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PREPARAR O DOMINGO TRIGÉSIMO SEGUNDO


Jesus apresenta-nos, no evangelho proposto para o trigésimo segundo domingo (Ano C), o Deus da vida. A pergunta mal-intencionada dos saduceus dá a possibilidade de nos falar de um Deus que «não é um Deus de mortos, mas de vivos». O Deus de Jesus é um Deus que está sempre ao lado do seu povo, é «o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob», um Deus que se faz presente na história do seu povo, um Deus próximo, um Deus de vida.
Deus ama cada um de nós de uma forma singular, individual, pessoal. Por isso, faz-se presente nas nossas vidas, no nosso quotidiano, na nossa história pessoal, mas também na comunitária e eclesial. Por isso, por amor, deseja que desfrutemos eternamente do seu amor, do amor partilhado, pleno, total.
Esta visão da outra vida não tem nada de alienante, mas tudo ao contrário. É uma vida que se apresenta em continuidade com esta, pois só assim tem sentido. Deus faz-se presente nas nossas vidas, aqui e agora, e dá-nos a possibilidade de viver segundo o seu plano amoroso. Significa que, com a minha vida, começo já a partilhar esse amor com os outros, com cada homem e cada mulher, que considero meus irmãos; dessa forma é antecipação da Vida, com maiúsculas, onde o amor será a única porta de entrada possível.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Preparar o domingo trigésimo segundo, Ano C, no Laboratório da fé

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.11.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO TRIGÉSIMO SEGUNDO


Há alguns dias perguntaram-me, sem rodeios, quais podem ser as dimensões fundamentais de uma espiritualidade que corresponda ao mundo de hoje. Uma pergunta aparentemente simples, mas, ao mesmo tempo, cheia de profundidade. Respondi rapidamente e sem pensar muito: «Uma espiritualidade que queira responder à nossa realidade tem que ter os olhos bem abertos perante a vida, para contemplar Deus criador no meio da nossa história; deve recorrer sempre à luz oferecida pela Palavra de Deus para discernir os seus caminhos; e lançar-nos na construção da comunidade cristã, em todos os seus níveis».
As três dimensões que apareceram nesta resposta espontânea estão muito relacionados entre si e constituem uma unidade dinâmica que considero muito próxima da própria vida de Deus. Uma espiritualidade não é outra coisa senão uma dinâmica vital que nos põe em sintonia com Deus e nos faz agir segundo o Espírito de Deus. Portanto, não é algo gasoso, abstrato, elevado, desencarnado. Uma espiritualidade é um estilo de vida que se pode ver e comprovar em ações bem concretas.
A participação do cristão na vida de Deus, que é aquilo a que chamamos espiritualidade, faz que a pessoa entre na dinâmica vital própria de Deus uno e trino. A dinâmica que se estabelece constantemente entre o Pai criador que se revela na história, o Filho de Deus encarnado na pessoa de Jesus, e o Espírito Santo que continua a atuar no meio de nós para nos impulsionar a construir uma comunidade de amor. Santo Agostinho dizia que Deus tinha escrito dois livros: o primeiro e mais importante é o livro da vida, o livro da história que começou a escrever no princípio dos tempos e que continua a escrever hoje em cada um de nós; mas como fomos incapazes de ler neste livro os seus desígnios, Deus escreveu um segundo livro a partir do primeiro; este segundo livro é a Bíblia; mas a primeira Revelação está na História, na vida, nos acontecimentos de cada dia: tanto na vida pessoal, como grupal, comunitária, social, política, etc...
Esta é a razão pela qual a primeira dimensão de uma espiritualidade atual é olhar a vida. Aí nos encontramos com o que Deus quer de nós; aí podemos descobrir o que Deus está a construir. Trata-se de perceber a música de Deus, para cantar e bailar ao seu ritmo, para nos deixar invadir pela sua força criadora. É como entrar num rio e perceber para onde vai a corrente e deixar-nos levar por ela.
Isto é o que Jesus queria comunicar quando os saduceus, que negavam a ressurreição dos mortos, lhe propuseram essa difícil pergunta sobre qual dos sete irmãos, que estiveram casados sucessivamente com a mesma mulher, seria o seu esposo na ressurreição dos mortos... «O Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob’. Não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos». O Deus em quem acreditamos, por Jesus Cristo, é o Deus da vida, que se revela nos acontecimentos quotidianos; nesses acontecimentos que, muitas vezes, desprezamos, porque não parecem revelar-nos o rosto de Deus. Cuidemos que a nossa espiritualidade não se converta numa série de complicadas elucubrações, que nos distraem do que é verdadeiramente importante.

