partilha de vida e de valores, que é fonte de comunhão no âmbito espiritual e moral» (386). Neste contexto, a Igreja alerta para a questão das minorias dentro duma nação: «as minorias constituem grupos com direitos e deveres específicos» (387).

Tutelar e promover os direitos humanos

«Considerar a pessoa humana fundamento e fim da comunidade política significa esforçar-se, antes de mais, pelo reconhecimento e pelo respeito da sua dignidade mediante a tutela e a promoção dos direitos fundamentais e inalienáveis do ser humano» (388). «A comunidade política persegue o bem comum atuando com vista à criação de um ambiente humano em que aos cidadãos seja oferecida a possibilidade de um real exercício dos direitos humanos e de um pleno cumprimento dos respetivos deveres» (389).

A convivência baseada na amizade civil

«O significado profundo da convivência civil e política [...] só adquire todo o seu significado se for baseada na amizade civil e na fraternidade» (390). «Uma comunidade é solidamente fundada quando tende para a promoção integral da pessoa e do bem comum: neste caso, o direito é definido, respeitado e vivido também de acordo com as modalidades da solidariedade e da dedicação ao próximo» (391). «O preceito evangélico da caridade ilumina os cristãos sobre o significado mais profundo da convivência política» (392).

O fundamento da autoridade política

«A Igreja tem-se confrontado com diversas conceções de autoridade, tendo sempre o cuidado de defender e propor um modelo fundado na natureza social das pessoas [...]. A autoridade política é, portanto, necessária em função das tarefas que lhe são atribuídas e deve ser uma componente positiva e insubstituível da convivência civil» (393). «A autoridade política deve garantir a vida ordenada e reta da comunidade, sem tomar o lugar da livre atividade dos indivíduos e dos grupos, mas disciplinando-a e orientando-a [...] para a realização do bem comum» (394). «O sujeito da autoridade política é o povo, considerado na sua totalidade como detentor da soberania» (395).

A autoridade como força moral

«A autoridade deve deixar-se guiar pela lei moral: toda a sua dignidade lhe advém do facto de se desenrolar no âmbito da ordem moral, ‘a qual se funda em Deus, primeiro princípio e seu último fim’» (396). «A autoridade deve reconhecer, respeitar e promover os valores humanos e morais essenciais» (397). «A autoridade deve exarar leis justas, isto é, em conformidade com a dignidade da pessoa humana e com os ditames da reta razão» (398).

O direito à objeção de consciência

«O cidadão não está obrigado em consciência a seguir as prescrições das autoridades civis se forem contrárias às exigências da ordem moral, aos direitos fundamentais das pessoas ou aos ensinamentos do Evangelho» (399).

O direito de resistir

«Reconhecer que o direito natural funda e limita o direito positivo significa admitir que é legítimo resistir à autoridade caso esta viole grave e repetidamente os princípios do direito natural» (400). «A doutrina social indica os critérios para o exercício da resistência» (401).

Infligir as penas

«Para tutelar o bem comum, a legítima autoridade pública deve exercitar o direito e o dever de infligir penas proporcionadas à gravidade dos delitos» (402). «A pena não serve unicamente para o fim de defender a ordem pública e de garantir a segurança das pessoas; ela torna-se, outrossim, um instrumento de correção do culpado, uma correção que assume também o valor moral de expiação quando o réu aceita voluntariamente a sua pena» (403). E «não se pode cominar uma pena sem que antes se tenha provado o delito. [...] Os magistrados estão obrigados à devida reserva no desenrolar das suas diligências para não violar o direito dos inquiridos e para não debilitar o princípio da presunção de inocência» (404). «A Igreja vê como sinal de esperança ‘a aversão cada vez mais difusa na opinião pública à pena de morte’» (405).

© Laboratório da fé, 2015 
Os números entre parêntesis dizem respeito ao «Compêndio da Doutrina Social da Igreja» 
na versão portuguesa editada em 2005 pela editora «Princípia» 





Laboratório da fé, 2014


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.5.15 | Sem comentários

CELEBRAR O DOMINGO SÉTIMO DE PÁSCOA — ASCENSÃO


A solenidade litúrgica da Ascensão apoia-se nos textos bíblicos que narram o momento em que Jesus Cristo «foi elevado ao Céu» (primeira leitura e evangelho). Mas não nos abandonou. Ele está, de outro modo, presente na sua Igreja: ressuscitado, abre-nos o caminho da vida; exaltado pelo Pai, abre-nos as portas dos céus. Entretanto, confia-nos o Espírito Santo e a missão de levar o Evangelho «até aos confins da terra», «a toda a criatura». Unidos na fé e na alegria (salmo) pascal, acolhemos a esperança (segunda leitura): o Ressuscitado reunirá, na glória, todos os seres humanos.

