Rezar na Quaresma - Ano B, 2015, Edições Salesianas

Quaresma é um tempo
para ver melhor quem Deus é.
Com facilidade,
olhamos para Deus de forma míope.
Muito em função dos nossos interesses
ou dos nossos medos.
Este é um bom tempo
para abrir os olhos à verdade de Deus.
Ele é um Deus que ama todos os seus filhos e filhas.
Que a todos quer ver felizes,
libertos de tudo o que mata a vida.

Senhor, criador de todos 
e fonte de todo o amor,
dá-me a tua ternura
para que eu possa acolher emigrantes e desempregados;
dá-me a tua paciência
para eu orientar os perdidos;
dá-me a tua luz
para eu ver os abandonados;
dá-me a tua sabedoria
par eu reconhecer que até eu,
com todos os meus egoísmos, 
sou amado por Ti.

«Rezar na Quaresma - Ano B»
© 2015 Rui Alberto
© 2015 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano B» das Edições Salesianas
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização.

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 28.2.15 | Sem comentários

VIVER O DOMINGO SEGUNDO DA QUARESMA


A cena da Transfiguração de Jesus é uma antecipação da sua ressurreição. A Quaresma não termina com a morte violenta de Jesus, injustiçado numa cruz como um malfeitor. A sua vida e sua pregação tornam compreensível o seu final trágico. Os poderosos deste mundo não estão dispostos a aceitar a sua mensagem da boa notícia do Reino de Deus, onde cada mulher e cada homem são valorizados pelo que são e não pelo que têm ou pelo que parecem, onde todos participam da mesma dignidade. Mas o mal, a violência, o poder não têm a última palavra. A Transfiguração preanuncia esta realidade; Deus Pai põe-se do lado de Jesus: «Este é o meu Filho muito amado: escutai-O».
Mais ainda, toda a Escritura — representada por Moisés e Elias: a Torá (a Lei) e os Profetas — confirmam a «razão» de Jesus. A causa de Jesus responde ao plano amoroso de Deus. A Páscoa, a sua ressurreição será a prova de que não se enganou. Como não se enganam tantos homens e tantas mulheres que também hoje em dia — a exemplo de Jesus, o Mestre — põem toda a sua existência ao serviço dos outros.
Não é fácil aceitar esta realidade. Gostamos — como Pedro, Tiago e João — da vida sem complicações; «como é bom estarmos aqui!» — repetimos como eles, quando as circunstâncias nos são propícias. Mas nem sempre estamos dispostos a arriscarmos a vida por causa de Jesus, pela boa notícia do Reino.

© Javier Velasco-Arias
© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2015
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor


Viver o domingo segundo da Quaresma (Ano B), no Laboratório da fé, 2015



La biblia compartida — www.laboratoriodafe.net


Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 27.2.15 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano B, 2015, Edições Salesianas

A Quaresma fica curta quando a reduzes a um vago sentimento religioso.
Se estás numa verdadeira relação com Deus,
então vais começar a sentir dentro de ti
a urgência de mudar a relação com os outros.
Quando deixas Deus entrar no teu coração,
as tuas mãos perdem o medo
e vão ao encontro dos outros.

Custa-me, Senhor, 
que os outros não sejam como eu desejo.
Que pensem diferente de mim.
Que não estejam disponíveis para o que eu quero.
Ensina-me a abandonar esta forma infantil de pensar.
Ajuda-me a ver os outros como Tu os vês.
E ampara-me no caminho da reconciliação.

«Rezar na Quaresma - Ano B»
© 2015 Rui Alberto
© 2015 Edições Salesianas

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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 27.2.15 | Sem comentários

Viver a fé! [21]


O sexto capítulo do Compêndio da Doutrina Social da Igreja é dedicado à temática do «trabalho humano» (255 a 322). No primeiro ponto destacam-se os «aspetos bíblicos» (números 255 a 266) do trabalho, expostos em três alíneas: a tarefa de submeter a terra; Jesus, homem de trabalho; O dever de trabalhar.

