NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


«Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

Domingo, DIA DA PALAVRA

Texto de reflexão para o domingo sexto

    40. […] Com efeito, se a leitura do texto sagrado, realizada em espírito de oração e na docilidade à interpretação eclesial (cf. Constituição Dogmática sobre a Divina Revelação — «Dei Verbum», 25), não anima habitualmente a vida dos indivíduos e das famílias cristãs, é difícil que a mera proclamação litúrgica da Palavra de Deus possa dar os frutos esperados. São, pois, muito louváveis aquelas iniciativas com que as comunidades paroquiais, através do envolvimento de todos os que participam na Eucaristia — sacerdote, ministros e fiéis — preparam a liturgia dominical durante a semana, refletindo antes sobre a Palavra de Deus que será proclamada. O objetivo a ser alcançado é que toda a celebração, enquanto oração, escuta, canto, e não só a homilia, exprima, de algum modo, a mensagem da liturgia dominical, para que possa influir eficazmente em todos os que nela participam. Muito depende, obviamente, da responsabilidade daqueles que exercem o ministério da Palavra. Sobre eles grava o dever de prepararem com particular cuidado, pelo estudo do texto sagrado e pela oração, o comentário à palavra do Senhor, apresentando fielmente os seus conteúdos e atualizando-os à luz das questões e da vida dos homens e mulheres do nosso tempo.



    • Não podemos viver sem o domingo! — textos publicados no Laboratório da fé > > >



    Laboratório da fé celebrada, 2013
    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.2.14 | Sem comentários

    Mistério da fé! [19]


    «Prepare-se para os fiéis, com maior abundância, a mesa da Palavra de Deus» — recomenda o II Concílio do Vaticano (Constituição Conciliar sobre a Liturgia — «Sacrosanctum Concilium», 51). Haverá ainda quem pense que basta chegar ao «Credo» para participar na Missa?! Não pode haver eucaristia sem a mesa da Palavra (Liturgia da Palavra). [Para ajudar a compreender melhor, ler: Lucas 11, 27-28); Catecismo da Igreja Católica, números (CIC) 1349]

    «Felizes, antes, os que escutam a Palavra de Deus

    e a põem em prática»

    — afirma Jesus Cristo, no evangelho segundo Lucas. Pela resposta, percebe-se que todos podem acolher e viver esta proposta de «felicidade», cujo fundamento é o próprio Jesus Cristo. Neste sentido, convém recordar que Bíblia é Palavra de Deus, mas não é «a» Palavra de Deus! A Palavra de Deus é Jesus Cristo! «Jesus é a Palavra de Deus Pai descida ao coração de todo o crente».

    Eucaristia

    «Todos se congregam. Os cristãos reúnem-se num mesmo lugar para a assembleia eucarística» (CIC 1348). Eis outra expressão usada para designar a Eucaristia: «Assembleia eucarística (‘synaxis’), porque a Eucaristia é celebrada em assembleia de fiéis, expressão visível da Igreja» (CIC 1329). Ao mesmo tempo, é também a (primeira) expressão visível da liturgia cristã (cf. temas 1 e 2). «Em grego, esta congregação de fiéis chama-se ‘synaxis’. A palavra assembleia vem do latim, ‘assimulare’, que significa juntar de ‘simul’, ao mesmo tempo. [...] Desde a primeira geração, a assembleia litúrgica é uma realidade importante, no conjunto da vida cristã» (José Aldazábal, «Dicionário Elementar de Liturgia» [DEL], ed. Paulinas, Prior Velho, 2007, 41), porque a assembleia cristã nunca deixou de se reunir para celebrar o domingo, o primeiro dia da semana, dia da Ressurreição (Páscoa), dia da Eucaristia.

    Mesa da Palavra

    Na Eucaristia, temos duas mesas: «a mesa da Palavra e a mesa eucarística. A primeira prepara-nos para vivermos melhor e com mais fecundidade a segunda. Hoje temos uma riqueza imensa de textos proclamados na mesa da Palavra. É Deus que está presente e nos fala. A Palavra fortalece, alimenta, dá fé, cura. Nas Eucaristias feriais, da semana, temos uma leitura, a proclamação do Salmo e o Evangelho, tudo isto preparado por um ato penitencial e, às vezes, pelo canto do glória. Ao domingo e nas Solenidades temos duas leituras, quase sempre uma do Antigo Testamento e outra do Novo, além da proclamação do Salmo e da leitura do Evangelho. É bonito e consolador cair na conta de que, nos dias de semana, temos dois ciclos de primeira leitura, ou seja, uma para os anos pares, outra para os anos ímpares, conservando-se o Evangelho nos dois ciclos. Mas mais enriquecedora é a maravilha dos três ciclos, chamados ano A, ano B, ano C, em que, nos domingos, somos convidados a escutar e meditar nas três leituras, além do Salmo dito responsorial. Uma variedade imensa de leituras, que colocam diante de nós um precioso alimento. Precisamos de nos habituar a preparar a mesa da Palavra em casa, lendo, em família, as leituras que vão ser proclamadas na Eucaristia, procurando assimilá-las, rezar com elas, fazer partilha em ambiente familiar ou em grupo» (Dário Pedroso, «Mistério da Fé», Editorial AO, Braga 2005, 21-22).