«Sereis minhas testemunhas… até aos confins da terra»
Na narração de Lucas sobre a atividade salvadora de Deus em Jesus Cristo (evangelho) e no Espírito Santo (Atos dos Apóstolos), o episódio da Ascensão marca o fim das aparições depois da ressurreição e o prelúdio do envio do Espírito Santo. Lucas une o evangelho («meu primeiro livro») com o nascimento da Igreja. A continuidade é assegurada por dois protagonistas: Jesus Cristo (anúncio do Reino, Paixão, Ressurreição e, agora, Ascensão) e o Espírito Santo (cumpre-se agora— Atos 1, 4 — o que tinha sido prometido no evangelho — Lucas 24, 49). O mesmo Espírito que esteve presente no batismo e no início da atividade missionária de Jesus Cristo, agora, batiza e envia os Apóstolos em missão.
A primeira parte do texto é uma introdução ao livro dos Atos dos Apóstolos e, portanto, à obra do Espírito Santo na vida da jovem Igreja e, ao mesmo tempo, ao acontecimento da Ascensão, que é descrito de forma mais detalhada, na segunda parte do texto. Contudo, a ênfase fundamental está na vinda do Espírito Santo.
Por fim, Jesus Cristo é elevado acima dos limites dos sentidos físicos dos Apóstolos e «dois homens vestidos de branco», como os que tinham aparecido no sepulcro na manhã de Páscoa, despertam-nos do assombro em que estavam e prometem-lhes uma segunda vinda de Jesus Cristo.
Os Apóstolos não devem empreender a tarefa de uma restauração política ou religiosa de um sistema (seja qual for), mas a sua missão é ser «testemunhas» do Ressuscitado: «sereis minhas testemunhas […] até aos confins da terra». Com este termo — testemunhas — Lucas conclui o evangelho (24, 48) e, com este termo, de novo repetido, começa o livro dos Atos dos Apóstolos (1, 8). Da dramatização lucana da exaltação e glorificação de Jesus Cristo nasce a festa litúrgica da Ascensão, que é antecipação da nossa própria glória, unidos a Jesus Cristo.

Na missão de ser testemunhas «estão presentes os cenários e os desafios sempre novos da missão evangelizadora da Igreja, e hoje todos somos chamados a esta nova ‘saída’ missionária. Cada cristão e cada comunidade há de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho» (Francisco, Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual — A Alegria do Evangelho, 20).

© Laboratório da fé, 2015

Celebrar o domingo sétimo de Páscoa — Ascensão (Ano B), no Laboratório da fé, 2015

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.5.15 | Sem comentários

MARIA, A MÃE DA EVANGELIZAÇÃO!


Mistérios da luz

— «Sair da própria comodidade
e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho» (EG 20) —


  • PRIMEIRO MISTÉRIO
O batismo de Jesus [Marcos 1, 9-11]
«Sucedeu que, naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi batizado por João no rio Jordão. [...] E dos céus ouviu-se uma voz: ‘Tu és o meu Filho muito amado, em Ti pus toda a minha complacência’».

[Meditação]
«Em todos os batizados, desde o primeiro ao último, atua a força santificadora do Espírito que impele a evangelizar. O povo de Deus é santo em virtude desta unção [...]. O Espírito guia-o na verdade e condu-lo à salvação» (EG 119).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
As bodas de Caná [João 2, 1-5]
«Naquele tempo, realizou-se um casamento em Caná da Galileia e estava lá a Mãe de Jesus. […] A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-lhe: ‘Não têm vinho’. Jesus respondeu-lhe: ‘Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora’. Sua Mãe disse aos serventes: ‘Fazei tudo o que Ele vos disser’».

