PREPARAR O DOMINGO OITAVO DE PÁSCOA — PENTECOSTES

8 DE JUNHO DE 2014


Atos dos Apóstolos 2, 1-11

Quando chegou o dia de Pentecostes, os Apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar. Subitamente, fez-se ouvir, vindo do Céu, um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam. Viram então aparecer uma espécie de línguas de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem. Residiam em Jerusalém judeus piedosos, procedentes de todas as nações que há debaixo do céu. Ao ouvir aquele ruído, a multidão reuniu-se e ficou muito admirada, pois cada qual os ouvia falar na sua própria língua. Atónitos e maravilhados, diziam: «Não são todos galileus os que estão a falar? Então, como é que os ouve cada um de nós falar na sua própria língua? Partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egipto e das regiões da Líbia, vizinha de Cirene, colonos de Roma, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes, ouvimo-los proclamar nas nossas línguas as maravilhas de Deus».



Ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas


Estamos perante a narração de uma vida nova: imprevista, surpreendente e irresistível. A história explica-a destacando que se trata de uma realidade prodigiosa: um ruído do céu como um vento impetuoso, um fogo que desce do céu, uma linguagem transformada...
Não é acidental que o nascimento da Igreja, essa grande colheita de pessoas, aconteça nesta data. No Antigo Testamento, Pentecostes assinalava o final das colheitas da primavera. Os israelitas fiéis louvavam a Deus e pediam-lhe a sua graça e generosidade.
Na ascensão de Jesus promete-se por duas vezes a vinda do Espírito. Aqui esta promessa chega ao cumprimento de uma maneira que supera as expectativas dos discípulos mais fiéis. Pentecostes é vida nova para a Igreja e para as pessoas que a formam, através do Espírito de Deus.
Ninguém é excluído desta mostra da graça de Deus. Na Transfiguração, por exemplo, só um pequeno grupo tinha sido testemunha da manifestação de Deus, mas aqui ninguém fica à margem. E um momento mais tarde, a multidão «ficou muito admirada, pois cada qual os ouvia falar na sua própria língua»; eram pessoas provenientes de todo o mundo da diáspora greco-romana. O que acontece durante o Pentecostes não é uma experiência mística interior, mas uma manifestação do poder de Deus que toca cada pessoa que está presente.

© Joan Ferrer, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
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Preparar o domingo oitavo de Páscoa - Pentecostes (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.6.14 | Sem comentários

NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


«Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

Domingo, DIA DA RESSURREIÇÃO

Texto de reflexão para o oitavo domingo de páscoa – pentecostes

    28. O domingo poderia chamar-se também, com referência ao Espírito Santo, dia do «fogo». A luz de Cristo, de facto, liga-se intimamente com o «fogo» do Espírito, e ambas as imagens indicam o sentido do domingo cristão. Mostrando-Se aos Apóstolos no entardecer do dia de Páscoa, Jesus soprou sobre eles e disse: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhe-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos». A efusão do Espírito foi o grande dom do Ressuscitado aos seus discípulos no domingo de Páscoa. Era também domingo, quando, cinquenta dias após a ressurreição, o Espírito desceu como «vento impetuoso» e «fogo» sobre os Apóstolos reunidos com Maria. O Pentecostes não é só um acontecimento das origens, mas um mistério que anima perenemente a Igreja. Se tal acontecimento tem o seu tempo litúrgico forte na celebração anual com que se encerra o «grande domingo», ele permanece também inscrito, precisamente pela sua íntima ligação com o mistério pascal, no sentido profundo de cada domingo. A «Páscoa da semana» torna-se assim, de certa forma, «Pentecostes da semana», no qual os cristãos revivem a experiência feliz do encontro dos Apóstolos com o Ressuscitado, deixando-se vivificar pelo sopro do seu Espírito.



    • Não podemos viver sem o domingo! — textos publicados no Laboratório da fé > > >



    Laboratório da fé celebrada, 2014
    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 6.6.14 | Sem comentários

    Mistério da fé! [34]


    «Desde as origens, o ministério ordenado fui conferido e exercido em três graus: o dos bispos, o dos presbíteros e o dos diáconos» (Catecismo da Igreja Católica [CIC], 1593). Neste tema, vamos explicitar cada um dos «graus» do Sacramento da Ordem: bispo (episcopado), presbítero (presbiterado) e diácono (diaconado). [Para ajudar a compreender melhor, ler: Tito 1, 5-9; Catecismo da Igreja Católica, números 1554 a 1571]

    «Colocares presbíteros em cada cidade»

    — escreve Paulo na Carta a Tito, ao referir a necessidade de organizar as comunidades. Nos primeiros anos, «parece não existir ainda uma distinção clara entre as ordens de ministério» (Bíblia Sagrada, Nota ao versículo 5 da Carta a Tito, Difusora Bíblica, 1966). Mas as referências que surgem em vários textos do Novo Testamento permitem delinear as bases do que serão os três «graus» do Sacramento da Ordem.