    [Para aprofundar o tema, ler a Exortação Apostólica Pós-Sinodal (Bento XVI) sobre a Palavra de deus na vida e na missão da Igreja — «Verbum Domini»]

    Ambão

    A mesa da Palavra, no espaço litúrgico, designa-se com o termo «ambão». «A palavra latina ‘ambo’ vem do grego, ‘anabaino’ (subir), e designava um lugar elevado, a tribuna, com varanda e atril, próxima da nave, donde se proclamava a Palavra ao povo. [...] ‘A dignidade da Palavra de Deus requer que haja na igreja um lugar adequado para a sua proclamação e para o qual, durante a liturgia da Palavra, convirja espontaneamente a atenção dos fiéis’. [...] ‘Um lugar elevado, fixo, dotado de conveniente disposição e nobreza, que corresponda à dignidade da Palavra de Deus e, ao mesmo tempo, recorde com clareza aos fiéis que, na Missa, se prepara tanto a mesa da Palavra de Deus como a mesa do Corpo de Cristo’. O Missal especifica que o ambão está ‘reservado’ à proclamação da Palavra, e desaconselha que, a partir dele, se profiram outras palavras. Para as admonições, ensaios e direção dos cânticos, para os avisos e, se possível, também, para as orações dos fiéis e até para a homilia, seria melhor que se encontrasse outro lugar» (DEL, 26-27).

    «Quando estamos a escutar a Palavra de Deus e nos é derramada nos ouvidos a Palavra de Deus que é carne de Cristo e seu sangue, se nos distrairmos com outra coisa, não incorremos em grande perigo?» (S. Jerónimo).






    Reflexões semanais sobre a «fé celebrada» (liturgia e Sacramentos) — Laboratório da fé, 2013
    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.2.14 | Sem comentários

    PREPARAR O DOMINGO SEXTO

    16 DE FEVEREIRO DE 2014


    Ben-Sirá 15, 16-21 (15-20)

    Se quiseres, guardarás os mandamentos: ser fiel depende da tua vontade. Deus pôs diante de ti o fogo e a água: estenderás a mão para o que desejares. Diante do homem estão a vida e a morte: o que ele escolher, isso lhe será dado. Porque é grande a sabedoria do Senhor, Ele é forte e poderoso e vê todas as coisas. Seus olhos estão sobre aqueles que O temem, Ele conhece todas as coisas do homem. Não mandou a ninguém fazer o mal, nem deu licença a ninguém de cometer o pecado.



    Ser fiel depende da tua vontade


    O texto no seu contexto
    . A Sagrada Escritura, para o judaísmo, articula-se à volta da Lei, da profecia e da sabedoria. Se é certo que a tradição religiosa de Israel considerou sempre com agrado os ditos dos sábios, foi preciso esperar o aparecimento do helenismo, com a exaltação do saber, para dar início a uma nova etapa. A sabedoria judaica, que até à data se bastava a si mesma, tem de se confrontar, agora, com o saber dos filósofos. O ser humano faz em todas as culturas as mesmas perguntas: Donde vem o mal? Por que ser bom e não mau? Que relação entre a fé em Deus e o nosso comportamento? O texto proposto na primeira leitura do sexto domingo (Ano A), articula-se entre a liberdade do ser humano criado por Deus e a sua possibilidade para agir de forma correta ou distorcida.

    O texto na história da salvação. Podemos ir ao início da Bíblia para encontrar uma resposta à pergunta que o ser humano tem inscrita no seu coração. O mal está presente na vida humana, mas de quem é a responsabilidade? Acaso Deus não criou o ser humano frágil e com tendência para o mal? Não é, portanto, o próprio Deus a causa indireta do mal? O Ben-Sirá desculpa Deus, que cria tudo o que é «bom» e coloca em «ordem» o caos inicial (Génesis 1). Deus não é a origem do mal nem do pecado; o ser humano, pela sua parte, criado livre e responsável pelos seus atos, pode escolher conscientemente entre dois contrários, entre o «fogo e a água», entre o bom e o mau; assim, é o próprio que opta entre «a vida e a morte». E mais: Deus, que é «forte e poderoso», detesta o pecado; por isso, não «deu licença a ninguém de cometer o pecado».

