FELIZ DAQUELA QUE ACREDITOU


Da Carta Encíclica do papa Francisco sobre a fé («Lumen Fidei»), 59: «A verdadeira maternidade de Maria garantiu, ao Filho de Deus, uma verdadeira história humana, uma verdadeira carne na qual morrerá na cruz e ressuscitará dos mortos. Maria acompanhá-Lo-á até à cruz, donde a sua maternidade se estenderá a todo o discípulo de seu Filho. Estará presente também no Cenáculo, depois da ressurreição e ascensão de Jesus, para implorar com os Apóstolos o dom do Espírito. O movimento de amor entre o Pai e o Filho no Espírito percorreu a nossa história; Cristo atrai-nos a Si para nos poder salvar. No centro da fé, encontra-se a confissão de Jesus, Filho de Deus, nascido de mulher, que nos introduz, pelo dom do Espírito Santo, na filiação adotiva».

Mistérios


  • PRIMEIRO MISTÉRIO
Semana das Vocações. «‘O Amor atrai o Amor’ (Santa Teresa de Jesus) e ao Tudo de Deus em favor dos Homens, Maria responde igualmente com a oferta de si aos irmãos, concretizada no serviço humilde àqueles que Deus colocou no Seu caminho. Sabendo que Deus fez nela maravilhas e que tal tesouro não pode ficar ‘enterrado’, deixou-Se arder em tal grau de caridade que Se esqueceu completamente de Si mesma para ‘em tudo amar e servir’ (Santo Inácio de Loyola)» (Guião para a Semana das Vocações, 2014).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
A coragem da fé de Maria. «Aquela que Isabel recebe na sua casa é a Virgem, que ‘acreditou’ no anúncio do Anjo e respondeu com fé, aceitando de modo corajoso o desígnio de Deus para a sua vida e acolhendo desta forma a Palavra eterna do Altíssimo. […] Foi mediante a fé que Maria pronunciou o seu sim, que ‘se abandonou a Deus sem reservas e se consagrou totalmente a si mesma como serva do Senhor, à pessoa e à obra do seu Filho’» (Bento XVI, Conclusão do Mês de Maria, 31 de maio de 2011).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
Maria acreditou com confiança. «Ao saudar Maria, Isabel exclama: ‘Bem-aventurada és tu que creste, dado que se hão de cumprir as coisas que te foram ditas da parte do Senhor’ (Lucas 1, 45). Maria verdadeiramente acreditou que ‘a Deus nada é impossível’ e, fortalecida por esta confiança, deixou-se guiar pelo Espírito Santo na obediência quotidiana aos seus desígnios. Como não desejar, para a nossa vida, o mesmo abandono confiante?» (Bento XVI, Conclusão do Mês de Maria, 31 de maio de 2011).

  • QUARTO MISTÉRIO
A resposta generosa a Deus. «Dirigindo-nos hoje à ‘cheia de graça’, peçamos-lhe que nos conceda também a nós, da Providência divina, poder pronunciar todos os dias o nosso ‘sim’ aos desígnios de Deus, com a mesma fé humilde e simples com que ela o pronunciou. Ela que, acolhendo em si mesma a Palavra de Deus, se abandonou a Ele sem reservas, nos oriente para uma resposta cada vez mais generosa e incondicional aos seus desígnios» (Bento XVI, Conclusão do Mês de Maria, 31 de maio de 2011).

  • QUINTO MISTÉRIO
A vida iluminada por Deus. «Neste tempo pascal, enquanto invocamos do Ressuscitado o dom do seu Espírito, confiemos a Igreja e o mundo inteiro à intercessão materna de Nossa Senhora. Maria Santíssima, que no Cenáculo invocou juntamente com os Apóstolos o Consolador, obtenha para cada batizado a graça de uma vida iluminada pelo mistério do Deus crucificado e ressuscitado, o dom de saber aceitar sempre na própria existência o senhorio daquele que, mediante a sua Ressurreição, derrotou a morte» (Bento XVI, Conclusão do Mês de Maria, 31 de maio de 2011).

© Laboratório da fé, 2014

Maio 2014 — Mês de Maria: Feliz daquela que acreditou | 6 — pdf

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Feliz daquela que acreditou
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 6.5.14 | Sem comentários

FELIZ DAQUELA QUE ACREDITOU


Da Carta Encíclica do papa Francisco sobre a fé («Lumen Fidei»), 59: «Podemos dizer que, na Bem-aventurada Virgem Maria, se cumpre aquilo em que insisti, isto é, que o crente se envolve todo na sua confissão de fé. Pelo seu vínculo com Jesus, Maria está intimamente associada com aquilo que acreditamos. Na conceção virginal de Maria, temos um sinal claro da filiação divina de Cristo: a origem eterna de Cristo está no Pai — Ele é o Filho em sentido total e único — e por isso nasce, no tempo, sem intervenção do homem. Sendo Filho, Jesus pode trazer ao mundo um novo início e uma nova luz, a plenitude do amor fiel de Deus que Se entrega aos homens».

