Sagrado Coração de Jesus

7 DE JUNHO DE 2013

Hoje, a Igreja celebra a solenidade do Sagrado Coração de Jesus. O culto e a devoção ao Coração de Jesus Cristo teve um forte incremento com Santa Margarida Maria Alacoque, através da descrição das revelações privadas (1673-1675). Este culto e devoção foram reconhecidos pela Igreja, em 1765, com a aprovação da Solenidade, pelo papa Clemente XIII; em 1856, o papa Pio IX inseriu a solenidade do Sagrado Coração de Jesus no calendário da Igreja Católica.



O padre Dário Pedroso, na página oficial do «Apostolado da Oração» em Portugal, apresenta uma reflexão a partir das seguintes questões: Tem sentido falar do «coração», tem sentido falar do «coração de Jesus»? Como aperceber-se das riquezas do Jesus e do seu Coração? O mundo à nossa volta precisa d'Ele? Que diz a Bíblia desse «coração»? Não será uma «devoção» ultrapassada? 

Não deve haver país no mundo onde o coração não apareça para simbolizar o amor, o bem, a doação, a paixão. Nós afirmamos, quando uma pessoa é boa, que tem um coração de ouro, que é rica de coração. Quando a pessoa é má, costumamos afirmar que tem um coração de pedra, que é dura de coração. E toda a gente vê nos muros, nas paredes das casas, nos bancos dos jardins, nas cascas das árvores, nas carteiras da escola, nos livros e cadernos dos estudantes, desenhado um coração para simbolizar o amor, a paixão entre dois amados. O coração anda desenhado ou pintado nas bandeiras, nos cartazes, nos balões das romarias, nos brincos, etc. Sempre com o mesmo sentido: simboliza o amor.
A Bíblia usa a palavra coração 834 vezes, sempre para significar o interior, o âmago, o mais profundo. E quando se refere ao homem, afirma que o coração é que pensa, é que é arguto ou inteligente, colocando todas as capacidades intelectuais no coração. E faz o mesmo das virtudes ou qualidades morais, ao afirmar que o coração é humilde, bom, manso, simples, dedicado, casto, etc. A Bíblia, no seu jeito de falar, afirma que todas as actividades estão no coração, pois é este que se alegra, que chora, que se angustia, que sofre, que clama, etc.
A devoção ao Coração de Jesus é algo cada vez mais urgente, pois o mundo precisa de contemplar esse Coração e deixar-se curar. Desse Coração, fonte de todo o amor, nascerá a civilização do amor. Olhando esse Coração trespassado por amor, aprenderemos a amar e a curar as feridas do egoísmo, do orgulho, do ódio, do rancor, de todo o pecado. Acabarão as violências, as guerras, os crimes, a depravação moral e sexual, os atentados à dignidade humana, etc. Aprenderemos a amar e a ser amor com os outros, na entrega generosa, na simplicidade do dom, na dedicação sem limites. Homens e mulheres de coração sempre aberto como o de Jesus Cristo, pois a devoção leva à imitação d’Aquele a quem rezamos.

© Dário Pedroso — www.apostoladodaoracao.pt



Consagração ao Coração de Jesus


Os bispos portugueses, a 16 de janeiro de 2009, na Nota Pastoral por ocasião dos 50 anos do Monumento a Cristo Rei, afirmam: Mesmo nos momentos mais difíceis da humanidade somos guiados por Ele, como manifestaram os bispos portugueses há cinquenta anos. O Coração trespassado de Cristo abre-se a interceder por nós. Convida: “vinde a mim, vós todos que andais cansados e oprimidos” sob o fardo da vida. Uma espiritualidade centrada em Cristo conduz a dar a vida pelo Reino, de modo mais frutuoso. O ardor apostólico vem do encontro pessoal com Cristo, da necessidade de comunicar ou narrar a outros a experiência vivida. A santidade, o modo único como cada um responde à nova vida em Cristo, é a chave do ardor renovado da nova evangelização. Só assim se suscitará a adesão pessoal a Jesus Cristo e à Igreja de tantos homens e mulheres baptizados que vivem sem energia o cristianismo.

Depois, no dia 17 de maio desse ano de 2009, renovaram a consagração ao Coração de Jesus, de onde retiramos uma parte dessa oração:   
Senhor Jesus, Bom Pastor,
que viveis consagrado ao bem de todos nós,
dando a vida pelas ovelhas do vosso rebanho,
e que conheceis a cada um de nós pelo nosso nome,
com a própria história e rosto, limitações e qualidades,
desilusões e esperanças, fraquezas e virtudes,
fazei que no nosso coração
se gravem atitudes de amor e serviço,
justiça e dedicação,
privilegiando aqueles que mais precisam
de ser amados e servidos,
os pobres e marginalizados, os doentes e os idosos,
os refugiados e perseguidos por causa da justiça.
Digamos em coro fraterno:
Queremos ser vossos, Senhor!