    Palavra de Deus para nós: sentido e celebração litúrgica. A vida da pessoa crente implica, necessariamente, uma tomada de posição perante Deus e perante os outros. Não somos vítimas de nenhum destino cruel que nos obriga a fazer o que não queremos; somos «livres» para escolher entre o bem e o mal, ao mesmo tempo que somos responsáveis pelo que fazemos. Deus conhece o coração do ser humano; mas nem é a origem do mal, nem se compraz com os nossos erros. Ser crente supõe tomar partido, tomar decisões morais, conforme o que acreditamos.

    © Pedro Fraile Yécora, Homiletica
    © tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
    A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

    Preparar o domingo sexto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.2.14 | Sem comentários

    Ambiente Virtual de Formação


    Sacrosanctum Concilium — Constituição Conciliar sobre a Liturgia


    Este texto aborda os capítulos II e III da Constituição Conciliar sobre a Liturgia (SC), sendo o II totalmente dedicado à Eucaristia. A visão teológica apresentada confirma a doutrina definida no Concílio de Trento (século XVI), mas ao mesmo tempo, procura atualizá-la no que diz respeito à pastoral. Esta preocupação, comum a todos os documentos do II Concílio do Vaticano, pode ser percebida nas determinações e sugestões para que os rituais das Celebrações Litúrgicas dos Sacramentos e Sacramentais fossem revistos, a fim de contribuir para a santificação dos cristãos e para a edificação Igreja (59).
    Os Sacramentos são sinais sensíveis e visíveis da fé, alimentam-na e fortificam-na, e existem para a Igreja. Não existe cristão nem sacramento fora da comunidade, porque, por mais ténue que seja o vínculo estabelecido entre o cristão e a comunidade eclesial, todo aquele que o recebe, recebe também a graça, que é a vida de Deus nos seres humanos; dispõe-se a honrar a Deus e a praticar a caridade associando-se a Cristo e à sua Igreja.
    Sendo sinais da fé, a Igreja precisa de criar condições para que os fiéis celebrem os sacramentos e possam compreender o alcance da graça recebida e as exigências que dela decorrem na sua vida pessoal e comunitária. Desde os primórdios, a Igreja entendeu que uma das formas de fazer isso era através da catequese. O Concílio de Trento ordenou a sistematização daquilo que ficou conhecido como Catecismo Romano que era destinado a orientar os padres para a realização da catequese nas suas paróquias. No início do século XX, São Pio X ordena a publicação de um catecismo abreviado com perguntas e respostas destinado ao povo, e esta atitude deve ser considerada como uma grande preocupação pastoral da época, mas trouxe consigo um vício formativo. As pessoas passaram a decorar o catecismo sem refletir sobre a fé que professavam, de tal forma que os bispos, presentes no II Concílio do Vaticano, perceberam a necessidade de se procurar uma catequese que fosse menos intelectualizada e mais ligada à vida comunitária. A SC sugere que a pastoral sacramental cuide que a preparação dos fiéis para os sacramentos seja apresentada como um itinerário mistagógico para toda a vida cristã e não apenas, como um momento preparatório dos sacramentos. Não obstante esta orientação mais profunda, a saída encontrada foram os «cursos» de preparação para os vários sacramentos, que sem dúvida contribuíram para superar a prática de decorar a doutrina, mas ainda não conseguiram despertar a reflexão sobre o porquê e para quê de celebrar um sacramento. Esta ainda é a principal preocupação da pastoral sacramental.
    Em 1992, depois de seis anos de árduo trabalho, surge o Catecismo da Igreja Católica que se torna o livro doutrinal por excelência. E, em 2005, foi publicado o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, uma versão concisa, em forma de perguntas e respostas, ao modo do Catecismo de São Pio X.

