Palavra para hoje: domingo décimo quinto


Deus fala e compromete-se com aquilo que diz. Para o exemplificar, Isaías recorre a uma imagem sugestiva: a da chuva e da neve que irrigam a terra. «A palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão». Em segundo plano, revela-se o amor que tem o poder de recriar e de dar a vida, tornar semelhante a Deus. Depois, Jesus Cristo usa palavras familiares para nos dar a conhecer os desígnios de Deus: «Escutai, então, o que significa a parábola do semeador». «Escutai». A nossa responsabilidade compromete-se com esta escuta; uma responsabilidade que não é esmagada, mas que pode fazer brilhar em nós a admiração pela graça dada a cada um.

Pergunta da semana: 

A Palavra de Deus, em mim, produz o seu efeito, realiza a sua missão?

Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.7.14 | Sem comentários

NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


«Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

Domingo, DIA DA IGREJA

Texto de reflexão para o domingo décimo quinto

    21. Desde os tempos apostólicos, «o primeiro dia depois do sábado», primeiro da semana, começou a caracterizar o próprio ritmo da vida dos discípulos de Cristo (cf. 1Coríntios 16, 2). [...] Será uma das características que distinguirão os cristãos do mundo circunstante.
    22. Nos primeiros tempos, o ritmo semanal dos dias não era geralmente conhecido nas regiões onde o Evangelho se difundia, e os dias festivos dos calendários grego e romano não coincidiam com o domingo cristão. Isto comportava para os cristãos uma notável dificuldade para observar o dia do Senhor, com o seu caráter fixo semanal. Assim se explica porque os fiéis eram obrigados a reunirem-se antes do nascer do sol. Todavia, a fidelidade ao ritmo semanal mantinha-se porque estava fundada no Novo Testamento e ligada à revelação do Antigo Testamento. Os Apologistas e os Padres da Igreja sublinham-no de bom grado nos seus escritos e na sua pregação. O mistério pascal era ilustrado através daqueles textos da Escritura que, conforme o testemunho de S. Lucas (cf. 24, 27.44-47), o próprio Cristo ressuscitado devia ter explicado aos discípulos. Baseada nesses textos, a celebração do dia da ressurreição adquiria um valor doutrinal e simbólico, capaz de exprimir toda a novidade do mistério cristão.



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    Laboratório da fé celebrada, 2014
    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 11.7.14 | Sem comentários

    PREPARAR O DOMINGO DÉCIMO QUINTO


    O evangelho do décimo quinto domingo (Ano A) fala-nos, através de uma parábola contada por Jesus, do acolhimento da Palavra de Deus, de como essa palavra frutifica de acordo com a atitude de cada um e a receção dela no mais íntimo de cada pessoa.
    As atitudes perante o anúncio da mensagem de Jesus são diversas e não muito diferentes das atuais. Os que escutam a Palavra e não entendem nem querem entender têm outras preocupações, têm o coração noutras coisas: «é interessante a mensagem de Jesus, mas eu, agora, não tenho tempo para me dedicar a essas coisas, não quero complicar a vida». Também há o que a recebe com alegria, mas «não tem raízes», não tem consistência nas suas decisões, falta-lhe critério, desiste diante de qualquer dificuldade, falta-lhe amor. Juntamente com estes dois, uma terceira postura negativa: a daquele que antes do amor a Deus e aos outros põe a sua situação ou os anseios de riquezas, de poder; atitude que asfixia, afoga a boa notícia de Jesus.
    Mas outro mundo é possível; a «boa terra» existe. A Palavra de Deus pode frutificar e frutifica, em alguns casos inclusive em cem por um, embora humanamente possa parecer impossível.
    Temos de «absorver» a Palavra de Deus, para que dê fruto, para que mude a nossa vida e a situação à nossa volta, segundo o plano amoroso de Deus.

    © Javier Velasco-Arias

    © La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
    © tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
    A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor


    Preparar o domingo décimo quinto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



    La biblia compartida — www.laboratoriodafe.net


    Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
    Outros artigos publicados no Laboratório da fé


    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 10.7.14 | Sem comentários

    Mistério da fé! [39]


    O Sacramento do Matrimónio associa a si aspetos que devem ser tidos em conta, na preparação, na celebração e até depois da celebração. Quem, como, quando e onde — são questões que sintetizam alguns desses pontos. [Para ajudar a compreender melhor, ler: Efésios 5, 21-33; Catecismo da Igreja Católica (CIC), números 1621 a 1637]

    «Como Cristo amou a Igreja»

    — escreve Paulo, na Carta aos Efésios, para apresentar o amor entre os esposos. «Isto significa que o Matrimónio corresponde a uma vocação específica e deve ser considerado uma consagração: o homem e a mulher são consagrados no seu amor. Os esposos são revestidos de uma autêntica missão, para que possam tornar visível, a partir das realidades simples e ordinárias, o amor com que Cristo ama a sua Igreja, continuando a dar a vida por ela na fidelidade e no serviço» (Francisco, Audiência Geral de 2 de abril de 2014).

    Quem pode celebrar o matrimónio?