[Meditação]
Maria «é a serva humilde do Pai, que transborda de alegria no louvor. É a amiga sempre solícita para que não falte o vinho na nossa vida. [...] Como Mãe de todos, é sinal de esperança [...]. Como a São João Diego, Maria oferece-lhes a carícia da sua consolação materna e diz-lhes: ‘Não se perturbe o teu coração. (...) Não estou aqui eu, que sou tua Mãe?’» (EG 286).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
O anúncio do Reino e o apelo à conversão [João 2, 27.30]
«João Batista declarou: ‘Esta é a minha alegria! E tornou-se completa! Jesus é que deve crescer, e eu diminuir’».

[Meditação]
«Quando Jesus começa o seu ministério, João exclama: ‘Esta é a minha alegria! E tornou-se completa!’. O próprio Jesus ‘estremeceu de alegria sob a ação do Espírito Santo’ (Lucas 10, 21). A sua mensagem é fonte de alegria: ‘Manifestei-vos estas coisas, para que esteja em vós a minha alegria, e a vossa alegria seja completa’ (João 15, 11). A nossa alegria cristã brota da fonte do seu coração transbordante» (EG 5).

  • QUARTO MISTÉRIO
A transfiguração de Jesus [Marcos 9, 2]
«Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu só com eles para um lugar retirado num alto monte e transfigurou-Se diante deles».

[Meditação]
«Não se pode perseverar numa evangelização cheia de ardor, se não se está convencido, por experiência própria, que não é a mesma coisa ter conhecido Jesus ou não O conhecer, não é a mesma coisa caminhar com Ele ou caminhar tateando, não é a mesma coisa poder escutá-l’O ou ignorar a sua Palavra, não é a mesma coisa poder contemplá-l’O, adorá-l’O, descansar n’Ele ou não o poder fazer» (EG 266).

  • QUINTO MISTÉRIO
A instituição da Eucaristia [Marcos 14, 13-16]
«Jesus enviou dois discípulos e disse-lhes: […] ‘Dizei ao dono da casa: [...] “onde está a sala, em que hei de comer a Páscoa com os meus discípulos?”. Ele vos mostrará uma grande sala no andar superior [...]. Preparai-nos lá o que é preciso’. Os discípulos partiram e [...] encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito e prepararam a Páscoa».

[Meditação]
«A Eucaristia, embora constitua a plenitude da vida sacramental, não é um prémio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos. [...] A Igreja não é uma alfândega; é a casa paterna, onde há lugar para todos com a sua vida fadigosa» (EG 47).

© Laboratório da fé, 2015 (elaborado a partir da proposta da diocese do Porto)

Maio 2015 — Mês de Maria: a mãe da evangelização! | 14 — pdf

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Maria, a mãe da evangelização!
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.5.15 | Sem comentários

MARIA, A MÃE DA EVANGELIZAÇÃO!


Mistérios da glória

— «Não fujamos da ressurreição de Jesus; nunca nos demos por mortos!» (EG 3) —

  • PRIMEIRO MISTÉRIO
A ressurreição de Jesus [Marcos 16, 5-7]
«Entrando no sepulcro, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé viram um jovem sentado do lado direito, vestido com uma túnica branca, e ficaram assustadas. Mas ele disse-lhes: ‘Não vos assusteis. Procurais a Jesus de Nazaré, o Crucificado? Ressuscitou: não está aqui. Vede o lugar onde O tinham depositado. Agora ide dizer aos seus discípulos e a Pedro que Ele vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis, como vos disse’».

[Meditação]
«No caso de pensarmos que as coisas não vão mudar, recordemos que Jesus Cristo triunfou sobre o pecado e a morte e possui todo o poder. Jesus Cristo vive verdadeiramente. Caso contrário, ‘se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação’ (1Coríntios 15, 14)» (EG 275).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
A ascensão de Jesus [Marcos 16, 15-16.19-20]
«Naquele tempo, Jesus apareceu aos Onze e disse-lhes: ‘Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura’. […] E assim o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus. Eles partiram a pregar por toda a parte, e o Senhor cooperava com eles».

[Meditação]
«A alegria do Evangelho, que enche a vida da comunidade dos discípulos, é uma alegria missionária. [...] Esta alegria é um sinal de que o Evangelho foi anunciado e está a frutificar. Mas contém sempre a dinâmica do êxodo e do dom, de sair de si mesmo, de caminhar e de semear sempre de novo, sempre mais além» (EG 21).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
O dom do Espírito Santo no Pentecostes [Atos 2, 1-4]
«Quando chegou o dia de Pentecostes, os Apóstolos estavam reunidos no mesmo lugar. […] Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem».