    Eucarista

    No que diz respeito à Eucaristia, a SC lembra que a Igreja celebra a Eucaristia e esta constrói a Igreja. Profundamente associadas, uma realidade não existe sem a outra. A celebração da Eucaristia é sinal da Igreja reunida como corpo do Senhor, que ritualmente presta culto a Deus e oferece pão e vinho, pedindo-Lhe que os transforme no Seu próprio Corpo e Sangue, alimento da caminhada.
    Para que os fiéis pudessem descobrir esta riqueza, a SC lembra que a Igreja deve cuidar para que não sejam meros expectadores da celebração eucarística, mas ativos participantes da oferta de Cristo, pois todas as vezes que dela participam, juntamente com Ele oferecem as suas vidas na Eucaristia (48). Para que isso aconteça, afirma que é fundamental que o ritual da missa seja revisto, simplificado e reformado (50).
    Na dimensão catequética, a SC destaca a importância da Liturgia da Palavra, que é também alimento para as pessoas, o que indica que as Leituras Bíblicas não estavam a receber o seu devido valor na celebração da Eucaristia (51). Ela recomenda com veemência a pregação e/ou homilia como parte da Liturgia, que ajuda na exposição dos mistérios da fé e das normas da vida cristã, na intenção de oferecer aos fiéis o contacto com a Palavra de Deus como o percurso de um itinerário espiritual cristocêntrico dentro do Ano Litúrgico (52). Insiste, também, para que os fiéis participem nas orações e especialmente dos cantos, o que antes era limitado devido à língua latina desconhecida pela maioria das pessoas que, ao invés de participarem na celebração, apenas ‘assistiam’, sem nada compreender dos Ritos Litúrgicos (53-54).
    Quanto aos demais sacramentos, a contribuição mais importante da SC é a determinação de que todos os rituais sejam atualizados (67-78) e traduzidos na língua materna. Os sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Eucaristia passaram a ser chamados de Sacramentos da Iniciação Cristã e, ainda que as preparações sejam separadas, devem ser vistas dentro de um único processo formativo. Desta visão se retoma a preocupação com a Iniciação Cristã dos Adultos, devido ao grande número de adultos não batizados existentes nos territórios de missão e também nas grandes cidades atingidas pela modernidade. A SC determinou a elaboração de um novo ritual (63-55) e, após nove anos, em 1972, surgiu o Ritual da Iniciação Cristã dos Adultos (RICA), reformado por Decreto do II Concílio do Vaticano e promulgado pelo Papa Paulo VI.

    Sacramentais

    Os sacramentais ou bênçãos, embora não sejam sacramentos, são sinais sagrados que colaboram para a santificação dos fiéis (60), como por exemplo, uma bênção pessoal ou de uma casa, um carro etc. A SC não só incentiva o uso dos sacramentais, como também determina que alguns sejam realizados por leigos, o que permite compreender o quanto a Igreja deseja que assumam a sua vocação missionária e evangelizadora. Dentro deste contexto foi de suma importância a publicação do Ritual das Bênçãos. Trata-se de um livro de grande valor, onde as bênçãos estão divididas em cinco partes: bênção de pessoas, objetos, de coisas destinadas ao uso litúrgico, de objetos de piedade e, finalmente, bênçãos para diversos fins. A estrutura de cada bênção comporta uma proclamação da Palavra e um louvor da bondade de Deus com um pedido de auxílio, além de um breve rito de abertura e conclusão.

    © Ambiente Virtual de Formação — www.ambientevirtual.org.br —
    © Arquidiocese de Campinas, Brasil
    © Adaptado por Laboratório da fé, 2014



    Questões para reflexão

    • O que significa a expressão ‘a Igreja celebra a Eucaristia e esta constrói a Igreja’?
    • Como é que a equipa de liturgia da tua paróquia e/ou comunidade pode contribuir para que a comunidade e o povo celebrem e vivam melhor os sacramentos?
    • Como vês o processo de Iniciação Cristã? 
    • Estas informações sobre Sacramentos e Sacramentais acrescentaram alguma coisa aos teus conhecimentos e à tua vida? O quê?

    Partilha connosco a tua reflexão!


    II Concílio do Vaticano, no Laboratório da fé, 2014


    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.2.14 | Sem comentários

    PREPARAR O DOMINGO SEXTO

    16 DE FEVEREIRO DE 2014


    Ben-Sirá 15, 16-21 (15-20)

    Se quiseres, guardarás os mandamentos: ser fiel depende da tua vontade. Deus pôs diante de ti o fogo e a água: estenderás a mão para o que desejares. Diante do homem estão a vida e a morte: o que ele escolher, isso lhe será dado. Porque é grande a sabedoria do Senhor, Ele é forte e poderoso e vê todas as coisas. Seus olhos estão sobre aqueles que O temem, Ele conhece todas as coisas do homem. Não mandou a ninguém fazer o mal, nem deu licença a ninguém de cometer o pecado.



    Nem deu licença a ninguém de cometer o pecado


    Jesus, filho de Sirá, era um sábio de Jerusalém que viveu num momento perturbado para a fé de Israel: o pensamento grego ia-se introduzindo com força em Israel e a fé tradicional tinha começado a entrar em crise, sobretudo entre as classes dirigentes do país, que se sentiam atraídos por um mundo novo que consideravam mais moderno e sedutor.
    Neste fragmento proposto pela primeira leitura do sexto domingo (Ano A), o sábio e o mestre da sabedoria coloca os seus leitores perante uma alternativa: há dois caminhos, «fogo e água», «morte e vida»; cada um tem de decidir qual escolhe.
    Há que assinalar um facto fundamental: na fé de Israel o mandamento não é uma regra que se impõe à liberdade humana, mas a possibilidade infinitamente rica de escutar a palavra que vem de Deus, que enche as pessoas de sentido.
    Por trás de tudo está a sabedoria do Senhor, que é a que articula a criação como possibilidade de sentido e de liberdade oferecida aos crentes.