    Bispos

    «A palavra ‘bispo’ vem do grego, ‘epi’ (sobre), e ‘skopos’, ‘skopein’ (vigiar, inspecionar): significaria, portanto, etimologicamente, guardião, inspetor. Nas primeiras comunidades paulinas, são assim denominados, quer Timóteo quer Tito (cf. 1Timóteo 3, 1-7; Tito 1, 7-9). Os bispos, sucessores dos Apóstolos, foram constituídos como princípios de fé e unidade na comunidade diocesana, como sacramentos visíveis da presença de Jesus Cristo no meio do seu povo» (José Aldazábal, «Dicionário Elementar de Liturgia» [DEL], ed. Paulinas, Prior Velho, 2007, 54). A Constituição Dogmática sobre a Igreja («Lumen Gentium» [LG]), dedica o terceiro capítulo ao Sacramento da Ordem, tendo por base a figura do bispo. Este é apresentado como «sucessor dos Apóstolos» (LG 20) para ensinar (LG 25), santificar (LG 26) e governar (LG 27). A ordenação episcopal é a «plenitude do Sacramento da Ordem» (LG 21).

    Presbíteros

    «‘Presbítero’ vem do grego, ‘presbyter’, que significa ‘ancião’, e se relaciona com o nome dado, pelos primeiros cristãos, aos encarregados da comunidade. Os presbíteros são ordenados como colaboradores dos bispos» (DEL 237-238). As comunidades cristãs («Igrejas») eram constituídas por pequenos grupos, núcleos familiares, que se reuniam nas próprias casas para celebrar a «fração do pão» (eucaristia). «No século II, surgiu uma estrutura ministerial em que um ‘episkopos’ ou supervisor era ordenado para servir como líder de cada comunidade e para presidir à sua vida de oração. Era assistido por presbíteros ou anciãos, e por diáconos. Quando o Cristianismo passou a ser a religião oficial do Império Romano, tudo isto mudou, necessariamente. As comunidades cristãs passaram a ser maiores, sendo organizadas à escala dos territórios do império: em dioceses, regiões metropolitanas e províncias. Já não era possível ao ‘episkopos’, ou bispo, reunir todos os cristãos da Igreja local debaixo do mesmo teto para uma única celebração, nem sequer na basílica local, o maior edifício público disponível. Em breve tampouco lhe era possível visitar todas as comunidades da sua diocese. Em vez disso, delegava presbíteros para celebrar os sacramentos, como seus representantes, nas paróquias recém-organizadas» (Catherine E. Clifford e Richard R. Gaillardetz, «As ‘chaves’ do Concílio», Paulinas Editora, Prior Velho, 2012, 179-180).

    Diáconos

    «Em grego, significa ‘servidor’. [...] Nos textos do Novo Testamento e dos primeiros séculos já são mencionados os diáconos, entre os pastores da comunidade cristã, colaborando com os bispos e presbíteros. [...] O II Concílio do Vaticano restabeleceu o diaconado ‘como grau próprio ou permanente’, no ministério eclesial, distinto do que se recebe como primeiro degrau para o sacerdócio. O diaconado permanente, que se tinha perdido por volta do século IX, e que agora se restabeleceu, podem-no receber também os casados. [...] Os campos do serviço diaconal, na comunidade cristã: a) a liturgia, na qual assistem ao presbítero ou ao bispo na proclamação do Evangelho, na distribuição da Eucaristia e na direção da oração comunitária; podem presidir ao sacramento do Batismo e assistir e abençoar o Matrimónio; b) a Palavra, que proclamam e às vezes comentam na homilia, sendo também os coordenadores da catequese e da evangelização; c) a caridade, cuidando da beneficência e da administração comunitária» (DEL 97-98).

    «O bispo, o presbítero e o diácono devem apascentar a grei do Senhor com amor. Se não o fizerem com amor é inútil. E neste sentido, os ministros que são escolhidos e consagrados para este serviço prolongam no tempo a presença de Jesus, se o fizerem com o poder do Espírito Santo, em nome de Deus e com amor» (Francisco, Audiência Geral de 26 de março de 2014).






    Reflexões semanais sobre a «fé celebrada» (liturgia e Sacramentos) — Laboratório da fé, 2014
    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.6.14 | Sem comentários

    REZAR O DOMINGO OITAVO DE PÁSCOA – PENTECOSTES

    8 DE JUNHO DE 2014


    Evangelho segundo João 20, 19-23

    Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos».



    Segunda, 2: MEDOS A OFERECER

    ...



    Terça, 3: PAZ OFERECIDA

    ....



