Nada do que é humano é alheio à Igreja


Um dos pontos em que mais insiste o papa Francisco desde que chegou ao ministério petrino é, sem dúvida, o convite a ir às periferias da existência para pregar o amor de Deus. Voltou a repeti-lo aos movimentos apostólicos no encontro que decorreu na Vigília de Pentecostes: «Uma Igreja fechada [...] é uma Igreja doente. A Igreja tem de sair de si mesma. Aonde? Até às periferias existenciais, quaisquer que sejam, mas sair».
São muitos os que perguntam quais sãos essas «periferias» a que se refere o Papa. Refere-se aos bairros de lata das cidades, aos sítios mais pobres? Sim, refere-se a isso, mas não de modo exclusivo. De facto, o Santo Padre costuma acompanhar a palavra «periferia» com um adjetivo interessante: existencial. De que é que está a falar, então?

Um espaço para evangelizar

Pessoalmente, penso que o papa Francisco está a convidar-nos a ir aos lugares que normalmente não são evangelizados; seja porque são difíceis, seja porque pareciam afastados da missão da Igreja. Hoje, que sítios requerem uma audácia particular da parte da Igreja para a evangelização? Muitos podem ser catalogados com esta etiqueta. Um deles é... Internet.
Sim, Internet. Porque a rede já não é só um meio para passar tempo, mas é, como lhe chamou Bento XVI, um «continente digital» habitado por todos. Vamos à internet para nos informarmos, mas também para comprar coisas, para procurar trabalho, um companheiro ou para o discernimento vocacional. A internet é hoje um eixo sobre o qual gira a nossa sociedade. E a Igreja, nós, somos indiferentes?
Em janeiro deste ano, Bento XVI disse uma frase que me parece certeira: «um aspeto importante da Encarnação é o extraordinário realismo do amor de Deus, que quer entrar na nossa história». Ao tornar-se homem, Deus partilha a nossa vida e quer estar presente em todos os aspetos da existência humana, onde a internet e e as redes sociais são uma parte importante. A Igreja não pode ficar indiferente perante isto e, por isso, procura chegar aí para transmitir também o amor de Deus. Certamente, é importante que do virtual alguém possa encaminhar as pessoas para os sacramentos e para o contacto direto com Deus, mas o primeiro passo do encontro com Ele, de formação na fé ou de reavivar a esperança pode-se dar na internet

Coerência, acolhimento, bondade

Descendo ao concreto, diria que a melhor evangelização na internet é a coerência. Pensemos, por exemplo, no twitter. Um tweet meu — ou de qualquer católico que transmite com entusiasmo e alegria a sua fé —, pode aproximar as pessoas de Deus. Se percebem que sou coerente, convicto da minha fé, simples e alegre nas minhas publicações, Deus encarrega-se de lhes fazer notar que «ali há algo mais». Normalmente começa-se pelo lado humano e depois Deus encarrega-se do resto.
Isto serve para os sacerdotes, religiosos e religiosas, mas, principalmente, para os jovens. Porque ser uma testemunha jovem nas redes sociais é, muitas vezes, muito mais eficaz e potente do que aquilo que aí possa fazer um sacerdote. E não é preciso pregar misticismo ou imagens religiosas a todo o momento. Com o que já tens, com o que vives, mas sob o prisma de Deus.
Permitam-me uma aplicação concreta que nos acontece todos os dias. A internet é como um grande recipiente, um vaso gigante onde cabem muitas pessoas, cada um com as suas características específicas: um é frio como o gelo, o outro é temperamental como um café e outro deseja ser simplesmente um pouco de água. Todos estão lá. É evidente que o frio chocará com o calor e que a água natural se sinta ferida pelo corante de uma bebida cola. 
Assim acontece connosco. Com alguns, entendemo-nos de modo natural, porque partilhamos os mesmos ideais e crenças. Mas há outros que são totalmente diferentes e até fervem com o nosso modo de ser. Como posso conviver com alguém assim no mesmo vaso do mundo que é a internet? A resposta é dada por um ponto do Decálogo para a Evangelização do projeto iMisión: a abertura. É importante acolher a todos, demonstrar-lhes que ser crente não é «fazer parte de um gueto», mas que, como o nome católico indica, somos universais.
Em conclusão, um bom católico, quando vive a sua fé com entusiasmo, atrai os outros e contagia esse amor por Deus e pelas suas coisas. Fá-lo de forma natural e serena. Neste sentido, a bondade e a alegria são a melhor linguagem que podemos usar na internet. Atenção: não «bondadezinha», mas bondade. A «bondadezinha» é uma atitude pouco cristã, pois não quer aceitar a cruz quando ela aparece e pensa que, como Deus é bom, o cristão não deve sofrer. Não. O cristão sabe que sofrerá, mas nem por isso deixa de viver com entusiasmo e alegria a sua vida. É uma bondade acompanhada pela verdade. Ou melhor: da Verdade com maiúscula: de Deus. 

Sair para fora, sair!

não se pode ver a internet como «o lugar das coisas más» ou «onde só se perde tempo». Não podemos viver numa redoma ou fechados no nosso mundo, como os apóstolos depois da ressurreição, com medo do mal que nos possa acontecer.
Não podemos ser uma Igreja fechada, mas lançada à evangelização digital. Somos desafiados a isto pelo papa Francisco na Vigília de Pentecostes, na citação já mencionada: «Não vos fecheis, por favor. [...] Quando a Igreja se fecha, adoece [...]. Jesus diz-nos: 'Ide por todo o mundo. Ide. Pregai. Dai testemunho do Evangelho' (cf. Marcos 16, 15). Mas o que é que acontece quando alguém sai de si mesmo? Pode acontecer o mesmo que se pode passar com qualquer pessoa que saia de casa e vá pela rua: um acidente. Eu digo-vos: prefiro mil vezes uma Igreja acidentada, que tenha sofrido um acidente, do que uma Igreja doente por se fechar. Saí para fora, saí!».
Isto é o que somos chamados a pregar na internet, essa periferia existencial do século XXI.

© Juan A. Ruiz, membro do projeto imision.org
© Innovatie Media Inc. 
© Tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013

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Evangelizar na internet
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 26.5.13 | Sem comentários

Domingo da Santíssima Trindade


Evangelho segundo João 16, 12-15

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis compreender agora. Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que está para vir. Ele Me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso vos disse que Ele receberá do que é meu e vo-lo anunciará».

Tenho ainda muitas coisas para vos dizer

Entrar no mistério da Santíssima Trindade faz-nos escutar as palavras de Jesus Cristo nesta passagem do evangelho: «Tenho ainda muitas coisas para vos dizer». Haverá sempre muito para dizer sobre Deus, pois todas as nossas tentativas, todos as palavras e expressões que possamos usar são sempre imperfeitas para explicar a realidade de Deus. «Não as podeis compreender agora», acrescenta Jesus Cristo, ao mesmo tempo que convida a deixarmo-nos guiar pelo Espírito Santo: «Ele vos guiará para a verdade plena». 