    © Joan Ferrer, Misa dominical
    © tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
    A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

    Preparar o domingo sexto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 12.2.14 | Sem comentários

    Palavra para hoje: domingo quinto


    A Liturgia da Palavra abre com um convite que ilumina as leituras e diz o que fazer, hoje: «Reparte...». Repartir, partilhar, exprime o ato litúrgico por excelência; mas também reenvia para uma outra realidade. Quantas assembleias, quantas comunidades, não conhecem, mais tarde ou mais cedo, momentos de crise? É o nevoeiro, a escuridão. Críticas de uns, indiferença de outros, afastamento de aqueloutros, o próprio culto sem vida... Isaías apresenta com clareza as condições que farão surgir de novo a luz. «Reparte... Então a tua luz despontará como a aurora». O Senhor responderá: «Aqui estou». Então, é evidente que a fé, «a luz da fé», tem o seu fundamento no «poder de Deus» e faz «brilhar a vossa luz diante dos homens».

    Pergunta da semana: 

    Tenho consciência de que sou uma luz que conduz os outros até Deus?

    Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
    Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 9.2.14 | Sem comentários

    NÃO PODEMOS VIVER SEM O DOMINGO!


    «Valorizar o domingo como centro de todo o ano litúrgico» — é o primeiro objetivo apresentado no programa pastoral (2013+14) da Arquidiocese de Braga. Com o intuito de «valorizar» o domingo, acompanhando os tempos litúrgicos, propomos um tema a partir da releitura da Carta Apostólica sobre a santificação do domingo — «O dia do Senhor» («Dies Domini»). Este itinerário tem como tema geral: «Não podemos viver sem o domingo!».

    Domingo, DIA DA PALAVRA

    Texto de reflexão para o domingo quinto

      39. [...] Paulo VI, comentando a oferta mais abundante de leituras bíblicas ao domingo, escrevia: «Todo este ordenamento tem por finalidade despertar cada vez mais nos fiéis aquela fome da palavra de Deus (cf. Amós 8, 11) que leve o povo da nova aliança a sentir-se como que impelido pelo Espírito Santo a realizar a perfeita unidade da Igreja».
      40. Passados mais de trinta anos do Concílio, ao refletirmos acerca da Eucaristia dominical, é necessário verificar como a Palavra de Deus tem sido proclamada, e ainda o efetivo crescimento no Povo de Deus do conhecimento e do amor pela Sagrada Escritura. Os dois aspetos — o da celebração e o da experiência real — estão intimamente relacionados. Por um lado, a possibilidade oferecida pelo Concílio de proclamar a Palavra de Deus na própria língua da comunidade participante deve levar-nos a sentir por ela uma «nova responsabilidade», fazendo resplandecer «já no próprio modo de ler ou de cantar, o caráter peculiar do texto sagrado». Por outro, é preciso que a escuta da Palavra de Deus proclamada seja bem preparada no espírito dos fiéis por um conhecimento apropriado da Escritura e, onde for pastoralmente possível, por iniciativas específicas de aprofundamento dos trechos bíblicos, especialmente os das Missas festivas.



      • Não podemos viver sem o domingo! — textos publicados no Laboratório da fé > > >



      Laboratório da fé celebrada, 2013
      Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.2.14 | Sem comentários

      PREPARAR O DOMINGO QUINTO


      No evangelho do quinto domingo (Ano A), Jesus compara os seus discípulos com duas realidades quotidianas: o sal e a luz. O Mestre usa uma linguagem que todos compreendem: partindo das realidades diárias ilustra as verdades mais profundas.
      Os seguidores de Jesus têm (temos) de ser como o sal. O sal dá sabor, conserva os alimentos, aviva o fogo. Jesus pede todas estas qualidades para os seus discípulos. O sal praticamente não se vê, a sua presença é quase impercetível; mas a sua falta é bem percebida. Nada é igual sem ele. Temos a missão de dar sabor à vida, que a vida tenha sentido; conservar o que de melhor existe em cada pessoa, nas comunidades, também na sociedade e na Igreja; e avivar o fogo: a vida sem paixão não é vida; o cristianismo sem paixão perde toda a sua força. Contudo, sempre sem procurar protagonismos, como o sal que quase não se vê.
      E também temos de ser luz. A luz é o contrário da escuridão. A escuridão é sinónimo de medo, de mal, de pecado, de escondido, de injustiça... A missão do seguidor ou seguidora de Jesus é iluminar estas realidades, denunciar o mal e a injustiça, ser luz em todas as situações «obscuras»: impunidade, arbitrariedade, tirania, imoralidade, violência física ou moral... Ora, este encargo não parece ser cómodo nem fácil.
      O encargo que Jesus confia aos seus discípulos é exigente e implica uma missão insubstituível.