    Quarta, 4: VIDA OFERECIDA

    ....



    Quinta, 5: PAZ OFERECIDA (BIS)

    «Jesus disse-lhes de novo: 'A paz esteja convosco'». Eu também preciso de escutar de novo esta saudação; e preciso de escutá-la diariamente. Diante dos perigos da vida, dos conflitos que surgem ou por causa da fadiga, perde-se facilmente a paz do coração. Mas esta segunda vez, a paz oferecida está unida a um envio em missão. E Jesus recorda que os envia porque também foi enviado pelo Pai. Ora, a paz vem do Pai. Por isso, hoje peço ao Pai para receber a sua paz e para a partilhar com as pessoas que vou encontrar ao longo deste dia.



    Sexta, 6: ESPÍRITO SANTO OFERECIDO

    No dia da Ressurreição, os discípulos fazem uma experiência plenamente trinitária: o próprio Jesus vem ao encontro deles, envia-os em nome do Pai e dá-lhes o Espírito Santo. Jesus nunca age sozinho: introduz os discípulos na sua própria experiência no coração da Trindade. Como é que eu acolho esta realidade trinitária na minha vida? Peço ao Espírito que me conduza nos encontros e nas atividades deste dia.



    Sábado, 7: PERDÃO OFERECIDO

    Jesus entrega uma grande responsabilidade aos discípulos: «àqueles a quem perdoardes os pecados...; e àqueles a quem os retiverdes...». Como se pode reter os pecados? A misericórdia de Deus não está antes de tudo e para todos? Sim, evidentemente. Mas os apóstolos não são cegos «distribuidores» do perdão: um discernimento, um diálogo, impõe-se de cada vez, para reconhecer se o perdão que Deus sempre oferece é acolhido com verdade e com um arrependimento sincero. Hoje, preparo-me para receber o perdão.



    Domingo, 8: IDE EM PAZ

    Na missa, o padre diz várias vezes: «O Senhor esteja convosco!». Esta fórmula não é indiferente. Recorda-nos a iniciativa do Senhor que vem ao nosso encontro como no primeiro dia. Esta fórmula é, ao mesmo tempo, uma tomada de consciência («Ele está no meio de nós») e um pedido («Vem, Senhor»). E, depois, antes da comunhão e no momento do envio, a fórmula muda. É-nos dito: «A paz esteja convosco» e «Ide em paz e o Senhor vos acompanhe». Estas fórmulas exprimem a mesma coisa: a presença do Senhor é sempre acompanhada pela paz que é sinal da presença do Espírito. Esta semana, procuremos descobrir a presença do Senhor e a vida espiritual. Sejamos artífices da sua paz à nossa volta.



    © www.versdimanche.com
    © tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014

    Rezar o domingo oitavo de Páscoa - Pentecostes (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 2.6.14 | Sem comentários

    Palavra para hoje: sétimo domingo de páscoa – ascensão


    Deus ergueu o seu Filho de entre os mortos e elevou-o «acima de todo o nome». Jesus Cristo é para sempre o dom de Deus. O Crucificado - Ressuscitado vai à nossa frente, no caminho para Deus. Ele parte; e deixa aos seus Apóstolos uma última mensagem, uma página clara e breve, para colocar em ordem o sentido da missão: ser suas testemunhas «em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra». Missão impossível? Não. Jesus Cristo estará com os seus «até ao fim dos tempos», como já está totalmente connosco, hoje. Não precisamos de ir à procura do Vivente entre os mortos. Não precisamos de ficar a olhar para o céu. Temos simplesmente de amar, de amar-nos uns aos outros.

    Pergunta da semana: 

    De que forma é que a Ascensão de Jesus Cristo compromete a minha vida?

    Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 1.6.14 | Sem comentários

    FELIZ DAQUELA QUE ACREDITOU


    Da Exortação Apostólica do papa Paulo VI para a reta ordenação e desenvolvimento do culto à bem-aventurada Virgem Maria («Marialis Cultus»), 39: «A finalidade última do culto à bem-aventurada Virgem Maria é glorificar a Deus e levar os cristãos a aplicarem-se numa vida absolutamente conforme a sua vontade. Os filhos da Igreja, na verdade, quando, juntando as suas vozes a da mulher anónima do Evangelho, enaltecem a Mãe de Jesus ao exclamarem, dirigindo-se ao mesmo Jesus, ‘Felizes as entranhas que te trouxeram e os seios que te amamentaram!’ (Lucas 11, 27), serão induzidos a considerarem a grave resposta do divino Mestre: ‘Felizes antes os que ouvem a palavra de Deus e a observam!’ (Lucas 11, 28). E esta resposta, se por um lado redunda num patente louvor a Santíssima Virgem, como a interpretaram alguns Santos Padres e o II Concílio do Vaticano o confirmou (LG 58), por outro lado, ressoa para nós também como uma advertência a vivermos os mandamentos de Deus, e é como que o eco de outras admoestações do divino Salvador: ‘Nem todo o que me diz: “Senhor! Senhor!” entrará no reino dos céus, mas o que faz a vontade de meu Pai que está nos céus’ (Mateus 7, 21); e, ‘Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos ordenei’ (João 15, 14)».