Refletir sobre o «Credo» no Ano da Fé

Ao longo deste Ano da Fé estamos a refletir semanalmente sobre o conteúdo do «Credo» para nos ajudar a compreender e a viver melhor a nossa fé. Mas não se trata de explicar tudo sobre Deus. Antes, de nos ajudar a entender as palavras e as expressões que, ao longo dos séculos, têm sido usadas pelos teólogos e pelos papas para falar de Deus. Uma grande parte dos cristãos não sabe explicar minimamente as afirmações que proclama quando reza o «Credo».

Deus é Pai, Filho e Espírito Santo

A única maneira de falar da Trindade de Deus é através de imagens. Mas nunca podemos esquecer que são apenas imagens. E embora seja a melhor maneira de falar de Deus, qualquer imagem que usemos será sempre imperfeita. Na verdade, a distinção entre as três «pessoas» de Deus só se refere à relação interna, isto é, à relação que existe dentro do próprio Deus. Há distinção entre elas quando se relacionam entre si. Porque no que diz respeito à relação externa não há distinção: Deus age sempre como Um. A nossa relação com Deus é sempre através da Trindade (em simultâneo) e nunca com cada uma das «pessoas» em separado. Por isso, não podemos dizer que se trata de três em um, mas de uma única realidade que é relação. Vamos tentar perceber através de um exemplo. Quem é o Criador? Deus, isto é, a Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A obra de Deus é sempre comunhão. Em Deus, nada é solitário: tudo é comunhão. Mas nós não dizemos no «Credo» que Deus é Pai Criador de todas as coisas? Sim, dizemos. Mas também dizemos que «todas as coisas foram feitas» pelo Filho. E ainda que o Espírito Santo é o «Senhor que dá a vida». Neste exemplo, vemos que no ato criador está envolvida a totalidade de Deus: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Uma vez mais, temos de entender que a distinção em três «pessoas» apenas diz respeito à essência, ao ser de Deus, e não à sua relação connosco. Os primeiros cristãos experimentaram que Deus podia ser ao mesmo tempo e sem contradição: Deus que está acima de nós (Pai); Deus que se faz um de nós (Filho); Deus que se identifica com cada um de nós (Espírito).

Então, como é que acontece a nossa relação com Deus? As leituras de hoje mostram-nos que tudo o que nos faz entrar em relação com Deus está relacionado com a fé, a esperança e a caridade ou amor. Na verdade, estas três virtudes são as portas que nos fazem entrar na comunhão de Deus, que nos fazem sentir que Deus está connosco. E desta comunhão com Deus nasce depois o nosso compromisso de viver também em comunhão com os outros. Por isso, ao longo desta semana, deixemo-nos interpelar por esta pergunta: Testemunho o amor de Deus na relação com os outros?

© Laboratório da fé, 2013
Tenho ainda muitas coisas para vos dizer — Laboratório da fé

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 26.5.13 | Sem comentários

Mês de maio, Mês de Maria


O papa João Paulo II, no dia 22 de outubro de 1997, dedicou uma Audiência Geral ao tema «Natureza do culto mariano» para comentar o número 66 do oitavo capítulo da Constituição Dogmática sobre a Igreja — «Lumen Gentium» (LG) do II Concílio do Vaticano. 
O culto a Maria não se pode equiparar à «adoração» divina, começa por explicar o Papa, para explicar a natureza do culto dedicado a Maria: «Há uma distância infinita entre o culto mariano e o que é dirigido à Trindade». Apesar disso, entre ambos existe uma continuidade: o culto a Maria conduz o cristão até à adoração da Trindade. Em vários parágrafos, João Paulo II explicita esta continuidade em relação à adoração do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A terminar, faz uma breve referência à distinção que existe entre o culto mariano e a veneração dos santos.

Queridos Irmãos e Irmãs,
1. O Concílio Vaticano II afirma que o culto da Bem-aventurada Virgem, «tal como sempre existiu na Igreja, embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração, que se presta por igual ao Verbo encarnado, ao Pai e ao Espírito Santo, e favorece-o poderosamente» (LG, 66).
Com estas palavras, a Constituição Lumen gentium reafirma as características do culto mariano. A veneração dos fiéis para com Maria, embora superior ao culto dirigido aos outros Santos, é entretanto inferior ao culto de adoração reservado a Deus, do qual difere essencialmente. Com o termo «adoração» é indicada a forma de culto que o homem presta a Deus, reconhecendo-O Criador e Senhor do universo. Iluminado pela revelação divina, o cristão adora o Pai «em espírito e verdade» (Jo 4, 23). Com o Pai, adora Cristo, Verbo encarnado, exclamando com o apóstolo Tomé: «Meu Senhor e meu Deus!» (Jo 20, 28). No mesmo acto de adoração inclui, por fim, o Espírito Santo, que «com o Pai e o Filho é adorado e glorificado» (DS, 150), como recorda o Símbolo Niceno-Constantinopolitano.
Os fiéis, quando invocam Maria como «Mãe de Deus» e contemplam nela a mais alta dignidade conferida a uma criatura, não lhe atribuem, porém, um culto igual ao das Pessoas divinas. Há uma distância infinita entre o culto mariano e o que é dirigido à Trindade e ao Verbo encarnado.
Daí resulta que a mesma linguagem com a qual a comunidade cristã se dirige à Virgem, embora por vezes evocando os termos do culto a Deus, assume significado e valor inteiramente diversos. Assim, o amor que os crentes nutrem por Maria difere daquele que se deve a Deus: enquanto o Senhor deve ser amado sobre todas as coisas com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente (cf. Mt 22, 37), o sentimento que une os cristãos à Virgem repropõe no plano espiritual o afecto dos filhos para com a mãe.
2. Entre o culto mariano e o prestado a Deus há, porém, uma continuidade: com efeito, a honra devida a Maria está ordenada e conduz à adoração da Santíssima Trindade.
O Concílio recorda que a veneração dos cristãos à Virgem, «favorece poderosamente » o culto prestado ao Verbo encarnado, ao Pai e ao Espírito Santo. Acrescenta depois, em perspectiva cristológica, que «as várias formas de piedade para com a Mãe de Deus, aprovadas pela Igreja, dentro dos limites de sã e recta doutrina, segundo os diversos tempos e lugares e de acordo com a índole e o modo de ser dos fiéis, têm a virtude de fazer com que, honrando a mãe, melhor se conheça, ame e glorifique o Filho, por quem tudo existe (cf. Cl 1, 15-16) e no qual “aprouve a Deus que residisse toda a plenitude” (Cl 1, 19), e também melhor se cumpram os seus mandamentos» (LG, 66).
Desde os primórdios da Igreja o culto mariano é destinado a promover a adesão fiel a Cristo. Venerar a Mãe de Deus significa afirmar a divindade de Cristo. Com efeito, os Padres do Concílio de Éfeso, ao proclamarem Maria Theotokos, «Mãe de Deus», quiseram confirmar a fé em Cristo, verdadeiro Deus.
A mesma conclusão do relato do primeiro milagre de Jesus, obtido em Caná por intercessão de Maria, evidencia como a sua acção tem por fim a glorificação do Filho. De facto, o Evangelista diz: «Foi este o primeiro milagre de Jesus. Realizou-o em Caná da Galileia. Manifestou a Sua glória e os Seus discípulos acreditaram n’Ele» (Jo 2, 11).
3. O culto mariano favorece além disso, em quem o pratica segundo o espírito da Igreja, a adoração do Pai e do Espírito Santo. Com efeito, ao reconhecer o valor da maternidade de Maria, os crentes descobrem nela uma manifestação especial da ternura de Deus Pai.
O mistério da Virgem Mãe põe em evidência a acção do Espírito Santo, que operou no seu seio a concepção do Filho e continuamente guiou a sua vida.
Os títulos de Consoladora, Advogada, Auxiliadora, atribuídos a Maria pela piedade do povo cristão, não ofuscam, mas exaltam a acção do Espírito Consolador e dispõem os crentes a beneficiar dos seus dons.
4. O Concílio recorda, por fim, que o culto mariano é «inteiramente singular» e sublinha a sua diferença a respeito da adoração de Deus e da veneração dos Santos.
Ele possui uma peculiaridade irrepetível porque se refere a uma pessoa singular, devido à sua perfeição pessoal e à sua missão.
Inteiramente excepcionais, com efeito, são os dons conferidos a Maria pelo amor divino, como a santidade imaculada, a maternidade divina, a associação à obra redentora e sobretudo ao sacrifício da Cruz.
O culto mariano exprime o louvor e o reconhecimento da Igreja por esses dons extraordinários. A Ela, que se tornou Mãe da Igreja e Mãe da humanidade, recorre o povo cristão, animado de confidência filial, para solicitar a sua intercessão materna e obter os bens necessários à vida terrena, em vista da bem-aventurança eterna.