      © Javier Velasco-Arias

      © La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
      © tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
      A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

      Preparar o domingo quinto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014




      La biblia compartida — www.laboratoriodafe.net


      Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
      Outros artigos publicados no Laboratório da fé


      Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.2.14 | Sem comentários

      Mistério da fé! [18]


      A Eucaristia associa a si aspetos que devem ser tidos em conta, na preparação, na celebração e até depois da celebração. Quem, como, quando e onde — são questões que sintetizam alguns desses pontos. Nesta reflexão não é possível apresentar todos os elementos importantes para responder às questões referidas; procuraremos fazê-lo também nos próximos temas (cf. temas 19 a 22) dedicados ao Sacramento da Eucaristia [Para ajudar a compreender melhor, ler: Marcos 14, 22-26); Catecismo da Igreja Católica, números (CIC) 1345 a 1355]

      «Tomou um pão e, depois de pronunciar a bênção, partiu-o 

      e entregou-o aos discípulos»

      — relata o evangelho segundo Marcos, a propósito da «Instituição da Eucaristia».

      Eucaristia

      Entre as expressões (cf. temas 16 e 17) usadas para designar a Eucaristia encontra-se a de «Missa» ou «Santa Missa»: «Do latim, ‘mittere’ (enviar, despedir) [...]. O termo, provavelmente, teve a sua origem na despedida que se fazia dos catecúmenos (‘missa catecumenorum’), depois da liturgia da Palavra e, no final, na despedida dos fiéis (‘Ite, missa est’). [...] A partir do século VI, definitivamente, deu-se o nome de ‘missa’ a toda a celebração (José Aldazábal, «Dicionário Elementar de Liturgia» [DEL], ed. Paulinas, Prior Velho, 2007, 181).

      Quem pode participar na eucaristia?

      Em termos gerais, qualquer pessoa pode participar na celebração da eucaristia. No entanto, nem todos podem ter o mesmo tipo de participação.

      Quem preside à eucaristia?

      Todas as ações litúrgicas são presididas por Jesus Cristo; são exercício da presença de Jesus Cristo que acontece em, primeiro lugar, na assembleia (cf. tema 2). Todavia, nem todos têm a mesma função. E só os bispos ou os presbíteros podem presidir à eucaristia (cf. CIC 1348).

      Como é celebrada a eucaristia?

      As linhas fundamentais seguem o relato elaborado pelo mártir São Justino, por volta do ano 155 (século II), reproduzido no número 1345 do Catecismo da Igreja Católica. O ritual compõe-se de duas partes principais (Liturgia da Palavra e Liturgia Eucarística) precedidas por uma introdução (Ritos Iniciais) e seguidas de uma conclusão (Ritos Finais). O Catecismo Jovem da Igreja Católica (YOUCAT) resume numa pergunta: «Como está organizada a Santa Missa? A Santa Missa começa com a reunião dos crentes e com a entrada do sacerdote e dos ministros do altar (acólitos, leitores, etc.). Após a saudação, faz-se a confissão geral (ato penitencial), que culmina no Kyrie. Nos domingos (exceto no Advento e na Quaresma) e nas festas canta-se ou diz-se o Glória. A oração coleta introduz uma ou duas leituras do Antigo e/ou do Novo Testamento. Antes do Evangelho, tem lugar a sua aclamação (Aleluia). Depois de anunciar o Evangelho, o sacerdote ou o diácono faz uma reflexão (Homilia), especialmente nos domingos e nos dias solenes. Igualmente nestes dias, a comunidade faz a sua profissão de fé comum mediante o Credo, a que se seguem as orações de intercessão (oração universal). A segunda parte da Santa Missa começa com a preparação dos dons (oblatas), que é rematada com a oração sobre as oblatas. O zénite da celebração é a Oração Eucarística, introduzida pelo prefácio e pelo Santo. Então, os dons do pão e do vinho são convertidos no corpo e no sangue de Cristo. A Oração Eucarística desemboca na doxologia, que faz a ponte para a Oração do Senhor (Pai Nosso). Segue-se a oração pela paz, o Agnus Dei, a fração do pão e a oferta dos dons sagrados aos crentes, o que em regra acontece apenas com o corpo de Cristo. A Santa Missa termina com um tempo de silêncio orante, uma ação de graças, uma oração pós-comunhão e a bênção pelo sacerdote» (número 214).