Mistérios


  • PRIMEIRO MISTÉRIO
Semana das Vocações. «Eis que um dia, Deus bate à porta de Maria e apresenta-lhe um sonho novo, um projeto novo, diferente. E Maria perturba-se, pois quando Deus entra de verdade na nossa vida, perturba… Deus é sempre surpreendente… Como Maria é grande na sua resposta! Teve a audácia de dizer sim a Deus, e isto na obscuridade, sem ter as respostas ou as seguranças todas. Disse sim e nunca mais voltou atrás! Trocou o seu plano pelo de Deus… E ficámos todos a ganhar!» (Guião para a Semana das Vocações, 2014).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
A minha alma glorifica o Senhor. «A visita de Maria à parente Isabel é um acontecimento caracterizado pela alegria expressa mediante as palavras com as quais a Virgem Santa glorifica o Todo-Poderoso pelas maravilhas que Ele realizou, considerando a humildade da sua serva. O ‘Magnificat’ é o cântico de louvor que se eleva da humanidade redimida pela misericórdia divina, eleva-se todo o povo de Deus» (Bento XVI, Conclusão do Mês de Maria, 31 de maio de 2012).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
Maria pôs Deus no centro da sua vida. «Maria pôs Deus no centro da própria vida, abandonando-se à sua vontade com confiança, em atitude de docilidade humilde ao seu desígnio de amor. Por causa desta sua pobreza de espírito e humildade de coração, foi escolhida para ser o templo que traz em si o Verbo, o Deus feito homem. Portanto, dela é figura a ‘Filha de Sião’, que o profeta Sofonias convida a alegrar-se, a exultar de júbilo (cf. Sofonias 3, 14)» (Bento XVI, Conclusão do Mês de Maria, 31 de maio de 2012).

  • QUARTO MISTÉRIO
Aprender com a fé de Maria. «Todos devemos aprender sempre da nossa Mãe celeste: a sua fé exorta-nos a olhar para além das aparências e a acreditar firmemente que as dificuldades quotidianas preparam uma primavera que já teve início em Cristo ressuscitado. Do Coração Imaculado de Maria desejamos haurir com confiança renovada, para nos deixarmos contagiar pela sua alegria, que encontra a nascente mais profunda no Senhor» (Bento XVI, Conclusão do Mês de Maria, 31 de maio de 2012).

  • QUINTO MISTÉRIO
A alegria é o distintivo do cristão. «A alegria, fruto do Espírito Santo, é o distintivo fundamental do cristão: ela funda-se na esperança de Deus, tira força da oração incessante e permite enfrentar as tribulações com tranquilidade. São Paulo recorda-nos: ‘Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração’ (Romanos 12, 12). Estas palavras do apóstolo são como que um eco ao ‘Magnificat’ de Maria e exortam-nos a reproduzir em nós mesmos, na vida de todos os dias, os sentimentos de alegria na fé, próprios do cântico mariano» (Bento XVI, Conclusão do Mês de Maria, 31 de maio de 2012).

© Laboratório da fé, 2014

Maio 2014 — Mês de Maria: Feliz daquela que acreditou | 5 — pdf

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Feliz daquela que acreditou

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.5.14 | Sem comentários

REZAR O DOMINGO QUARTO DE PÁSCOA

11 DE MAIO DE 2014


Evangelho segundo João 10, 1-10

Naquele tempo, disse Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas entra por outro lado, é ladrão e salteador. Mas aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. O porteiro abre-lhe a porta e as ovelhas conhecem a sua voz. Ele chama cada uma delas pelo seu nome e leva-as para fora. Depois de ter feito sair todas as que lhe pertencem, caminha à sua frente e as ovelhas seguem-no, porque conhecem a sua voz. Se for um estranho, não o seguem, mas fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos». Jesus apresentou-lhes esta comparação, mas eles não compreenderam o que queria dizer. Jesus continuou: «Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas. Aqueles que vieram antes de Mim são ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os escutaram. Eu sou a porta. Quem entrar por Mim será salvo: é como a ovelha que entra e sai do aprisco e encontra pastagem. O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância».



Segunda, 5: A PORTA DE ENTRADA

Jesus compara-se a um porta por onde se passa para entrar na verdadeira vida. E diz-nos, também, que é o pastor das ovelhas, aquele de quem se escuta a voz para saber a direção aonde ir, para encontrar a pastagem onde será bom permanecer. Consideremos, portanto, esta imagem da porta de entrada como uma passagem da morte à Vida. Trata-se de sair e de entrar... Procuro a porta estreita por onde passar para seguir Cristo Ressuscitado e por ela escuto a voz que me chama!



Terça, 6: O LADRÃO E O SALTEADOR

Estamos avisados: são os ladrões e os salteadores que nos fazem avançar pelos caminhos da tristeza e da morte. Não se trata de ver o mal em tudo, mas de escutar Cristo Ressuscitado. Ele convida-nos à vigilância necessária para não responder a qualquer apelo, mas para discernir de quem é a voz que fala e reconhecer as palavras daquele que é, que era e que há de vir. Procuro reconhecer a voz amiga, a voz que me fala no meu caminho de Emaús!



Quarta, 7: O PASTOR

Com os olhos fixos no pastor de quem reconhecemos a voz, podemos falhar-lhe, hoje, como um amigo fala ao seu amigo: «Tu és, Senhor, o meu pastor: nada me falta. Levas-me a descansar em verdes prados, conduzes-me às águas refrescantes e reconfortas a minha alma. Tu me guias por sendas direitas por amor do teu nome. Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos, não temerei nenhum mal, porque Tu estás comigo: o teu cajado e o teu báculo me enchem de confiança» (cf. Salmo 22).



Quinta, 8: O PORTEIRO

Talvez nunca tenhamos reparado neste porteiro, de quem não se sabe nada. Abre a porta; e depois desaparece totalmente. Reconhecemos a maneira de agir de João Batista, que mostra Cristo e deixa-o passar à sua frente: «Este era aquele de quem eu disse: ‘O que vem depois de mim passou-me à frente, porque existia antes de mim’». Procuro estabelecer ligação com este porteiro, servo humilde, que abre a porta ao seu Mestre e amigo e àqueles que o seguem...