Junho, mês do Coração de Jesus


Tradicionalmente, a Igreja dedica o mês de Junho à devoção ao Coração de Jesus. A devoção ao Coração de Jesus nasceu para despertar nos corações a fé no amor de Deus que dá serenidade à nossa vida diária.

  • Sugestão de leitura
Valerio ALBISETTI, Rir com o coração, ed. Paulinas, col. «Psicologia e personalidade» 17, Lisboa 2002.

«Escrevo este livro para que cada um tenha a possibilidade de reconciliar-se com a sua única e específica história pessoal, com as suas potencialidades e com as suas limitações, descobrindo e aceitando o seu verdadeiro Eu, até o afirmar a si próprio e aos outros».
«A serenidade interior, a capacidade de rir com o coração, não depende do que acontece à nossa volta; mas provém unicamente da capacidade pessoal de encontrar, por toda a parte, pedacinhos de alegria, mesmo na dor, mesmo nas situações mais negativas».


Imagem de fano para ilustrar a ligação entre a Palavra de Deus e o coração
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.6.13 | Sem comentários

Sagrado Coração de Jesus, sexta-feira, 7 de junho


Evangelho segundo Lucas 15, 3-7

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus e aos escribas a seguinte parábola: «Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas, não deixa as outras noventa e nove no deserto, para ir à procura da que anda perdida, até a encontrar? Quando a encontra, põe-na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, chama os amigos e vizinhos e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida’. Eu vos digo: Assim haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrependa, do que por noventa e nove justos, que não precisam de arrependimento».

Um só pecador que se arrependa

Jesus Cristo era acusado de acolher os pecadores e de se sentar com eles à mesa. O puritanismo dos fariseus e dos escribas não tolerava a convivência com pessoas de má fama. Ora, isto apenas agrava ainda mais o afastamento dos apontados como «pecadores».
É neste contexto que Jesus Cristo se dirige aos fariseus e aos escribas com a parábola que compara o «pecador» com uma ovelha perdida. Qual é a atitude do pastor? Abandona? Critica? Antes pelo contrário, o (bom) pastor deixa tudo para ir ao encontro daquela ovelha; e quando a encontra (não a recrimina), enche-se de alegria, carrega-a aos ombros, faz festa com os amigos. 
Hoje, festa litúrgica do Sagrado Coração de Jesus, o evangelho revela-nos um Deus que privilegia o acolhimento como única atitude capaz de gerar uma verdadeira conversãoInfelizmente, continuam a existir cristãos que estão mais próximos dos escribas e dos fariseus do que de Jesus Cristo! Será que não sabemos ler os ensinamentos de Jesus Cristo? Não basta «ir à missa». É preciso pô-la em prática no dia a dia!

© Laboratório da fé, 2013

O papa Francisco, na homilia de hoje, classificou a festa do Sagrado Coração de Jesus como a «festa do amor», a festa de «um coração que muito amou». Um amor que, como dizia Santo Inácio, «se manifesta mais nas obras do que nas palavras». Um amor que é «mais dar do que receber». Estes são «dois pilares do verdadeiro amor de Deus». O evangelho dá-nos a conhecer «um Deus que se faz próximo por amor, caminha com o seu povo e esse caminhar chega a um ponto inimaginável. E isto é a proximidade: o pastor próximo do seu rebanho, das suas ovelhas». Ao terminar, o Papa referiu-se à importância de nos deixarmos amar por Deus. «Pode parecer uma heresia, mas é uma grande verdade!Mais difícil do que amar a Deus é deixar-se amar por Ele! A maneira de retribuir tanto amor é abrir o coração e deixar-nos amar. Deixar que Deus se faça próximo de nós, deixar que Deus nos acaricie. É tão difícil deixar-nos amar por Deus». [fonte: news.va]

Corpo e Sangue de Jesus Cristo e nona semana, no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.6.13 | Sem comentários

VIVER O ANO DA FÉ


São muito numerosos os trabalhos (conferências, simpósios, livros...) que se fizeram — e continuam a fazer — tendo como motivo o cinquentenário do início do II Concílio do Vaticano. É uma boa oportunidade para que, tanto os mais jovens como os mais velhos, recordem aqueles textos conciliares que nos deram a água fresca que precisavamos.
Por isso, proponho também a leitura atenta dos discursos e alocuções dos Papas do Concílio, João XXIII e Paulo VI, e a incorporação de breves referências a estas alocuções na celebração da eucaristia dominical: talvez no final da homilia ou no silêncio da comunhão ou quando parecer mais oportuno...
A minha proposta em relação aos textos conciliares alarga-se ao Ano da fé, tal como foi batizado pelo papa Bento XVI, precisamente para assinalar os 50 anos do Concílio, bem como o vigésimo aniversário da publicação do Catecismo da Igreja Católica (publicado trinta anos depois do Concílio).
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013

