— rezar diariamente com o evangelho  — 

— Evangelho segundo Lucas 9, 28b-36

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar. Enquanto orava, alterou-se o aspecto do seu rosto e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente. Dois homens falavam com Ele: eram Moisés e Elias, que, tendo aparecido em glória, falavam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. Quando estes se iam afastando, Pedro disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Não sabia o que estava a dizer. Enquanto assim falava, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem. Da nuvem saiu uma voz, que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto.

— Vamos, brilhemos!

Neste domingo, a passagem do evangelho segundo Lucas convida-nos a brilhar à nossa volta. Brilhar, sim; mas não de uma forma voluntarista ou para ser o maior. Trata-se de brilhar a partir duma relação da qual sou testemunha: o amor do Pai pelo Filho e do Filho pelo Pai. Sou convidado a participar com a minha vida neste impulso de confiança recebido e oferecido. Vivendo desta relação, entrando na escola de Jesus, contemplando-o na oração, meditando a sua palavra, colocando-a em prática no coração da minha vida, abro-me ao seu Espírito que me faz brilhar no dia a dia. Assim, torno-me sinal da sua presença ativa no mundo. Existe nova evangelização mais bela? Então... brilhemos!

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
— a utilização e publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor —


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 24.2.13 | Sem comentários
— Francisco Tostón de la Calle — www.religiondigital.com

Dá-nos um Papa santo


Senhor Jesus, modelo de Deus
e modelo para o homem,
dá-nos um papa santo.
Não importa que não possua
um carisma que arraste multidões.
Não importa que não seja a imagem predileta
dos paparazzi
,
que não beije o duro cimento
de todos os aeroportos do mundo,
que não saiba abençoar em 50 idiomas. 

Não importa que não seja, talvez,
um grande teólogo,
capaz de discutir ou aprofundar
elevados problemas teológicos
ou gravíssimas questões de moral. 

Basta-nos que seja santo,
que olhe para o mundo com bondade de coração,
com esperança e compaixão,
com o amor com que Tu olhavas
as multidões de famintos,
doentes e desorientados. 

Que seja capaz de olhar nos olhos,
como Tu olhaste a samaritana
,
todas as mulheres do mundo
e dizer-lhes também: «Dá-me de beber.» 

Que olhe as crianças
com o infinito amor e respeito
com que Tu os abraçavas,
vendo neles a esperança do mundo,
sempre renovada em cada criança,
a melhor imagem de Ti mesmo. 

Que seja livre como Tu,
para fazer o que o Espírito lhe ditar
,
silenciando corvos e agoireiros.

Finalmente, que encare a sua missão
como o verdadeiro serviço
que enobrece o cristão,
como fez contigo na cruz
e na ressurreição.

© Francisco Tostón de la Calle
© tradução de Lopes Morgado
© Laboratório da fé, 2013



Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 24.2.13 | Sem comentários
 Quaresma: segundo domingo —  24 de fevereiro —

Uma vida transfigurada... — O evangelho deste domingo sugere-nos esta pergunta: o que é que pode transformar-transfigurar a nossa vida e a nossa sociedade? O relato de Lucas está carregado de pistas neste sentido.
  • Jesus convida os três discípulos a partilhar com ele a oração. Isto permite à pessoa entrar no mais profundo de si mesma e dar-se conta da sua identidade («este é o meu filho»). Ao mesmo tempo, permite aceita a vocação recebida e ser fiel: Jesus descerá da montanha e continuará a servir os pobres e a caminhar para Jerusalém.
  • Um parte muito importante da oração é o diálogo. Jesus escuta e conversa com Moisés e Elias, com a Lei e os Profetas; ou com o Pai que conversa com os seus filhos através da palavra bíblica. Hoje, este Pai convida-nos sobretudo a dialogar com o seu Filho (escutai-o«), aprendendo com ele a maneira de ser pessoas verdadeiramente humanas e fraternas.
  • Jesus falava com Moisés e Elias de tudo o que tinha de acontecer em Jerusalém, aceitando a missão de ser testemunha do amor e da bondade do Pai, mesmo quando no mundo parecem dominar a violência e o egoísmo. Colaborar no projeto de Deus em fazer nascer um mundo novo e em fazer nascer pessoas novas, segundo o modelo de Jesus Cristo, supõe também o nosso esforço para vencer a tendência egoísta que carregamos dentro de nós.
  • A transfiguração definitiva de Jesus foi quando o Pai o ressuscitou de entre os mortos. Mas aquela subida à montanha com os três discípulos — e tantos outros momentos de oração pessoal e comunitária, de escuta da Palavra ou de diálogo com os seus — foi um momento destacado do caminho. Tudo isto é um programa do que há de ser a nossa celebração deste e de todos os domingos.