A tarefa de submeter a terra

«O Antigo Testamento apresenta Deus como criador, que plasma o ser humano à sua imagem e o convida a cultivar a terra e a guardar o jardim do Éden [...]. O domínio do ser humano sobre os demais seres viventes não deve todavia ser despótico e destituído de bom senso [...]. Cultivar a terra significa não abandoná-la a si mesma; exercer domínio sobre ela e guardá-la, assim como um rei sábio cuida do seu povo e um pastor da sua grei» (255). Portanto, «o trabalho pertence à condição originária do homem e precede a sua queda; não é, portanto, nem punição nem maldição» (266). «O trabalho deve ser honrado porque fonte de riqueza ou pelo menos de condições de vida decorosas e, em geral, é instrumento eficaz contra a pobreza, mas não se deve ceder à tentação de idolatrá-lo, pois que nele não se pode encontrar o sentido último e definitivo da vida. O trabalho é essencial, mas é Deus – não o trabalho – a fonte da vida e o fim do ser humano» (257). «Ápice do ensinamento bíblico sobre o trabalho é o mandamento do repouso sabático. [...] O repouso consente aos homens recordar e reviver as obras de Deus, da Criação à Redenção, e reconhecerem-se a si próprios como obra do mesmo Deus, dar-Lhe graças pela própria vida e subsistência, a Ele, que é seu autor. A memória e a experiência do sábado constituem um baluarte contra a escravização do ser humano pelo trabalho, voluntário ou imposto, contra toda a forma de exploração» (258).

Jesus, homem de trabalho

«Na sua pregação, Jesus ensina a apreciar o trabalho. [...] Jesus condena o comportamento do servo indolente, que esconde debaixo da terra o talento (cf. Mateus 25, 14-30) e louva o servo fiel e prudente que o patrão encontra aplicado a cumprir a tarefa que lhe fora confiada (cf. Mateus 24, 46). Ele descreve a sua própria missão como um trabalho: ‘Meu Pai trabalha continuamente e Eu também trabalho’ (João 5, 17); e os seus discípulos como operários na messe do Senhor, que é a humanidade a evangelizar (cf. Mateus 9, 37-38)» (259). «Na Sua pregação, Jesus ensina os homens a não se deixarem escravizar pelo trabalho» (260). «Durante o seu ministério terreno, Jesus trabalha incansavelmente, realizando obras potentes para libertar o homem da doença, do sofrimento e da morte» (261). Outros textos do Novo Testamento, nomeadamente as Cartas de Paulo e de João ajudam a entender que «a atividade humana de enriquecimento e transformação do universo pode e deve fazer sobressair as perfeições nele escondidas, que no Verbo encarnado têm o seu princípio e o seu modelo. [...] O trabalho humano transforma-se num serviço prestado à grandeza de Deus» (262). Assim, «o trabalho representa uma dimensão fundamental da existência humana como participação não só na obra da criação, mas também na redenção. [...] O trabalho pode ser considerado como um meio de santificação» (263).

O dever de trabalhar

«A consciência da transitoriedade da ‘figura deste mundo’ não isenta de nenhum empenho histórico, muito menos do trabalho, que é parte integrante da condição humana, mesmo não sendo a única razão de vida. Nenhum cristão [...] deve sentir-se no direito de não trabalhar e de viver à custa dos outros; todos, antes, são exortados [...] a não serem ‘pesados a ninguém’ e a praticar uma solidariedade também material, compartilhando os frutos do trabalho com ‘o necessitado’» (264). «Os Padres da Igreja nunca consideram o trabalho ‘opus servile’ – assim era concebido, pelo contrário, na cultura sua contemporânea –, mas sempre ‘opus humanum’, e tendem a honrar todas as suas expressões. [...] O cristão é chamado a trabalhar não só para conseguir o pão, mas também por solicitude para com o próximo mais pobre [...]. Cada trabalhador, afirma Santo Ambrósio, é a mão de Cristo que continua a criar e a fazer o bem» (265). «Com o seu trabalho e a sua laboriosidade, o ser humano, partícipe da arte e da sabedoria divina, torna mais bela a criação, o cosmos já ordenado pelo Pai; suscita aquelas energias sociais e comunitárias que alimentam o bem comum, a favor sobretudo dos mais necessitados. O trabalho humano, animado pela caridade, converte-se em ocasião de contemplação, transforma-se em devota oração, em ascese vigilante e em trépida esperança do dia sem ocaso» (266).

© Laboratório da fé, 2015 
Os números entre parêntesis dizem respeito ao «Compêndio da Doutrina Social da Igreja» 
na versão portuguesa editada em 2005 pela editora «Princípia» 





Laboratório da fé, 2014


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 26.2.15 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano B, 2015, Edições Salesianas

A Quaresma são 40 dias para aprender algumas, poucas, coisas.
Talvez a mais importante seja que podes confiar em Deus.
Sempre!
O nosso Deus não mora longe,
não anda distraído
nem é um juiz frio.
Nenhuma das tuas dificuldades deixa o nosso Deus indiferente.