      Quando se celebra a eucaristia?

      A Igreja Católica propõe a celebração diária da eucaristia. No entanto, «a Igreja impõe aos fiéis a obrigação de ‘participar na divina liturgia nos domingos e dias de festa’ e de receber a Eucaristia ao menos uma vez em cada ano, se possível no tempo pascal preparados pelo sacramento da Reconciliação. Mas recomenda-lhes vivamente que recebam a santa Eucaristia aos domingos e dias de festa, ou ainda mais vezes, mesmo todos os dias» (CIC 1389).

      Onde se pode celebrar a eucaristia?

      O lugar próprio é o templo sagrado, embora se possa admitir outro lugar devidamente preparado (cf. tema 5).

      «Em cada etapa da história da Igreja, a celebração eucarística, enquanto fonte e ápice da sua vida e missão, resplandece no rito litúrgico em toda a sua multiforme riqueza» (Bento XVI, Exortação Apostólica sobre a Eucaristia fonte e ápice da vida e da missão da Igreja — «Sacramentum Caritatis», 3).






      Reflexões semanais sobre a «fé celebrada» (liturgia e Sacramentos) — Laboratório da fé, 2013
      Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 6.2.14 | Sem comentários

      PREPARAR O DOMINGO QUINTO

      9 DE FEVEREIRO DE 2014


      Isaías 58, 7-10

      Eis o que diz o Senhor: «Reparte o teu pão com o faminto, dá pousada aos pobres sem abrigo, leva roupa ao que não tem que vestir e não voltes as costas ao teu semelhante. Então a tua luz despontará como a aurora e as tuas feridas não tardarão a sarar. Preceder-te-á a tua justiça e seguir-te-á a glória do Senhor. Então, se chamares, o Senhor responderá, se O invocares, dir-te-á: ‘Aqui estou’. Se tirares do meio de ti a opressão, os gestos de ameaça e as palavras ofensivas, se deres do teu pão ao faminto e matares a fome ao indigente, a tua luz brilhará na escuridão e a tua noite será como o meio-dia».



      A tua luz despontará como a aurora


      O profeta Isaías diz ao povo de Israel como se deve entender a verdadeira religião. Alguns do povo pensavam que se tinham comportado com zelo religioso e de maneira escrupulosa, mas todos esses esforços não tinham produzido os resultados esperados. Parece que Deus não fez caso dessas devoções, que conviviam perfeitamente com a opressão dos mais débeis.
      Isaías só entende a experiência religiosa num vínculo estreito com as necessidades daqueles que estão próximos de nós: os que passam fome, os que não têm casa, os que não têm roupa. A proposta da nova espiritualidade feita pelo profeta é revolucionária: cuidar da alimentação, da casa, do corpo dos outros, dos que estão próximos de nós. Notemos a matiz fundamental: «o teu pão», «dá pousada», «as tuas feridas». Tem que haver um vínculo muito forte entre aquele que dá o que passa necessidade. O resultado desta nova espiritualidade será prodigioso: «A tua luz despontará como a aurora». A luz é sempre sinal da presença de Deus, da «glória do Senhor». Deus está muito perto dos que dão a vida por aqueles que têm necessidade de nós. A recompensa — «a tua noite será como o meio-dia» — é absolutamente inesperada, graça pura de Deus.

      © Joan Ferrer, Misa dominical
      © tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
      A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