    De acordo com as normas universais da Igreja Católica (cf. Código de Direito Canónico, 1083 § 1), o matrimónio pode ser celebrado entre um homem (com mais de 16 anos) e uma mulher (com mais de 14 anos). Em Portugal, o sacramento do matrimónio tem implicações civis, pelo que a idade mínima, para ambos os sexos, é de 16 anos, tendo em conta que os menores (entre os 16 e os 18 anos) têm obrigatoriamente de apresentar uma autorização dos pais ou  encarregados de educação (tutores). Em todos os casos, pelo menos um dos noivos precisa de ter sido batizado e, recomenda-se (cf. Ritual da Celebração do Matrimónio. Preliminares, 18), tenha completado a Iniciação Cristã (Batismo, Confirmação, Eucaristia). Isto significa que se pode celebrar o matrimónio entre um/a católico/a e uma pessoa que não seja católica. «A diferença de confissão religiosa entre os cônjuges não constitui um obstáculo insuperável para o Matrimónio» (CIC 1634): entre um/a católico/a e um/a batizado/a não católico/a designa-se como «matrimónio misto»; entre um/a católico/a e um/a não-baptizado/a designa-se como «matrimónio com disparidade de culto». Além do que foi referido, é necessário ter em conta outras situações de exceção que permitem ou impedem de celebrar o sacramento do matrimónio. Por isso, para conhecer e/ou aprofundar todas normas relativos ao sacramento do matrimónio recomenda-se a consulta do Código de Direito Canónico [versão em língua portuguesa disponível na internet: http://bit.ly/18Dxmwl] e do Código Civil Português.

    Quem são os ministros do matrimónio?

    Este é o único sacramento em que os ministros são, um para o outro, o homem e a mulher: «segundo a tradição latina, são os esposos quem, como ministros da graça de Cristo, mutuamente se conferem o sacramento do Matrimónio, ao exprimirem, perante a Igreja, o seu consentimento» (CIC 1623).

    Como se celebra o matrimónio?

    A celebração do matrimónio deve, em regra, acontecer com a participação da comunidade. No mínimo, além do representante da Igreja, requer-se a presença de duas testemunhas. Em primeiro lugar, os noivos são interrogados sobre a sua disposição pessoal em assumir as responsabilidades do sacramento do matrimónio: presentes de livre vontade e de todo o coração; decididos a viver e a respeitar o amor mútuo ao longo de toda a vida; receber e educar os filhos como dom de Deus. Depois, prometem fidelidade mútua ‘na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias’ da sua vida. O representante da Igreja confirma o consentimento e abençoa as alianças que, em seguida, os noivos entregam um ao outro como sinal de amor e de fidelidade. Por fim, é-lhes concedida a bênção nupcial.

    Quando se pode celebrar o matrimónio?

    Quando se reúnem as condições exigidas pelo direito canónico e pelo direito civil e depois de obtidas as respetivas licenças (eclesiástica e civil). Recomenda-se que haja um tempo de preparação dos noivos, com os quais se pode decidir sobre as propostas previstas no Ritual. Na escolha da data, «evite-se absolutamente a celebração do Matrimónio na Sexta-feira da Paixão do Senhor e no Sábado Santo» (Preliminares, 32).

    Onde se pode celebrar o matrimónio?

    É conveniente que a celebração aconteça na paróquia de um dos nubentes (cf. Preliminares, 22). Não se trata de uma indicação exclusiva: a celebração pode ocorrer noutro lugar de culto público (capela, igreja, santuário, basílica) desde que se obtenha a licença do respetivo bispo diocesano.

    «A partir do momento em que se celebra, o sacramento do matrimónio é um dom a descobrir e a atualizar dia a dia» (Carlo Maria Martini, «O corpo», Paulinas, Prior Velho, 2003, 66).






    Reflexões semanais sobre a «fé celebrada» (liturgia e Sacramentos) — Laboratório da fé, 2014
    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 10.7.14 | Sem comentários

    PREPARAR O DOMINGO DÉCIMO QUINTO

    13 DE JULHO DE 2014


    Isaías 55, 10-11

    Eis o que diz o Senhor: «Assim como a chuva e a neve que descem do céu não voltam para lá sem terem regado a terra, sem a terem fecundado e feito produzir, para que dê a semente ao semeador e o pão para comer, assim a palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão».



    A chuva faz germinar a terra


    O texto da primeira leitura do décimo quinto domingo (Ano A), um fragmento da terceira parte do livro de Isaías, contém um oráculo brevíssimo, mas precioso, sobre o poder da Palavra de Deus. O profeta fala aos exilados na Babilónia. Faz cinquenta anos que Jerusalém foi destruída e que os exilados se estabeleceram na cidade estrangeira, alguns até com uma certa comodidade. Então, a voz do profeta anuncia uma realidade nova, que encontramos em poucos versos antes deste fragmento. Diz assim: «Prestai-me atenção e vinde a mim. Escutai-me e vivereis. Farei convosco uma aliança eterna, e a promessa a David será mantida» (Isaías 55, 3).
    Deus tem sempre previstas coisas novas para o povo com o qual estabeleceu uma aliança. A verificação da determinação do Senhor é a afirmação de que a palavra da promessa do Senhor produz resultados reais na vida pública. Todas as palavras que o profeta dirigiu aos exilados de Israel estão fundamentadas na determinação absolutamente fiável de que é dirigida à fé do povo.
    O poder do Senhor aqui está vinculado à chuva e à neve. Nem um nem a outra são fantasmas, mas muito reais: poderes que produzem coisas tangíveis na terra. O resultado é regular e digno de confiança: a terra é alimentada e a criação sustentada. A Palavra de Deus é como estas realidades: causa um novo futuro para o povo de Israel exilado.

