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PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO JÚNIOR

17 DE AGOSTO DE 2014


Isaías 56, 1.6-7

Eis o que diz o Senhor: «Respeitai o direito, praticai a justiça, porque a minha salvação está perto e a minha justiça não tardará a manifestar-se. Quanto aos estrangeiros que desejam unir-se ao Senhor para O servirem, para amarem o seu nome e serem seus servos, se guardarem o sábado, sem o profanarem, se forem fiéis à minha aliança, hei de conduzi-los ao meu santo monte, hei de enchê-los de alegria na minha casa de oração. Os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceites no meu altar, porque a minha casa será chamada 'casa de oração para todos os povos'».



Profanarem


Profanar significa desrespeitar uma coisa dedicada a Deus.
Por exemplo, uma igreja é um lugar dedicado a Deus:
quando alguém danifica uma igreja, está a profanar esse espaço.


Holocaustos


Holocaustos são os sacrifícios antigos
em que os judeus ofereciam a Deus um animal
que era morto e queimado em cima do «altar» dos sacrifícios,
no Templo de Jerusalém.
Os cristãos deixaram este costume,
por ordem de Jesus,
pois o Seu sacrifício na Cruz bastou, para sempre
(cf. Hebreus 10, 5-10).

© Liturgia diária júnior
© Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



Editora Paulus 2014



Além das explicações relativas às outras leituras do dia, 
neste domingo, a Liturgia diária júnior apresenta dois jogos.
Para assinar a revista podes entrar em contacto connosco ou visitar a página da Liturgia diária júnior.



O «Laboratório da fé»® e a editora Paulus estabeleceram uma parceria que permite a divulgação na nossa página — www.laboratoriodafe.net — de alguns conteúdos da revista «Liturgia diária júnior», propriedade da editora. A revista apresenta novidades de acordo com cada mês e tempo litúrgico, tendo como base a seguinte estrutura: Pequeno Missal (o ritual da missa); Liturgia dominical (todas as leituras e evangelho com comentários e explicações); Pequena escola da fé (uma breve catequese sobre temas relevantes da liturgia, da fé e da vida cristã); Suplemento para educadores (breves indicações destinadas aos pais, catequistas e educadores com sugestões de aprofundamento e de como utilizar melhor o conteúdo da revista).



Liturgia diária júnior

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.8.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO


O evangelho proposto para o vigésimo domingo (Ano A) fala-nos da fé de uma mulher estrangeira. Habitualmente, os «modelos» de fé eram homem judeus piedosos. Jesus não está atado a condicionalismos sociais, mas mostra como o dom mais precioso que é a fé se faz presenta numa mulher que até é estrangeira e, portanto, chamada e considerada uma «cachorrinha» pelos seus concidadãos (os judeus chamavam com desprezo «cães» aos estrangeiros e Jesus aproveitará esta circunstância para demonstrar o erro grave desse critério).
A oração desta  mulher converte-se em súplica, em grito insistente — «ela vem a gritar atrás de nós» —, em confiança plena em Jesus, em fé simples. Jesus não outro remédio senão louvar publicamente a fé desta mulher: «Mulher, é grande a tua fé»; e escutar o seu rogo, o seu pedido. A fé pode tudo e não conhece diferenças de género, raça ou cultura.
Esta mulher é apresentada pelo evangelista como modelo de crente, de discípula, de oração confiante e insistente. Que fácil é pôr etiquetas às pessoas, sobretudo a quem é diferente de nós. Podemo-nos encontrar com autênticas surpresas, como no evangelho.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor


Preparar o domingo vigésimo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



La biblia compartida — www.laboratoriodafe.net


Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.8.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO

17 DE AGOSTO DE 2014


Isaías 56, 1.6-7

Eis o que diz o Senhor: «Respeitai o direito, praticai a justiça, porque a minha salvação está perto e a minha justiça não tardará a manifestar-se. Quanto aos estrangeiros que desejam unir-se ao Senhor para O servirem, para amarem o seu nome e serem seus servos, se guardarem o sábado, sem o profanarem, se forem fiéis à minha aliança, hei de conduzi-los ao meu santo monte, hei-de enchê-los de alegria na minha casa de oração. Os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceites no meu altar, porque a minha casa será chamada 'casa de oração para todos os povos'».