Sexta, 9: AS OVELHAS

Recordemos o pastor que vai à procura da ovelha perdida até a encontrar, que cuida de cada uma, com uma atenção particular para a mais frágil. Na nossa sociedade mais urbana, pode-se comparar o rebanho aos membros da comunidade, à equipa de reflexão, à vida associativa, à comunidade paroquial, a uma parte da humanidade. Procuro descobrir qual é a ovelha mais frágil, de quem me tenho de ocupar, prioritariamente. É aí que se reconhece a Igreja, Corpo de Cristo.



Sábado, 10: ELE CAMINHA

Jesus caminha. Caminha de cidade em cidade. Caminha de noite e de dia. Caminha do início ao fim da sua vida. Ressuscitado, caminha agora ao nosso encontro. Caminha nas nossas estradas, nas nossas famílias, à cabeça do rebanho de todos os nossos grupos humanos. Caminha no meio das nossas tristezas, dos nossos medos e das nossas incertezas. Caminha com todas as gerações, com todas as nações, com todas as religiões. Procuro ver Cristo que caminha, hoje, com e no meio de nós.



Domingo, 11: A VIDA EM ABUNDÂNCIA

Ele veio caminhar nas nossas estradas, para que, escutando-o e seguindo-o, tenhamos a vida em abundância. Que mistério! Sabemos bem que é difícil explicar o porquê e o como desta aventura humana e divina. Sabemos que se trata de felicidade: gratidão, beatitude, humildade, paz, simplicidade. Feliz sobriedade, como dizem alguns. O que escondeu aos sábios e inteligentes, revelou-o aos pequeninos. Talvez seja suficiente tornar-se manso como um cordeiro no meio de lobos, para encontrar a felicidade... Procuro o que há de mais humilde em mim, para acolher este dom que Deus me faz; e, com a humanidade inteira, rejubilo pela alegria de Cristo Ressuscitado.



© www.versdimanche.com
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014

Rezar o domingo quarto de Páscoa (Ano A), no Laboratório da fé, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.5.14 | Sem comentários

Palavra para hoje: terceiro domingo de páscoa


«Invocais como Pai», Aquele que não faz «aceção de pessoas». Palavras fortes! Deus não criou os seres humanos por acaso. Deus tem um projeto. E, através da ressurreição do seu Filho, associa cada um de nós a esse projeto. Assim, celebramos o Príncipe da Vida, Aquele que morreu, cravado numa cruz, como milhares de condenados. «Mas Deus ressuscitou-O». Ele, agora, vem ao nosso encontro, no caminho, quando a esperança parece um sonho perdido. Ele, agora, acompanha-nos, entra em diálogo connosco, partilha connosco o pão. «Compreendei o que está a acontecer». Testemunhamo-lo quando celebramos a fé na ressurreição, pois é na eucaristia que nos encontramos com Jesus Cristo e revivemos o mistério de Emaús.

Pergunta da semana: 

Compreendo a importância da ressurreição de Jesus Cristo?

Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 4.5.14 | Sem comentários

FELIZ DAQUELA QUE ACREDITOU


Da Carta Encíclica do papa Francisco sobre a fé («Lumen Fidei»), 58: «O mártir São Justino, na obra Diálogo com Trifão, tem uma expressão significativa ao dizer que Maria, quando aceitou a mensagem do Anjo, concebeu ‘fé e alegria’. De facto, na Mãe de Jesus, a fé mostrou-se cheia de fruto e, quando a nossa vida espiritual dá fruto, enchemo-nos de alegria, que é o sinal mais claro da grandeza da fé. Na sua vida, Maria realizou a peregrinação da fé seguindo o seu Filho. Assim, em Maria, o caminho de fé do Antigo Testamento foi assumido no seguimento de Jesus e deixa-se transformar por Ele, entrando no olhar próprio do Filho de Deus encarnado».

Mistérios


  • PRIMEIRO MISTÉRIO
Maria vai à pressa. «Quando Nossa Senhora, assim que recebeu o anúncio que seria mãe de Jesus, e também o anúncio de que a sua prima Isabel estava grávida partiu à pressa; não esperou. Não disse: ‘Mas agora eu estou grávida, e devo cuidar da minha saúde. A minha prima terá amigas que talvez a ajudem’. Ela sentiu algo e ‘partiu à pressa’. É bonito pensar isto de Nossa Senhora, da nossa Mãe que vai à pressa, porque sente algo dentro de si: ajudar» (Francisco, Homilia a 26 de maio de 2013).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
Maria vai para ajudar. «Maria vai para ajudar, e não para se gloriar e dizer à prima: ‘Escuta, agora sou eu que mando, porque sou a Mãe de Deus!’. Não, não agiu deste modo. Partiu para ajudar! E Nossa Senhora é sempre assim. É a nossa Mãe, que vem sempre depressa quando nós precisamos dela. Seria bonito acrescentar às Ladainhas de Nossa Senhora uma que reze assim: «Senhora que vai depressa, ora por nós!». Isto é bonito, verdade?» (Francisco, Homilia a 26 de maio de 2013).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
Maria não se esquece dos seus filhos. «Maria vai sempre à pressa, Ela não se esquece dos seus filhos. E quando os seus filhos se encontram em dificuldade, quando têm alguma necessidade e a invocam, Ela vem à pressa. E isto dá-nos uma segurança, a certeza de ter a Mãe ao lado, sempre ao nosso lado. Vamos, caminhamos melhor na vida quando temos a mão próxima de nós. Pensemos nesta graça de Nossa Senhora, nesta graça que Ela nos concede: de estar próxima de nós, mas sem nos fazer esperar. Sempre!» (Francisco, Homilia a 26 de maio de 2013).