    © Joan Ferrer, Misa dominical
    © tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
    A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

    Preparar o domingo décimo quinto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 8.7.14 | Sem comentários

    ANO CRISTÃO


    A Editora Paulus traduziu e publicou (em 2010) uma obra italiana com comentários aos textos bíblicos proclamados nas celebrações eucarísticas. No volume dedicado às primeiras semanas do Tempo Comum («Leccionário Comentado. Regenerados pela Palavra de Deus. Volume 1: Tempo Comum. Semanas I-XVII» — organização de Giuseppe Casarin) faz uma breve apresentação das primeiras semanas do «Tempo Comum» e dos textos bíblicos propostos na Liturgia. A coleção está estruturada à maneira da «lectio divina», acompanhando progressivamente todo o ano litúrgico nos seus tempos fortes, nas suas festas mas também nos dias feriais, todas as vezes que a comunidade cristã é convocada para celebrar a Cristo presente na Palavra e no Pão eucarístico.

    Aquele que na ordem cronológica é o segundo profeta «escritor» da Bíblia, Oseias, está presente no ciclo litúrgico do Tempo Comum (primeira leitura, anos pares) com cinco textos antológicos, distribuídos entre a segunda e a sexta-feira da XIV semana, que constituem uma espécie de amostra da sua pregação.
    Tendo vivido, como Amós, no oitavo século antes de Cristo, no reino do Norte, próspero e iníquo, Oseias desempenhou o seu ministério cerca do ano de 750 antes de Cristo. Sabemos bem pouco da sua atividade, como também das suas origens e das suas condições; o que conhecemos bem, pela sua própria declaração apaixonada e apaixonante, é o seu drama familiar. Oseias está casado com Gomer, uma mulher que exerce a prostituição sagrada nos ritos pagãos, da qual teve três filhos que têm nomes de maldição: «Yzreel» («Deus semeou»), o nome da amena localidade que, embora de bom augúrio, se torna símbolo de crueldade devido ao assassínio de Nabot, idealizado por Jezabel e pelo extermínio da casa de Acab, perpetrado por Jeú; «Lo’-ruchamah» («Não-amada») e «Lo’-ammi» («Não-meu-povo»), que exprimem a renegação do amor e da Aliança da parte de Deus.
    Oseias lê na sua vida o drama do amor ferido, ou seja, do amor de Deus pelo seu Povo infiel, que é o amor tenaz e incapaz de ceder perante a traição. Assim, o profeta traz à linguagem bíbli­ca uma novidade extraordinária: a utilização da linguagem do amor esponsal para representar a Aliança de Deus com o povo.

    © Anna Maria Giorgi | Editora Paulus
    © Adaptação de Laboratório da fé, 2014
    A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do editor



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    Laboratório da fé celebrada, 2014
    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.7.14 | Sem comentários

    Ambiente Virtual de Formação


    Sacrosanctum Concilium — Constituição Conciliar sobre a Liturgia


    Esta ficha é dedicada ao Ofício Divino (Liturgia das Horas) e ao Ano Litúrgico, respetivamente os capítulos IV e V da Constituição sobre a Sagrada Liturgia — «Sacrosanctum Concilium» (SC) — que lançou novas luzes sobre estes dois importantes temas litúrgicos. O primeiro reflete sobre a oração da Igreja e o segundo sobre a sua ação litúrgica no tempo. O objetivo de ambos foi renovar os aspetos pastorais e espirituais com a finalidade de contribuir para a santificação do povo de Deus.