Posso contar contigo, Senhor?
Estarás a meu lado quando decido o que fazer 
e o que deixar para trás?
Poderei contar com a tua força
se o caminho se fizer pesado?
Estarás presente a iluminar-me
quando a noite cair?
Se eu bater à tua porta,
vais deixar-me entrar
e convidar-me para sentar à mesa?

«Rezar na Quaresma - Ano B»
© 2015 Rui Alberto
© 2015 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano B» das Edições Salesianas
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 26.2.15 | Sem comentários

CELEBRAR O DOMINGO SEGUNDO DA QUARESMA


Até onde pode ir o amor? É uma questão que, normalmente, não se coloca porque, em geral, o amor (autêntico) não tem limites: «Amar é tudo dar» — disse Santa Teresinha do Menino Jesus. Sim, Deus deu-nos tudo (segunda leitura) e nós damos-lhe graças (salmo). Portanto, não é errado aceitar determinados sacrifícios para demonstrar o amor! Abraão conheceu essa provação (primeira leitura); e não a recusou. Ora, a Quaresma coloca-nos na «escola» de Abraão: a escola da fé, da confiança plena. A Palavra é-nos dada para consolidar a nossa fé e a nossa esperança. Deus fala-nos, escutemo-lo (evangelho)!

«Serão abençoadas todas as nações da terra»
O texto da primeira leitura proposto para o segundo domingo da Quaresma (Ano B) é uma das narrações mais estranhas em toda a Bíblia. Alguns considerá-lo-ão escandaloso: Deus dá uma ordem cruel a Abraão; e este responde com uma «obediência cega». É assim que temos de entender a fé?!
Antes de mais, convém esclarecer que o primeiro objetivo do texto é descrever uma evolução cultural (proposta por Deus): substituir o sacrifício de seres humanos, como acontecia em muitas das culturas daquele tempo e região, pelo sacrifício de animais.
Mas também há um objetivo relacionado com a temática da fé, da confiança em Deus, cujos caminhos, muitas vezes, são insondáveis.
Deus tinha prometido a Abraão que teria um filho — ele e a sua esposa já se encontravam em «idade avançada» — que seria herdeiro da promessa duma «numerosa descendência». A promessa cumpre-se: Isaac.
Ora, nesta narração, o ancião (e fiel) Patriarca é posto à prova: confia e obedece ao Autor do dom ou só aprecia o dom recebido? A questão central é: Abraão acredita em Deus em troca duma herança?
Abraão começa por escutar uma voz (Deus) que o chama pelo nome e lhe pede que entregue o seu filho. Sem mais indicações. E Abraão obedece, sem vacilar. Depois, outra voz — que, na verdade, é a voz de Deus através de um mensageiro (Anjo) — volta a chamá-lo pelo nome. A resposta é, de novo, imediata: «Aqui estou». Por fim, a voz constata: «Agora sei que na verdade temes a Deus».
Sim, Abraão demonstrou que tem mais confiança em Deus, do que desejo do dom. Assim se confirma e renova a promessa: «serão abençoadas todas as nações da terra».

Uma vez mais, temos de interpretar este texto com a chave da «História da Salvação». Deus não quer a destruição, mas a vida, como Noé teve ocasião de testemunhar (domingo passado). Mas os caminhos de Deus continuam insondáveis. A «escuta obediente» da voz de Deus é caminho de salvação, mesmo quando atravessada por paradoxos, momentos de dificuldade estrema.
Abraão recebeu o título de «pai dos crentes»: primeiro, porque esperou contra toda a esperança no cumprimento da promessa; depois, porque não recusou abdicar do próprio dom da promessa.
A fé é uma experiência tremenda que, às vezes, pode ter um custo elevado! E, para melhor o entender, precisamos de ler este texto à luz da plenitude da Sexta-feira da Paixão, quando o Pai entrega o seu Filho.

© Laboratório da fé, 2015

Celebrar o domingo segundo da Quaresma (Ano B), no Laboratório da fé, 2015

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 26.2.15 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano B, 2015, Edições Salesianas

O profeta Jonas é enviado, a contragosto,
à cidade de Nínive
com um convite à mudança.
Nínive era, para o povo judeu, a cidade
que simbolizava todo o mal
e toda a opressão.
Contra todas as expetativas,
o povo da cidade escuta o apelo de Deus
e decide dar um rumo novo à sua vida.

Se a cidade da opressão e da violência
se deixou convencer pelo teu convite,
porque não hei de eu fazer o mesmo?
Mostra-me o teu rosto suave, Senhor.
Faz-me ouvir a tua voz.
E eu deixarei de lado os hábitos antigos,
rancores velhos,
cadeias que me amarram o coração
e que me impedem 
de viver relações saudáveis
com os outros.