© Hermann Rodríguez Osorio, SJ
© Encuentros com la Palabra — blogue de Hermann Rodríguez Osorio
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Preparar o domingo trigésimo segundo, Ano C, no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 6.11.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO TRIGÉSIMO SEGUNDO


Evangelho segundo Lucas 20, 27-38

Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns saduceus – que negam a ressurreição – e fizeram-lhe a seguinte pergunta: «Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘Se morrer a alguém um irmão, que deixe mulher, mas sem filhos, esse homem deve casar com a viúva, para dar descendência a seu irmão’. Ora havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem filhos. O segundo e depois o terceiro desposaram a viúva; e o mesmo sucedeu aos sete, que morreram e não deixaram filhos. Por fim, morreu também a mulher. De qual destes será ela esposa na ressurreição, uma vez que os sete a tiveram por mulher?». Disse-lhes Jesus: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento. Mas aqueles que forem dignos de tomar parte na vida futura e na ressurreição dos mortos, nem se casam nem se dão em casamento. Na verdade, já não podem morrer, pois são como os Anjos, e, porque nasceram da ressurreição, são filhos de Deus. E que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da sarça ardente, quando chama ao Senhor ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob’. Não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos».



Não é um Deus de mortos, mas de vivos,
porque para Ele todos estão vivos

O caminho para Jerusalém chegou ao fim. Jesus passa os últimos dias, antes da paixão, a ensinar no templo. Dirigentes religiosos de diversas tendências entram em controvérsia com ele. Agora, é a vez dos saduceus, que eram poucos em número, mas fortes em influência. Instalados na alta classe sacerdotal, monopolizavam o sistema e a gestão económica do templo. Condescendentes com o poder romano e abertos aos costumes pagãos, eram odiados pelos fariseus que se sentiam o baluarte do sentimento nacional. Enquanto estes defendiam a ressurreição dos mortos, os saduceus ridicularizavam quem acreditava nela.
O episódio relatado no texto lucano proposto para o trigésimo segundo domingo (Ano C) segue o esquema das «controvérsias em Jerusalém» tidas por Jesus. Estas contribuíram não só para iluminar a doutrina, mas também serviram de norma para a comunidade apostólica. O esquema consta de duas partes: a) apresentação dos adversários (neste caso os saduceus) e a sua mentalidade (20, 27-33); b) resposta de Jesus (20, 34-38).
A partir da antiga lei do levirato (Deuteronómio 25, 5-10), os saduceus inventam um caso que provocaria, no mais além, uma insólita situação de poligamia. Uma mulher viu-se obrigada a ter sete maridos. Quando todos ressuscitarem, qual será o seu marido? Em primeiro lugar, Jesus corrige a falta de horizonte dos saduceus, que imaginam a vida futura como uma reprodução exata da existência terrena, deixando entrever o mistério da vida eterna (versículos 34-36). Em segundo lugar, recorre ao diálogo de Deus com Moisés na sarça ardente (Êxodo 3, 1-22) para afirmar a razão profunda da fé na ressurreição. O Senhor, fonte de toda a vida, não deixa os seus amigos na morte (versículos 37-38).

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
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Preparar o domingo trigésimo segundo, Ano C, no Laboratório da fé
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.11.13 | Sem comentários
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