[Meditação]
«Evangelizadores com espírito quer dizer evangelizadores que se abrem sem medo à ação do Espírito Santo. No Pentecostes, o Espírito faz os Apóstolos saírem de si mesmos e transforma-os em anunciadores das maravilhas de Deus, que cada um começa a entender na própria língua» (EG 259).

  • QUARTO MISTÉRIO
A assunção de Maria [Apocalipse 12, 1-2]
«Apareceu no Céu um sinal grandioso: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça. Estava para ser mãe e gritava com as dores e ânsias da maternidade».

[Meditação]
Maria «deixou-Se conduzir pelo Espírito, através dum itinerário de fé, rumo a uma destinação feita de serviço e fecundidade. Hoje fixamos n’Ela o olhar, para que nos ajude a anunciar a todos a mensagem de salvação e para que os novos discípulos se tornem operosos evangelizadores» (EG 287).

  • QUINTO MISTÉRIO
Coroação de Maria, como rainha do Céu e da Terra [Lucas 1, 46-48]
«Maria disse então: ‘A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações’».

[Meditação]
«A verdade anda de mãos dadas com a beleza e o bem. Não se trata de verdades abstratas ou de silogismos frios. [...] A memória do povo fiel, como a de Maria, deve ficar transbordante das maravilhas de Deus. O seu coração, esperançado na prática alegre e possível do amor que lhe foi anunciado, sente que toda a palavra na Escritura, antes de ser exigência, é dom» (EG 142).

© Laboratório da fé, 2015 (elaborado a partir da proposta da diocese do Porto)

Maio 2015 — Mês de Maria: a mãe da evangelização! | 13 — pdf

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Maria, a mãe da evangelização!
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.5.15 | Sem comentários

MARIA, A MÃE DA EVANGELIZAÇÃO!


Mistérios da dor

— «Jesus quer que toquemos a miséria humana, 
que toquemos a carne sofredora dos outros!» (EG 270) —

  • PRIMEIRO MISTÉRIO
A agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras [Marcos 14, 32-37]
«Jesus disse aos seus discípulos: ‘Ficai aqui, enquanto Eu vou orar’. [...] Adiantando-se um pouco, caiu por terra e orou para que, se fosse possível, se afastasse d’Ele aquela hora. Jesus dizia: ‘Abbá, Pai, tudo Te é possível: afasta de Mim este cálice. Contudo, não se faça o que Eu quero, mas o que Tu queres’».

[Meditação]
«Ser Igreja significa ser povo de Deus, de acordo com o grande projeto de amor do Pai. Isto implica ser o fermento de Deus no meio da humanidade; quer dizer anunciar e levar a salvação de Deus a este nosso mundo, que muitas vezes se sente perdido, necessitado de ter respostas que encorajem, deem esperança e novo vigor para o caminho» (EG 114).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
A flagelação de Jesus [Marcos 15, 15]
«Pilatos [...] depois de mandar flagelar Jesus, entregou-O para ser crucificado».

[Meditação]
O «imperativo de ouvir o clamor dos pobres faz-se carne em nós, quando no mais íntimo de nós mesmos nos comovemos à vista do sofrimento alheio. Voltemos a ler alguns ensinamentos da Palavra de Deus sobre a misericórdia, para que ressoem vigorosamente na vida da Igreja» (EG 193).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
A coroação de espinhos [Marcos 15, 16-18]
«Os soldados revestiram Jesus com um manto de púrpura e puseram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos, que haviam tecido. Depois começaram a saudá-l’O: ‘Salve, rei dos judeus’».

[Meditação]
«Um desafio importante é mostrar que a solução nunca consistirá em escapar de uma relação pessoal e comprometida com Deus, que ao mesmo tempo nos comprometa com os outros. Isto é o que se verifica hoje quando os crentes procuram esconder-se e livrar-se dos outros, e quando subtilmente escapam de um lugar para outro ou de uma tarefa para outra, sem criar vínculos profundos e estáveis» (EG 91).

  • QUARTO MISTÉRIO
Jesus a caminho do Calvário [Lucas 23, 27.28]
«Seguiam Jesus uma grande multidão de povo e umas mulheres que batiam no peito e se lamentavam por Ele. Jesus voltou-se para elas e disse-lhes: ‘Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos’».