    Liturgia das Horas

    O capítulo IV aborda o Ofício Divino, a Celebração da Oração Litúrgica (Liturgia das Horas) que a comunidade eclesial realiza em nome de Cristo. A oração sempre foi um dos elementos constitutivos da Igreja que cumpre o mandamento do Seu Senhor de orar incessantemente! (cf. Marcos 14, 38; Mateus 26, 41).
    A Liturgia das Horas é formado por uma série de orações de louvor a Deus e de intercessão pela salvação do mundo que, segundo a tradição antiga cristã, se destina a consagrar o curso diurno e noturno do tempo (SC 84) no louvor individual ou coletivo. A SC propôs reformá-lo com a finalidade de adequá-lo à realidade moderna, porém, mantendo a sua importância teológica, enfatizando o louvor divino como oração do Cristo total, ou seja, como ação comunitária da Igreja inteira.
    O Ofício Divino tem a sua origem no louvor que as primeiras comunidades cristãs realizavam através da recitação dos Salmos segundo a tradição judaica (Atos 2, 42 e Colossenses 3, 16). Na medida em que a Igreja se foi institucionalizando, também a Liturgia foi recebendo normas elaboradas pelos bispos para as suas dioceses, e pelos mosteiros nascentes, entre eles a Ordem de São Bento que definiu que os monges deveriam rezar os salmos em favor da Igreja, em determinadas horas do dia e da noite. Apesar de algumas mudanças terem ocorrido, esta estrutura é mantida até os nossos dias.
    Como Ofício propriamente dito, surge na Idade Média quando, no século XI, foi sistematizado e organizado num livro denominado «Breviário», com os salmos, hinos, textos bíblicos e orações, que era usado para a oração dos clérigos (letrados). Como o povo não tinha acesso ao «Breviário», seja por questões culturais ou económicas, difundiu-se a prática da piedade popular da oração do Rosário, rezava-se as 150 Ave-Marias como uma forma de substituir os 150 Salmos.
    Desde os tempos antigos, a Igreja confiou o Ofício Divino às comunidades religiosas e aos clérigos e, a partir do II Concílio do Vaticano, os leigos foram também convidados a celebrá-lo segundo as suas possibilidades, especialmente aos domingos e dias santos (SC 100). Para isso, foi fundamental a autorização da tradução na língua materna, possibilitando uma maior participação das pessoas nas celebrações.
    A SC insistiu que o Ofício Divino fosse celebrado, sempre que possível, em comunidade, e destacou que, dentre as várias horas, as «Laudes» e as «Vésperas» (Oração da Manhã e da Tarde) eram as mais importantes. Solicitou que houvesse uma consonância entre as orações litúrgicas e os textos bíblicos (SC 90) e, para isso, foi proposta uma revisão dos textos e a sua distribuição de acordo com cada tempo litúrgico.
    Em 1970, o novo livro de orações passa a ser chamado «Liturgia das Horas» abolindo o termo «Breviário»; e, em 1985, foi feita uma nova revisão e lançada uma segunda edição que passou a ter quatro livros, incorporando o «Ofício de Leituras». O primeiro é dedicado ao Advento e Natal, o segundo à Quaresma, Tríduo e Tempo Pascal, o terceiro contém as primeiras dezassete semanas do Tempo Comum, e o quarto vai desde a 18.ª até à 34.ª semana do Tempo Comum. Em Portugal, como noutros países, foi elaborada uma edição (um único livro) apenas com as Horas principais («Laudes» e «Vésperas») e a oração do fim do dia: «Completas».

