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PREPARAR O DOMINGO TRIGÉSIMO PRIMEIRO


Tomáš Halík escreveu uma obra — «Paciência com Deus. Oportunidade para um encontro» — sobre o episódio de Zaqueu, narrado no evangelho segundo Lucas (19, 1-10), cuja tradução e edição em português foi realizada sob a responsabilidade das edições Paulinas (Prior Velho, 2013). O texto que se segue é retirado das páginas 254 a 257.

Gostaria de sugerir outra versão dos apócrifos acerca de Zaqueu.
Zaqueu cumpriu tudo o que prometera solenemente a Jesus... e fez muitas outras coisas boas além disso. Morreu em idade avançada, rodeado pelo amor da sua família e pela gratidão dos seus conterrâneos de Jericó e das cercanias. Nele se cumpriu a promessa de que, como filho de Abraão, receberia a salvação. Repousa agora no seio de Abraão, embora, devido a vários importantes obstáculos burocráticos (como o facto de não ter sido batizado), não possa ser declarado santo pela Congregação do Vaticano competente; Jesus não só não lhe negou uma auréola, mas até lhe confiou uma missão bastante específica na comunicação entre o céu e a terra: São Zaqueu tornou-se o padroeiro e o protetor dos eternos buscadores, dos «vigilantes». E, para nossa surpresa, o seu papel não é convertê-los (qualquer velho santo poderia fazê-lo), mas velar pela sua paciência na antecâmara da fé. Afinal, Deus tem de ter «dos seus» mesmo fora dos edifícios das igrejas; aliás, também os tem nos intrincados labirintos da busca, em que os «piedosos» nunca se perderam nem sequer se aventuraram... e é aí que os filhos de Deus também precisam de alguém que os proteja e interceda por eles. Até na «outra margem» há muitos daqueles a quem as palavras de Jesus «não estais longe do Reino de Deus» também se aplicam.
Quem deverá transmitir-lhes essas palavras, se não nós? Mas como poderemos fazê-lo, a fim de que as notícias sejam realmente uma mensagem de alegria? Como é que o anúncio de Jesus lhes deve ser dirigido, tratando-os pelo nome, de tal modo que aquilo que eles ouvem dos nossos lábios não os afugente? Como podemos garantir que é aceite de verdade como um convite amigo que apela à sua liberdade e não como uma tentativa invasiva de fazer deles prosélitos, como uma apropriação arrogante daqueles que não nos querem pertencer? Como devemos mostrar-lhes não só tato e «visão pastoral», mas também o amor que — segundo Levinas — permite aos outros serem diferentes, respeita a sua diferença e não tenta apagar todas as diferenças e convertê-los de imediato para o nosso lado?
Quando o autor católico François Mauriac leu determinado texto do filósofo Gabriel Marcel, escreveu-Ihe, perguntando: «Meu filho, porque é que ainda não és um dos nossos?» Marcel discerniu nisso uma chamada de Deus, converteu-se e foi batizado. Poderá ser assim tão fácil, será esse o caminho certo? De vez em quando, eu também dou comigo a dizer, quando observo certas pessoas: meu filho, porque é que ainda não és um dos nossos? Digo-o, muitas vezes, não só em relação àqueles que vejo timidamente de pé, no pórtico da igreja, como eu próprio estava antigamente, mas também no caso de muita gente que começou a refletir, séria e honestamente, sobre questões importantes, ou que experimenta profundamente algum tipo de felicidade ou desgosto genuíno.
Conheço estas coisas de as ler na inspirada obra de C. S. Lewis, «Vorazmente teu», que ofereço a cada novo convertido como leitura obrigatória. Nela, o jovem e inexperiente demónio, a quem fora confiada a missão de tentar um jovem intelectual cristão convertido, gaba-se dos seus êxitos, mas é sempre e imediatamente repreendido pelo seu experiente tio, membro sénior da hierarquia satânica. Quando o jovem demónio se vangloria pelo facto de o seu pupilo andar a refletir sobre um livro de um filósofo ateu, o velho demónio fica horrorizado: Não o deixes! Quem quer que raciocine, de facto, já está no território do Inimigo (de Deus)! O nosso território é o reino dos slogans simples, tais como «Isso não é científico! Isso é antiquado», etc. (Esse medo do estudo de filósofos ateus faz lembrar aquilo que o padre Tischner costumava dizer, de que nunca tinha encontrado ninguém que tivesse abandonado a fé por ter lido «O Capital de Marx», embora conhecesse muita gente que a tinha abandonado como resultado da estúpida pregação do seu pároco.) O demónio sénior também achava perigoso que as pessoas sentissem um desgosto genuíno, uma verdadeira alegria ou até o simples prazer de um tranquilo passeio de outono, passando por um velho moinho, porque isso poderia torná-los mais próximos do Inimigo «lá de cima». «Lá em baixo», os demónios rejubilam quando, em vez de uma verdadeira tristeza ou de uma verdadeira alegria, as pessoas cultivam nas suas almas o desânimo, o cansaço da vida e a autocomiseração, aquilo a que os checos chamam «um estado de espírito podre», referido certo dia em determinado discurso de Václav Havel. Eis um terreno perfeito em que os demónios se podem verdadeiramente deleitar, em que os seus sussurros podem criar raízes e espalhar-se «como cogumelos depois da chuva», como também dizemos no nosso país.
Como e quando devemos chegar a dizer aos «afastados» que eles estão realmente próximos de nós — e será que devemos mesmo dizer-lho — sem os afugentarmos? Que as orações de São Zaqueu nos deem sabedoria!