© Josep Roca (Misa dominical) — www.cpl.es —
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
— a utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor —



Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 24.2.13 | Sem comentários


Para muitos que se dizem cristãos,
Deus é apenas uma ideia vaga.
Uma peça da mobília que não incomoda.
Não estará na hora de correr o risco
de acreditar Deus como Alguém vivo?
Com quem podemos interagir?
Que tem coisas importantes para nos dizer?

Como é bom estar aqui em oração.
E acolher a tua proximidade.
E descobrir que és um Deus de ternura.
E deixar-me guiar pelo teu Evangelho.

«Rezar na Quaresma - Ano C»
© 2013 Rui Alberto
© 2013 Edições Salesianas

— Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano C» das Edições Salesianas,
a quem agradecemos a autorização para publicar no «Laboratório da fé»;
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização —

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 24.2.13 | Sem comentários
— ANO C — QUARESMA — SEGUNDO DOMINGO — 24 DE FEVEREIRO DE 2013 — 

— Gen 15, 5-12.17-18 — Salmo 26 — Filip 3, 17 – 4, 1 — Lucas 9, 28b-36 —

— Minha luz e minha salvação

Deus fala a Abraão numa visão e promete-lhe uma grande descendência. Maravilhosa promessa com um imenso benefício, ainda não concretizado, mas totalmente certo: a palavra de Deus garante-o. E Abraão viu o dia de Cristo! «[Abraão] viu [o meu dia] e ficou feliz» (cf. João 8, 56). Sim, já chegou o dia de Cristo. Acontece em cada domingo! Hoje, a Igreja exclama: «O Senhor é a minha luz e a minha salvação». A Igreja, isto é, todos nós. Porque somos convidados a seguir Jesus Cristo até à montanha da Transfiguração antes de o seguir até ao Jardim das Oliveiras. Todos nós; e não apenas Pedro, Tiago e João. Nós seguimos Jesus Cristo pelo caminho da Páscoa ao longo da Quaresma; e caminhamos até à Luz Pascal.

— Nesta Quaresma, 

     que atitudes desperta na minha vida 

     este episódio do evangelho?



Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 24.2.13 | Sem comentários
— ANO C — QUARESMA — SEGUNDO DOMINGO — 

— Evangelho segundo Lucas 9, 28b-36

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar. Enquanto orava, alterou-se o aspecto do seu rosto e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente. Dois homens falavam com Ele: eram Moisés e Elias, que, tendo aparecido em glória, falavam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. Quando estes se iam afastando, Pedro disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Não sabia o que estava a dizer. Enquanto assim falava, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem. Da nuvem saiu uma voz, que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto.