  • QUARTO MISTÉRIO
Maria ajuda-nos a compreender Deus. «Nossa Senhora ajuda-nos também a compreender bem Deus, Jesus, a entender bem a vida de Jesus, a vida de Deus, a compreender bem o que é o Senhor, como é o Senhor, quem é Deus. […] O Pai é o Princípio, o Pai, Aquele que criou tudo, que nos criou a nós. […] Jesus vem ensinar-nos a Palavra de Deus. […] E Jesus veio para dar a sua vida por nós. O Pai cria o mundo; Jesus salva-nos. E o que faz o Espírito Santo? Ama-nos! Transmite-nos o amor! […] E é esta é a vida cristã: falar com o Pai, falar com o Filho e falar com o Espírito Santo» (Francisco, Homilia a 26 de maio de 2013).

  • QUINTO MISTÉRIO
Maria ensina-nos a compreender como é Deus. «Jesus salvou-nos, mas também caminha connosco na vida. […] Caminha connosco, ajuda-nos, guia-nos e ensina-nos a ir em frente. E Jesus também nos dá a força para caminhar. Ampara-nos nas dificuldades! Ampara-nos, ajuda-nos e guia-nos. Jesus caminha sempre connosco. […] Ele vem ao nosso encontro. […] Peçamos a Nossa Senhora, a Nossa Senhora nossa Mãe, sempre apressada para nos ajudar, que nos ensine a compreender bem como é Deus: como é o Pai, como é o Filho e como é o Espírito Santo» (Francisco, Homilia a 26 de maio de 2013).

© Laboratório da fé, 2014

Maio 2014 — Mês de Maria: Feliz daquela que acreditou | 4 — pdf

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Feliz daquela que acreditou
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 4.5.14 | Sem comentários

NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


«Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

Domingo, DIA DA RESSURREIÇÃO

Texto de reflexão para o terceiro domingo de páscoa

    33. [...] Estende-se a cada geração de crentes a saudação de Cristo, transbordante do dom messiânico da paz, conquistada pelo seu sangue e oferecida juntamente com o seu Espírito: «A paz esteja convosco!». No facto de Cristo voltar ao meio deles «oito dias depois», pode-se ver representado, na sua raiz, o costume da comunidade cristã de reunir todos os oito dias, no «dia do Senhor» o domingo, para professar a fé na sua ressurreição e recolher os frutos da bem-aventurança prometida por Ele: «Bem-aventurados os que, sem terem visto, acreditam!». Esta íntima conexão entre a manifestação do Ressuscitado e a Eucaristia é sugerida pelo evangelho de Lucas na narração dos dois discípulos de Emaús, aos quais Cristo fez companhia, servindo-lhes de guia na compreensão da Palavra e depois sentando-Se com eles à mesa. Reconheceram-n’O, quando Ele «tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o partir, entregou-lho». Os gestos de Jesus são os mesmos que realizou na última Ceia, com clara alusão à «fração do pão», como é denominada a Eucaristia na primeira geração cristã.
    1. É convite a reviver, de algum modo, a experiência dos dois discípulos de Emaús, que sentiram «o coração a arder no peito», quando o Ressuscitado caminhava com eles (cf. Lucas 24, 32.35).



    • Não podemos viver sem o domingo! — textos publicados no Laboratório da fé > > >



    Laboratório da fé celebrada, 2014
    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 3.5.14 | Sem comentários

    FELIZ DAQUELA QUE ACREDITOU


    Da Carta Encíclica do papa Francisco sobre a fé («Lumen Fidei»), 58: «Em Maria, Filha de Sião, tem cumprimento a longa história de fé do Antigo Testamento, com a narração de tantas mulheres fiéis a começar por Sara; mulheres que eram, juntamente com os Patriarcas, o lugar onde a promessa de Deus se cumpria e a vida nova desabrochava. Na plenitude dos tempos, a Palavra de Deus dirigiu-se a Maria, e Ela acolheu-a com todo o seu ser, no seu coração, para que n’Ela tomasse carne e nascesse como luz para os homens».

    Mistérios


    • PRIMEIRO MISTÉRIO
    Maria. «Maria ouve os acontecimentos, ou seja, lê os eventos da sua vida, está atenta à realidade concreta e não se limita à superfície, mas vai às profundezas, para compreender o seu significado. […] Maria está atenta ao significado, sabe compreendê-lo: ‘A Deus nada é impossível’ (Lucas 1, 37)» (Francisco, Conclusão do Mês de Maria, 31 de maio de 2013).

    • SEGUNDO MISTÉRIO
    Escuta. «Isto é válido também na nossa vida: escuta de Deus que nos fala, e escuta também da realidade quotidiana, atenção às pessoas, aos acontecimentos, porque o Senhor está à porta da nossa vida e bate de muitos modos, lançando sinais ao longo do nosso caminho; dá-nos a capacidade de os ver. Maria é a Mãe da escuta, da escuta atenta de Deus e da escuta igualmente atenta dos acontecimentos da vida» (Francisco, Conclusão do Mês de Maria, 31 de maio de 2013).

    • TERCEIRO MISTÉRIO
    Decisão. «Na vida é difícil tomar decisões, e muitas vezes tendemos a adiar, a deixar que outras pessoas decidam por nós, frequentemente preferimos deixar-nos levar pelos acontecimentos, seguir a moda do momento; às vezes sabemos o que devemos levar a cabo, mas não temos a coragem de o fazer, ou parece-nos demasiado difícil porque significa ir contra a corrente» (Francisco, Conclusão do Mês de Maria, 31 de maio de 2013).