© Tomáš Halík

© Paulinas Editora, 2013



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Preparar o domingo trigésimo primeiro, Ano C, no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 2.11.13 | 2 comentários

PREPARAR O DOMINGO TRIGÉSIMO PRIMEIRO


Tomáš Halík escreveu uma obra — «Paciência com Deus. Oportunidade para um encontro» — sobre o episódio de Zaqueu, narrado no evangelho segundo Lucas (19, 1-10), cuja tradução e edição em português foi realizada sob a responsabilidade das edições Paulinas (Prior Velho, 2013). O texto que se segue é retirado das páginas 250 a 252.

A história de Zaqueu é uma história de conversão, de perdão, de penitência e de acolhimento renovado. É uma história de reconciliação e de salvação: «Porque o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido».
No relato da conversão de Zaqueu feito por Lucas não se menciona a contrição, no sentido de «sentimentos de penitência», que tantas homilias e escritos piedosos têm tentado forjar com grande fervor. Zaqueu não está a delirar: quando ele diz que vai dar metade dos seus bens aos pobres e restituir quatro vezes mais àqueles a quem defraudara, isso deve-se à alegria esfuziante que sente por ter Jesus em sua casa. Ele age sobretudo como aquele homem da parábola de Jesus, que encontrou um tesouro escondido num campo e, na sua alegria, vendeu tudo para poder comprar o campo, adquirindo assim a sua preciosa descoberta.
O jesuíta indiano Anthony de Mello chamou a atenção para o facto de em parte nenhuma dos Evangelhos Jesus ter pedido aos pecadores que manifestassem remorsos: não há lugar para remorsos no processo de conversão. Esse processo é um acontecimento de profunda alegria. A aflição suscitada pelo pecado sempre se misturou com a alegria e a gratidão pelo dom do perdão e pela sua generosa aceitação. As pessoas só se podem aperceber do seu pecado, se já se encontrarem fora da cela tenebrosa do pecado; elas só podem ver o pecado à luz da misericórdia. Geralmente, os pecadores não vêem o seu pecado, ou não o vêem com verdade; estão enredados na escuridão. Ver os próprios pecados com verdadeira clareza é um privilégio dos santos. Muitas vezes, estes choravam com sinceridade os seus pecados, mas, simultaneamente, sabiam louvar a Deus pela sua misericórdia.
Se eu vejo o meu pecado, não devo deixar que a visão do mesmo me seduza ou deixe consternado, em vez disso, devo voltar-me para a fonte de luz que me permitiu vê-lo e reconhecê-lo. Se estivéssemos sempre a olhar para trás, poderíamos acabar como a mulher de Lot, transformados em «colunas de sal», e não no «sal da terra». Sim, há momentos em que olhamos para as nossas faltas e descobrimos que, nesse preciso momento, não temos nada que oferecer a Deus a não ser um coração despedaçado, como canta o famoso salmo de arrependimento de David. No entanto, nessa história sobre o pecado e o arrependimento de David, com a qual o referido salmo é geralmente associado, lemos que no preciso momento em que os servos esperavam que David mergulhasse na depressão mais profunda, ele parou de chorar e de jejuar, lavou o rosto e sentou-se à mesa para comer, a fim de se fortalecer para a sua nova vida.
De Mello acredita que, em vez de sublinhar o remorso como o principal componente do processo de arrependimento e conversão, os nossos catecismos deveriam pôr em destaque a confiança no poder do perdão de Deus e na disponibilidade para perdoar aos nossos inimigos. A incapacidade de confiar no poder de Deus para fazer algo substancial com o mundo e comigo mesmo é considerado, por esse jesuíta indiano, o único pecado verdadeiramente trágico: «um pecado contra o Espírito Santo».