— Notas exegéticas

Depois do primeiro anúncio da Paixão (8, 22-27), Lucas narra a Transfiguração de Jesus, isto é, a «epifania» ou revelação da sua filiação divina (9, 28b-36). Acontece na montanha, lugar clássico da revelação. A Transfiguração confirma a teofania do Jordão e antecipa a mensagem da ressurreição. Todo o evangelho converge para este ato de fé: «Jesus é o Filho de Deus» (versículo 36).
A narração lucana tem muitos elementos em comum com a de Mateus e Marcos, mas, por outro lado, tem elementos característicos que orientam a leitura do episódio completo. Referimo-nos à menção da oração como começa o relato (versículo 28b). Lucas costuma apresentar Jesus em oração; nesta ocasião a sua oração transfigura: «enquanto orava, alterou-se o aspeto do seu rosto» (versículo 29). A segunda característica própria de Lucas encontra-se na conversação entre Moisés, o legislador, e o profeta Elias: «falavam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém» (versículo 31). O texto grego na realidade utiliza a palavra «êxodo» para se referir à «passagem» definitiva, ao mistério pascal na sua totalidade indivisível de paixão-ressurreição-ascensão.
Pedro e os companheiros vêem a glória de Jesus (versículo 32). Na linguagem bíblica «glória» designa o esplendor da transcendência ou santidade de Deus ou, dito por outras palavras, a irradiação percetível da divindade nas coisas criadas. Jesus é a glória de Deus. A menção das tendas (versículo 33) poderia aludir à festa hebraica das tendas ou tabernáculos. Pedro encontra-se tão bem ali que deseja ficar com Moisés e Elias. Mas as instituições que eles representam (a Lei e os Profetas) pertencem ao passado. Agora, Jesus fica sozinho (versículo 36).
Aparece uma nuvem (tema característico do Êxodo), sinal da presença de Deus; e ouve-se uma voz. É a voz do Pai que esclarece os discípulos sobre Jesus Cristo: é o seu Filho Eleito e também seu porta-voz: «Escutai-O» (versículo 36).

© Nuria Calduch Benages (Misa dominical — www.cpl.es —)
© Tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
— a utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor —



Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 24.2.13 | Sem comentários
— Domingo, segundo da Quaresma —

— Evangelho segundo Lucas 9, 28b-36

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar. Enquanto orava, alterou-se o aspecto do seu rosto e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente. Dois homens falavam com Ele: eram Moisés e Elias, que, tendo aparecido em glória, falavam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. Quando estes se iam afastando, Pedro disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Não sabia o que estava a dizer. Enquanto assim falava, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem. Da nuvem saiu uma voz, que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto.


— Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O

Todos gostamos que se prolongue uma experiência espiritual que nos enche de paz e de alegria. Os esposos sabem bem que a vida não é assim fácil como o dia do casamento deixa esperar. Os monges e as monjas reconhecem facilmente que é mais fácil receber o hábito monástico do que usá-lo durante toda a vida. O dia de um qualquer compromisso de vida é, a maior parte das vezes, mais fácil de viver do que a duração desse compromisso.
Pedro, Tiago e João vivem uma experiência única. Vêem Jesus diferente do habitual. Jesus transfigura-se enquanto está em oração. Aparecem ao seu lado dois profetas do primeiro Testamento, dois «altifalantes» de Deus: Moisés e Elias. Porque é que estes homens que falaram e agiram em nome de Deus estão ali? O evangelho ensina-nos que eles conversam com Jesus «da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém». 
Talvez estejam ali porque Moisés e Elias tomaram o partido de Deus para salvar os mais pequenos. Na verdade, Jesus é o novo Moisés. Como este último que libertou o povo judeu da escravidão do Egito, Jesus liberta da escravidão do pecado. Mergulhados na sua morte, ressuscitaremos, como os Hebreus que atravessaram o mar e chegam a viver na terra prometida. Quanto a Elias, é aquele profeta que tinha conseguido de Deus que a viúva de Sarepta tenha sempre de comer e que o seu único filho seja levantado da morte. Novo Moisés e novo Elias, Jesus alivia a miséria.

Senhor Jesus, pela tua imensa glória,
eu quer seguir-te aliviando aqueles que sofrem. 
Conduz-me no amor pelos pobres.