    • QUARTO MISTÉRIO
    Ação. «Às vezes, limitamo-nos à escuta, à reflexão […] e talvez compreendamos claramente a decisão que devemos tomar, mas não realizamos a passagem para a ação. E sobretudo não nos pomos em jogo […] rumo aos outros para lhes prestar a nossa ajuda, a nossa compreensão e a nossa caridade; para levar, a exemplo de Maria, aquilo que possuímos de mais precioso e que recebemos, Jesus e o seu Evangelho, com a palavra e sobretudo com o testemunho concreto do nosso agir (Francisco, Conclusão do Mês de Maria, 31 de maio de 2013).

    • QUINTO MISTÉRIO
    Maria, mulher da escuta, da decisão e da ação. «Maria, mulher da escuta, […] faz com que saibamos ouvir a realidade em que vivemos, cada pessoa que encontramos, especialmente quem é pobre e necessitado, quem se encontra em dificuldade. Maria, Mulher da decisão, […] concede-nos a coragem da decisão, de não nos deixarmos arrastar para que outros orientem a nossa vida. Maria, Mulher da ação, faz com que as nossas mãos e os nossos pés se movam ‘apressadamente’ rumo aos outros, […] para levar ao mundo, como tu, a luz do Evangelho (Francisco, Conclusão do Mês de Maria, 31 de maio de 2013).

    © Laboratório da fé, 2014

    Maio 2014 — Mês de Maria: Feliz daquela que acreditou | 3 — pdf

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    Feliz daquela que acreditou
    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 3.5.14 | Sem comentários

    FELIZ DAQUELA QUE ACREDITOU


    Da Carta Encíclica do papa Francisco sobre a fé («Lumen Fidei»), 58: «Na parábola do semeador, São Lucas refere estas palavras com que o Senhor explica o significado da ‘terra boa’: ‘São aqueles que, tendo ouvido a palavra com um coração bom e virtuoso, conservam-na e dão fruto com a sua perseverança’ (Lucas 8, 15). No contexto do Evangelho de Lucas, a menção do coração bom e virtuoso, em referência à Palavra ouvida e conservada, pode constituir um retrato implícito da fé da Virgem Maria; o próprio evangelista fala-nos da memória de Maria, dizendo que conservava no coração tudo aquilo que ouvia e via, de modo que a Palavra produzisse fruto na sua vida. A Mãe do Senhor é ícone perfeito da fé, como dirá Santa Isabel: ‘Feliz de ti que acreditaste’ (Lucas 1, 45).

    Mistérios


    • PRIMEIRO MISTÉRIO
    Maria guia-nos sempre para Jesus Cristo. «É a nossa Mãe, Maria, Aquela que com mão firme nos guia rumo ao seu Filho Jesus. Maria guia-nos sempre para Jesus. O acontecimento da visita de Maria a Isabel indica como Maria enfrenta o caminho da sua vida com grande realismo, humanidade e consistência. Três palavras resumem a atitude de Maria: escuta, decisão e ação. Palavras que indicam um caminho também para nós diante daquilo que o Senhor nos pede na vida. Escuta, decisão e ação» (Francisco, Conclusão do Mês de Maria, 31 de maio de 2013).

    • SEGUNDO MISTÉRIO
    Escuta. «De onde nasce o gesto de Maria, de ir visitar a sua parente Isabel? De uma palavra do Anjo de Deus: ‘Também Isabel, tua parente, concebeu um filho na sua velhice...» (Lucas 1, 36). Maria sabe ouvir a Deus. Atenção: não se trata de um simples ‘escutar’, um ouvir superficial, mas é uma ‘escuta’ feita de atenção, de acolhimento e de disponibilidade a Deus. Não é o modo distraído com que às vezes nos pomos diante do Senhor ou perante os outros: escutamos as palavras, mas não ouvimos verdadeiramente. Maria está atenta a Deus, ouve Deus (Francisco, Conclusão do Mês de Maria, 31 de maio de 2013).

    • TERCEIRO MISTÉRIO
    Decisão. «Maria não vive ‘apressada’, ansiosamente, mas, como são Lucas ressalta, ‘ponderava tudo no seu coração’ (cf. Lucas 2, 19.51). E também no momento decisivo da Anunciação do Anjo, Ela pergunta: ‘Come acontecerá isto?’ (Lucas 1, 34). Mas não se detém nem sequer no momento da reflexão; dá um passo em frente: decide. Não vive apressadamente, mas só quando é necessário ‘vai à pressa’ (Francisco, Conclusão do Mês de Maria, 31 de maio de 2013).

    • QUARTO MISTÉRIO
    Ação. «Maria pôs-se a caminho ‘apressadamente…’ (cf. Lucas 1, 39). Apesar das dificuldades, das críticas que terá recebido devido à sua decisão de partir, não se detém diante de nada. E assim vai ‘depressa’. Na oração diante de Deus que fala, ponderando e meditando sobre os acontecimentos da sua vida, Maria não tem pressa, não se deixa levar pelo momento, não se deixa arrastar pelos eventos. Mas quando compreende claramente o que Deus lhe pede, o que deve levar a cabo, não hesita, não se atrasa, mas vai ‘depressa’. Santo Ambrósio comenta: ‘A graça do Espírito Santo não permite demoras’ (Francisco, Conclusão do Mês de Maria, 31 de maio de 2013).