    Mistérios


    • PRIMEIRO MISTÉRIO
    A visitação de Maria a Isabel. «Maria dirigiu-se ‘apressadamente’ para visitar Isabel, sua parente. O motivo desta visita há-de ser procurado também no facto de Gabriel, durante a Anunciação, ter nomeado de maneira significativa Isabel, que em idade avançada tinha concebido um filho, pelo poder de Deus» (João Paulo II, Carta Encíclica sobre a bem-aventurada Virgem Maria na vida da Igreja que está a caminho, 12).

    • SEGUNDO MISTÉRIO
    A saudação de Isabel. «Maria dirige-se impelida pela caridade. Isabel, tendo sentido o menino estremecer de alegria no próprio seio, ‘cheia do Espírito Santo’, saúda Maria: ‘Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto do teu ventre’ (cf. Lucas 1, 40-42). Esta proclamação e aclamação entra na Ave Maria, como continuação da saudação do Anjo, tornando-se assim uma das orações mais frequentes da Igreja» (João Paulo II, Carta Encíclica sobre a bem-aventurada Virgem Maria na vida da Igreja que está a caminho, 12).

    • TERCEIRO MISTÉRIO
    Isabel dá testemunho sobre Maria. «São ainda mais significativas as palavras de Isabel: ‘E donde me é dada a dita que venha ter comigo a mãe do meu Senhor?’ (Lucas 1, 43). Isabel dá testemunho acerca de Maria: reconhece e proclama que diante de si está a Mãe do Senhor, a Mãe do Messias. Neste testemunho participa também o filho que Isabel traz no seio: ‘estremeceu de alegria o menino no meu seio’ (Lucas 1, 44)» (João Paulo II, Carta Encíclica sobre a bem-aventurada Virgem Maria na vida da Igreja que está a caminho, 12).

    • QUARTO MISTÉRIO
    Maria é feliz porque acreditou. «Todas as palavras, na saudação de Isabel, são densas de significado; no entanto, parece ser algo de importância fundamental quando diz: ‘Feliz daquela que acreditou que teriam cumprimento as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor’ (Lucas 1, 45). Palavras que revelam a […] a verdade acerca de Maria, cuja presença se tornou real no mistério de Cristo, precisamente porque ela ‘acreditou’» (João Paulo II, Carta Encíclica sobre a bem-aventurada Virgem Maria na vida da Igreja que está a caminho, 12).

    • QUINTO MISTÉRIO
    A fé de Maria. «‘A Deus que revela é devida ‘a obediência da fé, pela qual o ser humano se entrega total e livremente a Deus’, como ensina o II Concílio do Vaticano. Exactamente esta descrição da fé teve em Maria uma atuação perfeita. O momento ‘decisivo’ foi a Anunciação; e as palavras de Isabel — ‘feliz daquela que acreditou’ — referem-se em primeiro lugar precisamente a esse momento» (João Paulo II, Carta Encíclica sobre a bem-aventurada Virgem Maria na vida da Igreja que está a caminho, 13).

    © Laboratório da fé, 2014

    Maio 2014 — Mês de Maria: Feliz daquela que acreditou | 31 — pdf

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    Feliz daquela que acreditou
    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 31.5.14 | Sem comentários

    NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


    «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

    Domingo, DIA DA RESSURREIÇÃO

    Texto de reflexão para o sétimo domingo de páscoa – ascensão

      45. Recebendo o Pão da vida, os discípulos de Cristo preparam-se para enfrentar, com a força do Ressuscitado e do seu Espírito, as obrigações que os esperam na sua vida ordinária. Com efeito, para o fiel que compreendeu o sentido daquilo que realizou, a Celebração Eucarística não pode exaurir-se no interior do templo. Como as primeiras testemunhas da ressurreição, também os cristãos, convocados cada domingo para viver e confessar a presença do Ressuscitado, são chamados, na sua vida quotidiana, a tornarem-se evangelizadores e testemunhas. A oração depois da comunhão e o rito de conclusão (bênção e despedida) hão de ser melhor entendidos e valorizados, para que todos os participantes na Eucaristia sintam mais profundamente a responsabilidade que daí lhes advém. Terminada a assembleia, o discípulo de Cristo volta ao seu ambiente quotidiano, com o compromisso de fazer, de toda a sua vida, um dom, um sacrifício espiritual agradável a Deus. Ele sente-se devedor para com os irmãos daquilo que recebeu na celebração, tal como sucedeu com os discípulos de Emaús que, depois de terem reconhecido Cristo ressuscitado na «fração do pão», sentiram a exigência de ir imediatamente partilhar com seus irmãos a alegria de terem encontrado o Senhor.