© Copyright 1997 - Libreria Editrice Vaticana — www.vatican.va —

João Paulo II - Karol Józef Wojtyła
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 26.5.13 | Sem comentários

Palavra para hoje: Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo


Eis o que diz a Sabedoria de Deus». Eis o que declara o Verbo que existe desde «o início», pois é a Sabedoria de Deus. A liturgia recorda que o Criador atua, mas não sozinho: a sua obra é comunhão. Em Deus, nada é solitário: tudo é comunhão. Comunhão, mas sem confusão... Tudo é desejo, desejo do outro, não para o possuir com egoísmo, mas para entrar em comunhão com ele. Eis a verdade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. É também a verdade do seu amor por nós. «Tendo sido justificados pela fé, estamos em paz com Deus». É a fé daqueles que se deixam guiar pelo Espírito «para a verdade plena». É uma fé exigente, dinâmica, recebida do Pai, a quem pedimos a graça de a professar, partilhar e viver com autenticidade.

Pergunta da semana: 

Testemunho o amor de Deus na relação com os outros?

Palavra de Deus - Lectio divina - imagem de fano
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 26.5.13 | Sem comentários

Espírito da pregação e do culto


Muito de caso pensado ensina o sagrado Concílio esta doutrina católica, e ao mesmo tempo recomenda a todas os filhos da Igreja que fomentem generosamente o culto da Santíssima Virgem, sobretudo o culto litúrgico, que tenham em grande estima as práticas e exercícios de piedade para com Ela, aprovados no decorrer dos séculos pelo magistério, e que mantenham fielmente tudo aquilo que no passado foi decretado acerca do culto das imagens de Cristo, da Virgem e dos santos. Aos teólogos e pregadores da palavra de Deus, exorta-os instantemente a evitarem com cuidado, tanto um falso exagero como uma demasiada estreiteza na consideração da dignidade singular da Mãe de Deus (Constituição Dogmática sobre a Igreja — «Lumen Gentium», 67).

Mistérios a partir do texto da «Lumen Gentium»


  • PRIMEIRO MISTÉRIO: FOMENTAR O CULTO DA SANTÍSSIMA VIRGEM
Com esta afirmação os Padres conciliares queriam reafirmar a validade de algumas orações como o Rosário e o «Angelus», caras à tradição do povo cristão, como meios eficazes para alimentar a vida de fé e a devoção à Virgem Maria (João Paulo II, Audiência Geral de 29 de outubro de 1997). O Rosário da Virgem Maria, que ao sopro do Espírito de Deus se foi formando gradualmente no segundo Milénio, é oração amada por numerosos Santos e estimulada pelo Magistério (João Paulo II, Carta Apostólica sobre o Rosário, 1).

  • SEGUNDO MISTÉRIO: PRÁTICAS E EXERCÍCIOS DE PIEDADE PARA COM MARIA
Muitas devoções e preces marianas constituem um prolongamento da própria liturgia e, às vezes, contribuíram para enriquecer a estrutura, como no caso do Ofício em honra da Bem-aventurada Virgem e de outras pias composições que começaram a fazer parte do Breviário. A primeira invocação mariana conhecida remonta ao século III e inicia com as palavras: «Sob a tua protecção...». Contudo, desde o século XIV, a «Ave-Maria» é a oração à Virgem mais comum entre os cristãos (João Paulo II, Audiência Geral de 5 de novembro de 1997).

  • TERCEIRO MISTÉRIO: CULTO DAS IMAGENS
O II Concílio de Niceia, que se realizou no ano 787, confirmou a legitimidade do culto das imagens sagradas, contra quantos queriam destruí-las, considerando-as inadequadas para representar a divindade. Evocando essa definição, a Constituição Dogmática sobre a Igreja quis reafirmar a legitimidade e a validade das imagens sagradas em relação a algumas tendências que têm em vista eliminá-las das igrejas e dos santuários, a fim de concentrar toda a atenção em Cristo (João Paulo II, Audiência Geral de 29 de outubro de 1997).

  • QUARTO MISTÉRIO: AS IMAGENS DA VIRGEM MARIA
As imagens, os ícones e as estátuas de Nossa Senhora, presentes nas casas, nos lugares públicos e em inúmeras igrejas e capelas, ajudam os fiéis a invocar a sua presença constante e o seu misericordioso patrocínio nas diferentes circunstâncias da vida. Ao tornarem concreta e quase visível a ternura materna da Virgem, elas convidam a dirigir- se a Ela, a suplicar-lhe com confiança e a imitá-la, acolhendo com generosidade a vontade divina (João Paulo II, Audiência Geral de 29 de outubro de 1997).

  • QUINTO MISTÉRIO: TEÓLOGOS E PREGADORES DA PALAVRA DE DEUS
O II Concílio do Vaticano, neste capítulo da Constituição Dogmática sobre a Igreja dedicado à Bem-aventurada Virgem Maria, exorta os teólogos e os pregadores a evitarem tanto exageros como atitudes de demasiada estreiteza na consideração da dignidade singular da Mãe de Deus. A autêntica doutrina mariana é assegurada pela fidelidade à Escritura e à Tradição, assim como aos textos litúrgicos e ao Magistério da Igreja (João Paulo II, Audiência Geral de 29 de outubro de 1997).