© Tomáš Halík

© Paulinas Editora, 2013



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Preparar o domingo trigésimo primeiro, Ano C, no Laboratório da fé

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 1.11.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO TRIGÉSIMO PRIMEIRO


Zaqueu, no evangelho do trigésimo primeiro domingo (Ano C), torna-se, juntamente com Jesus, em personagem principal da narração. Pela sua condição de «chefe de publicanos e rico», seguramente pelas vigarices, é odiado pela gente mais «religiosa». Mas Jesus não faz aceção de pessoas. A sua «boa notícia» é para todos sem exceção: homens e mulheres, ricos e pobres, judeus e não judeus, piedosos e pecadores, sãos e doentes... Precisamente, Zaqueu, ao sentir-se acolhido, valorizado, muda a sua vida e as suas atitudes. De vigarista converte-se num homem generoso; a quem antes tinha roubado devolve «quatro vezes mais»; até é capaz de repartir a metade dos seus bens pelos pobres. Mas os «piedosos» só estão interessados em murmurar por causa de Jesus se juntar com os pecadores.
Quando fazemos aceção de pessoas, quando criticamos — mesmo que seja só interiormente — a todo aquele que é diferente, que não é «dos nossos», que não frequenta muito a igreja... ainda não entendemos o estilo de Jesus. Para Ele todos os seres humanos são merecedores da mesma dignidade (também são filhos de Abraão), a sua mensagem é integradora: todos cabem, também aquele que «estava perdido».

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



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Preparar o domingo trigésimo primeiro, Ano C, no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 31.10.13 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO TRIGÉSIMO PRIMEIRO


Num dos programas da série radiofónica «Um tal Jesus», diz-se que Jesus contou esta história aos seus discípulos: Era uma vez um pastor que tinha cem ovelhas. Uma delas era coxa e atrasava-se sempre. Um dia, o pastor chegou tarde a casa e começou a contar as ovelhas para saber se estavam todas. Contava-as à medida que entravam no curral. Foi grande a sua surpresa quando se apercebeu de que só tinha noventa e nove ovelhas; então, voltou a contá-las para ter a certeza. Quando comprovou que uma se tinha perdido, deu conta que a que se tinha perdido era, precisamente, a ovelha que tinha uma pata coxa
Já tinha caído a noite e começava a chover; o pastor pôs-se a pensar se devia ir à procura da ovelha perdida ou se devia ficar a cuidar das noventa e nove que estavam no curral. Entretanto, a ovelhita coxa ia-se perdendo cada vez mais; berrava com todas as suas forças, mas ninguém a ouvia; tinha medo, porque a noite já tinha caído e a chuva começava a dificultar o caminho, que se ia enchendo de lama. Ainda por cima, começou a escutar o uivar dos lobos que pressentiam a presença de uma presa fácil. De modo que a ovelhita começou a correr. Com tanta má sorte que, pelo caminho, caiu num precipício e quase ficou submergida na lama.
Em casa do pastor já se tinham apagado as luzes e todos estavam a descansar; o pastor, deitado na cama, antes de adormecer, pensou pela última vez na ovelhita perdida, mas disse a si mesmo: Quem a manda ficar atrasada em relação ao rebanho? Não tenho culpa que seja coxa e não consiga acompanhar o ritmo das outras. Seguramente, amanhã encontrá-la-emos e pronto. Não posso descuidar as outras noventa e nove, ainda por cima com esta chuva. E, se fosse procurá-la, não a encontraria. Por isso, o pastor acabou por adormecer. A ovelhita, lá no fundo do precipício, continuava a berrar e a tentar sair da lama; cada tentativa era pior; afundava-se ainda mais. Por fim, sentiu que o barro lhe entrava pela boca e já não podia berrar mais… nem podia respirar. Estava morta…
Quando os discípulos escutaram esta história, ficaram aterrorizados pelo descaramento do pastor; não podiam acreditar que um bom pastor deixasse morrer assim uma das suas ovelhas, por mais coxa e doente que estivesse. Nenhum pastor conhecido seria capaz de se comportar dessa maneira. Disseram, então, a Jesus: «Isso é o cúmulo; um pastor que deixa morrer as suas ovelhas e não as procura, não se pode chamar pastor»… Mas Jesus respondeu-lhes: «Estava a cuidar das outras ovelhas». Os discípulos retorquiram: «Não senhor, não estava a cuidar nada. Tinha medo de se molhar e ficou, na cama, a dormir».
A história apresentada pelo evangelho do trigésimo primeiro domingo (Ano C) fala-nos de uma pastor muito diferente. Quando Jesus viu Zaqueu em cima da árvore, disse-lhe: «’Desce depressa, que Eu hoje devo ficar em tua casa’. Ele desceu rapidamente e recebeu Jesus com alegria». Assim como Jesus foi comer a casa de Zaqueu, também quer aproximar-se de nós, para nos oferecer o seu perdão sem condições. Em nós está a possibilidade de o acolher com a mesma alegria com que aquele cobrador de impostos o recebeu em sua casa.