Ano da fé (2012-2013), Papa Francisco
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.6.13 | Sem comentários

Esta é a nossa fé [32]


Reflexão semanal 
sobre o Credo Niceno-constantinopolitano

A dificuldade em definir o Espírito Santo, que temos vindo a referir (cf. temas 30 e 31), alargou-se à questão da origem do Espírito Santo. Qual é a origem do Espírito Santo? O Pai? O Filho? O Pai e o Filho? A resposta a estas interrogações provocou uma discussão profunda no seio da Igreja; e contribuiu para acentuar a separação entre o Oriente e o Ocidente, dando origem à primeira grande separação entre as igrejas: Igreja Católica e Igreja Ortodoxa [Para ajudar a compreender melhor, ler: João 15, 26-27; Catecismo da Igreja Católica, números 243-248]

«O Espírito da Verdade, que procede do Pai e que Eu vos hei de enviar da parte do Pai» — é a terceira promessa do Espírito feita por Jesus Cristo aos apóstolos, de acordo com o evangelho segundo João. Esta afirmação está na base do doutrina sobre o Espírito Santo que proclamamos no «Credo»: «e procede do Pai e do Filho».

E procede do Pai. Na linguagem humana — sempre imperfeita para referir o ser, a essência de Deus — Deus Pai é apresentado como a «fonte e a origem de toda a Divindade». Assim se compreende que o «Credo» apresente a relação trinitária de Deus sempre a partir do Pai. Por isso, dizemos que o Filho é «gerado» e «consubstancial ao Pai» (cf. temas 12 e 13); e também dizemos que o Espírito «procede do Pai». Isto significa que o Espírito Santo, tal como o Filho, é da mesma identidade e natureza que o Pai. O Filho e o Espírito Santo não foram criados, mas fazem parte da essência de Deus. E assim se constituiu a revelação trinitária de Deus. Através da Bíblia, esta revelação surge como uma relação de comunhão entre as três Pessoas de Deus: Pai, Filho e Espírito Santo.

E do Filho. «O Espírito Santo procede do Pai enquanto fonte primeira; e, pelo dom eterno do Pai ao Filho, procede do Pai e do Filho em comunhão», afirma o Catecismo da Igreja Católica (número 264) citando Santo Agostinho. A relação entre o Filho e o Espírito Santo deu origem à primeira grande divisão no seio da Igreja. Trata-se de uma questão mais linguística do que teológica, mas historicamente teve consequências muito graves para a unidade da Igreja. Por isso, vamos apresentar resumidamente o essencial. «As culturas, as línguas e as sensibilidades teológicas levaram o Ocidente e o Oriente a exprimirem de maneiras diferentes estas relações entre as Pessoas divinas. Sem entrar em pormenores é possível reter que o Oriente foi mais cuidadoso em manifestar a monarquia do Pai, sendo o único sem origem e sendo fonte de vida trinitária. O Ocidente desenvolveu mais especificamente as relações entre as Pessoas divinas, exprimindo-as em termos de amor partilhado. Um e outro confessando realmente que é o Espírito de Cristo que é dado, e que o Espírito está espalhado porque o Filho participa na glória do Pai» (Ph. Ferlay, J.-N. Bezançon, J.-M. Onfray, «Para compreender o Credo», ed. Perpétuo Socorro, Porto 1993, 138). Na verdade, sempre existiu uma diferença sadia e complementar entre as duas partes da mesma Igreja: a parte ocidental dominada pelo pensamento latino e a parte oriental mais dominada pela cultura grega. Os concílios serviam exatamente para dirimir as questões e estabelecer uma doutrina comum a toda a Igreja. Ora, o «Credo» que resulta do Concílio de Constantinopla (em 381) refere apenas que o Espírito Santo «procede do Pai». Assim se definiu o «símbolo» da fé comum à Igreja que estava no Ocidente e no Oriente. No entanto, a tradição latina da Igreja (Ocidente) foi introduzindo, na proclamação de fé nas celebrações litúrgicas, a expressão «e do Filho»: o Espírito Santo procede do Pai e do Filho. Curiosamente, foram as igrejas situadas na Península Ibérica (Espanha e Portugal) que, durante o século VII, mais promoveram a inserção da expressão «e do Filho» no texto do «Credo», que não seria bem aceite pela parte oriental da Igreja Católica. As posições foram levadas ao extremo: para os orientais, o Espírito procede do Pai pelo Filho; para os ocidentais, o Espírito procede do Pai e do Filho. Devido à importância histórica que assumiu, esta questão ficou conhecida pelo termo latino «Filioque» (em português: «e do Filho»). E será mais um argumento para consumar a rutura que acontece no ano de 1054: a separação entre o Ocidente e o Oriente, dando origem à Igreja Ortodoxa.