    Ano Litúrgico

    O capítulo V da SC estabelece a reforma do Ano Litúrgico com o intuito de destacar a centralização do mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo nas celebrações litúrgicas, tanto durante o ano quanto na semana, isto é, o Concílio desejou afirmar que a Páscoa é o tempo por excelência no Ano Litúrgico, e que o domingo é o dia por excelência na semana. Diante disto, este capítulo emana orientações catequéticas para a revalorização do domingo como o «Dia da Páscoa do Senhor»; do «Tempo da Quaresma» como tempo de preparação penitencial para a grande festa da Páscoa; e considerações sobre o culto dos Santos, enfatizando que as suas festas não devem prevalecer sobre os mistérios da salvação (SC 111).
    Segundo a SC 106, o domingo, o dia do Senhor, é mantido como o principal dia de festa, pois, segundo a tradição apostólica, tem a sua origem no mesmo dia da ressurreição de Cristo. Nele, a Igreja celebra o mistério central de nossa fé, a Páscoa semanal, o Mistério Pascal. Segundo as «Normas Universais para o Ano Litúrgico e o Calendário» (número 4), «por causa de sua especial importância, o domingo só cede sua celebração às Solenidades e Festas do Senhor. Os domingos do Advento, da Quaresma e da Páscoa gozam de precedência sobre todas as Festas do Senhor e todas as Solenidades. As Solenidades que ocorrerem nestes domingos sejam antecipadas para o sábado».
    O Ano Litúrgico possui como fundamento bíblico-teológico a «História da Salvação» no qual a Igreja celebra o mistério da Encarnação, Nascimento, Ministério Público, Morte, Ressurreição, Ascensão, Pentecostes, e a espera da vinda do Senhor (SC 102) e é nele que o cristão vive inserido em Cristo. Não segue a mesma datação do calendário civil e o seu inicio dá-se no primeiro domingo do Advento, quatro domingos antes do 25 de dezembro, e termina na 34.ª semana do Tempo Comum. O Ano Litúrgico propõe um caminho espiritual, oferecendo um programa para se viver a graça do mistério de Cristo nos sucessivos momentos de sua vida. Para alcançar este objetivo, o Ano Litúrgico foi dividido em partes denominadas Tempos Litúrgicos, cada um dos quais relacionados com uma grande festividade integrada e atualizada no Tempo Cósmico, Biológico e Histórico. Por isso, toda a Liturgia é celebrada num tempo, e todo dia é dia celebrativo.
    Os Tempos Litúrgicos são:
    Tempo do Advento (cor roxa; no terceiro domingo pode-se usar a cor rosa) : inicia-se no domingo seguinte à festa de Cristo Rei (34.º domingo do Tempo Comum), e tem a duração de quatro semanas. Celebra-se nesse período a Solenidade da Imaculada Conceição (8 de dezembro).
    Tempo de Natal (cor branca): no dia 25 de dezembro, comemora-se o «Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo»; no primeiro domingo após o Natal, a «Sagrada Família, Jesus Maria e José» (quando não há domingo entre o Natal e o primeiro dia do ano civil, celebra-se a 30 de dezembro); no primeiro dia do ano, «Santa Maria, Mãe de Deus»; no domingo seguinte, a «Epifania do Senhor» que é a manifestação de Deus ao mundo através do reconhecimento e adoração dos Magos; e, em seguida, o «Batismo do Senhor».
    O primeiro ciclo do Tempo Comum (cor verde) inicia-se na segunda-feira depois do Batismo do Senhor e termina na terça-feira (Carnaval), véspera da quarta-feira de Cinzas.
    Tempo da Quaresma (cor roxa; no quarto domingo pode-se usar a cor rosa): período de «quarenta dias» que se inicia na quarta-feira de Cinzas, dia em que são impostas as cinzas orientando para a conversão. Representa, simbolicamente, os 40 anos de travessia no deserto do Sinai, e relembra os 40 dias que Jesus esteve no deserto em preparação para iniciar a sua vida pública. Esse tempo tem por finalidade preparar a Páscoa com penitências, orações pessoais e comunitárias, para obter a conversão dos pecadores, jejuns e caridade (SC 109). A semana que precede a Páscoa é chamada «Semana Santa» (cor roxa), que se inicia com o Domingo de Ramos da Paixão do Senhor (cor vermelha).
    Tríduo Pascal: inicia-se na tarde de quinta-feira da Semana Santa (cor branca) com a missa vespertina da «Ceia do Senhor», passando pela sexta-feira da «Paixão do Senhor» (cor vermelha), e culminando com a grande «Vigília Pascal» (cor branca), cuja celebração se realiza na noite de sábado, véspera da celebração da «Páscoa do Senhor».
    Tempo da Páscoa (cor branca): tem duração de 50 dias e inicia-se no Domingo da Ressurreição do Senhor e termina no Domingo de Pentecostes (cor vermelha). No sétimo domingo, celebra-se a Solenidade da Ascensão do Senhor.
    O segundo ciclo do Tempo Comum (cor verde) inicia-se na segunda-feira após a Solenidade de Pentecostes e encerra no sábado seguinte à solenidade de «Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo» (cor branca), onde se vive o tempo do crescimento da Igreja e celebra-se antecipadamente a volta de Cristo como Juiz, encerrando a história e inaugurando o Reino Eterno. Neste Tempo celebram-se também, as Solenidades (cor branca) da Santíssima Trindade, do Corpo de Deus (Corpo e Sangue de Cristo), do Sagrado Coração de Jesus, de São Pedro e São Paulo (cor vermelha) e Todos os Santos, entre outras.
    A proposta da revisão do Ano Litúrgico e das Normas têm o objetivo de levar os fiéis a participarem mais ardentemente pela fé, pela esperança e pela caridade, em «todo o mistério de Cristo nas celebrações dominicais, desenvolvido no decurso de um ano»; aproximá-los da Igreja e levá-los a uma maior participação nas missas através das orações, dos cantos e dos ritos simplificados que, a partir de então, facilitaram a compreensão. A nova postura do presidente da celebração voltado para a comunidade e rezando na língua materna – e não de costas, rezando em latim, como era celebrado antes do Concílio – foi essencial para a mudança do conceito de «participação» dos fiéis, que antes apenas «assistiam» à celebração da Ceia do Senhor. Outros aspetos importantes do documento foram: a abertura dada para a utilização de novos instrumentos musicais que ajudassem na animação da Liturgia, e a possibilidade de maior participação ativa dos fiéis no exercício de diversas funções como comentadores, leitores, animadores e grupos de canto.

    O culto à Virgem Maria e aos Santos

    A partir do Concílio de Éfeso (431 depois de Cristo), o culto prestado pelo povo de Deus a Maria cresceu admiravelmente em amor, em oração e imitação, de forma que todos a veneram como a Mãe de Deus, a «Theotókos» (Constituição Dogmática sobre a Igreja — «Lumen Gentium», 66). No ciclo do Ano Litúrgico, Maria é venerada porque está indissoluvelmente unida à obra de salvação do seu Filho (SC 103). Quatro solenidades (cor branca) são dedicadas à Virgem Maria: no primeiro dia de janeiro, «Santa Maria, Mãe de Deus»; a 25 de março, «Anunciação do Senhor»; a 15 de agosto, «Assunção de Nossa Senhora»; a 8 de dezembro, «Imaculada Conceição de Nossa Senhora».
    A Igreja venera os Santos e as suas relíquias autênticas, bem como as suas imagens e, está também inserida no Ano Litúrgico, a celebração da memória dos Mártires (cor vermelha) e outros Santos (cor branca) no «dies natalis» (dia da morte), que proclama o mistério pascal realizado na paixão e glorificação deles com Cristo. Estas celebrações têm o intuito de proclamar as grandes obras de Cristo realizadas nos seus servos (SC 111), e propõem aos fiéis os bons exemplos a serem imitados, conduzindo os seres humanos ao Pai, por meio do seu Filho Jesus, e implorando, pelos seus méritos, as bênçãos de Deus (SC 104).