© Hermann Rodríguez Osorio, SJ
© Encuentros com la Palabra — blogue de Hermann Rodríguez Osorio
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



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Preparar o domingo trigésimo primeiro, Ano C, no Laboratório da fé

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 30.10.13 | 2 comentários

PREPARAR O DOMINGO TRIGÉSIMO PRIMEIRO


Evangelho segundo Lucas 19, 1-10

Naquele tempo, Jesus entrou em Jericó e começou a atravessar a cidade. Vivia ali um homem rico chamado Zaqueu, que era chefe de publicanos. Procurava ver quem era Jesus, mas, devido à multidão, não podia vê-l’O, porque era de pequena estatura. Então correu mais à frente e subiu a um sicómoro, para ver Jesus, que havia de passar por ali. Quando Jesus chegou ao local, olhou para cima e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, que Eu hoje devo ficar em tua casa». Ele desceu rapidamente e recebeu Jesus com alegria. Ao verem isto, todos murmuravam, dizendo: «Foi hospedar-Se em casa dum pecador». Entretanto, Zaqueu apresentou-se ao Senhor, dizendo: «Senhor, vou dar aos pobres metade dos meus bens e, se causei qualquer prejuízo a alguém, restituirei quatro vezes mais». Disse-lhe Jesus: «Hoje entrou a salvação nesta casa, porque Zaqueu também é filho de Abraão. Com efeito, o Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido».



O Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido

O caminho de Jesus para Jerusalém chega ao fim. Faltam poucos dias para a cruz e Lucas convida-nos a contemplar a imagem de Cristo Salvador de toda a humanidade, atuando na conversão de Zaqueu. Depois da cura do cego de Jericó, que pela sua fé em Jesus recupera a visão (18, 35-43), Lucas conta-nos a história de uma conversão admirável, tão admirável como a do malfeitor no Calvário ou a da pecadora em casa de Simão, o fariseu. No ambiente popular greco-romano em que escreve, muitos pediam a salvação aos deuses, outros esperavam-na do imperador. Lucas responde que a salvação vem do único Deus, através de Jesus Cristo.
O relato da conversão de Zaqueu desenrola-se em dois momentos: a) Zaqueu no caminho de Jesus (19, 1-6a); b) Jesus em casa de Zaqueu (19, 6b-10). 
Jesus passa por Jericó. Será a última vez. Jericó era, naquela época, uma cidade opulenta, enorme e monumental, mas também carregada de miséria. Comércio, luxo e prazer para os ricos. Esperança de esmola para os pobres. Zaqueu era rico, pois tinha uma profissão tão rentável quanto desprezada pelo povo: alto funcionário no corpo dos cobradores de impostos. Zaqueu queria «ver Jesus», uma expressão de profundo significado teológico (cf. João 12, 21). Sem medo do ridículo, corre e sobe a um sicómoro para vê-lo, pois era de baixa estatura. Jesus interpreta e transcende a boa vontade de Zaqueu. O seu desejo será cumprido. Será seu hóspede. 
Jesus vai a casa de Zaqueu e «todos murmuravam», porque não podiam entender que o Mestre comesse com um pecador. O contacto com Jesus desperta a consciência de Zaqueu e leva-o a um gesto de solidariedade efetiva com os pobres: dar-lhes metade dos seus bens. Além disso, reconhece que cometeu fraude e impõe a si mesmo a sanção de restituir o quádruplo às vítimas da injustiça. A última frase do versículo 10 recapitula a mensagem do relato: Cristo veio para procurar e salvar o que estava perdido.

© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



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Preparar o domingo trigésimo primeiro, Ano C, no Laboratório da fé

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 29.10.13 | Sem comentários
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