      • Não podemos viver sem o domingo! — textos publicados no Laboratório da fé > > >



      Laboratório da fé celebrada, 2014
      Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 30.5.14 | Sem comentários

      FELIZ DAQUELA QUE ACREDITOU


      Da Exortação Apostólica do papa Paulo VI para a reta ordenação e desenvolvimento do culto à bem-aventurada Virgem Maria («Marialis Cultus» [MC]), 38: «O II Concílio do Vaticano já denunciou, autorizadamente, tanto o exagero de conteúdos ou de formas, que vai até ao ponto de falsear a doutrina, como a mesquinhez de mente que chega a obscurecer a figura e a missão de Maria; de igual modo alguns desvios cultuais: a vã credulidade, que a uma aplicação séria substitui o dar-se facilmente a práticas apenas exteriores; o estéril e passageiro impulso do sentimento, tão alheio ao estilo evangélico, que exige esforço perseverante e efetivo (LG 67). […] A defesa vigilante contra estes erros e desvios fará com que se torne mais vigoroso e genuíno o culto à Virgem».

      Mistérios


      • PRIMEIRO MISTÉRIO
      A proteção materna de Maria. «A materna missão de Maria impele o Povo de Deus a dirigir-se, com filial confiança, àquela que está sempre pronta para o atender, com afeto de mãe e com o valimento eficaz de auxiliadora (LG 60-63). Por isso, cedo começou o mesmo Povo de Deus a invocá-la sob os títulos de Consoladora dos aflitos, Saúde dos enfermos e Refúgio dos pecadores» (Paulo VI, MC 57).

      • SEGUNDO MISTÉRIO
      A santidade de Maria. «A santidade exemplar da Virgem Santíssima estimula os fiéis a levantarem ‘os olhos para Maria, que brilha como modelo de virtudes sobre toda a comunidade dos eleitos’ (LG 65). São virtudes sólidas e evangélicas, as suas: a fé e a dócil aceitação da Palavra de Deus; a obediência generosa; a humildade genuína; a caridade solícita; a sapiência reflexiva; a piedade para com Deus; a fortaleza no exílio e no sofrimento; a pobreza levada com dignidade e confiante em Deus» (Paulo VI, MC 57).

      • TERCEIRO MISTÉRIO
      O exemplo de Maria. «Das virtudes da Mãe se poderão também revestir os filhos que, com firmes propósitos, souberem reparar nos seus exemplos, para depois os traduzir na própria vida. E semelhante progresso na virtude aparecerá, assim, como consequência e fruto já maduro também, daquela força pastoral que promana do culto tributado à Virgem Santíssima» (Paulo VI, MC 57).

      • QUARTO MISTÉRIO
      Crescer na graça divina. «A piedade para com a Mãe do Senhor torna-se, para o fiel, ocasião de crescimento na graça divina, que é, de resto, a finalidade última de toda e qualquer atividade pastoral. Na realidade, é impossível honrar a ‘cheia de graça’, sem honrar o estado de graça em si próprio; quer dizer: a amizade com Deus, a comunhão com Ele e a inabitação do Espírito Santo. Esta graça divina reveste todo o ser humano e torna-o conforme a imagem do Filho de Deus» (Paulo VI, MC 57).

      • QUINTO MISTÉRIO
      Auxílio para o ser humano. «A Igreja católica, apoiada numa experiência de séculos, reconhece na devoção a Virgem Santíssima um auxílio poderoso para o ser humano em marcha para a conquista da sua própria plenitude. Maria, a Mulher nova, está ao lado de Cristo o Homem novo, em cujo mistério, somente, encontra verdadeira luz o mistério do ser humano; e está aí, qual penhor e garantia de que numa simples criatura, nela, se tornou já realidade o plano de Deus em Cristo, para a salvação de todo o ser humano» (Paulo VI, MC 57).