      Preparar o domingo quinto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

      Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.2.14 | Sem comentários

      VIVER O DOMINGO DA APRESENTAÇÃO DE JESUS


      SEMANA 2 A 8 DE FEVEREIRO DE 2014 — AO RITMO DA LITURGIA



      Domingo, 2 — Malaquias 3, 1-4É COMO O FOGO DO FUNDIDOR

      A festa da Apresentação de Jesus (no Templo) — também conhecida como a festa da Candelária ou da Luz — é uma das mais antigas do cristianismo. Celebra-se a dois de fevereiro, quarenta dias após o Natal (este ano coincide com o domingo). Esta festa transporta-nos para o reconhecimento da identidade de Jesus Cristo. O Menino que nasceu em Belém é o Filho de Deus, o redentor esperado por uma grande parte do povo de Israel. É Jesus Cristo, «luz das nações», que vem da parte de Deus para nos restituir a esperança. A aliança de Deus com a humanidade não é uma hipótese sem fundamento ou sem credibilidade. Jesus Cristo é a concretização da promessa de Deus, que nele se torna visível a todos os povos. Ele é mensageiro de Deus que se torna presente para reativar nos seres humanos a consciência da proximidade de Deus. É como uma luz que dá a conhecer o amor salvador de Deus.
      Reconheço em Jesus Cristo a luz do mundo?
      A resposta exige uma análise profunda das nossas opções diárias. O ser humano precisa de uma luz que dê sentido à vida, que purifique as «impurezas» (DOMINGO: «É como o fogo do fundidor») e as faltas de esperança.
      Às escuras ficamos à deriva (SEGUNDA: «O Senhor olhe para a minha aflição»), sem saber para onde caminhar. Por outro lado, quando nos «agarramos» a outras luzes, que à primeira vista parecem ter grande brilho, logo constatamos que são luzes passageiras (TERÇA: «A vitória desse dia transformou-se em luto»), «que iluminam por breves instantes, mas são incapazes de desvendar a estrada» (Francisco, Carta Encíclica sobre a fé — «A luz da fé» [«Lumen Fidei» — LF], 3).
      Apesar do «esquecimento» da luz de Deus, há uma promessa que não nos deixa na escuridão (QUARTA: «É grande a sua misericórdia»): Deus é fiel à Aliança, Deus é fiel à Pessoa Humana. Quando nos deixamos iluminar por esta luz — «a luz da fé» — (QUINTA: «Guarda os mandamentos do Senhor»), tudo se torna mais claro (SEXTA: «A obra do Senhor prosperará em suas mãos»), somos capazes de olhar a vida com sabedoria (SÁBADO: «Um coração sábio e esclarecido») e sentir a presença de Deus em nós.



      Segunda, 3 – 2Samuel 15, 13-14.30; 16, 5-13a: FRAQUEZA HUMANA

      Em elaboração...



      Terça, 4 – 2Samuel 18, 9-10.14b.24-25a.30 – 19, 3ORAÇÃO

      Em elaboração...



      Quarta, 5 – 2Samuel 24, 2.8b-17MISERICÓRDIA

      David, pequeno pastor, tornou-se um rei poderoso. Consciente da sua riqueza e poder, quer ter um «sinal» que confirme a sua grande soberania. Ordena a realização de recenseamento. Levado pelo orgulho, David parece ter-se esquecido que foi escolhido para uma missão que estava para além dele. O sucesso não é apenas uma obra sua, fruto dos seus esforços pessoais. Quando se apercebe, reconhece o erro e invoca a misericórdia divina: «É grande a sua misericórdia». Hoje, continuamos a cair na tentação de esquecermos a presença de Deus, que habita no coração da nossa vida, que nos impulsiona a seguir em frente, que nos apoia nas provações, que está na origem dos nossos sucessos? Encontremos tempo, neste dia, para lhe dar graças, reconhecer os erros, invocar a sua misericórdia, acolhermos o dom do Espírito Santo.



      Quinta, 6 – 1Reis 2, 1-4.10-12FIDELIDADE

      Ao aproximar-se o momento da sua morte, David dita as suas últimas palavras, o seu «testamento», ao seu filho Salomão. Não se trata de uma herança material. Mas de uma recomendação a deixar-se nortear por um princípio fundamental: «Guarda os mandamentos do Senhor». A fidelidade a Deus é apresentada como condição para uma vida feliz, cheia de prosperidade. A fidelidade consiste em deixar-me iluminar pela luz de Deus, «a luz da fé». Quando isso acontece, encontramos o verdadeiro caminho da vida. Qual é a minha «herança»? Hoje, deixo-me iluminar pela luz de Deus para ser fiel à sua Palavra.



      Sexta, 7 – Isaías 53, 1-10: SALVAÇÃO

      Em elaboração...



      Sábado, 8 – 1Reis 3, 4-13SABEDORIA

      Em elaboração...



      © Laboratório da fé, 2014


      Viver o domingo da Apresentação de Jesus (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

      Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 2.2.14 | Sem comentários

      Palavra para hoje: domingo da Apresentação de Jesus


      A festa da Apresentação de Jesus situa-se no prolongamento do Natal; mas tem também uma clara relação com a Páscoa, demonstrada na aclamação a Cristo, Luz do mundo, antecipação da aclamação que preside ao início da Vigília Pascal. É também a festa dos encontros. Maria e José vão ao Templo para oferecer a Deus o seu primeiro filho. O gesto apoia-se na fidelidade ao Deus da Aliança. Encontram Simeão que, iluminado pelo Espírito Santo, reconhece no Menino a Luz do mundo, o Salvador. Ana, também guiada pelo Espírito, une o seu louvor ao de Simeão. E o Espírito Santo prepara o coração de Maria para a Paixão. Hoje, faz-nos reconhecer em Jesus Cristo o Primogénito do Pai, que nos salva pela sua Páscoa.

      Pergunta da semana: 

      Reconheço em Jesus Cristo a Luz do mundo?

      Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
      Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 2.2.14 | Sem comentários
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