© Denise Lamarche, «Vie Liturgique», Novalis - Bayard Presse Canada inc
© Tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
— a utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização —

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 24.2.13 | Sem comentários
— rezar diariamente com o evangelho do próximo domingo  — 

— Evangelho segundo Lucas 9, 28b-36

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar. Enquanto orava, alterou-se o aspecto do seu rosto e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente. Dois homens falavam com Ele: eram Moisés e Elias, que, tendo aparecido em glória, falavam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. Quando estes se iam afastando, Pedro disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Não sabia o que estava a dizer. Enquanto assim falava, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem. Da nuvem saiu uma voz, que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto.

— Este é o meu Filho

Enquanto Moisés e Elias se separam de Jesus, Pedro propõe montar três tendas. Uma nuvem, que recorda a saída do Egito, cobre-os com a sua sombra, enche-os de medo. Da nuvem o Pai revela: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». Resultado? Jesus fica de novo sozinho. Ao longo de todo o dia vou deixar ecoar no coração esta frase, guardando silêncio, procurando abarcar toda a amplitude desta afirmação.

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
— a utilização e publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor —



Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.2.13 | Sem comentários
— TREZENTOS DIAS A CAMINHAR COM O EVANGELISTA LUCAS — 

Lucas 2, 1-21 — Por essa altura, o imperador Augusto decretou que se fizesse o recenseamento de toda a população do Império Romano. Foi o primeiro recenseamento quando Quirino era governador da Síria. Todos iam inscrever-se, cada um na sua cidade. Por isso José partiu de Nazaré, na província da Galileia, e foi para a cidade de David que se chama Belém, na província da Judeia. Como José era descendente de David, foi lá inscrever-se levando consigo Maria, sua noiva, que estava grávida. Enquanto estavam em Belém, chegou o momento de Maria dar à luz. Nasceu-lhe então o menino, que era o seu primeiro filho. Envolveu-o em panos e deitou-o numa manjedoura, por não conseguirem arranjar lugar na casa. Naquela região havia pastores que passavam a noite no campo guardando os rebanhos. Apareceu-lhes um anjo e a luz gloriosa do Senhor envolveu-os. Ficaram muito assustados, mas o anjo disse-lhes: «Não tenham medo! Venho aqui trazer-vos uma boa nova que será motivo de grande alegria para todo o povo. Pois nasceu hoje, na cidade de David, o vosso Salvador que é Cristo, o Senhor! Poderão reconhecê-lo por este sinal: encontrarão o menino envolvido em panos e deitado numa manjedoura.» Nisto, juntaram-se ao anjo muitos outros anjos do céu louvando a Deus e cantando: «Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na Terra aos homens a quem ele quer bem!» Mal os anjos partiram para o Céu, os pastores disseram uns para os outros: «Vamos a Belém para vermos o que o Senhor nos deu a conhecer.» Foram a toda a pressa e lá encontraram Maria e José, e o menino, que estava deitado na manjedoura. Depois de verem tudo isto, puseram-se a contar a toda a gente o que lhes fora dito a respeito daquele menino. Todos os que ouviram o que os pastores diziam ficavam muito admirados. Porém Maria guardava todas estas coisas no seu coração e meditava nelas. Os pastores foram-se embora, e pelo caminho cantavam louvores a Deus, por tudo o que tinham ouvido e visto, exactamente como lhes fora anunciado. Quando o menino tinha oito dias, circuncidaram-no e puseram-lhe então o nome de Jesus, tal como o anjo indicara antes de ele ser concebido. [www.abibliaparatodos.pt]

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.2.13 | Sem comentários


Fomos educados a achar que isto da fé, 
da relação com Deus, 
do amor à maneira de Jesus Cristo… 
era bom mas não era para levar demasiado a sério. 
Fomo-nos resignando à mediania, 
a viver uma fé sem entusiasmo, 
uma fé periférica. 
Por isso nos choca tanto o apelo que Jesus faz 
a uma entrega radical à causa do Evangelho.

Põe as tuas mãos sobre mim.
Que o teu toque me cure
da mediocridade, da resignação, da apatia.
Que o teu amor me devolva
a vontade de sonhar com uma vida
mais cheia de amor e santidade,
mais cheia de Ti.

