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PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO OITAVO


«Dar glória a Deus» supõe reconhecer o bem recebido, agradecer à pessoa que interveio com a sua mediação, mas, sobretudo, reconhecer a bondade de Deus. A pessoa que passa por estes três estados dispõe de uma capacidade excecional para ser testemunha de Jesus no mundo.

Jesus e a salvação espiritual

Não há dúvida que o agradecimento é uma atitude interior que supera o mero cumprimento da lei. Os dez leprosos dão crédito às palavras de Jesus e vão apresentar-se aos sacerdotes, esperando que se realize a cura. No caminho, confirmam essa esperança. Nove cumprem a ordem de Jesus. Contudo, um deles não precisa da certificação dos sacerdotes e regressa para se prostrar aos pés de Jesus e lhe dar graças. O coração agradecido desperta fibras desconhecidas no espírito humano. O coração legalista, ainda que sendo fiel e rigoroso na observância da lei, ignora e não desenvolve muitos recursos do amor. A verdadeira salvação não é a do corpo, mas a da fé e da confiança manifestadas no agradecimento. Deus não é apenas o que guia e dirige os passos do ser humano, mas também o que renova e cura interiormente.

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



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Preparar o domingo vigésimo oitavo, Ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 11.10.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO OITAVO


Evangelho segundo Lucas 17, 11-19

Naquele tempo, indo Jesus a caminho de Jerusalém, passava entre a Samaria e a Galileia. Ao entrar numa povoação, vieram ao seu encontro dez leprosos. Conservando-se a distância, disseram em alta voz: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós». Ao vê-los, Jesus disse-lhes: «Ide mostrar-vos aos sacerdotes». E sucedeu que no caminho ficaram limpos da lepra. Um deles, ao ver-se curado, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz, e prostrou-se de rosto em terra aos pés de Jesus, para Lhe agradecer. Era um samaritano. Jesus, tomando a palavra, disse: «Não foram dez os que ficaram curados? Onde estão os outros nove? Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?». E disse ao homem: «Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou».



Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus
senão este estrangeiro?

Lucas começa a última etapa do «caminho para Jerusalém» com o episódio dos dez leprosos ou do leproso agradecido (Lucas 17, 11-19), que tem lugar no caminho entre a Samaria e a Galileia. Naquela época, os judeus e os samaritanos, irmãos separados por razões históricas, consideravam-se mutuamente estrangeiros. Se em outras ocasiões Jesus se mostrou compassivo com os samaritanos (9, 51-56; 10, 30-37), hoje, é um samaritano que mostra o seu agradecimento a Jesus. O episódio desenvolve-se em duas cenas: a) Jesus e os dez leprosos (versículos 11-14); b) Jesus e o samaritano (versículos 15-19).
A legislação era cruel para com os leprosos. Considerava-os «impuros» e amaldiçoados por causa de um pecado gravíssimo. Proibidos de qualquer contacto com o a sociedade dos «limpos», podiam agrupar-se nas periferias das aldeias e cidades para se ajudarem a sobreviver. Eram doentes e, além disso, marginalizados. Dez deles saem ao encontro de Jesus e suplicam: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós». Jesus pede aos seus dez amigos um ato de confiança heróica: apresentarem-se aos sacerdotes, tal como exigia a lei neste casos, como se já estivessem purificados. Eles obedecem e durante o caminho «ficaram curados» (no lecionário: «ficaram limpos») (versículo 14).
Só um deles regressou para dar graças: o samaritano, o estrangeiro, o pagão. Jesus felicita-o pela sua ação: «Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou» (versículo 19). Fixemo-nos num detalhe: todos são curados; mas um só (o samaritano agradecido) é salvo. A lição é clara: a salvação é oferecida a todos, em particular, aos menos privilegiados.

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Preparar o domingo vigésimo oitavo, Ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 11.10.13 | Sem comentários
PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO OITAVO

Com frequência caímos em expressões que excluem: «aquele ou aquela não é dos nossos»; «é estrangeiro(a)»; «não se esforça por aprender a nossa língua, a nossa cultura»; «que vá para a sua terra»; «tira-nos o trabalho»; «para eles há sempre todos os apoios sociais»; «que trabalhem»; etc. No fundo, esta atitude corresponde a não considerar o outro como igual: os estrangeiros são os «outros», não são dos «nossos».
Jesus, no evangelho do vigésimo oitavo domingo (Ano C), mostra-nos como não faz aceção de pessoas, não pergunta de onde é cada um para lhe oferecer a cura gratuitamente, a salvação que liberta.
De forma inexplicável, o único que volta para dar graças, «glorificando a Deus em alta voz», é um samaritano, um estrangeiro. «Onde estão?» — perguntará Jesus — os outros nove que não eram estrangeiros, os que são dos «nossos», os da nossa terra, os que vivem, falam e pensam como nós. Não têm necessidade de ser agradecidos, de dar graças?
Jesus assinala a gratuidade deste estrangeiro, a sua fé profunda, a sua atitude aberta. Tudo isso, bem diferente, daqueles outros que se consideravam do povo eleito, pessoas religiosas, mas incapazes de se «surpreender» perante o dom gratuito de Deus, de considerar que dito dom não conhece fronteiras.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 11.10.13 | Sem comentários
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