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© Laboratório da fé, 2013

Maio, mês de Maria, 2013 — Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 26.5.13 | Sem comentários

Natureza e fundamento do culto


Este culto, tal como sempre existiu na Igreja, embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração, que se presta por igual ao Verbo encarnado, ao Pai e ao Espírito Santo, e favorece-o poderosamente. Na verdade, as várias formas de piedade para com a Mãe de Deus, aprovadas pela Igreja, dentro dos limites de sã e reta doutrina, segundo os diversos tempos e lugares e de acordo com a índole e modo de ser dos fiéis, têm a virtude de fazer com que, honrando a mãe, melhor se conheça, ame e gloria fique o Filho, por quem tudo existe (cf. Colossenses 1, 15-16) e no qual «aprouve a Deus que residisse toda a plenitude» (Colossenses 1, 19), e também melhor se cumpram os seus mandamentos (Constituição Dogmática sobre a Igreja — «Lumen Gentium», 66).

Mistérios a partir do texto da «Lumen Gentium»


  • PRIMEIRO MISTÉRIO: O CULTO MARIANO DIFERE DO CULTO DE ADORAÇÃO
Com estas palavras da Constituição Dogmática sobre a Igreja, o Concílio reafirma as características do culto mariano. A veneração dos fiéis para com Maria, embora superior ao culto dirigido aos outros Santos, é entretanto inferior ao culto de adoração reservado a Deus, do qual difere essencialmente. Com o termo «adoração» é indicada a forma de culto que o ser humano presta a Deus, reconhecendo-O Criador e Senhor do universo (João Paulo II, Audiência Geral de 22 de outubro de 1997).

  • SEGUNDO MISTÉRIO: A ADORAÇÃO AO VERBO ENCARNADO, AO PAI E AO ESPÍRITO SANTO
Iluminado pela revelação divina, o cristão adora o Pai «em espírito e verdade» (João 4, 23). Com o Pai, adora Cristo, Verbo encarnado, exclamando com o apóstolo Tomé: «Meu Senhor e meu Deus!» (João 20, 28). No mesmo acto de adoração inclui o Espírito Santo, que «com o Pai e o Filho é adorado e glorificado», como recorda o Símbolo Niceno-Constantinopolitano. Por isso, há uma distância infinita entre o culto mariano e o que é dirigido à Trindade e ao Verbo encarnado (João Paulo II, Audiência Geral de 22 de outubro de 1997).

  • TERCEIRO MISTÉRIO: PIEDADE MARIANA DENTRO DA SÃ E RETA DOUTRINA
A mesma linguagem com a qual a comunidade cristã se dirige à Virgem, embora por vezes evocando os termos do culto a Deus, assume significado e valor inteiramente diversos. Assim, o amor que os crentes nutrem por Maria difere daquele que se deve a Deus: enquanto o Senhor deve ser amado sobre todas as coisas com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente (cf. Mateus 22, 37), o sentimento que une os cristãos à Virgem repropõe no plano espiritual o afecto dos filhos para com a mãe (João Paulo II, Audiência Geral de 22 de outubro de 1997).

  • QUARTO MISTÉRIO: MELHOR SE CONHEÇA, AME E GLORIFIQUE O FILHO
O Concílio recorda que a veneração dos cristãos à Virgem, «favorece poderosamente» o culto prestado ao Verbo encarnado, ao Pai e ao Espírito Santo. Acrescenta depois que as várias formas de piedade mariana «têm a virtude de fazer com que, honrando a mãe, melhor se conheça, ame e glorifique o Filho». O culto mariano é destinado a promover a adesão fiel a Jesus Cristo. Venerar a Mãe de Deus significa afirmar a divindade de Cristo (cf. João Paulo II, Audiência Geral de 22 de outubro de 1997).

  • QUINTO MISTÉRIO: MELHOR SE CUMPRAM OS MANDAMENTOS
A finalidade última do culto à bem-aventurada Virgem Maria é glorificar a Deus e levar os cristãos a aplicarem-se numa vida absolutamente conforme a sua vontade. [...] Ressoa para nós também como uma advertência a vivermos os mandamentos de Deus, e é como que o eco de outras admoestações do divino Salvador: «Nem todo o que me diz: `Senhor! Senhor!' entrará no reino dos céus, mas o que faz a vontade de meu Pai que está nos céus» (Mateus 7, 21) (Paulo VI, Exortação Apostólica para a reta ordenação e desenvolvimento do culto à bem-aventurada Virgem Maria — «Marialis Cultus», 39).

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Maio, mês de Maria, 2013 — Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 25.5.13 | Sem comentários

Mês de maio, Mês de Maria


O papa João Paulo II, no dia 15 de outubro de 1997, dedicou uma Audiência Geral ao tema «O culto da Bem-aventurada Virgem» para comentar a quarta parte do oitavo capítulo da Constituição Dogmática sobre a Igreja — «Lumen Gentium» (LG) do II Concílio do Vaticano. 
O Papa inicia a sua reflexão dizendo que o culto a Maria está relacionado com o mistério da Encarnação: «a admirável decisão divina de ligar para sempre a identidade humana do Filho de Deus a uma mulher». Interligada com o culto da maternidade divina está o culto da maternidade universal de Maria. 
Em seguida, recorda o testemunho dos textos evangélicos sobre a «presença do culto mariano desde os primórdios da Igreja», nomeadamente nos dois primeiros capítulos do evangelho segundo Lucas. 
O testemunho dos evangelhos prolonga-se na iconografia e nos textos dos Padres da Igreja do segundo e terceiro séculos cristãos. Desde sempre, os cristãos manifestam uma «inseparabilidade entre o culto mariano e o culto atribuído a Jesus», que perdura até aos nossos dias. 
O Papa recorre ao número 66 da «Lumen Gentium» para mostrar que o culto mariano teve um forte incremento com a declaração do Concílio de Éfeso, em 431: Maria é Mãe de Deus («Theotokos»). 
Por tudo isto, «podemos bem dizer que o culto mariano se desenvolveu até aos nossos dias em admirável continuidade, alternando-se períodos florescentes e períodos críticos que, contudo, tiveram muitas vezes o mérito de promover ainda mais a sua renovação».