«Rezar na Quaresma - Ano C»
© 2013 Rui Alberto
© 2013 Edições Salesianas

— Este texto faz parte do livro «Rezar na Quaresma - Ano C» das Edições Salesianas,
a quem agradecemos a autorização para publicar no «Laboratório da fé»;
qualquer forma de reprodução ou distribuição deste texto precisa de autorização —

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.2.13 | Sem comentários
— Ano C — Quaresma — Segundo domingo —

— Evangelho segundo Lucas 9, 28b-36

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar. Enquanto orava, alterou-se o aspecto do seu rosto e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente. Dois homens falavam com Ele: eram Moisés e Elias, que, tendo aparecido em glória, falavam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. Quando estes se iam afastando, Pedro disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Não sabia o que estava a dizer. Enquanto assim falava, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem. Da nuvem saiu uma voz, que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto.


— Os sentidos nunca podem perceber o divino


Contexto
Na liturgia deste domingo são-nos propostas duas teofanias (manifestações de Deus): uma a Abraão e outra aos três apóstolos. Na realidade, toda a Bíblia é o relato da manifestação de Deus. No caso de Abraão, estamos perante o facto mais importante da história do povo judeu: a Aliança selada entre Abraão e o próprio Deus. Há um detalhe muito significativo. Deus só vem ao encontro quando chega a noite e Abraão cai num «sono profundo, enquanto o assaltava um grande e escuro terror». Foi uma experiência interior de Abraão, que para ele era mais certa do que a própria realidade que podia ver com os olhos abertos. É sintomático que a maioria das experiências de Deus no Antigo Testamento são relatadas como sonhos.
A transfiguração também não pode ser entendida como uma encenação por parte de Jesus. Vai contra a sua maneira de ser e de atuar. Não tem pés nem cabeça que Jesus montasse um espetáculo de luz e som, nem para três nem para três mil. No domingo passado propunha-se uma encenação espetacular (atira-te daqui abaixo) como uma tentação. Não tem muito sentido que hoje se proponha como uma «graça» em benefício dos três apóstolos. Uma coisa é a experiência, outra coisa muito diferente é a forma como é contada.