    Exercícios de piedade

    Segundo a SC 105, em várias épocas do ano e seguindo a tradição, a Igreja completa a formação dos fiéis orientando-os pela opção da oração, do jejum e da caridade como práticas corporais e espirituais. E, isso ocorre, especialmente no tempo da Quaresma e nas festas dos Santos.
    A penitência deve ser praticada não só de modo pessoal, mas servindo de dedicação ao próximo conforme as suas necessidades e disponibilidades.
    O jejum pascal deve ser observado na Sexta-feira da Paixão e Morte do Senhor, estendendo-se também ao Sábado Santo, para que os fiéis possam chegar à alegria da Ressurreição do Senhor com elevação e largueza de espírito (SC 110).

    © Ambiente Virtual de Formação — www.ambientevirtual.org.br —
    © Arquidiocese de Campinas, Brasil
    © Adaptado por Laboratório da fé, 2014



    Questões para reflexão

    • O que conheces sobre as orações da Liturgia das Horas? São praticadas na tua comunidade?
    • Como é que podemos celebrar bem todo o Ano Litúrgico?
    • Que iniciativas são apresentadas na tua comunidade para que as celebrações sejam mais acolhedoras, orantes, e expressão de encontro com Deus?
    • O que ficaste a saber com a leitura desta ficha?

    Partilha connosco a tua reflexão!


    II Concílio do Vaticano, no Laboratório da fé, 2014

    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.7.14 | Sem comentários

    REZAR O DOMINGO DÉCIMO QUINTO

    13 DE JULHO DE 2014


    Evangelho segundo Mateus 13, 1-23

    Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-Se à beira-mar. Reuniu-se à sua volta tão grande multidão que teve de subir para um barco e sentar-Se, enquanto a multidão ficava na margem. Disse muitas coisas em parábolas, nestes termos: «Saiu o semeador a semear. Quando semeava, caíram algumas sementes ao longo do caminho: vieram as aves e comeram-nas. Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra, e logo nasceram, porque a terra era pouco profunda; mas depois de nascer o sol, queimaram-se e secaram, por não terem raiz. Outras caíram entre espinhos e os espinhos cresceram e afogaram-nas. Outras caíram em boa terra e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; outras, trinta por um. Quem tem ouvidos, oiça». Os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Porque lhes falas em parábolas?». Jesus respondeu: «Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos Céus, mas a eles não. Pois àquele que tem dar-se-á e terá em abundância; mas àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. É por isso que lhes falo em parábolas, porque vêem sem ver e ouvem sem ouvir nem entender. Neles se cumpre a profecia de Isaías que diz: ‘Ouvindo ouvireis, mas sem compreender; olhando olhareis, mas sem ver. Porque o coração deste povo tornou-se duro: endureceram os seus ouvidos e fecharam os seus olhos, para não acontecer que, vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos e compreendendo com o coração, se convertam e Eu os cure’. Quanto a vós, felizes os vossos olhos porque vêem e os vossos ouvidos porque ouvem! Em verdade vos digo: muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes e não viram e ouvir o que vós ouvis e não ouviram. Escutai, então, o que significa a parábola do semeador: Quando um homem ouve a palavra do reino e não a compreende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente ao longo do caminho. Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe de momento com alegria, mas não tem raiz em si mesmo, porque é inconstante, e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbe logo. Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra, que assim não dá fruto. E aquele que recebeu a palavra em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende. Esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta por um».



    Segunda, 7: JESUS E A MULTIDÃO

    Entro na meditação desta parábola com a minha imaginação. Vejo Jesus que sai de casa e vai sentar-se, tranquilamente, à beira-mar... para descansar, para rezar? Eis que a multidão se reúne à sua volta. Entro nos sentimentos de Jesus: parece que espera todas essas pessoas e não se esconde, mas, para que cada um o posso escutar, afasta-se um pouco e sobe para um barco. Imagino a cena (os lugares, as pessoas) e coloco-me no lugar que me parece mais adequado. Fala, Senhor, que o teu servo escuta.



    Terça, 8: FALAR EM PARÁBOLAS

    Jesus questiona-se... Quer pronunciar a mensagem que lhe queima os lábios e o coração. Quer interpelar cada um para o convidar à conversão. Deseja fazer-se compreender e levantar um pouco do véu para que cada um descubra quem ele é e de onde vem. Mas como começar e que imagem utilizar? Olha ao longe, nas margens do lago, os campos onde cresce o trigo... Esta parábola é para mim, hoje. Escuto Jesus a dirigir a mim pessoalmente, naquele lugar onde me instalei nesta cena. Fala, Senhor, que o teu servo escuta.