Caríssimos Irmãos e Irmãs:
1. «Ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher...» (Gálatas 4, 4). O culto mariano funda-se sobre a admirável decisão divina de ligar para sempre, como recorda o apóstolo Paulo, a identidade humana do Filho de Deus a uma mulher, Maria de Nazaré.
O mistério da maternidade divina e da cooperação de Maria na obra redentora suscita nos crentes de todos os tempos uma atitude de louvor, quer para com o Salvador quer Àquela que O gerou no tempo, cooperando assim na redenção.
Um ulterior motivo de reconhecido amor pela Bem-aventurada Virgem é oferecido pela sua maternidade universal. Ao escolhê-la como Mãe da humanidade inteira, o Pai celeste quis revelar a dimensão, por assim dizer materna, da Sua ternura divina e da Sua solicitude pelos homens de todas as épocas.
No Calvário, Jesus com as palavras: «Eis aí o teu filho», «Eis aí a tua mãe» (João 19, 26-27), dava Maria já antecipadamente a todos aqueles que haveriam de receber a boa nova da salvação e estabelecia assim as premissas do Seu afecto filial por Ela. Seguindo João, os cristãos prolongariam, com o culto, o amor de Cristo pela Sua mãe, acolhendo-a na própria vida.
2. Os textos evangélicos dão testemunho da presença do culto mariano desde os primórdios da Igreja. Os dois primeiros capítulos do Evangelho de São Lucas parecem recolher a atenção particular dos judeus cristãos para com a Mãe de Jesus, os quais manifestavam o seu apreço por Ela e conservavam ciosamente as suas memórias.
Nas narrações da infância, além disso, podemos captar as expressões iniciais e as motivações do culto mariano, sintetizadas nas exclamações de Isabel: «Bendita és tu entre as mulheres... Feliz daquela que acreditou que teriam cumprimento as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor!» (Lucas 1, 42.45).
Traços de uma veneração já difundida na primeira comunidade cristã estão presentes no cântico do Magnificat: «Todas as gerações me hão-de chamar ditosa » (Lucas 1, 48). Ao colocar nos lábios de Maria essa expressão, os cristãos reconheciam- lhe uma grandeza singular, que haveria de ser proclamada até ao fim do mundo.
Além disso, os testemunhos evangélicos (cf. Lucas 1, 34-35; Mateus 1, 23 e João 1, 13), as primeiras fórmulas de fé e uma passagem de Santo Inácio de Antioquia (cf. Smirn. 1, 2: SC 10, 155), confirmam a particular admiração das primeiras comunidades pela virgindade de Maria, intimamente ligada ao mistério da Encarnação.
O Evangelho de João, indicando a presença de Maria no início e no fim da vida pública do Filho, deixa supor entre os primeiros cristãos uma consciência viva do papel exercido por Maria na obra da Redenção, em plena dependência de amor por Cristo.
3. O Concílio Vaticano II, ao ressaltar o carácter particular do culto mariano, afirma: «Exaltada por graça do Senhor e colocada, logo a seguir a seu Filho, acima de todos os anjos e homens, Maria que, como mãe santíssima de Deus, tomou parte nos mistérios de Cristo, é com razão venerada pela Igreja com culto especial» (LG, 66).
Ao aludir, depois, à oração mariana do terceiro século «Sub tuum praesidium » — «Sob a tua protecção» —, acrescenta que essa peculiaridade emerge desde o início: «Na verdade, a Santíssima Virgem é, desde os tempos mais antigos, honrada com o título de Mãe de Deus, e sob a sua protecção se acolhem os fiéis, em todos os perigos e necessidades » (ibid.).
4. Esta afirmação encontra confirmação na iconografia e na doutrina dos Padres da Igreja, desde o segundo século. Em Roma, nas catacumbas de Priscila, é possível admirar a primeira representação de Nossa Senhora com o Menino, enquanto no mesmo tempo São Justino e Santo Ireneu falam de Maria como da nova Eva que, com a fé e a obediência, repara a incredulidade e a desobediência da primeira mulher. Segundo o Bispo de Lião, não era suficiente que Adão fosse resgatado em Cristo, mas «era justo e necessário que Eva fosse restaurada em Maria» (Dem., 33). Ele sublinha desse modo a importância da mulher na obra de salvação e põe como fundamento aquela inseparabilidade entre o culto mariano e o culto atribuído a Jesus, que percorrerá os séculos cristãos.
5. O culto mariano expressou-se inicialmente na invocação de Maria como «Theotokos», título que teve confirmação autorizada, depois da crise nestoriana, pelo Concílio de Éfeso que se realizou no ano 431.
A mesma reacção popular à posição ambígua e oscilante de Nestório, que chegou a negar a maternidade divina de Maria, e o sucessivo acolhimento jubiloso das decisões do Sínodo Efésio confirmam a radicação do culto da Virgem entre os cristãos. Todavia, «foi sobretudo a partir do Concílio de Éfeso que o culto do Povo de Deus para com Maria cresceu admiravelmente, na veneração e no amor, na invocação e na imitação...» (LG, 66). Ele expressou-se de modo especial nas festas litúrgicas, entre as quais, desde o início do século V, assumiu particular relevo «o dia de Maria Theotokos», celebrado a 15 de Agosto em Jerusalém e que se tornou sucessivamente a festa da «Dormitio» ou da Assunção.
Sob a influência do «Protoevangelho de Tiago» foram, além disso, instituídas as festas da Natividade, da Conceição e da Apresentação, que contribuíram de maneira notável para evidenciar alguns importantes aspectos do mistério de Maria.
6. Podemos bem dizer que o culto mariano se desenvolveu até aos nossos dias em admirável continuidade, alternando-se períodos florescentes e períodos críticos que, contudo, tiveram muitas vezes o mérito de promover ainda mais a sua renovação. Após o Concílio Vaticano II, o culto mariano parece destinado a desenvolver-se em harmonia com o aprofundamento do mistério da Igreja e em diálogo com as culturas contemporâneas, para se arraigar sempre mais na fé e na vida do povo de Deus peregrino sobre a terra.
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João Paulo II - Karol Józef Wojtyła
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 24.5.13 | Sem comentários

Sexta-feira da sétima semana


Evangelho segundo Marcos 10, 1-12

Naquele tempo, Jesus pôs-Se a caminho e foi para o território da Judeia, além do Jordão. Voltou a reunir-se uma grande multidão junto de Jesus e Ele, segundo o seu costume, começou de novo a ensiná-la. Aproximaram-se então de Jesus uns fariseus, que, para O porem à prova, Lhe perguntaram: «Pode um homem repudiar a sua mulher?». Jesus disse-lhes: «Que vos ordenou Moisés?». Eles responderam: «Moisés permitiu que se passasse um certificado de divórcio para se repudiar a mulher». Jesus disse-lhes: «Foi por causa da dureza do vosso coração que ele vos deixou essa lei. Mas, no princípio da criação, ‘Deus fê-los homem e mulher. Por isso, o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa, e os dois serão uma só carne’. Deste modo, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu». Em casa, os discípulos interrogaram-n’O de novo sobre este assunto. Jesus disse-lhes então: «Quem repudiar a sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira. E se a mulher repudiar o seu marido e casar com outro, comete adultério».

Pode um homem repudiar a sua mulher?