      © Laboratório da fé, 2014

      Maio 2014 — Mês de Maria: Feliz daquela que acreditou | 30 — pdf

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      • TEMA GERAL PARA O MÊS DE MARIA 2014 > > >

      Feliz daquela que acreditou
      Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 30.5.14 | Sem comentários

      Mistério da fé! [33]


      A Igreja é «uma comunidade sacerdotal. Os fiéis exercem o seu sacerdócio batismal através da participação, cada qual segundo a sua vocação própria, na missão de Cristo, sacerdote, profeta e rei» (Catecismo da Igreja Católica [CIC], 1546). Mas, ao serviço do «sacerdócio comum dos fiéis» (batizados), existe o «sacerdócio ministerial», conferido pelo Sacramento da Ordem. [Para ajudar a compreender melhor, ler: Hebreus 5, 1-10; Catecismo da Igreja Católica, números 1536 a 1553]

      «Tomado de entre os homens é constituído em favor dos homens,

      nas coisas respeitantes a Deus»

      — afirma o autor da Carta aos Hebreus para referir a missão do «Sumo Sacerdote». Esta Carta serve-se da tradição judaica para dar a conhecer a plenitude da novidade do cristianismo: Jesus Cristo é constituído, de uma vez para sempre, como o único e verdadeiro «sacerdote». No texto, o sacerdote é descrito com três elementos: a definição geral do sacerdote, mediador entre os seres humanos e Deus; a relação do sacerdote com os pecadores; a relação do sacerdote com Deus. Para aprofundar o tema, aconselha-se a leitura dos capítulos 28 e 29 do livro do Êxodo e todo o livro do Levítico.

      Ordem

      «A palavra ‘Ordo’, ‘ordem’, aplicava-se no uso civil romano, com um sentido colegial, a um grupo social, distinto do resto do povo: a ordem dos senadores, dos cavaleiros. Muito cedo passou a usar-se em registo cristão para designar os ministros dentro da comunidade: a ordem dos bispos, dos presbíteros, dos diáconos. E chamou-se ‘ordenação’ à celebração sacramental, na qual, com orações e gestos simbólicos, se confere a graça e o poder dos diversos ministérios, introduzindo uma pessoa na ‘ordem’ correspondente» (José Aldazábal, «Dicionário Elementar de Liturgia» [DEL], ed. Paulinas, Prior Velho, 2007, 210).

      Sacerdócio

      A palavra «sacerdócio» está relacionada com dois termos latinos que exprimem a capacidade de «dar» o «sagrado» («sacer», em latim). Ora, «em todas as religiões há pessoas constituídas como mediadoras entre a divindade – o sagrado, o transcendente – e o povo. Pessoas que trazem ao povo, da parte da divindade, a palavra ou o oráculo, e que levam à divindade, da parte do povo, a oração ou o sacrifício. [...] Em Israel, considerava-se que o povo inteiro, face às outras nações, exercia um verdadeiro sacerdócio (cf. Êxodo 19, 6), mas dentro da própria comunidade, foi-se estruturando, para o culto e para a palavra, o sacerdócio de determinadas pessoas, sobretudo da tribo de Levi (os levitas) e os descendentes de Aarão, em particular, quando já no Templo de Jerusalém se organizou o culto a Javé. [...] A grande novidade e plenitude do Cristianismo foi a convicção de que Jesus Cristo tinha sido constituído de uma vez por todas como o único e verdadeiro Sacerdote da Nova Aliança, que ‘não penetrou num santuário feito por mãos de homem, mas no próprio Céu, para se apresentar agora diante da aceitação de Deus em nosso favor’, como ‘Sumo Sacerdote dos bens futuros’, oferecendo-se a si mesmo como sacrifício definitivo por toda a humanidade: cf. Hebreus 3, 1; 4, 14ss; 9; 10… Cristo é o profeta e mestre que nos vem da parte de Deus e o sacerdote que se oferece a si mesmo como sacrifício em nome de toda a humanidade» (DEL 263).

      Ministerial

      A Igreja apresenta dois modos de participar no sacerdócio de Jesus Cristo: o «sacerdócio comum dos fiéis» e o «sacerdócio ministerial». Aquele é pertença de todos os batizados. Este é missão dos que, pelo sacramento da Ordem, «participam do sacerdócio de Cristo de um modo distinto, recebendo o Espírito que os faz atuar ‘in persona Christi Capitis’ (‘na pessoa de Cristo-Cabeça’), para serem pastores da comunidade» (DEL 264). É preciso compreender bem estas afirmações para não cair no erro de colocar em contraposição os dois modos eclesiais de «sacerdócio». Não há uma Igreja dualista! «O ministério do sacerdote ordenado só pode ser entendido como uma chamada ministerial particular para estar ao serviço do sacerdócio de todos os batizados. [...] É o sacerdócio dos batizados que determina a forma do sacerdócio ministerial, e não o contrário» (Catherine E. Clifford e Richard R. Gaillardetz, «As ‘chaves’ do Concílio», Paulinas Editora, Prior Velho, 2012, 138-139).

      «A identidade sacerdotal só pode ser descoberta fazendo a pergunta mais básica: Que significa viver o sacerdócio comum dos fiéis? Quais são as exigências do autêntico discipulado cristão? Só quando tivermos uma noção das respostas a estas perguntas poderemos analisar de que modo o sacerdócio ministerial deve ser entendido» (Catherine E. Clifford e Richard R. Gaillardetz... 134).