«Rezar na Quaresma - Ano B»
© 2015 Rui Alberto
© 2015 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano B» das Edições Salesianas
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização.

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 25.2.15 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano B, 2015, Edições Salesianas

Rezar é um diálogo com Deus.
Onde faz muito mais sentido escutar
o que Ele tem para te dizer,
em vez de estar entretido a dizer-Lhe muitas coisas.
Rezar é muito mais abrir os ouvidos e o coração
do que tentar convencer Deus
sabe-se lá de quê.

Ensina-me a rezar.
Ensina-me que, contigo, 
escutar é mais útil do que dizer muitas palavras.
Ensina-me a dizer «Pai» com ternura e verdade.
E faz-me sentir filho amado.
Ensina-me a acreditar que o teu coração
já está cheio de ternura por mim,
mesmo antes de eu abrir a minha boca.

«Rezar na Quaresma - Ano B»
© 2015 Rui Alberto
© 2015 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano B» das Edições Salesianas
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 24.2.15 | Sem comentários

REZAR O SDOMINGO SEGUNDO DA QUARESMA

1 DE MARÇO DE 2015


Evangelho segundo Marcos 9, 2-10

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu só com eles para um lugar retirado num alto monte e transfigurou-Se diante deles. As suas vestes tornaram-se resplandecentes, de tal brancura que nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia assim branquear. Apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés, outra para Elias». Não sabia o que dizia, pois estavam atemorizados. Veio então uma nuvem que os cobriu com a sua sombra e da nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado: escutai-O». De repente, olhando em redor, não viram mais ninguém, a não ser Jesus, sozinho com eles. Ao descerem do monte, Jesus ordenou-lhes que não contassem a ninguém o que tinham visto, enquanto o Filho do homem não ressuscitasse dos mortos. Eles guardaram a recomendação, mas perguntavam entre si o que seria ressuscitar dos mortos.



Segunda, 23: SUBIR

Jesus toma consigo Pedro, Tiago e João e sobe com eles a um alto monte. Hoje, também é para nós: somos convidados a entrar no evangelho e a subir à montanha. Isto exigirá um pouco de esforço, para acompanharmos os passos de Jesus Cristo, o caminho parecer-nos-á longo, passo após passo, corajosamente chegaremos ao topo... Ao longo do caminho, veremos paisagens desconhecidas, capazes de tirar o fôlego. Senhor Jesus, conduz-nos às fontes da Vida!



Terça, 24: CONTEMPLAR

Quando participamos num circuito pedestre ou caminhamos pela montanha atrás de um guia (aquele ou aquela que tem o mapa e conhece bem o itinerário), vamos tranquilos e confiantes. Toda a nossa energia se pode concentrar naquilo que temos de fazer bem: caminhar e contemplar. Assim, é possível aperceber-se da beleza das paisagens e dos companheiros de viagem, para além das aparências, das nuvens e das tempestades. Senhor Jesus, abre os nossos olhos às maravilhas do teu Amor!



Quarta, 25: FOTO!

Dispõe de tempo para procurar, no computador, uma foto sobre um local teu conhecido: uma foto de férias em família, um bom momento entre amigos, um lugar particular de que gostas, uma foto da terra onde vives, da cidade ou país... Pensa que é aí que, hoje, Jesus se transfigura, que as suas vestes se tornam resplandecentes, duma brancura tal que nenhuma pessoa sobre a terra o pode conseguir parecido. Senhor Jesus, glória a ti, tu és o Messias de Deus!



Quinta, 26: PEDRO

Coloquemo-nos no lugar de Pedro: seguiu Jesus até ao cimo da montanha; viu-o transfigurado a falar com Elias e Moisés; interroga-se e não sabe o que dizer... Entremos em diálogo com ele para lhe falar da perplexidade que também nos habita, da nossa dificuldade em acreditar. Escutemo-lo a propor a Jesus para montar três tendas! Observa um pouco a falta de jeito, a ingenuidade, o despropósito, fixa bem o que vês, antes de julgar. Senhor Jesus, glória a ti, tu que és o Rei vencedor!



Sexta, 27: ESCUTAR

Estamos com os discípulos e Jesus no alto da montanha. «Veio então uma nuvem que os cobriu com a sua sombra e da nuvem fez-se ouvir uma voz: 'Este é o meu Filho muito amado: escutai-O'». Não há nada mais a fazer senão estar aí, deixar-nos impregnar pelo mistério da Palavra que nos penetra como um bálsamo que entra na pele, uma iguaria que ingerimos, uma carícia que toca o rosto, um beijo na boca. Senhor Jesus, glória a ti, tu és o Filho eterno!