A pergunta feita a Jesus Cristo não é «inocente», pois o objetivo é «para O porem à prova». Na resposta, parece que Jesus Cristo defende a indissolubilidade do Matrimónio: «Não separe o homem o que Deus uniu». A «lei de Moisés» era unilateral: apenas o homem tinha direito a divorciar-se da esposa. Há exegetas que analisam a resposta de Jesus Cristo como uma defesa da igualdade de direitos do homem e da mulher. Nessa perspetiva, a «correção» que Jesus Cristo faz à lei de Moisés está mais relacionada com a igualdade de direitos do que com a indissolubilidade do Matrimónio.
Até ao século IV, os cristãos regiam-se pelo direito romano, seguiam os mesmos costumes dos pagãos em matéria de casamento: o divórcio era uma possibilidade. Nos dois séculos seguintes, aparece o divórcio quando se trata de uma «causa justa» ou por «consenso mútuo» dos esposos. No século VIII, o papa Gregório II escreveu uma carta a São Bonifácio onde admite que um homem cuja esposa esteja gravemente doente se possa casar com outra, desde que garanta o sustento da primeira mulher. Esta norma foi assumida pelo direito, no século XI. Tudo isto mostra as variações históricas de uma situação que hoje domina a nossa sociedade. 
«Pode um homem repudiar a sua mulher?». A Igreja Católica defende a indissolubilidade do Matrimónio. Na verdade, o amor para sempre tem de ser uma meta, um caminho a percorrer pelos esposos abençoados pelo sacramento do Matrimónio. Mas quando se trata de uma simples lei pode colocar em causa a felicidade e a santidade que todos os homens e mulheres são chamados a alcançar em qualquer situação de vida. Recentemente, o presidente do Conselho Pontifício para a Família, D. Vincenzo Paglia, exortou os presbíteros a darem uma «atenção mais forte aos divorciados, porque são uma parte débil» da Igreja Católica. «Nunca mais devem ser considerados como pecadores, porque todos nós o somos», disse, na sede da Universidade Católica Argentina.
Antes do diálogo entre Jesus Cristo e o fariseu, no início da narrativa evangélica, diz-se que Jesus Cristo se encontrou, no caminho, com uma grande multidão e «segundo o seu costume, começou de novo a ensiná-la». Não é preciso ser um doutorado em teologia, nem em direito canónico, para transmitir os ensinamentos de Jesus Cristo. As ações, a maneira de viver, ensina muito mais do que as palavras. Uma vida diária «com Espírito» implica falar de Jesus Cristo em todos os lugares e ambientes. Ontem, numa mensagem via twitter, o papa Francisco perguntava: «Tenho levado o Evangelho da reconciliação e do amor aos ambientes onde vivo e trabalho?». Precisamos de aprender a viver e a levar o Evangelho às situações da vida!

© Laboratório da fé, 2013

Pentecostes e Sétima semana, no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 24.5.13 | Sem comentários

Natureza e fundamento do culto


Exaltada por graça do Senhor e colocada, logo a seguir a seu Filho, acima de todos os anjos e humanos, Maria que, como mãe santíssima de Deus, tomou parte nos mistérios de Cristo, é com razão venerada pela Igreja com culto especial. E, na verdade, a Santíssima Virgem é, desde os tempos mais antigos, honrada com o título de «Mãe de Deus», e sob a sua proteção se acolhem os fiéis, em todos os perigos e necessidades. Foi sobretudo a partir do Concílio do Éfeso que o culto do Povo de Deus para com Maria cresceu admiravelmente, na veneração e no amor, na invocação e na imitação, segundo as suas proféticas palavras: «Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque realizou em mim grandes coisas Aquele que é poderoso» (Lucas 1, 48) (Constituição Dogmática sobre a Igreja — «Lumen Gentium», 66).

Mistérios a partir do texto da «Lumen Gentium»


  • PRIMEIRO MISTÉRIO: MÃE DE DEUS
O culto mariano expressou-se inicialmente na invocação de Maria como «Mãe de Deus», título que teve confirmação autorizada, depois da crise nestoriana, pelo Concílio de Éfeso que se realizou no ano 431. Expressou-se de modo especial nas festas litúrgicas, entre as quais, desde o início do século V, assumiu particular relevo «o dia de Maria», celebrado a 15 de Agosto em Jerusalém e que se tornou sucessivamente a festa da Assunção (João Paulo II, Audiência Geral de 15 de outubro de 1997).

  • SEGUNDO MISTÉRIO: CULTO PARA COM MARIA
O culto mariano desenvolveu-se até aos nossos dias em admirável continuidade, alternando-se períodos florescentes e períodos críticos que, contudo, tiveram muitas vezes o mérito de promover ainda mais a sua renovação. Após o II Concílio do Vaticano, o culto mariano parece destinado a desenvolver-se em harmonia com o aprofundamento do mistério da Igreja e em diálogo com as culturas contemporâneas, para se arraigar sempre mais na fé e na vida do povo de Deus peregrino sobre a terra (João Paulo II, Audiência Geral de 15 de outubro de 1997).

  • TERCEIRO MISTÉRIO: VENERAÇÃO E AMOR
A Igreja procura traduzir as multíplices relações que a unem a Maria, em outras tantas atitudes culturais, diversas e eficazes: em veneração profunda, quando reflete na dignidade singular da Virgem Santíssima, que, por obra do Espírito Santo, se tornou Mãe do Verbo Encarnado; em amor ardente, quando considera a maternidade espiritual de Maria para com todos os membros do Corpo Místico (Paulo VI, Exortação Apostólica para a reta ordenação e desenvolvimento do culto à Bem-aventurada Virgem Maria — «Marialis Cultus», 22).

  • QUARTO MISTÉRIO: INVOCAÇÃO E IMITAÇÃO
A Igreja também se relaciona com Maria em invocação confiante e em imitação operosa. Maria foi sempre proposta pela Igreja à imitação dos fiéis, porque, nas condições concretas da sua vida, ela aderiu total e responsavelmente à vontade de Deus; porque soube acolher a sua palavra e pô-la em prática; porque a sua ação foi animada pela caridade e pelo espírito de serviço; e porque, em suma, foi a primeira e a mais perfeita discípula de Cristo (Paulo VI, Exortação Apostólica para a reta ordenação e desenvolvimento do culto à Bem-aventurada Virgem Maria — «Marialis Cultus», 35).

  • QUINTO MISTÉRIO: BEM-AVENTURADA
Maria é o mais belo exemplo de fidelidade à Palavra divina. Esta fidelidade foi tão grande que se fez Encarnação: «faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lucas 1, 38) — disse ela com confiança absoluta. A nossa oração recorda o Magnificat daquela que todas as gerações chamarão bem-aventurada, porque acreditou no cumprimento das palavras que lhe tinham sido ditas da parte do Senhor. Podemos dizer-lhe com serenidade: «Santa Maria, Mãe de Deus, Mãe nossa, ensinai-nos a crer, esperar e amar convosco» (Bento XVI, Homilia nas Vésperas de 12 de setembro de 2008).