    • QUINTO MISTÉRIO
    Maria, Mulher da escuta, da decisão e da ação. «Maria, Mulher da escuta, abre os nossos ouvidos; faz com que saibamos ouvir a Palavra do teu Filho Jesus, no meio das mil palavras deste mundo. […] Maria, Mulher da decisão, ilumina a nossa mente e o nosso coração, a fim de que saibamos obedecer à Palavra do teu Filho Jesus, sem hesitações […]. Maria, Mulher da ação, faz com que as nossas mãos e os nossos pés se movam ‘apressadamente’ rumo aos outros, para levar a caridade e o amor do teu Filho Jesus, para levar ao mundo, como tu, a luz do Evangelho (Francisco, Conclusão do Mês de Maria, 31 de maio de 2013).

    © Laboratório da fé, 2014

    Maio 2014 — Mês de Maria: Feliz daquela que acreditou | 2 — pdf

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    Feliz daquela que acreditou
    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 2.5.14 | Sem comentários

    Mistério da fé! [29]


    A Unção dos Enfermos (ou dos Doentes) não é apenas um Sacramento para os doentes e idosos; é também um Sacramento para acompanhar o sofrimento em qualquer etapa da vida. Entre os «efeitos» da Unção dos Enfermos conta-se a união à Paixão de Jesus Cristo (cf. Catecismo da Igreja Católica [CIC], 1521 e 1532). [Para ajudar a compreender melhor, ler: Colossenses 1, 24-28; Catecismo da Igreja Católica, números 1520 a 1532]

    «Completo na minha carne o que falta às tribulações de Cristo»

    — escreve Paulo na Carta aos Colossenses. O termo «carne» traduz a totalidade do ser (cf. Bíblia Sagrada, Nota ao versículo 24 do primeiro capítulo da Carta aos Colossenses, Difusora Bíblica, 1932-1933). Neste texto, que dá início ao chamado «Evangelho de Paulo», o autor, a partir da sua experiência pessoal, traça um retrato do verdadeiro discípulo de Jesus Cristo. Em primeiro lugar, numa situação concreta de sofrimento, «em vez de se deixar entristecer ou abater pelos seus sofrimentos, põe a sua alegria em Cristo, que vive nele, e dedica-se totalmente à Igreja de Cristo. A união pessoal de Paulo com Cristo é personificada em cada um dos cristãos» (Bíblia Sagrada, Nota ao versículo 24 do primeiro capítulo da Carta aos Colossenses, Difusora Bíblica, 1932). Ao contrário do que possa parecer (através duma leitura rápida e apressada), a frase de Paulo não afirma que a Paixão de Jesus Cristo está incompleta, precisando, portanto, da nossa ação para se completar. Essa era precisamente a falsa doutrina que Paulo quis rebater nesta Carta. A sua intenção é afirmar que não há nada a acrescentar ao Evangelho. Mas, porque somos membros do Corpo de Cristo, podemos associar (unir) os nossos sofrimentos à Paixão de Jesus Cristo. Assim, o cristão torna-se uma reprodução mística de Jesus Cristo.

    Unção dos Enfermos

    Uma designação válida (e oportuna) para referir este Sacramento é «Santa Unção» (a fórmula sacramental começa assim: «Por esta santa Unção»). Esta terminologia aparece nos textos do Ritual da Unção e Pastoral dos Doentes. Desta forma, exprime-se a maior amplitude do Sacramento. Ao dizer «Unção dos Enfermos» pode-se levar a uma associação exclusiva às situações de doença. Ora, a graça sacramental não se confina às situações de enfermidade. A Santa Unção pode ser celebrada com os idosos ou antes de uma intervenção cirúrgica (cf. Ritual Romano da Unção e Pastoral dos Doentes. Preliminares, 8-15). Por isso, é importante que «na catequese, tanto individual como familiar, instruam-se os fiéis para que eles próprios peçam a Unção e se aproximem em tempo oportuno a recebê-la com plena fé» (Ritual..., 13). Infelizmente, ainda há muitos que «têm medo deste Sacramento e adiam-no para o fim, porque pensam tratar-se de uma espécie de ‘sentença de morte’. O contrário é que está certo: a Unção dos Enfermos é uma espécie de ‘seguro de vida’. Quem, como cristão, acompanha um doente deve libertá-lo deste falso temor. A maior parte das pessoas que estão em risco tem a intuição de que nada mais é importante nesse momento que se apertarem imediata e incondicionalmente Àquele que superou a morte e é a própria Vida: Jesus, o Salvador» (Catecismo Jovem da Igreja Católica [YOUCAT], 245).

    União à Paixão de Cristo

    A doença e o sofrimento «fazem parte da nossa condição humana [...]. Embora Deus permita a existência do sofrimento no mundo, certamente não se alegra com isto. De facto, nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, amava os doentes, dedicou grande parte do seu ministério na terra à cura dos doentes e ao consolo dos aflitos. O nosso Deus é um Deus de compaixão e de consolação. E espera de nós que usemos todos os meios ordinários para impedir, aliviar e eliminar o sofrimento e a doença. [...] Contudo, ainda depois de todos estes esforços, o sofrimento e a doença existem. O cristão vê um significado no sofrimento. Suporta este sofrimento com paciência, amor de Deus, e generosidade. [...] Quando o sofrimento está unido à Paixão de Cristo e à sua morte redentora, então adquire grande valor para a pessoa, para a Igreja e para a sociedade» (João Paulo II, Discurso durante a visita aos doentes, 13 de fevereiro de 1982).