    Quarta, 9: SAIU O SEMEADOR

    O verbo «sair» ressoa duas vezes no início do relato, como se o evangelista quisesse atrair a nossa atenção para o facto de Jesus sair de casa e o semeador sair a semear serem a mesma e única pessoa. Sim, Jesus é aquele que «saiu» do seio do Pai para nos dar a conhecer o amor deste último. Deixo ecoar este verbo nos meus ouvidos. Deixo que atue em mim. O que é que Jesus me quer ensinar? Fala, Senhor, que o teu servo escuta.



    Quinta, 10: AS SEMENTES

    Quantas vezes ouvimos falar, no evangelho, da semente, do grão de trigo! A semente que é lançada de forma aleatória sem ter em conta o terreno onde cai, como o grão de trigo que tem de morrer para dar fruto (João 12, 24). Grão semente... Grão Palavra... O próprio Jesus saiu do Pai para ser dado, entregue, pisado! Hoje, somos convidados a acolher a Palavra, como um grão que cai no nosso coração, para que possa dar fruto em abundância na nossa vida. Fala, Senhor, que o teu servo escuta.



    Sexta, 11: OS SÓIS ESTÉREIS

    Atrás do seu aspeto interessante e imagético, as parábolas também têm um lado mais rugoso, para nos fazer «sair» do sono que nos envolve, da nossa cegueira ou da nossa ligeireza. Podemos recolher que há em nós algumas partes de terreno duro e estéril, onde a semente é comida pelas aves, queimada pelo sol do nosso orgulho ou sufocada pelos espinhos das nossas distrações. Peço a Jesus que me abra olhos para reconhecer essas situações; e rezo-lhe com São Bento, padroeiro da Europa, que hoje celebramos. Bento retirou-se para uma gruta, onde viveu sob o olhar de Deus e à escuta da sua palavra. Fala, Senhor, que o teu servo escuta.




    Sábado, 12: SER BOA TERRA

    ....



    Domingo, 13: TER OUVIDOS PARA ESCUTAR

    ....



    © www.versdimanche.com
    © tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014

    Rezar o domingo décimo quinto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.7.14 | Sem comentários

    Palavra para hoje: domingo décimo quarto


    Nas primeiras expressões da Liturgia da Palavra, o profeta Zacarias interpela os «pobres de Javé», que estão prestes a receber um rei «justo e salvador, humildemente montado num jumentinho». Deixemo-nos convencer de que Deus nos convida à alegria de sermos salvos por um tal Salvador. Em duas frases, é o próprio que nos revela o seu mistério. Uma dirige-se ao Pai: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra». A outra é dirigida a cada um de nós: «Vinde a Mim, todos os que andais cansados». Todo o seu mistério está na conjugação destas duas frases. A Igreja tem a missão de o testemunhar, sem ceder à tentação do dinheiro, do poder, da preocupação em dominar ou de tudo o que a pode colocar «sob o domínio da carne».

    Pergunta da semana: 

    Alegro-me com a humildade e a simplicidade de vida?

    Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 6.7.14 | Sem comentários

    PREPARAR O DOMINGO DÉCIMO QUARTO JÚNIOR

    6 DE JULHO DE 2014


    Zacarias 9, 9-10

    Eis o que diz o Senhor: «Exulta de alegria, filha de Sião, solta brados de júbilo, filha de Jerusalém. Eis o teu Rei, justo e salvador, que vem ao teu encontro, humildemente montado num jumentinho, filho duma jumenta. Destruirá os carros de combate de Efraim e os cavalos de guerra de Jerusalém; e será quebrado o arco de guerra. Anunciará a paz às nações: o seu domínio irá de um mar ao outro mar e do Rio até aos confins da terra».



    Filha de Sião


    Sião não é um senhor velhinho com uma filha.
    Não! Sião é o nome de uma colina:
    a parte mais antiga de Jerusalém,
    que é a cidade do Povo de Deus!
    «Filha de Sião» significa povo de Jerusalém, isto é, Povo de Deus.


    Jumentinho


    Um jumento é um burro!
    Os burrinhos são animais dóceis e muito resistentes,
    que há milénios são usados pelos homens como companheiros de trabalho.
    São conhecidos por serem muito teimosos.
    Mas também são muito resistentes, fiéis
    e têm uma ótima memória.

    © Liturgia diária júnior
    © Laboratório da fé, 2014
    A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



    Editora Paulus 2014



    Além das explicações relativas às outras leituras do dia, 
    neste domingo, a Liturgia diária júnior apresenta um desafio e um jogo.
    Para assinar a revista podes entrar em contacto connosco ou visitar a página da Liturgia diária júnior.



    O «Laboratório da fé»® e a editora Paulus estabeleceram uma parceria que permite a divulgação na nossa página — www.laboratoriodafe.net — de alguns conteúdos da revista «Liturgia diária júnior», propriedade da editora. A revista apresenta novidades de acordo com cada mês e tempo litúrgico, tendo como base a seguinte estrutura: Pequeno Missal (o ritual da missa); Liturgia dominical (todas as leituras e evangelho com comentários e explicações); Pequena escola da fé (uma breve catequese sobre temas relevantes da liturgia, da fé e da vida cristã); Suplemento para educadores (breves indicações destinadas aos pais, catequistas e educadores com sugestões de aprofundamento e de como utilizar melhor o conteúdo da revista).