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  • TEMA GERAL DO MÊS DE MARIA 2013 > > >
© Laboratório da fé, 2013

Maio, mês de Maria, 2013 — Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 24.5.13 | Sem comentários

Audiência Geral de 8 de maio de 2013


«Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida» — foi o tema abordado pelo papa Francisco, na Audiência Geral de oito de maio de 2013, na continuação da apresentação do «Credo», iniciada por Bento XVI, a propósito do Ano da Fé. «Mas quem é o Espírito Santo?», começou por questionar o Papa, dizendo que a primeira afirmação que fazemos é que o Espírito Santo é «Senhor», «verdadeiramente Deus como o Pai e o Filho», «a terceira Pessoa da Santíssima Trindade». Após esta introdução, o papa Francisco desenvolveu a sua reflexão a partir da constatação de que o «Espírito Santo é a fonte inesgotável da vida de Deus em nós». E todo o ser humano tem dentro de si este desejo de «água viva». A terminar, depois de apresentar várias citações do Novo Testamento, convida-nos a ouvir, a escutar o Espírito Santo, pois «a água viva que é o Espírito Santo sacia a nossa vida, porque nos diz que somos amados por Deus como filhos».

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
O tempo pascal, que com alegria estamos a viver guiados pela liturgia da Igreja, é por excelência o tempo do Espírito Santo doado «sem medida» (cf. João 3, 34) por Jesus crucificado e ressuscitado. Este tempo de graça concluir-se-á com a festa do Pentecostes, na qual a Igreja revive a efusão do Espírito sobre Maria e os Apóstolos reunidos em oração no Cenáculo.
Mas quem é o Espírito Santo? No Credo professamos com fé: «Creio no Espírito Santo que é Senhor e dá a vida». A primeira verdade à qual aderimos no Credo é que o Espírito Santo é Kyrios, Senhor. Isto significa que Ele é verdadeiramente Deus como o Pai e o Filho, objecto do mesmo acto de adoração e glorificação que dirigimos ao Pai e ao Filho. De facto, o Espírito Santo é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade; é o grande dom de Cristo Ressuscitado que abre a nossa mente e o nosso coração à fé em Jesus como o Filho enviado pelo Pai e que nos guia para a amizade e a comunhão com Deus.
Mas gostaria de reflectir principalmente sobre o facto de que o Espírito Santo é a fonte inesgotável da vida de Deus em nós. O homem de todos os tempos e lugares deseja uma vida plena e boa, justa e serena, uma vida que não seja ameaçada pela morte, mas que possa amadurecer e crescer até à sua plenitude. O homem é como um viajante que, ao atravessar os desertos da vida, tem sede de água viva, jorrante e fresca, capaz de saciar profundamente o seu desejo de luz, amor, beleza e paz. Todos nós sentimos este desejo! E Jesus doa-nos esta água viva: ela é o Espírito Santo, que procede do Pai e que Jesus derrama nos nossos corações. «Vim para que tenhais vida e vida em abundância», diz-nos Jesus (João 10, 10).
Jesus promete à Samaritana que dará a «água viva», em abundância e para sempre, a todos aqueles que o reconhecerem como o Filho enviado pelo Pai para nos salvar (cf. João 4, 5-26; 3, 17). Jesus veio para nos dar esta «água viva» que é o Espírito Santo, para que a nossa vida seja guiada, animada e alimentada por Deus. Quando dizemos que o cristão é um homem espiritual entendemos precisamente isto: é uma pessoa que pensa e age em conformidade com Deus, segundo o Espírito Santo. Mas pergunto-me: e nós, pensamos segundo Deus? Agimos em conformidade com Deus? Ou deixamo-nos guiar por muitas outras coisas que não são propriamente Deus? Cada um deve responder a isto no profundo do seu coração.
Nesta altura podemos perguntar-nos: por que esta água pode saciar-nos profundamente? Sabemos que a água é essencial para a vida; sem água morremos; ela sacia, purifica e torna a terra fecunda. Na Carta aos Romanos encontramos esta expressão: «O amor de Deus foi derramado em nossos corações, pelo Espírito Santo, que nos foi concedido» (5, 5). A «água viva», o Espírito Santo, Dom do Ressuscitado que passa a habitar em nós, purifica-nos, ilumina-nos, renova-nos e transforma-nos porque nos torna participantes da própria vida de Deus que é Amor. Por isso, o Apóstolo Paulo afirma que a vida do cristão é animada pelo Espírito e pelos seus frutos, que são «caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança» (Gálatas 5, 22-23). O Espírito Santo introduz-nos na vida divina como «filhos no Filho Unigénito».Noutro trecho da Carta aos Romanos, que recordámos várias vezes, são Paulo sintetiza-o com estas palavras: «Na verdade, todos aqueles que são movidos pelo Espírito de Deus, são filhos de Deus. Vós não recebestes um espírito de escravidão, para cair de novo no temor; recebestes, pelo contrário, um espírito de adopção, pelo qual chamamos: “Abba, Pai”. O próprio Espírito atesta em união com o nosso espírito que somos filhos de Deus; filhos e igualmente herdeiros — herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo — se sofremos com Ele, é para sermos também glorificados com Ele» (8, 14-17). Este é o dom precioso que o Espírito Santo derrama nos nossos corações: a própria vida de Deus, vida de filhos verdadeiros, uma relação de intimidade, liberdade e confiança no amor e na misericórdia de Deus, que tem como efeito também um olhar novo para os outros, próximos e distantes, vistos sempre como irmãos e irmãs em Jesus, que devem ser respeitados e amados. O Espírito Santo ensina-nos a ver com os olhos de Cristo, a viver e a compreender a vida como Ele o fez . Eis por que a água viva que é o Espírito Santo sacia a nossa vida, porque nos diz que somos amados por Deus como filhos, que podemos amar Deus como seus filhos e com a sua graça podemos viver como filhos de Deus, como Jesus. E nós, escutamos o Espírito Santo? O que nos diz? Diz-nos: Deus ama-te. É o que nos diz. Deus ama-te, gosta de ti. Nós amamos deveras Deus e os outros, como Jesus? Deixemo-nos guiar pelo Espírito Santo, permitamos que Ele nos fale ao coração e nos diga: Deus é amor, Deus espera-nos, Deus é Pai, ama-nos como verdadeiro pai, ama-nos verdadeiramente e só o Espírito Santo diz isto ao nosso coração. Ouçamos o Espírito Santo, escutemos o Espírito Santo e vamos em frente por este caminho de amor, misericórdia e perdão. Obrigado!
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Pentecostes: Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.5.13 | Sem comentários

Esta é a nossa fé [30]


Reflexão semanal 
sobre o Credo Niceno-constantinopolitano

O «Credo» tem uma estrutura trinitária: divide-se em três partes, cada uma delas correspondendo a uma das Pessoas da Trindade: Pai, Filho, Espírito Santo. Por isso, entramos agora no artigo dedicado ao Espírito Santo. Tal como os outros, também este começa com uma afirmação de fé: «Creio no Espírito Santo». [Para ajudar a compreender melhor, ler: Atos dos Apóstolos 2, 1-13; Catecismo da Igreja Católica, números 683-688 e 692-701]