    «A fé não é luz que dissipa todas as nossas trevas, mas lâmpada que guia os nossos passos na noite, e isto basta para o caminho. Ao humano que sofre, Deus não dá um raciocínio que explique tudo, mas oferece a sua resposta sob a forma duma presença que o acompanha, duma história de bem que se une a cada história de sofrimento para nela abrir uma brecha de luz» (Francisco, Carta Encíclica sobre a fé — «Lumen Fidei», 57).






    Reflexões semanais sobre a «fé celebrada» (liturgia e Sacramentos) — Laboratório da fé, 2014
    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 1.5.14 | Sem comentários

    PREPARAR O DOMINGO TERCEIRO DE PÁSCOA

    4 DE MAIO DE 2014


    Atos dos Apóstolos 2, 14.22-33

    No dia de Pentecostes, Pedro, de pé, com os onze Apóstolos, ergueu a voz e falou ao povo: «Homens da Judeia e vós todos que habitais em Jerusalém, compreendei o que está a acontecer e ouvi as minhas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem acreditado por Deus junto de vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus realizou no meio de vós, por seu intermédio, como sabeis. Depois de entregue, segundo o desígnio imutável e a previsão de Deus, vós destes-Lhe a morte, cravando-O na cruz pela mão de gente perversa. Mas Deus ressuscitou-O, livrando-O dos laços da morte, porque não era possível que Ele ficasse sob o seu domínio. Diz David a seu respeito: ‘O Senhor está sempre na minha presença, com Ele a meu lado não vacilarei. Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta e até o meu corpo descansa tranquilo. Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos, nem deixareis o vosso Santo sofrer a corrupção. Destes-me a conhecer os caminhos da vida, a alegria plena em vossa presença’. Irmãos, seja-me permitido falar-vos com toda a liberdade: o patriarca David morreu e foi sepultado e o seu túmulo encontra-se ainda hoje entre nós. Mas, como era profeta e sabia que Deus lhe prometera sob juramento que um descendente do seu sangue havia de sentar-se no seu trono, viu e proclamou antecipadamente a ressurreição de Cristo, dizendo que Ele não O abandonou na mansão dos mortos, nem a sua carne conheceu a corrupção. Foi este Jesus que Deus ressuscitou e disso todos nós somos testemunhas. Tendo sido exaltado pelo poder de Deus, recebeu do Pai a promessa do Espírito Santo, que Ele derramou, como vedes e ouvis».



    Deus ressuscitou-O, livrando-O dos laços da morte


    O texto no seu contexto
    . O autor dos Atos dos Apóstolos apresenta Pedro a pronunciar um discurso, cheio do Espírito Santo, no dia de Pentecostes. Supõe-se que os ouvintes são judeus, pelo que Pedro argumenta com a Escritura, com dois Salmos: o 16 e o 110. Segundo a tradição judaica, David é o autor dos salmos; ao falar na primeira pessoa, será de pensar que se refere a ele. O texto citado diz que «não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos, nem deixareis o vosso Santo sofrer a corrupção»; contudo — diz Pedro —, nós conhecemos o sepulcro de David. Pedro dá mais um passo argumentando que, na realidade, David fala de forma profética; não se refere a ele, mas a Jesus, que não experimentou a corrupção do sepulcro.

    O texto na história da salvação. A missão cristã tem a sua matriz nas escrituras judaicas. Não são dois planos de salvação que Deus tem, mas um só: promessa e cumprimento, antecipação e realização, esboço e obra. Os textos da Antiga Aliança são lidos pelos primeiros cristãos com carácter de pré-anúncio: falam de Jesus, embora de forma velada e incompleta. A salvação de Jesus não nasce do nada, mas foi preparada cuidadosamente pelo seu Pai, Deus.

    Palavra de Deus para nós: sentido e celebração litúrgica. Lemos, no terceiro domingo de Páscoa (Ano A), a primeira parte do discurso de São Pedro; a segunda lê-se na próxima semana. Pedro é o pescador da Galileia que anuncia, no meio dos judeus de Jerusalém, a salvação trazida por Jesus. Não o faz pelas suas próprias forças, mas impelido pelo Espírito Santo. O Espírito é o verdadeiro motor e artífice da missão da Igreja.

    © Pedro Fraile Yécora, Homiletica
    © tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
    A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

    Preparar o domingo terceiro de Páscoa (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 1.5.14 | Sem comentários

    FELIZ DAQUELA QUE ACREDITOU


    Da Carta Encíclica do papa Francisco sobre a fé («Lumen Fidei»), 60:
    A Maria, Mãe da Igreja e Mãe da nossa fé, nos dirigimos, rezando-lhe:

    Ajuda, ó Mãe, a nossa fé.

    Abre o nosso ouvido à Palavra,
    para reconhecermos a voz de Deus
    e o seu chamamento.

    Desperta em nós
    o desejo de seguir os seus passos,
    saindo da nossa terra
    e acolhendo a sua promessa.

    Ajuda-nos a deixar-nos tocar
    pelo seu amor,
    para podermos tocá-Lo com a fé.

    Ajuda-nos a confiar-nos plenamente a Ele,
    a crer no seu amor,
    sobretudo nos momentos
    de tribulação e cruz,
    quando a nossa fé
    é chamada a amadurecer.

    Semeia, na nossa fé,
    a alegria do Ressuscitado.
    Recorda-nos que quem crê
    nunca está sozinho.

    Ensina-nos a ver com os olhos de Jesus,
    para que Ele seja luz no nosso caminho.