Hoje, reconhece-se que a controvérsia tornou-se mais linguística do que teológica, porque o que realmente estava em causa era apenas o significado da palavra «proceder». No entanto, a afirmação que no «Credo niceno-constantinopolitano» se refere à origem do Espírito Santo — «e procede do Pai e do Filho» — contribui para as divergências que separam católicos e ortodoxos.

© Laboratório da fé, 2013

Credo niceno-constantinopolitano, no Laboratório da fé  Credo niceno-constantinopolitano, no Laboratório da fé
  
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 6.6.13 | Sem comentários

Quarta-feira da nona semana


Evangelho segundo Marcos 12, 18-27

Naquele tempo, foram ter com Jesus alguns saduceus – que afirmam não haver ressurreição – e perguntaram-lhe: «Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘Se morrer a alguém um irmão, que deixe esposa sem filhos, esse homem deve casar-se com a viúva, para dar descendência a seu irmão’. Ora havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem deixar descendência. O segundo casou com a viúva e também morreu sem deixar descendência. O mesmo sucedeu ao terceiro. E nenhum dos sete deixou descendência. Por fim morreu também a mulher. Na ressurreição, quando voltarem à vida, de qual deles será ela esposa? Porque todos os sete se casaram com ela». Disse-lhes Jesus: «Não andareis vós enganados, ignorando as Escrituras e o poder de Deus? Na verdade, quando ressuscitarem dos mortos, nem eles se casam, nem elas são dadas em casamento; mas serão como os Anjos nos Céus. Quanto à ressurreição dos mortos, não lestes no Livro de Moisés, no episódio da sarça ardente, como Deus disse: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob’? Ele não é Deus de mortos, mas de vivos. Vós andais muito enganados».

Vós andais muito enganados

Os saduceus (um grupo judaico) não acreditavam na ressurreição. E não entendiam bem a diferença entre reanimação (voltar a esta vida) e ressurreição (transcender a vida). Nesta passagem, servem-se da «lei do lerivato» (cf. Deuteronómio 25, 5-10) para argumentar contra a ressurreição.
A resposta de Jesus Cristo não podia ser outra: «Vós andais muito enganados». A ressurreição não consiste em conferir o grau de eternidade a esta existência terrena. A lei que eles invocam tinha como finalidade assegurar a descendência masculina para manter o património familiar. A união entre o homem e a mulher, na base desta lei, tinha como finalidade a procriação. Ora, esta finalidade não se perpetua, não faz qualquer sentido invocá-la para negar a ressurreição.
O Deus que Jesus Cristo nos revela é um Deus de vida. A ressurreição assinala a participação do ser humano na plenitude da felicidade que é a vida em Deus. Não se trata de voltar a viver como agora nesta existência terrena. Mas, agora, enquanto existimos neste mundo, podemos começar a preparar essa plenitude. Nisto consiste uma vida ressuscitada, na prática da eucaristia, isto é, comungando Jesus Cristo para comungar com os irmãos

© Laboratório da fé, 2013

Corpo e Sangue de Jesus Cristo e nona semana, no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.6.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: décimo domingo

9 DE JUNHO DE 2013

Odor do pão fresco numa padaria, aromas em frente a uma perfumaria, cheiros vindos das montras das floristas, mas também poluição dos carros e maus odores da cidade! Com o nariz incomodado com esta diversidade, peçamos ao Espírito que nos faça sentir e reconhecer o bom odor de Cristo.

Em casa
Graças a Deus não estamos perpetuamente na «morte»! E à nossa volta? Com os que estão connosco, podemos referir e falar (sobriamente) daqueles que atravessam as «ravinas da morte». Que vamos fazer para os ajudar, para os apoiar? Muitas vezes a morte, a depressão, dão medo. Tomemos consciência disso; e procuremos juntos a melhor maneira de agir que seja portadora de vida junto dessas pessoas. Uma pequena palavra, uma atenção, um sinal: mensagem, flores, pequeno presente, refeição simples para dizer: «não estás só, eu estou contigo». Não é difícil mas exige sair de si para mostrar, à nossa maneira, a ternura de Deus para com a pessoa em sofrimento.



Não chores... 

Eu te ordeno: levanta-te.

A mulher chora, tem motivos para isso! Imaginamo-la propositadamente dobrada sobre si mesma, tolhida pela dor, juntando todas as forças para conseguir enterrar o seu único filho, que a deixa só, sem proteção e à mercê de todos. 
Sobre o jovem, nada se sabe: acidente? Pouco importa, está morto. Perante tal drama, Jesus reage com uma grande ternura para com a mulher. A morte não pode triunfar sobre ela, porque a morte não levará o seu único filho.
Quantas vezes na nossa vida conseguimos vencer as situações de morte? A morte de alguém próximo que nos deixou por uns tempos fora da vida ou, então, períodos onde somos apanhados pelas forças da morte.
Nesses momentos, Jesus faz-se próximo de nós. Uma presença afetuosa de amigo ou um sinal que reconhecemos como apelo à vida. 
Saberemos perceber os «não chores... levanta-te»?
Saberemos estar presentes juntos daqueles que vivem na dor?
Demos glória a Deus, porque nos dá a viver momentos de intensa fraternidade.