Explicação
A chave para a compreensão do relato está na advertência final. «A ninguém contaram nada do que tinham visto». No mesmo relato de Mateus e de Marcos, é Jesus quem lhes proíbe de contarem a alguém «até que o Filho do Homem ressuscite de entre os mortos».
A conversação com Moisés e Elias era sobre o «êxodo» de Jesus. Trata-se, seguramente, de uma experiência pascal. As experiências pascais são vivências internas que se procuram comunicar aos outros com a linguagem utilizada para contar factos que se podem constatar pelos sentidos. Com o tempo este relato foi inserido na vida de Jesus.
A versão litúrgica escamoteou o início que diz: «oito dias depois...». É a indicação de que estamos no primeiro dia da nova criação.
Utilizam-se os mesmos elementos que o Antigo Testamento usa para relatar as teofanias de Deus.
  • O monte, lugar da presença de Deus.
  • O resplendor, sinal de que Deus estava ali.
  • A nuvem na qual Deus se manifestou a Moisés e que depois os acompanhava pelo deserto.
  • A voz que é o meio pelo qual Deus comunica a sua vontade.
  • O medo que sente todo aquele que descobre a presença de Deus.
  • As tendas, alusão à festa messiânica na qual se comemorava a passagem pelo deserto, da escravidão à liberdade.
  • Moisés e Elias são símbolos: a Lei e os Profetas, os dois pilares da religiosidade judaica. Conversam com Jesus, mas retiram-se. Cumpriram a sua missão e a partir de agora será Jesus a última referência. Pedro pretende montar três tendas, para que Moisés e Elias possam continuar.
Trata-se de uma transfiguração. O que mudou foi a figura, não a substância. No essencial, Jesus continuou a ser o mesmo. Foi a aparência o que os três discípulos experimentaram como diferente. Em Jesus, como em todo o ser humano, o importante é o divino que não pode ser percebido pelos sentidos. Nos relatos pascais, pretende-se ressaltar que o Jesus que lhes apareceu é o mesmo que andava com eles na Galileia. Na transfiguração, diz-se o mesmo, mas a partir de ponto de vista contrário. Este Jesus que vive com eles é já o Cristo glorificado. Quer demonstrar que o que eles descobriram de Jesus depois da morte, já estava nele durante a sua vida, mas eles não o tinham visto.
A imensa maioria das interpretações deste relato aponta para uma manifestação da «glória» como preparação para o tempo de prova na paixão. Na minha opinião, isso seria uma manifestação batoteira. Quando interpretamos a «glória» como o contrário do normal, afastam-nos da verdadeira mensagem do evangelho. O sofrimento na cruz não pode ser um meio para alcançar o que não temos. Deus já está presente no sofrimento, exatamente como naquilo a que chamamos de glorificação.
O que chamamos de glória de Deus não tem absolutamente nada a ver com a glória humana. Em Deus, a sua «glória» é simplesmente a sua essência e não algo acrescentado. Deus não pode estar sem ser glorificado, pela simples razão de que nunca pode estar nem ser sem glória. Com a nossa mente não podemos compreender isto.
Quando falamos da glória divina de Jesus, aplicando-lhe o conceito de glória humana, deturpamos o que Jesus é e o que é Deus. Se em Jesus habitava a plenitude da divindade, como diz Paulo, quer dizer que Deus e a sua glória nunca se separaram dele. Jesus, como ser humano, poderia receber glória humana: cetros, coroas, poder, fama, honras, etc., etc. Mas tudo isso que nós nos empenhamos em acrescentar-lhe não é mais do que a grande tentação.
O evangelho diz-nos que não temos nada a esperar no futuro. A boa notícia não está em que Deus me vai dar algo mais tarde aqui em baixo ou num hipotético mais além, mas em descobrir que já me foi dado tudo. «O reino de Deus está dentro de vós».
Em Jesus já está a plenitude da divindade, mas está na sua humanidade. O divino que há em Jesus não se pode perceber pelos sentidos. De fenómenos externos nunca pode vir uma certeza da realidade transcendente, por muito espetaculares que possam parecer.
Tudo aquilo que Jesus nos pediu para superarmos, agora parece que o voltamos a reivindicar ainda mais, só que um pouco mais tarde. Renunciar agora para o assegurar depois, para toda a eternidade... É a melhor prova do valor que continuamos a dar ao nosso falso eu, de que continuamos a esperar a salvação a nível do nosso ego. Jesus acaba de dizer aos discípulos, justamente antes deste relato, que tem de padecer muito; que quem o quiser seguir tem de renunciar a si mesmo; que o grão de trigo tem de morrer... Jesus ensinou-nos que temos de nos desfazer da escória do nosso falso eu, para descobrir o ouro puro do nosso verdadeiro ser. Nós continuamos a esperar que Deus cubra de ouropel ou purpurina essa escória para que pareça ouro.
O divino que há em nós não é o contrário das carências que experimentamos. É uma realidade que já somos e é compatível com todo o tipo de limitações (físicas, psíquicas e morais) que são inerentes à nossa condição de criaturas. Depois de Jesus, é absurda uma esperança no futuro. Deus já nos deu tudo o que nos podia dar. Deu-se ele mesmo; e não tem mais nada para dar (S.ta Teresa).
Claro que isto entra em colisão com todas as nossas aspirações de «salvação». Mas é precisamente aí que tem de chegar a nossa reflexão: Estamos dispostos a aceitar a salvação que Jesus nos propõe ou continuamos empenhados em exigir de Deus a salvação que nós desejaríamos para o nosso falso eu?
Escutai-o apenas a ele! Para os cristãos do século XXI não é nada fácil cumprir essa recomendação. Continuamos, como Pedro, agarrados ao Deus do Antigo Testamento. Eu diria: Escutai como Jesus escutou!
O cristianismo cobriu de tal forma a mensagem de Jesus que é quase impossível distinguir o que é mensagem evangélica do que é adesão ideológica. Esta tarefa de discernimento é mais urgente do que nunca. Os conhecimentos que hoje temos tornam possível a descoberta da quantidade de recheio que nos foi vendido como evangelho. Jesus procurava odres novos que aguentassem vinho novo. Hoje, o que abunda são odres novos que esperam vinho novo, porque não aguentam o vinho velho que lhes é oferecido.
O facto de Moisés e Elias se retirarem antes da voz falar é uma advertência para nós que ainda não demos o salto do Deus do Antigo Testamento para o Deus de Jesus. Jesus deu um salto na compreensão de Deus que nós também temos de dar. Na realidade, nesse salto está a totalidade do evangelho. O Deus de Jesus é um Deus que é sempre para todos amor incondicional. O Deus de Jesus desconcerta-nos, tira-nos dos nossos casulos, porque nos fala de amor incondicional, de amor leal, de desapego do Eu. O Deus do Antigo Testamento fez uma aliança ao estilo humano e espera que o ser humano cumpra a parte que lhe corresponde. Só então premeia aquele que a cumpre e castiga aquele que não a cumpre.