Casa de oração para todos os povos


O texto no seu contexto
. Surpreende o início da profecia do Terceiro Isaías, dirigida aos «estrangeiros», tradicionalmente excluídos da salvação de Deus, num momento tão delicado para o povo de Israel. Os deportados voltaram do exílio e os novos governadores, encarregados da restauração pelas autoridades persas, têm que assegurar um gérmen de população nitidamente judaica sobre a qual terá de assentar o futuro. O Templo destruído por Nabucodonosor ainda não tinha sido reconstruído com todo o seu esplendor. Foram tempos muito duros, em que se receava o estrangeiro e se impuseram com intolerância normas de pureza em nome da identidade que excluía os «não judeus».

O texto na história da salvação. Como entender, portanto, esta profecia de Isaías? Não se questiona que a salvação, que provém do próprio Deus, vai chegar; mas será só para os judeus ou, como diz Isaías, alcançará também outros povos? É verdade que também a eles se exige que guardem os mandamentos como os israelitas; além disso, têm que observar o sábado e perseverar no espírito da aliança, segundo este texto. Surpreende também como o monte Sião, o Monte Santo de Jerusalém, seja transformado em «casa aberta e de acolhimento» para todos os povos. O Templo de Jerusalém adquire aqui um cariz e atitude aberta que, contudo, depois não terá.

Palavra de Deus para nós: sentido e celebração litúrgica. Os limites são postos pelos humanos, Deus anuncia a salvação para toda a humanidade, sem distinção de raças, línguas ou culturas, pois cada ser humano foi criado à imagem e semelhança do próprio Deus. O projeto amoroso de Deus rompe os nossos critérios redutores, da mesma forma que o oráculo do Terceiro Isaías é um jarro de água fresca no meio de uma época intolerante e excludente para com os que não pertenciam oficialmente ao povo de Israel. O universalismo do Terceiro Isaías é uma antecipação do universalismo de Jesus e do seu Evangelho.

© Pedro Fraile Yécora, Homiletica
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo vigésimo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.8.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO VIGÉSIMO

17 DE AGOSTO DE 2014


Isaías 56, 1.6-7

Eis o que diz o Senhor: «Respeitai o direito, praticai a justiça, porque a minha salvação está perto e a minha justiça não tardará a manifestar-se. Quanto aos estrangeiros que desejam unir-se ao Senhor para O servirem, para amarem o seu nome e serem seus servos, se guardarem o sábado, sem o profanarem, se forem fiéis à minha aliança, hei de conduzi-los ao meu santo monte, hei-de enchê-los de alegria na minha casa de oração. Os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceites no meu altar, porque a minha casa será chamada 'casa de oração para todos os povos'».



Quanto aos estrangeiros... hei de conduzi-los ao meu santo monte


Os textos imediatamente anteriores do livro de Isaías contêm a promessa de um regresso prodigioso a Jerusalém feita por Deus aos exilados na Babilónia. A partir do capítulo 56 encontramo-nos já com a possibilidade dos exilados regressarem. Devem ter passado uns vinte anos desde o decreto de Ciro que permitia o regresso dos judeus a Jerusalém. Os que regressaram encontraram uma cidade arruinada. É preciso, pois, reconstruir a cidade e repensar a fé.
A primeira parte do oráculo contém um apelo em imperativo à comunidade de fé. Trata-se de manter a justiça e fazer o que é justo e bom. Estes temas são fundamentais na experiência profética de Isaías: o poder da casa de David tinha de estar atento à justiça e ao direito para com os pobres e os necessitados. Há que assegurar — esta é a vontade de Deus — a cada membro da comunidade segurança, dignidade e bem-estar. Esta é a primeira obrigação ética. Seguidamente, o oráculo profético contém uma promessa da parte do Senhor: salvação e bondade. Isto é, o Senhor está prestes a estabelecer, numa decisão unilateral, o bem-estar que tinha ordenado na primeira parte do texto. A mensagem profética diz que o Senhor conduzirá esta comunidade ao bem-estar que o próprio tinha ordenado. Imperativo e promessa formam uma unidade.
A segunda parte do texto faz uma oferta singular: os estrangeiros de coração fiel serão atraídos ao Senhor, Deus de Israel, e serão bem-vindos à vida de oração e adoração que caracteriza o povo escolhido por Deus.

© Joan Ferrer, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
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Preparar o domingo vigésimo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.8.14 | Sem comentários
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