Marie-Bernadette Caro, CVX



  • Reflexão diária a partir do evangelho > > >
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© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013

Preparar o décimo domingo, ano c, no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.6.13 | Sem comentários

Terça-feira da nona semana


Evangelho segundo Marcos 12, 13-17

Naquele tempo, foram enviados a Jesus alguns fariseus e partidários de Herodes para O surpreenderem no que dissesse. Aproximaram-se e disseram: «Mestre, sabemos que és sincero e não Te deixas influenciar por ninguém, pois não fazes acepção de pessoas, mas ensinas com sinceridade o caminho de Deus. É lícito ou não pagar o tributo a César? Devemos pagar ou não?». Mas Jesus, conhecendo a sua hipocrisia, respondeu-lhes: «Porque Me armais esse laço? Trazei-Me um denário para Eu ver». Eles trouxeram-no e Jesus perguntou-lhes: «De quem é esta imagem e esta inscrição?». Eles responderam: «De César». Então Jesus disse-lhes: «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus». E eles ficaram muito admirados com Jesus.

Jesus, conhecendo a sua hipocrisia

Uma boa parte dos comentadores destaca a ambiguidade desta passagem do evangelho. Mas também todos estão de acordo quanto à inteligência de Jesus Cristo, que não se deixa cair na armadilha proposta por «alguns fariseus e partidários de Herodes». Se Jesus Cristo dissesse que não se devia pagar impostos estaria a afrontar o poder político romano; mas se dissesse que se devia pagar seria confrontado com a maioria do povo que não aceitava o domínio romano. 
De facto, o interesse daquele grupo não era conhecer a opinião de Jesus Cristo. Os «partidários de Herodes» eram aliados dos romanos e por isso estariam de acordo com o pagamento dos impostos. 
«Jesus, conhecendo a sua hipocrisia» — diz o narrador, para sustentar a resposta dada por Jesus Cristo. Ora, se eles eram submissos ao poder romano e daí retiravam benefícios em proveito próprio, então nada mais correto do que pagar os tributos a César. Por outro lado, é também justo e devido dar a Deus o que lhe pertence: a liberdade de quem procura o bem de todos e não o proveito próprio.
Hoje, com a crise económica que vivemos e as contínuas notícias de fraudes e corrupção é fundamental que nós, cristãos, pensemos na forma como vivemos a eucaristia no dia a dia. Há pessoas que se dizem muito cristãs (e devotas da eucaristia) mas esquecem-se do Evangelho, tentando arranjar desculpas para as suas atitudes. Ser cristão é incompatível com a prática da corrupção, da obtenção de benefícios ou privilégios, e de muitos outros procedimentos que põem em evidência a «hipocrisia» que afasta dos ensinamentos de Jesus Cristo. 

© Laboratório da fé, 2013

Corpo e Sangue de Jesus Cristo e nona semana, no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 4.6.13 | Sem comentários

Segunda-feira da nona semana


Evangelho segundo Marcos 12, 1-12

Naquele tempo, Jesus começou a falar em parábolas aos príncipes dos sacerdotes, aos escribas e aos anciãos: «Um homem plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, construiu um lagar e ergueu uma torre. Depois arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. Quando chegou o tempo, enviou um servo aos vinhateiros para receber deles uma parte dos frutos da vinha. Os vinhateiros apoderaram-se do servo, espancaram-no e mandaram-no sem nada. Enviou-lhes de novo outro servo. Também lhe bateram na cabeça e insultaram-no. Enviou-lhes ainda outro, que eles mataram. Enviou-lhes muitos mais e eles espancaram uns e mataram outros. O homem tinha ainda alguém para enviar: o seu querido filho; e enviou-o por último, dizendo consigo: «Respeitarão o meu filho». Mas aqueles vinhateiros disseram entre si: «Este é o herdeiro. Vamos matá-lo e a herança será nossa». Apoderaram-se dele, mataram-no e lançaram-no fora da vinha. Que fará então o dono da vinha? Virá ele próprio para exterminar os vinhateiros e entregará a outros a sua vinha. Não lestes esta passagem da Escritura: ‘A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se pedra angular. Isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos’?». Procuraram então prender Jesus, pois compreenderam que tinha dito para eles a parábola. Mas tiveram receio da multidão e por isso deixaram-n’O e foram-se embora.