      Reflexões semanais sobre a «fé celebrada» (liturgia e Sacramentos) — Laboratório da fé, 2014
      Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 29.5.14 | Sem comentários

      PREPARAR O DOMINGO SÉTIMO DE PÁSCOA — ASCENSÃO


      No sétimo domingo de Páscoa, celebramos a «Ascensão do Senhor», o dia em que Jesus Cristo, depois de ressuscitar, ascende ao céu e se senta à direita do Pai (segunda leitura). Mas os discípulos não ficaram sozinhos, não permanecerão órfãos, serão «batizados no Espírito Santo» (primeira leitura), que lhes dará forças para pregar a «Boa Notícia» do Reino «até aos confins da terra». Mais ainda: o próprio Jesus promete-lhes que jamais os abandonará, que estará com eles «todos os dias, até ao fim dos tempos» (evangelho).
      Esta festa recorda-nos que a missão iniciada por Jesus há de ser continuada pela comunidade eclesial, cada um dos seus discípulos e discípulas tem de se sentir implicado. A tarefa é enorme. Outro mundo é possível, onde cada ser humano seja respeitado pelo que é e não pelo que tem; onde todas as mulheres e todos os homens considerem o próximo como irmã ou irmão, filhos de um único Pai. A tarefa da evangelização não está concluída: ainda há muito trabalho por realizar.
      É verdade que nem sempre estamos dispostos a agir, preferimos ficar «a olhar para o Céu», mas sabemos que Ele nunca nos falhará e ajudar-nos-á a sair da nossa apatia ou falta de esperança: ficou connosco... para sempre.

      © Javier Velasco-Arias

      © La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
      © tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
      A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor


      Preparar o domingo sétimo de Páscoa - Ascensão (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



      La biblia compartida — www.laboratoriodafe.net


      Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
      Outros artigos publicados no Laboratório da fé


      Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 29.5.14 | Sem comentários

      PREPARAR O DOMINGO SÉTIMO DE PÁSCOA — ASCENSÃO

      1 DE JUNHO DE 2014


      Atos dos Apóstolos 1, 1-11

      No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar, desde o princípio até ao dia em que foi elevado ao Céu, depois de ter dado, pelo Espírito Santo, as suas instruções aos Apóstolos que escolhera. Foi também a eles que, depois da sua paixão, Se apresentou vivo com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do reino de Deus. Um dia em que estava com eles à mesa, mandou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, «da qual – disse Ele – Me ouvistes falar. Na verdade, João baptizou com água; vós, porém, sereis baptizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias». Aqueles que se tinham reunido começaram a perguntar: «Senhor, é agora que vais restaurar o reino de Israel?». Ele respondeu-lhes: «Não vos compete saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade; mas recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra». Dito isto, elevou-Se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos. E estando de olhar fito no Céu, enquanto Jesus Se afastava, apresentaram-se-lhes dois homens vestidos de branco, que disseram: «Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu».



      Recebereis a força do Espírito Santo


      O texto no seu contexto
      . Lucas une o evangelho de Jesus («meu primeiro livro») com o nascimento da Igreja (Atos dos Apóstolos). A continuidade está marcada pelo mesmo protagonista: Jesus (anúncio do Reino, Paixão, Ressurreição e, agora, Ascensão). O segundo nexo é o Espírito Santo; primeiro, prometido (Lucas 24, 49) e depois, nos Atos, cumpre-se a promessa (Atos 1, 4); o próprio Espírito presente na vida de Jesus agora move, batiza e envia os apóstolos em missão. O terceiro elemento é Jerusalém: Lucas compreende a vida de Jesus como uma ascensão até Jerusalém, que agora se explica como centro a partir do qual se vai expandir a salvação até aos confins da terra. Para explicar o esquema da «ascensão», São Lucas primeiro usa a voz passiva: «foi elevado ao Céu»; além disso, serve-se de um esquema vertical que coloca a divindade nas alturas. Os apóstolos continuam a pensar na «restauração» de Israel. Por isso, é necessário que o Espírito Santo inaugure e leve por diante este novo tempo salvífico.

      O texto na história da salvação. Lucas quer explicitamente que a «ascensão» faça parte do acontecimento salvador de Jesus: é uma sequência completa: reino - paixão - ressurreição - ascensão. Jesus culmina o seu caminho, iniciado com a pregação do reino na Galileia, com a glorificação. Não estamos perante o fracasso de um projeto ou perante a ilusão duns seguidores idealistas. O próprio Deus interveio para glorificar o seu filho.