«Todos ficaram cheios do Espírito Santo» — relata o livro dos Atos dos Apóstolos ao evocar o dom do Espírito Santo oferecido aos apóstolos. Era o dia de «Pentecostes», uma festa judaica (cf. Deuteronómio 16, 9-12; Números 28, 26-31) cujo nome foi adotado pelos cristãos para designar esta nova realidade: a presença do Espírito Santo na vida da Igreja, na vida dos seres humanos. O relato dos Atos dos Apóstolos é composto por duas partes: a descida do Espírito Santo (versículos 1 a 4) e a constatação do milagre das línguas (versículos 5 a 13). Há uma mudança de cenário entre as duas partes: do espaço interior (casa) passa-se para o exterior (cidade); do grupo dos discípulos passa-se para uma multidão composta por pessoas «provenientes de todas as nações que há debaixo do céu». Embora a primeira cena seja a mais conhecida e a mais preferida dos artistas, o narrador desenvolve mais a segunda, através da descrição dos comentários e das reações dos presentes. A primeira observação que podemos fazer é que o Espírito provoca a unidade. Primeiro, a unidade do dom: «Todos ficaram cheios do Espírito Santo». E depois a unidade do anúncio: «cada um os ouvia falar na sua própria língua». Assim, é apresentado o início da Igreja, fundada pelo dom do Espírito Santo, que, embora constituída por povos de todo o mundo, vive unida pela mesma fé.

Creio. Ecoa de novo a afirmação de fé: «Creio» (cf. temas 1 e 7). «A palavra ‘Creio’ introduz-nos numa série de afirmações nas quais se sedimentou a memória de uma longa história de Deus com os seres humanos» (Dionigi Tettamanzi, «Esta é a nossa fé!», Paulinas, Prior Velho 2005, 21).

No Espírito Santo. «Crer no Espírito Santo é professar que o Espírito Santo é um das pessoas da Santíssima Trindade» (Catecismo da Igreja Católica, 685). Apesar de ser o «último na revelação das pessoas da Santíssima Trindade», o Catecismo da Igreja Católica, a partir de duas citações das cartas paulinas (Primeira Carta aos Coríntios 12, 3 e Gálatas 4, 6), afirma que «este conhecimento de fé só é possível no Espírito Santo. Para estar em contacto com Cristo, é preciso primeiro ter sido tocado pelo Espírito Santo. É Ele que vem ao nosso encontro e suscita em nós a fé. [...] O Espírito Santo, pela sua graça é o primeiro no despertar da nossa fé e na vida nova» (números 683 e 684). Mas se há uma dificuldade em abordar a Trindade a partir do Pai e do Filho, parece ser ainda mais difícil fazê-lo a partir do Espírito Santo. «Quando São Paulo chega a Éfeso, os discípulos que encontra dizem-lhe que nunca ouviram falar do Espírito Santo. Será que se Paulo viesse falar às nossas comunidades, não escutaria a mesma resposta? A nossa ideia do Espírito é muito confusa. Não sabemos que nome dar-Lhe nem como O representar. Só as metáforas exprimem um aspeto das suas manifestações: é sopro, fogo, vento, pomba, água, selo...» (Rui Alberto, «Eu creio, Nós cremos. Encontros sobre os fundamentos da fé», ed. Salesianas, Porto 2012, 132). O Catecismo da Igreja Católica (números 694 a 701) apresenta uma explicação para cada um dos símbolos que exprimem a ação do Espírito Santo: água, unção, fogo, nuvem e luz, selo, mão, dedo e pomba. De facto, constatamos que é mais fácil falar do «como» é a experiência do Espírito Santo na vida do que tentar explicar «quem» é o Espírito Santo. «Jesus ao anunciar e prometer a vinda do Espírito Santo, chama-Lhe o ‘Paráclito’, que, à letra, quer dizer: ‘aquele que é chamado para junto’, ‘advocatus’» (Catecismo da Igreja Católica 692). Por isso, entre os nomes mais comuns para designar o Espírito Santo aparecem os termos «Paráclito», «Advogado», «Defensor» e «Consolador». Além dos nomes e dos símbolos associados ao Espírito Santo, a doutrina tradicional da Igreja Católica, refere também sete dons (Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade, Temor de Deus) e doze frutos (Amor, Alegria, Paz, Paciência, Benignidade, Bondade, Longanimidade, Mansidão, Fé, Modéstia, Continência e Castidade).

«Acreditar no Espírito Santo significa acreditar que Deus atua sem parar na história da humanidade. Ele nunca deixou de Se exprimir em palavras que podemos entender» (Rui Alberto, 132).

© Laboratório da fé, 2013


Credo niceno-constantinopolitano, no Laboratório da fé  Credo niceno-constantinopolitano, no Laboratório da fé

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.5.13 | Sem comentários

Mês de maio, Mês de Maria


Oração a partir do texto da Lumen Gentium 64

Virgem Santíssima:
em Ti, a Igreja alcançou a perfeição,
que lhe permite apresentar-se sem mancha nem ruga.
Mas os fiéis ainda continuam a esforçar-se
por crescer na santidade, vencendo o pecado.
Por isso levantam os olhos para Ti,
que és modelo de virtudes para a comunidade dos eleitos:
À tua proteção nos acolhemos, 
Santa Mãe de Deus.

Refletindo piedosamente sobre Ti
e contemplando-te à luz do Verbo feito homem,
a Igreja penetra, cheia de respeito,
mais e mais no íntimo do mistério da Encarnação
e toma cada vez mais a semelhança do seu Esposo.
À tua proteção nos acolhemos,
Santa Mãe de Deus.

Quando a Igreja te exalta e honra,
porque reúnes e refletes as maiores exigências da fé
pela tua cooperação íntima na História da Salvação,
Tu atrais os crentes para teu Filho,
para o seu sacrifício e para o amor do Pai.
E a Igreja, empenhada na glória de Cristo, 
torna-se mais semelhante a ti, que a representas, 
progredindo continuamente 
na fé, na esperança e na caridade, 
buscando e cumprindo em tudo a vontade de Deus.

Na sua atividade apostólica,
a Igreja olha para ti, que geraste e deste à luz a Cristo,
concebido do Espírito Santo, para que, por meio de Ti,
Cristo nasça e cresça também no coração dos fiéis.
À tua proteção nos acolhemos,
Santa Mãe de Deus.

Virgem Santíssima:
Tu, que durante a tua vida,
foste modelo do amor materno, anima com esse amor
todos os que trabalham na missão apostólica da Igreja
para a Redenção dos homens.
Ámen.

© Lopes Morgado

Maio, mês de Maria, 2013 — Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.5.13 | Sem comentários
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