Vamos matá-lo e a herança será nossa

Jesus Cristo demonstra uma tranquila e provocativa liberdade. Ele está em Jerusalém e dirige a parábola aos membros do Sinédrio, isto é, aos dirigentes religiosos judaicos. A situação é delicada e poderá trazer graves consequências para Jesus Cristo.
A parábola é clara: os vinhateiros apoderaram-se do que não lhes pertencia. A ganância era tanta que não tiveram qualquer receio em roubar, torturar, perseguir, assassinar. Um a um foram eliminando todos os «enviados» do dono da vinha; e não hesitam perante o herdeiro: «Vamos matá-lo e a herança será nossa». 
A lição que podemos tirar desta parábola é também muito clara: quando não percebemos a lógica do Evangelho, a tentação da ganância pode ser mais forte, até para os responsáveis religiosos. Há sempre o perigo de cair na tentação da ganância e esquecer o sentido dos ensinamentos de Jesus Cristo. O cristão pratica a eucaristia, isto é, alimenta-se da Palavra e do Pão para viver, no dia a dia, em comunhão com os outros.

© Laboratório da fé, 2013

Corpo e Sangue de Jesus Cristo e nona semana, no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 3.6.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO: décimo domingo

9 DE JUNHO DE 2013

Evangelho segundo Lucas 7, 11-17

Naquele tempo, dirigia-Se Jesus para uma cidade chamada Naim; iam com Ele os seus discípulos e uma grande multidão. Quando chegou à porta da cidade, levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva. Vinha com ela muita gente da cidade. Ao vê-la, o Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: «Não chores». Jesus aproximou-Se e tocou no caixão; e os que o transportavam pararam. Disse Jesus: «Jovem, Eu te ordeno: levanta-te». O morto sentou-se e começou a falar; e Jesus entregou-o à sua mãe. Todos se encheram de temor e davam glória a Deus, dizendo: «Apareceu no meio de nós um grande profeta; Deus visitou o seu povo». E a fama deste acontecimento espalhou-se por toda a Judeia e pelas regiões vizinhas.



Segunda, 3: DOIS CORTEJOS

Ontem, celebramos a festa do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, com o relato da multiplicação dos pães. Continuemos, no início da semana, num ambiente de multidão! Há dois dois cortejos admiráveis que se encontram: uma multidão que segue com os discípulos atrás de Jesus Cristo e uma multidão que acompanha a viúva que acaba de perder o seu único filho. O cortejo da vida perante o cortejo da morte. Contemplo este face a face, perguntando-me em qual destes cortejos quero participar. A minha liberdade tem de se manifestar: já tomei consciência de que a minha vida testemunha a escolha, mais ou menos consciente, de um destes dois cortejos?



Terça, 4: A PIEDADE DO SENHOR

Jesus, bem o sabemos, pode tudo: está investido do Poder de Deus. Mas é próprio do Deus em que acreditamos abrir-se à sua Criação e deixar-se afetar pelos sofrimentos humanos. De facto, é a tristeza desta viúva que acaba de perder o seu único filho (e, por isso, encontra-se numa situação social precária) que toca o Senhor. Hoje, levo no meu coração as mulheres sírias, cujos maridos e filhos morreram num conflito sangrento com mais de dois anos.



Quarta, 5: UM GESTO PROFÉTICO

O papa Francisco, antes da missa inaugural do seu pontificado, desceu do carro para acariciar o rosto de uma pessoa incapacitada. Talvez uma atitude inspirada neste gesto de Jesus que toca sobre o transporte da morte. Gesto misterioso, portador do poder da ressurreição. Se é difícil compreender, deixo que esta passagem me evangelize: longe dos avanços técnicos e científicos mais recentes, a ressurreição não se expressa na simplicidade de um gesto de ternura, de amor, potencialmente realizado e recebido por cada um de nós?



Quinta, 6: UM LAÇO RESTAURADO

Não é tanto por causa da ressurreição que Jesus ordenou ao morto para se levantar, mas para o devolver à mãe. A vida nova é uma recriação, uma relação restabelecida, um amor filial restaurado depois da prova da precariedade e da morte. Posso dar graças pelas situações de reconciliação de que sou testemunha e que se tornam em fonte de vida, onde, anteriormente, reinava a morte.



Sexta, 7: CADA UM, COM OS OUTROS

Hoje, celebramos a festa do Sagrado Coração de Jesus. O evangelho do dia narra a alegria do pastor que encontra a única ovelha perdida do seu rebanho. Tal e qual o evangelho que estamos a meditar desde segunda, onde somos testemunhas de um Jesus que não olha para as multidões, mas para a tristeza de uma pessoa, na sua singularidade. Confio a Deus aqueles cuja missão é orientar uma coletividade: um Estado, uma cidade, uma empresa ou uma associação, um sindicato, etc. Que o coração de Jesus ilumine os dirigentes para que nenhum dos que lhes estão confiados fiquem fora da Boa Nova.