      Palavra de Deus para nós: sentido e celebração litúrgica. Os apóstolos não devem empreender a tarefa de uma restauração política ou religiosa de um sistema (seja qual for), mas a sua missão é ser «testemunhas» do ressuscitado. Com este termo conclui o evangelho de Lucas (24, 48) e, com este termo, de novo repetido, começa o livro dos Atos dos Apóstolos (1, 8). Da dramatização lucana da exaltação e glorificação de Jesus nasce a festa litúrgica da Ascensão, que é antecipação da nossa própria glória, unidos a Cristo.

      © Pedro Fraile Yécora, Homiletica
      © tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
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      Preparar o domingo sétimo de Páscoa - Ascensão (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

      Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 29.5.14 | Sem comentários

      FELIZ DAQUELA QUE ACREDITOU


      Da Exortação Apostólica do papa Paulo VI para a reta ordenação e desenvolvimento do culto à bem-aventurada Virgem Maria («Marialis Cultus»), 37: «A mulher contemporânea, desejosa de participar com poder de decisão nas opções da comunidade, contemplará com íntima alegria a Virgem Santíssima, que, assumida para o diálogo com Deus, dá o seu consentimento ativo e responsável (LG 56), não para a solução dum problema contingente, mas sim da ‘obra dos séculos’ como foi designada com justeza a Encarnação do Verbo; […] e reconhecerá em Maria, que é ‘a primeira entre os humildes e os pobres do Senhor’ (LG 55), uma mulher forte, que conheceu de perto a pobreza e o sofrimento, a fuga e o exílio, situações que não podem escapar à atenção de quem quiser secundar, com Espírito evangélico, as energias libertadoras do homem e da sociedade; e não lhe aparecerá Maria, ainda, como uma mãe ciosamente voltada só para o próprio Filho divino, mas sim como aquela Mulher que, com a sua ação, favoreceu a fé da comunidade apostólica, em Cristo, e cuja função materna se dilatou, vindo a assumir no Calvário dimensões universais».

      Mistérios


      • PRIMEIRO MISTÉRIO
      O culto a Maria. «A piedade da Igreja para com a bem-aventurada Virgem Maria é elemento intrínseco do culto cristão. Essa veneração, desde a saudação com que Isabel a bendiz até as expressões de louvor e de súplica da nossa época, constitui um excelente testemunho da sua norma de oração e um convite a reavivar nas consciências a sua norma de fé. E, em contrapartida, a norma de fé da Igreja exige também que, por toda a parte, floresça com pujança a sua norma de oração pelo que se refere à Mãe de Cristo» (Paulo VI, MC 56).

      • SEGUNDO MISTÉRIO
      O plano de Deus. «O culto da bem-aventurada Virgem Maria tem a sua suprema razão de ser na insondável e livre vontade de Deus, que, sendo a eterna e divina Caridade, realiza todas as coisas segundo um plano de amor: amou-a e fez-lhe grandes coisas, amou-a por causa de si mesmo e por causa de nós e, deu-a a si mesmo e no-la deu a nós» (Paulo VI, MC 56).

      • TERCEIRO MISTÉRIO
      Jesus Cristo, único caminho para o Pai. «Cristo é o único caminho para o Pai. Cristo é o modelo supremo, ao qual o discípulo deve conformar o próprio comportamento, até chegar ao ponto de ter em si os seus mesmos sentimentos, viver da sua vida e possuir o seu Espírito: foi isto o que a Igreja ensinou em todos os tempos e nada, na atividade pastoral, deve ensombrar esta doutrina» (Paulo VI, MC 57).

      • QUARTO MISTÉRIO
      Eficácia pastoral da piedade mariana. «A Igreja, instruída pelo Espírito e amestrada por uma experiência multissecular, reconhece que também a piedade para com a bem-aventurada Virgem Maria, subordinadamente à piedade para com o divino Salvador e em conexão com ela, tem uma grande eficácia pastoral e constitui uma força renovadora dos costumes cristãos» (Paulo VI, MC 57).

      • QUINTO MISTÉRIO
      A missão de Maria. «A multifacetada missão de Maria, em relação ao Povo de Deus, é, efetivamente, uma realidade sobrenatural, operante e fecunda no organismo eclesial. E dá gosto considerar cada um dos aspectos dessa missão e ver como todos eles se orientam, cada um com a sua eficácia própria, para o mesmo fim: reproduzir nos filhos as feições do Filho primogénito. Quer dizer: a materna intercessão da Virgem Santíssima, assim como a sua santidade exemplar, a graça divina, que está nela, tornam-se motivo de esperança para todo o género humano» (Paulo VI, MC 57).

      © Laboratório da fé, 2014

      Maio 2014 — Mês de Maria: Feliz daquela que acreditou | 29 — pdf

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      • TEMA GERAL PARA O MÊS DE MARIA 2014 > > >

      Feliz daquela que acreditou
      Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 29.5.14 | Sem comentários
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