Oração-contemplação

Hoje os apóstolos vêm Jesus como realmente é.
Também o teu verdadeiro ser é um diamante.
Não te deixes enganar pelas aparências.
Tu e os outros não tendes nada a mudar no essencial.
…………………………

Não confundas a meta.
Não tens que arrancar nada de ti.
Tudo que não é essencial acabará por se desprender.
Avivar a visão para ver o que és, 
para além do ouropel ou do lodo que te cobre e oculta.
..................

Só a meditação poderá iluminar-te para ver a realidade.
Não é fácil, mas é o único caminho.
Insiste. Foca toda a tua atenção no centro do teu ser.
A iluminação chegará com a maior naturalidade.
..................................

© Fray Marcos — www.feadulta.com — 
© Tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.2.13 | Sem comentários
— Todo tiene su momento - blog de Pedro Jaramillo —

Sábado da primeira semana


— Evangelho segundo Mateus 5, 43-48

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes que foi dito aos antigos: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos. Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem a mesma coisa os publicanos? E se saudardes apenas os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos? Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito».

— «Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste e perfeito»

O amor como distintivo do cristão atinge o seu cume. Jesus é taxativo ao «corrigir» a Lei antiga: «odiarás o teu inimigo». Não! Jesus pede-nos «amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem».
São duas as razões. A primeira é dada por Mateus: «para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus». E porquê só assim? Porque «Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos». Depois, no final do texto, a resposta é ainda mais ampla. E a meta proposta é também mais estimulante: «sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito». Abre-se um horizonte imenso para o compromisso crente.
Só assim se compreende o amor sem fronteiras. Um amor que excede a «lógica humana». Humanamente, guiamo-nos pelo «das-me/dou-te», «não me dás/não te dou». Perde-se toda a dimensão de gratuidade que torna o nosso amor digno de Deus.

— Sinais para o caminho de fé

  • É recorrente a relação entre fé e amor. «Tudo isto nos faz compreender — diz o Papa — como o procedimento principal que distingue os cristãos é precisamente o amor fundado sobre a fé e por ela plasmado».
  • «Quando damos espaço ao amor de Deus, tornamo-nos semelhantes a Ele, participantes da sua própria caridade» (Bento XVI).
  • Só a uma autêntica vivência de fé se pode pedir um compromisso de amor com tamanho grau de gratuidade.
  • A meta da nossa fé e do nosso amor não ser mais maior: ser perfeitos como Deus é perfeito. Falando humanamente, parece-nos uma blasfémia. Falando a partir da fé, converte-se numa graça.
© Pedro Jaramillo
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
— a utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor —




Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.2.13 | Sem comentários
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