[Meditação]
«O discípulo sabe oferecer a vida inteira e jogá-la até ao martírio como testemunho de Jesus Cristo, mas o seu sonho não é estar cheio de inimigos, mas antes que a Palavra seja acolhida e manifeste a sua força libertadora e renovadora» (EG 24).

  • QUINTO MISTÉRIO
Crucifixão e morte de Jesus [João 19, 26-27]
«Ao ver sua Mãe e o discípulo predileto, Jesus disse a sua Mãe: ‘Mulher, eis o teu filho’. Depois disse ao discípulo: ‘Eis a tua Mãe’. E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa».

[Meditação] 
«Na cruz, quando Cristo suportava em sua carne o dramático encontro entre o pecado do mundo e a misericórdia divina, pôde ver a seus pés a presença consoladora da Mãe [...]. Ao pé da cruz, na hora suprema da nova criação, Cristo conduz-nos a Maria; conduz-nos a Ela, porque não quer que caminhemos sem uma mãe; e, nesta imagem materna, o povo lê todos os mistérios do Evangelho» (EG 285).

© Laboratório da fé, 2015

Maio 2015 — Mês de Maria: a mãe da evangelização! | 12 — pdf

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Maria, a mãe da evangelização!
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 12.5.15 | Sem comentários

MARIA, A MÃE DA EVANGELIZAÇÃO!


Mistérios da alegria

— Com Jesus Cristo renasce sem cessar a alegria!» (EG 1) —

  • PRIMEIRO MISTÉRIO
A Anunciação a Maria [Lucas 1, 38]
«Maria disse então: ‘Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua Palavra’».

[Meditação]
«Uma pessoa só dedica um tempo gratuito e sem pressa às coisas ou às pessoas que ama; e aqui trata-se de amar a Deus, que quis falar. A partir deste amor, uma pessoa pode deter-se todo o tempo que for necessário, com a atitude dum discípulo: ‘Fala, Senhor; o teu servo escuta’ (1 Samuel 3, 9)» (EG 146).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
A visita de Maria a sua prima Isabel [Lucas 1, 39-40]
«Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio».

[Meditação]
«A tentação apresenta-se, frequentemente, sob forma de desculpas e queixas, como se tivesse de haver inúmeras condições para ser possível a alegria. Habitualmente isto acontece, porque ‘a sociedade técnica teve a possibilidade de multiplicar as ocasiões de prazer; no entanto ela encontra dificuldades grandes no engendrar também a alegria’» (EG 7).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
O nascimento de Jesus [Lucas 2, 10-11]
«Disse-lhes o anjo: ‘Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor’».

[Meditação]
«A pior discriminação que sofrem os pobres é a falta de cuidado espiritual. A imensa maioria dos pobres possui uma especial abertura à fé; tem necessidade de Deus e não podemos deixar de lhe oferecer a sua amizade, a sua bênção, a sua Palavra, a celebração dos Sacramentos e a proposta dum caminho de crescimento e amadurecimento na fé. A opção preferencial pelos pobres deve traduzir-se, principalmente, numa solicitude religiosa privilegiada e prioritária» (EG 200).

  • QUARTO MISTÉRIO
A apresentação do Menino Jesus no Templo [Lucas 2, 27-32]
«Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino, para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando: ‘Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo’».

[Meditação]
«A primeira motivação para evangelizar é o amor que recebemos de Jesus, aquela experiência de sermos salvos por Ele que nos impele a amá-Lo cada vez mais. [...] Se não sentimos o desejo intenso de comunicar Jesus, precisamos de nos deter em oração para Lhe pedir que volte a cativar-nos» (EG 264).

  • QUINTO MISTÉRIO
Jesus entre os doutores da Lei [Lucas 2, 46-47]
«Passados três dias, encontraram Jesus no templo, sentado no meio dos doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Todos aqueles que O ouviam estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas».

[Meditação]
«A Igreja deseja viver uma profunda renovação missionaria [...]. Ser discípulo significa ter a disposição permanente de levar aos outros o amor de Jesus; e isto sucede espontaneamente em qualquer lugar: na rua, na praça, no trabalho, num caminho» (EG 127).

© Laboratório da fé, 2015

Maio 2015 — Mês de Maria: a mãe da evangelização! | 11 — pdf

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Maria, a mãe da evangelização!
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 11.5.15 | Sem comentários

MARIA, A MÃE DA EVANGELIZAÇÃO!