    E que esta luz da fé
    cresça sempre em nós
    até chegar aquele dia sem ocaso
    que é o próprio Cristo,
    teu Filho, nosso Senhor.
    Amen.

    © Adaptação de Laboratório da fé, 2014

    • MEDITAÇÕES PARA CADA DIA  > > >
    • TEMA GERAL PARA O MÊS DE MARIA 2014 > > >

    Feliz daquela que acreditou
    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 1.5.14 | Sem comentários

    FELIZ DAQUELA QUE ACREDITOU


    O mês de Maio, popularmente designado como «Mês de Maria», desafia-nos a entrar na «casa» de Maria para aprender dela o caminho da fé. É oportunidade para contemplar a luz que ilumina a vida de Maria, para que a nossa vida seja também envolvida por essa luz intensa. Neste caminho, um ponto inicial acontece aquando da visita do mensageiro de Deus. É a Anunciação do Anjo, o anúncio da Boa Nova que vem salvar o seu povo, ao qual se segue o «sim» humilde de Maria que acolhe a promessa. Nela, Deus vem habitar na casa da Humanidade. Nela, o Verbo faz-se carne. Nela, a Palavra de Deus é «luz para os homens». Humilde, simples, pobre, sem orgulho nem vaidade, Maria deixa-se penetrar pelo amor do seu Deus.

    Maio, Mês de Maria: feliz daquela que acreditou!

    A reflexão do papa Francisco sobre a fé termina com uma referência a Maria, «ícone perfeito da fé, como dirá Santa Isabel: ‘Feliz de ti que acreditaste’ (Lucas 1, 45)» (Francisco, Carta Encíclica sobre a fé — «A luz da fé» — LF], 58). Isabel proclama a felicidade de Maria associada à sua fé, ao seu acreditar. Este é outro ponto fundamental para compreender a figura de Maria. Ela foi «a primeira que acreditou e esperou em Cristo, a primeira que O seguiu desde sua vinda ao mundo até sua morte-ressurreição: uma prioridade que não é meramente temporal, mas qualitativamente supre­ma. A existência cristã ficou insuperavelmente configurada em Maria, em sua adesão pessoal a Cristo e na participação em sua missão salvadora: em síntese, em sua entrega a Cristo e com Ele aos homens. Assim aparece a conexão entre o sentido que Maria deu à sua vida e o sentido que cada cristão é chamado a dar à sua própria vida: a resposta permanente e sempre nova a Cristo na fé-esperança-amor, na entrega a Cristo e aos homens» (Juan Alfaro, «Maria, A bem-aventurada porque acreditou», Edições Loyola, S. Paulo 1986, 6). Por isso, o Papa afirma que em Maria se cumpre o que foi refletido sobre a fé: «que o crente se envolve todo na sua confissão de fé. Pelo seu vínculo com Jesus, Maria está intimamente associada com aquilo que acreditamos» (LF 59). Em tempo de Páscoa, «envolvido numa luz intensa», o cristão aprende com Maria a acompanhar Jesus Cristo, antes e depois da Ressurreição, como confirmam os Atos dos Apóstolos (capítulo 1, versículo 14): «E todos unidos pelo mesmo sentimento, entregavam-se assiduamente à oração, com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus». A felicidade de Maria no seu acreditar é um testemunho para todos os cristãos, quer da Igreja nascente, quer da Igreja do terceiro milénio. Por isso, «se a fé é sinónimo de ‘estar com Jesus’, Maria ensina-nos esta arte, desde que cada um encontre um tempo próprio, para que, livre de preocupações, saboreie a graça deste encontro, aprofundando o sentido da vida e restituindo esperança a quem se sente perplexo» (Dom Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga). Por fim, a Visitação de Maria à sua prima Isabel (festa litúrgica que se celebra no último dia do mês: 31 de maio) recorda que «Maria sai da sua casa natal, inicia a sua viagem, metáfora de todas as viagens da alma e da própria vida. Quando abres a tua vida a Deus, então nunca mais deves ter moradas. A dinâmica da existência processa-se do interior para o exterior, da própria casa para o espaço do mundo, do eu para o espaço dos afetos e das relações» (Ermes Ronchi, «As casas de Maria. Polifonia da existência e dos afetos», ed Paulinas, Prior Velho 2009, 25).

    Laboratório da Fé celebrada

    «Continuamos o encargo de ‘redescobrir a Identidade Cristã’ num compromisso de mergulhar numa compreensão mais consciente da fé. Ela é dom de Deus a acolher e compreender. Compreender através da reflexão e acolher mediante momentos de intimidade com Deus por Jesus Cristo e no Espírito Santo. Como peregrinos e membros dum Povo, necessitamos de olhar para referências e aproveitar os momentos favoráveis. […] Embora a devoção seja já antiga, o mês de Maio, particularmente, tornou-se um tempo carregado duma densidade mariana que não pode ser esquecida. […] Saibamos aproveitar este tempo e peçamos a Maria que nos coloque na dinâmica dos ‘eixos’ apontados pelo nosso Programa Pastoral: Domingo, Oração, sacramentos, Ministérios, Ano litúrgico e Religiosidade Popular. Tudo são itinerários para um encontro com Cristo presente na comunidade, pois ‘onde dois ou três estão reunidos no meu nome, Eu estarei no meio deles’ (Mateus 18, 20)» (Dom Jorge Ortiga).

    © Laboratório da fé, 2014

    • ORAÇÃO PARA TODOS OS DIAS > > >
    • TEMA DIÁRIO PARA O MÊS DE MARIA 2013 > > >

    Feliz daquela que acreditou
    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 1.5.14 | Sem comentários
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