    Liturgia diária júnior

    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 4.7.14 | Sem comentários

    NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


    «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

    Domingo, DIA DA IGREJA

    Texto de reflexão para o domingo décimo quarto

      34. [...] Cada comunidade, reunindo todos os seus membros para a «fração do pão», sente-se como um lugar privilegiado onde se realiza o mistério da Igreja.
      35. O «dies Domini» («dia do Senhor») é também o «dies Ecclesiae» («dia da Igreja»). Assim se compreende porque a dimensão comunitária da celebração dominical há de ser especialmente sublinhada, no plano pastoral. De entre as numerosas atividades que uma paróquia realiza, «nenhuma é tão vital ou formativa para a comunidade, como a celebração dominical do dia do Senhor e da sua Eucaristia». Neste sentido, o II Concílio do Vaticano chamou a atenção para a necessidade de trabalhar a fim de que «floresça o sentido da comunidade paroquial, especialmente na celebração comunitária da missa dominical». Na mesma linha, se colocam as orientações litúrgicas sucessivas, pedindo que, ao domingo e dias festivos, as celebrações eucarísticas, realizadas normalmente noutras igrejas e oratórios, sejam coordenadas com a celebração da igreja paroquial, precisamente para «fomentar o sentido da comunidade eclesial, que se alimenta e exprime especialmente na celebração comunitária do domingo, quer à volta do Bispo, sobretudo na Catedral, quer na assembleia paroquial, cujo pastor representa o Bispo».



      • Não podemos viver sem o domingo! — textos publicados no Laboratório da fé > > >



      Laboratório da fé celebrada, 2014
      Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 4.7.14 | Sem comentários

      PREPARAR O DOMINGO DÉCIMO QUARTO

      6 DE JULHO DE 2014


      Zacarias 9, 9-10

      Eis o que diz o Senhor: «Exulta de alegria, filha de Sião, solta brados de júbilo, filha de Jerusalém. Eis o teu Rei, justo e salvador, que vem ao teu encontro, humildemente montado num jumentinho, filho duma jumenta. Destruirá os carros de combate de Efraim e os cavalos de guerra de Jerusalém; e será quebrado o arco de guerra. Anunciará a paz às nações: o seu domínio irá de um mar ao outro mar e do Rio até aos confins da terra».



      Eis o teu Rei, justo e salvador, que vem ao teu encontro


      O texto no seu contexto
      . Hoje, aceita-se que o texto profético que conhecemos como «Zacarias» é formados por dois livros: capítulos 1-8 e 9-14. Embora tenham elementos em comum, pois ambos são claramente do tempo pós-exílio, têm diferenças ao nível de conteúdo, estilo e vocabulário. O texto proposto para primeira leitura do décimo quarto domingo (Ano A) pertence ao segundo livro ou «Segundo Zacarias», mantendo o nome do profeta por falta de melhor alternativa. Para muitos comentadores situa-se no domínio grego da Palestina (finais do século IV e inícios do III antes de Cristo). Época onde as tradições antigas de Judá se desenvolve, crescem e adquirem novas perspetivas de futuro.

      O texto na história da salvação. Zacarias desenvolve duas tradições próprias de Judá: a centralidade de Sião/Jerusalém na salvação e a figura de um Messias que vem da parte de Deus. Contudo, introduz uma novidade: a chegada de um «rei». De que «rei» se trata? A experiência monárquica de Judá é ambígua. Todos têm a recordação do grande rei David; mas o último descendente carnal da «casa de David» tinha desaparecido com o exílio na Babilónia; além disso, a imagem dos reis assírios, babilónios e, ultimamente, dos reis gregos, os herdeiros dos generais de Alexandre Magno, era temida e detestada pela população. Zacarias surpreende com o seu anúncio: primeiro acrescenta um possessivo «eis o teu Rei»; depois, descreve-o não como um rei forte, violento e poderoso, rodeado de exércitos, com máquinas de guerra... O rei que chega é modesto, montado num jumentinho, quebra os arcos e traz a paz. O «Segundo Zacarias» recolhe e adapta a esperança que anuncia um Messias de paz.

      Palavra de Deus para nós: sentido e celebração litúrgica. Os textos bíblicos messiânicos trazem uma luz progressiva sobre o mistério de Cristo. Do primitivo messianismo real, à volta de uma linhagem biológica e de uma descendência submetida às misérias humanas (a casa de David), passar-se-á a um messianismo escatológico, anunciado por Deus como a sua intervenção definitiva para inaugurar o Reino da paz. No anúncio do Segundo Zacarias prefigura-se Jesus, Messias de paz.

      © Pedro Fraile Yécora, Homiletica
      © tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
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      Preparar o domingo décimo quarto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

      Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 4.7.14 | Sem comentários
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