Mistérios da glória

— «Não fujamos da ressurreição de Jesus; nunca nos demos por mortos!» (EG 3) —

  • PRIMEIRO MISTÉRIO
A ressurreição de Jesus [Marcos 16, 5-7]
«Entrando no sepulcro, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé viram um jovem sentado do lado direito, vestido com uma túnica branca, e ficaram assustadas. Mas ele disse-lhes: ‘Não vos assusteis. Procurais a Jesus de Nazaré, o Crucificado? Ressuscitou: não está aqui. Vede o lugar onde O tinham depositado. Agora ide dizer aos seus discípulos e a Pedro que Ele vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis, como vos disse’».

[Meditação]
«É verdade que muitas vezes parece que Deus não existe: vemos injustiças, maldades, indiferenças e crueldades que não cedem. Mas também é certo que, no meio da obscuridade, sempre começa a desabrochar algo de novo que, mais cedo ou mais tarde, produz fruto. Num campo arrasado, volta a aparecer a vida, tenaz e invencível. [...] Esta é a força da ressurreição, e cada evangelizador é um instrumento deste dinamismo» (EG 276).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
A ascensão de Jesus [Marcos 16, 15-16.19-20]
«Naquele tempo, Jesus apareceu aos Onze e disse-lhes: ‘Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura’. […] E assim o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus. Eles partiram a pregar por toda a parte, e o Senhor cooperava com eles».

[Meditação]
«Cada cristão e cada comunidade há de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho» (EG 20).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
O dom do Espírito Santo no Pentecostes [Atos 2, 1-4]
«Quando chegou o dia de Pentecostes, os Apóstolos estavam reunidos no mesmo lugar. […] Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem».

[Meditação]
«Se alguma coisa nos deve santamente inquietar e preocupar a nossa consciência é que haja tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida» (EG 49).

  • QUARTO MISTÉRIO
A assunção de Maria [Apocalipse 12, 1-2]
«Apareceu no Céu um sinal grandioso: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça. Estava para ser mãe e gritava com as dores e ânsias da maternidade».

[Meditação]
«À Mãe do Evangelho vivente, pedimos a sua intercessão a fim de que este convite para uma nova etapa da evangelização seja acolhido por toda a comunidade eclesial. Ela é a mulher de fé, que vive e caminha na fé, e ‘a sua excecional peregrinação da fé representa um ponto de referência constante para a Igreja’» (EG 287).

  • QUINTO MISTÉRIO
Coroação de Maria, como rainha do Céu e da Terra [Lucas 1, 46-48]
«Maria disse então: ‘A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações’».

[Meditação]
Pedimos a Maria «que nos ajude, com a sua oração materna, para que a Igreja se torne uma casa para muitos, uma mãe para todos os povos, e torne possível o nascimento dum mundo novo. É o Ressuscitado que nos diz, com uma força que nos enche de imensa confiança e firmíssima esperança: ‘Eu renovo todas as coisas’» (EG 288).

© Laboratório da fé, 2015 (elaborado a partir da proposta da diocese do Porto)

Maio 2015 — Mês de Maria: a mãe da evangelização! | 10 — pdf

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Maria, a mãe da evangelização!
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 10.5.15 | Sem comentários

Reflexão mensal sobre as obras de misericórdia [8]


«A expressão ‘dar pousada aos peregrinos’ refere-se à prática de acolher quem está a fazer uma peregrinação. Não é por acaso que as obras de misericórdia, tais como dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede [...], foram muitas vezes representadas nas igrejas situadas ao longo dos itinerários das grandes peregrinações, para estimular a caridade ativa para com os peregrinos» (Luciano Manicardi).