Sábado, 28: DESCER

Pedro, Tiago e João, depois de terem vivido o momento excecional da transfiguração olham em volta e apenas veem Jesus. Vêmo-los a descer da montanha e voltar à vida quotidiana. Compreende-se que, para eles, tenha sido difícil partilhar tal experiência: o que dizer? Entretanto, Jesus ordena-lhes que não contem a ninguém o que tinham visto até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos. Senhor Jesus, glória a ti, tu és sacerdote para sempre!



Domingo, 1: ACREDITAR

Os discípulos perguntam entre si o que é «ressuscitar dos mortos»! Como eles, percebemos que ressuscitar não deve consistir em re-viver, como se nada tivesse acontecido, ou não morrer. Seguir Jesus Cristo vai conduzi-los até ao túmulo vazio, após a morte; e nós sabemos que é a ausência que lhes permite fazer a experiência do ressuscitado, no caminho de Emaús. O exato momento da ressurreição transcende a história, será sempre um mistério. Portanto, a ressurreição de Jesus é uma realidade, que faz de nós testemunhas e nos faz entrar, pouco a pouco, na experiência da fé. Senhor Jesus, glória a ti, tu és o ressuscitado!



© www.versdimanche.com
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2015

Rezar o domingo segundo da Quaresma (Ano B), no Laboratório da fé, 2015

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.2.15 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano B, 2015, Edições Salesianas

Santidade não é um superpoder de uma elite espiritual.
Santidade é o estilo de Deus.
Que pode ser também o nosso estilo de vida.
Quando agimos no respeito do próximo,
na atenção aos mais frágeis da nossa sociedade,
quando o amor tem mais força que a agressão.

Deus Santo,
ajuda-me a caminhar para Ti.
Converte o meu coração ao teu Evangelho.
Ampara-me no meu empenho 
de procurar uma medida alta 
na minha vida cristã.
Abre os meus sentidos
às necessidades dos irmãos.
Torna generosas as minhas mãos
e os meus gestos.

«Rezar na Quaresma - Ano B»
© 2015 Rui Alberto
© 2015 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano B» das Edições Salesianas
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.2.15 | Sem comentários

VIVER O DOMINGO PRIMEIRO DA QUARESMA

22 DE FEVEREIRO DE 2015


Evangelho segundo Marcos 1, 12-15

Naquele tempo, o Espírito Santo impeliu Jesus para o deserto. Jesus esteve no deserto quarenta dias e era tentado por Satanás. Vivia com os animais selvagens e os Anjos serviam-n’O. Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a pregar o Evangelho, dizendo: «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».



STOP! Para e procura no deserto


Quarenta dias a caminhar. A caminhar para fora, mas sobretudo a caminhar para dentro. Mas, embora possa parecer estranho, temos de começar por sermos nós a parar. Pararmos para contemplar o deserto, para fazer silêncio na vida e ela se encha de sentido. Pararmos para encontrar a bondade de Deus nos seus anjos, em todas as pessoas que são boas como o pão e que nos alimentam. Pararmos para recusar o mal que se esconde em nós e nos outros.
STOP! Paremos para avançar neste caminho até à Páscoa. E, na inclemência do deserto, escutemos o sussurro de Deus.
Cuidado, não o avances, porque virá a «multa» do stress, do sem sentido, das pressas.

© Kamiano
© desenho de Patxi Velasco Fano — texto de Fernando Cordero
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2015
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Viver o domingo primeiro da Quaresma, no Laboratório da fé, 2015



Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 22.2.15 | Sem comentários
Rezar na Quaresma - Ano B, 2015, Edições Salesianas

Quaresma são quarenta dias para fazer como Jesus.
Ir para o deserto.
Calar os barulhos.
Parar. Pensar.
Decidir que tipo de pessoa queres ser.
Decidir que lugar dás a Deus na tua vida.
Dizer claramente «não» às tentações
da manipulação sobre os outros.

Jesus, aqui estou para aprender contigo.
Obrigado por me convidares ao deserto.
Aqui, contigo, vou entrar
na profundidade de mim mesmo.
Vou ver mais claramente o coração de Deus.
Obrigado por estes momentos
para parar e recomeçar
.

«Rezar na Quaresma - Ano B»
© 2015 Rui Alberto
© 2015 Edições Salesianas

Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano B» das Edições Salesianas;
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização.

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 22.2.15 | Sem comentários
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