Sábado, 8: ESPÍRITO DE TEMOR

Os dois cortejos iniciais estão agora reunidos pelo «todos» que ficaram cheios de temor. O povo judeu, na espera do Messias, dá glória: «Deus visitou o seu povo». Medito sobre este temor, um dos dons do Espírito Santo. Não tem nada a ver com a cobardia ou a serventia perante um Deus-Pai Autoritário, mas exprime o respeito, a reverência perante o Deus da vida. Por ventura, uma certa mentalidade do nosso tempo, mais permissiva, tenha dificuldade em aceitar esta expressão. Peço ao Senhor que me faça conhecer a exatidão do espírito de temor.



Domingo, 9: ATENTOS EM COMUNIDADE!

Quando nos reunimos na eucaristia, formamos uma «pequena multidão» na igreja, que é uma prefiguração dos grandes encontros de verão, como aquele que reunirá milhões de jovens no Rio de Janeiro para as Jornadas Mundiais da Juventude, daqui a poucas semanas. Lembremo-nos que, mesmo reunidos à volta de Cristo, o poder da morte continua a agir numa ou noutra pessoa. Tal como o profeta Elias (primeira leitura) e o Senhor, agora compete-nos a nós, na nossa comunidade, assinalar os que estão tristes. E também temos de saber aceitar a ajuda daqueles que podem despertar em nós o poder da vida. Sim, Deus visitou o seu povo: todos juntos, dêmos-lhe glória!



© www.versdimanche.com
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013

Preparar o décimo domingo, ano c, no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 3.6.13 | Sem comentários

Domingo do Corpo e Sangue de Jesus Cristo


Evangelho segundo Lucas 9, 11b-17

Naquele tempo, estava Jesus a falar à multidão sobre o reino de Deus e a curar aqueles que necessitavam. O dia começava a declinar. Então os Doze aproximaram-se e disseram-Lhe: «Manda embora a multidão para ir procurar pousada e alimento às aldeias e casais mais próximos, pois aqui estamos num local deserto». Disse-lhes Jesus: «Dai-lhes vós de comer». Mas eles responderam: «Não temos senão cinco pães e dois peixes... Só se formos nós mesmos comprar comida para todo este povo». Eram de facto uns cinco mil homens. Disse Jesus aos discípulos: «Mandai-os sentar por grupos de cinquenta». Assim fizeram e todos se sentaram. Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou sobre eles a bênção. Depois partiu-os e deu-os aos discípulos, para eles os distribuírem pela multidão. Todos comeram e ficaram saciados; e ainda recolheram doze cestos dos pedaços que sobraram.

Dai-lhes vós de comer

A festa que celebramos neste domingo foi transferida da passada quinta-feira; trata-se da primeira vez que o fazemos em Portugal, em virtude da última alteração dos feriados. 
A celebração do Corpo e Sangue de Jesus Cristo remete-nos para a Eucaristia, um dos sacramentos que constitui o centro da nossa vida cristã. 
É significativa a escolha deste episódio da multiplicação dos pães e dos peixes. O acontecimento situa-se no final do dia, num espaço aberto, onde cabem mais de cinco mil pessoas! Todos estão tão encantados pelos ensinamentos de Jesus Cristo que se «recusam» a abandonar o local. Mas de repente há um alerta: como dar de comer a toda aquela gente? «Não temos senão cinco pães e dois peixes». Tudo está preparado para uma implicação que afeta a todos: a Jesus Cristo, a Deus, aos discípulos, aos que têm alguma coisa ainda que seja pouco, e a todos aqueles que têm fome. Os cinco pães e dois peixes vão tornar-se no sinal de uma vida partilhada de mão e mão!

A vida de Jesus Cristo

O pão partido e preparado para ser comido é sinal do que Jesus Cristo foi ao longo de toda a sua vida. Agora, o importante não está no pão enquanto tal, mas no facto de ser partido e repartido, isto é, está pronto para ser entregue (a todos) e ser comido. Jesus Cristo esteve sempre preparado para se entregar aos outros. Jesus Cristo vem para dar a sua vida como alimento do mundo inteiro. O seu corpo e sangue são um verdadeiro alimento para aqueles que escutam a sua palavra e nele colocam toda a confiança. Todos os nossos sentidos são saciados pela presença de Cristo ressuscitado, que continua a convidar todo o universo para a sua mesa. É esta realidade que celebramos na eucaristia! 