A prática da hospitalidade

Na obra de misericórdia «dar pousada aos peregrinos» está subjacente a palavra evangélica sobre o acolhimento do forasteiro e, portanto, sobre a prática da hospitalidade. Hoje é necessário que se difunda uma cultura da hospitalidade. Ora, «a civilização deu um passo decisivo, talvez o [único] passo decisivo, no dia em que o estrangeiro, de inimigo se transformou em hóspede». Porquê dar hospitalidade? Porque somos humanos, para nos tornarmos mais humanos, para respeitar e honrar a humanidade do outro. Cada ser humano, mal vem ao mundo, torna-se ele próprio hóspede do humano que há nele: nós damos hospitalidade porque, por nossa vez, sabemos que também somos hóspedes. O pobre, o sem-abrigo, o vagabundo, o estrangeiro, o mendigo, aquele cuja humanidade é humilhada pelo peso das faltas e das privações, das rejeições e do abandono, do desinteresse e da estranheza, começa a ser acolhido quando eu começo a sentir como minha a sua humilhação, a sua vergonha, quando começo a sentir que a mortificação da sua humanidade é a minha própria mortificação. E nós, cristãos, temos o maior exemplo dado pelo próprio Jesus Cristo. A sua vida, segundo os evangelhos, caracteriza-se por um estilo de encontro com o outro que pode ser definido como «santidade hospitaleira». A santidade, a alteridade de Jesus Cristo, o homem que revelou Deus, é vivida por ele não como separação, mas como hospitalidade, capacidade de encontro e de acolhimento que se torna revelação do acolhimento e da comunhão radical de Deus com os seres humanos. E cada encontro mostra um homem capaz de se adaptar às capacidades de relação e de escuta do outro, de acolhê-lo tal como ele é, sem preconceitos; antes, desenvolvendo sempre uma prática de abandono dos preconceitos e dos estereótipos.

Hospitalidade como escuta

Acolher o viandante significa, no mínimo, abrir a própria casa ao outro, mas, mais profundamente, fazer de si próprio a casa, a morada em que o outro é acolhido: acolher é dar tempo e escutar o outro, e, escutando-o, escavamos em nós um espaço interior para ele. A hospitalidade, declinada como escuta do outro, da sua história, incide sobre o nosso ser profundo, faz de nós pessoas capazes de acolhimento, e faz com que a própria hospitalidade seja um acontecimento que molda a nossa interioridade. Escutar o estrangeiro significa acolher o seu apelo e assumir a responsabilidade de uma resposta; significa também aceitar retirar as lentes deformadoras dos preconceitos, das verdades pré-fabricadas, dos slogans, dos lugares comuns, para nos aproximarmos dele, escutando-o, falando-lhe e vendo modificar-se o próprio preconceito. Pôr de parte os preconceitos significa empenhar-se no conhecimento do outro. Com efeito, há que evitar dois riscos contrapostos: a apropriação do outro, faltando-lhe ao respeito, e a desapropriação de si e da própria cultura para se vergar frente a outro mistificado e enfatizado. Então, poder-se-á aceder ao encontro com o outro como aparição. Além disso, para acolher o outro é preciso ter humildade e curiosidade. A humildade de quem considera que o outro pode trazer sempre alguma coisa à minha humanidade e à minha prática de vida, e a curiosidade de quem se abre com simpatia aos costumes culturais do outro. Assim, talvez, também se possa chegar à empatia, a sentir o outro, integrando o plano emocional, somático e mental numa única atitude de acolhimento. Por fim, hospedar o outro implica o diálogo com ele. A conversa dá lugar à conversão: o outro deixa de ser ofuscado pelas nuvens dos preconceitos, e eu posso vê-lo em verdade e acolhê-lo com sinceridade.

Perdoar

Jesus Cristo ressuscitado, que se manifesta aos discípulos mostrando as feridas da crucifixão e dando aos discípulos o Espírito Santo que lhes permitirá perdoar os pecados (cf. João 20, 19-23), revela que perdoar significa fazer do mal recebido uma ocasião de dom. No perdão não se trata de atenuar a responsabilidade de quem cometeu o mal: o perdão perdoa, precisamente, aquilo que não é desculpável, aquilo que é injustificável — o mal cometido e que permanece como tal, assim como permanecem as cicatrizes do mal infligido. O perdão não elimina a irreversibilidade do mal sofrido, mas assume-o como passado e, fazendo prevalecer uma relação de graça sobre uma relação de represália, cria as premissas de uma renovação da relação entre ofensor e ofendido. O perdão, portanto, opõe-se ao esquecimento (só se pode perdoar aquilo que não foi esquecido) e supõe um trabalho da memória. A recordação do mal sofrido abre caminho ao perdão, na medida em que elabora o sentido do mal sofrido: com efeito, nós, humanos, não somos responsáveis pela existência do mal ou pelo facto de o termos sofrido injustamente (e até na infância ou em situações de total incapacidade de nos defendermos, talvez de pessoas das quais deveríamos esperar apenas bem e amor), mas somos responsáveis por aquilo que fazemos do mal por nós sofrido. O trabalho de recordação que desemboca no perdão pode, assim, libertar o ofendido da coação a repetir, que o levaria a efetuar o mesmo em seu redor e a infligir a outros o mal que ele próprio, a seu tempo, sofreu. Por detrás do ato através do qual a pessoa perdoa já está uma cura da memória: não permanecemos vítimas da recordação endurecida e obstinada, transformada em fixação; não ficamos dominados pelo ressentimento. Ao mesmo tempo, o perdão implica um «deixar andar», um romper não com a recordação, mas com o contrato de dívida de quem cometeu o mal. O ato do perdão mostra-se assim capaz de curar não só o ofensor, mas também o ofendido.


O perdão é a única reação 
que não se limita a reagir, 
mas que atua de novo 
e de forma inesperada, 
não condicionado 
por um ato que o provocou 
e que, portanto, 
liberta das suas consequências 
tanto aquele que perdoa 
como aquele que é perdoado. 

Hannah Arendt

Perdoar é um ato omnipotente e débil

A história da revelação bíblica também é a história da revelação do Deus «capaz de perdão» que, na prática de humanidade de Jesus Cristo, no seu viver e no seu morrer, revelou a extensão e a profundidade do seu amor pelos seres humanos, um amor que até da ofensa recebida faz uma ocasião não de juízo ou de condenação, mas de amor. Em Cristo, morto por nós quando éramos pecadores, o perdão já foi dado a cada ser humano e, portanto, também a possibilidade de vivê-lo. Ser perdoados significa descobrir que se é amado no próprio ódio. O filho pródigo dará o nome de perdão ao amor fiel e inquebrantável do pai, que sempre o esperou e que sempre esteve próximo dele, mesmo quando se afastara de casa e o condenara simbolicamente à morte, pedindo-lhe antecipadamente a herança (cf. Lucas 15, 11-32). Isso significa que o perdão precede e fundamenta o arrependimento e que este último só poderá surgir da tomada de consciência de tal amor unilateral, gratuito e incondicional, anterior a todo o nosso «mérito». A partir do perdão, a comunidade cristã é chamada a ser o lugar do perdão: «Perdoai-vos mutuamente, como também Deus vos perdoou em Cristo» (Efésios 4, 32). E a oração quotidiana do cristão, fazendo eco das palavras de Ben Sira (28, 2: «Perdoa ao teu próximo o mal que te fez, e os teus pecados, se o pedires na tua oração, serão perdoados»), estabelece uma relação entre o pedido do perdão divino e a prática do perdão ao irmão (cf. Mateus 6, 12; Lucas 11, 4). No perdão, o mal não tem a última palavra: a morte não vence a vida, e a reconciliação pode substituir o fim da relação. O perdão faz-nos entrar na dinâmica pascal. É fundamental para o cristão descobrir que foi perdoado por Deus em Jesus Cristo, e isso fará com que o ato do perdão dado não seja tanto (ou apenas) um ato de vontade, mas a abertura ao dom da graça do Senhor. O perdão, portanto, depois de concedido, pode reabrir a relação, dando lugar à reconciliação. Pode... não quer dizer que isso aconteça: o perdão pode ser sempre recusado. Mas, depois de concedido (com aquela força ativa que tem a expressão «perdoo-te»), não sabemos como atuará no coração e na mente do ofensor, que agora já está perdoado. Aqui apreendemos um aspeto do perdão que o assemelha à paradoxal potência da cruz. O perdão é omnipotente, no sentido de que tudo pode ser perdoado (digo «pode» e não «deve»: a grandeza do perdão consiste na liberdade com que é concedido), ao mesmo tempo é infinitamente débil, porquanto nada garante que o ofensor deixará de fazer o mal. Neste sentido, o perdão cristão só pode ser verdadeiramente entendido à luz do escândalo e do paradoxo da cruz, onde o poder de Deus se manifesta na debilidade do Filho. Jesus Cristo crucificado é Aquele que da cruz oferece o perdão a quem não o pede, vivendo a unilateralidade de um amor assimétrico, que é o único modo de abrir a todos o caminho da salvação.

© Laboratório da fé, 2015
Este texto foi elaborado a partir da obra de Luciano Manicardi intitulada «A caridade dá que fazer: Redescobrindo a atualidade das ‘obras de misericórdia’» (páginas 111 a 120 e 187 a 194) publicada em português pelas edições Paulinas





Laboratório da fé, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 9.5.15 | Sem comentários
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