A nossa vida: praticantes da eucaristia

Mas esta realidade diz respeito a todos, não apenas a Jesus Cristo. Embora pudesse saciar sozinho a multidão, Jesus Cristo implica os discípulos no acontecimento. Como se pudessem, sozinhos, fazer milagres! «Dai-lhes vós de comer». É a tarefa que faz de nós «praticantes». Ao contrário do que se diz, não é «praticante» aquele que (apenas) «vai à missa todos os domingos», mas quem celebra a eucaristia e se compromete a entregar-se aos irmãos, tal como Jesus Cristo ensina e faz na sua própria vida. «Dai-lhes vós de comer» — envia-nos a proclamar o Evangelho envolvendo-nos numa lógica de partilha quotidiana com os outros.
Hoje, este episódio do evangelho recorda-nos que Jesus Cristo se dá a nós em alimento através do seu Corpo e do seu Sangue, para que possamos dar, em contrapartida, o «tão pouco» de nós mesmos ao mundo. Quando celebramos a eucaristia somos convidados a tomar consciência de que somos uma família unida à volta de Jesus Cristo. Ele oferece-nos a sua Palavra para ser acolhida; e coloca-nos à volta da mesa, dando-nos o seu Corpo e Sangue para fazer nascer em nós aquele amor que é entrega sem limites. Daqui nasce uma comunidade que saboreia o amor de Deus e se compromete a entregar-se aos outros sem limites. Celebrar a eucaristia é tomar consciência de que somos uma família, que se alimenta do mesmo pão e do mesmo vinho, e se caracteriza pela prática do amor na entrega aos outros. O que significa para ti participar na eucaristia e comungar Jesus Cristo?

© Laboratório da fé, 2013

Corpo e Sangue de Jesus Cristo e nona semana, no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 2.6.13 | Sem comentários
Ao ritmo da liturgia


Corpo e Sangue de Jesus Cristo e nona semana

Comungar Jesus Cristo e a sua causa


Todas as religiões se caracterizam por um perigoso desvio: os seres humanos iludem-se perante a possibilidade de poder transcender as suas vidas e entrar em contacto direto com a divindade mediante a prática de uma determinado ritual.
No entanto, Jesus Cristo ensina-nos a estar bem atentos à realidade terrena, pois é nela e através dela que Deus comunica connosco e se torna presente.
Os primeiros cristãos, antes de assumir a eucaristia como um ritual, faziam dela uma refeição familiar, uma verdadeira partilha não só com os que nela tomavam parte, mas também com (todos) os outros.
O «corpo de Cristo» significa muito mais do que a carne e o sangue, os ossos e os músculos: é o corpo de um homem que se comprometeu totalmente, que defendeu a causa em que acreditava e, por ela, deu a vida.
O pão partido e preparado para ser comido é sinal do que Jesus Cristo foi ao longo de toda a sua vida. Quando nos contentamos em comer o «corpo de Cristo» e não «comemos» também a sua causa, estamos apenas a participar num entretimento litúrgico!
Agora, o importante não está no pão enquanto tal, mas no facto de ser partido e repartido, isto é, está pronto para ser entregue (a todos) e ser comido. Jesus Cristo esteve sempre preparado para se entregar aos outros. Mas esta realidade diz respeito a todos, não apenas a Jesus Cristo. Embora pudesse saciar sozinho a multidão, Jesus Cristo implica os discípulos no acontecimento (DOMINGO: «Dai-lhes vós de comer»), envolvendo-nos numa lógica de partilha quotidiana com os outros.
Quando não percebemos esta lógica, a tentação da ganância pode ser mais forte (SEGUNDA: «Vamos matá-lo e a herança será nossa»), e até podemos inventar desculpas para justificar os nossos desejos (TERÇA: «Jesus, conhecendo a sua hipocrisia»).
Então, precisamos que Jesus Cristo denuncie o nosso comportamento (QUARTA: «Vós andais muito enganados»), nos recorde o essencial (QUINTA: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo») e nos ajude a descobrir a alegria da conversão (SEXTA: «Um só pecador que se arrependa»), guardando os seus ensinamentos (SÁBADO: «Guardava todas estes acontecimentos em seu coração»).

Não basta contentarmo-nos em «ir à missa todos os domingos». É preciso guardar o Evangelho no coração. Isto é que faz de nós verdadeiros «praticantes».

A primeira parte deste texto foi inspirada na obra de José Luis Cortés, El ciclo C, Herder Editorial
© Laboratório da fé, 2013

Corpo e Sangue de Jesus Cristo e nona semana, no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 2.6.13 | Sem comentários

Palavra para hoje: Corpo e Sangue de Jesus Cristo


Uma bênção recíproca, uns dons partilhados: assim se inaugura uma aliança entre Abraão, o pai do crentes, e Melquisedec, o primeiro de uma longa linhagem de sacerdotes. Deus oferece-nos o inédito, pela transmissão da sua vida, no mistério do Corpo e Sangue de Cristo: dá-se a nós e também nós nos damos em Cristo. Hoje, cumpre-se em plenitude o sinal do pão e do vinho partilhado «em memória do Senhor». Um sinal que a Igreja acolhe e transmite. Recebe-o da Igreja do passado para a Igreja do futuro. Nesta transmissão, todos são necessários. No evangelho, eis a multidão, onde cada um dá e recebe: cada um, em cada assembleia, é o sentinela que anuncia «a morte do Senhor, até que Ele venha».

Pergunta da semana: 

O que significa para mim participar na eucaristia e comungar Jesus Cristo?

Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 2.6.13 | Sem comentários
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