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PREPARAR O DOMINGO SEGUNDO DA QUARESMA


A cena da Transfiguração, do evangelho proposto para o segundo domingo da Quaresma (Ano A), antecipa a exaltação — a ressurreição — de Jesus, que celebraremos no final deste tempo litúrgico e para onde aponta toda a Quaresma. Prepara os discípulos para os acontecimentos difíceis da paixão e morte do Mestre, com a esperança certa de um final cheio de esperança.
Na cena da narração, além de Jesus e dos três discípulos, aparecem mais três personagens: Moisés, Elias e Deus Pai. A totalidade da Bíblia, a totalidade da Palavra de Deus está a dar testemunho de Jesus, personificada em Moisés (a Torá, a Lei) e Elias (os Profetas); e até o próprio Deus confirma a grandeza do Filho, com um convite a escutá-lo.
A passagem convida a todos os que a leem ou escutam a estar atentos à Palavra de Deus, Antigo (Moisés e Elias) e Novo Testamento (Jesus). Nela está a resposta às nossas interrogações, mas também aos nossos medos, inquietações, angústias, incompreensões... A história do ser humano, a coletiva, mas também a pessoal, está nas mãos de Deus: não há que ter medo. Ao mesmo tempo, é um convite a viver a mensagem desta Palavra: não podemos ficar a fazer «três tendas» e iludir a nossa responsabilidade.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo segundo da Quaresma (Ano A), no Laboratório da fé, 2014




La biblia compartida — www.laboratoriodafe.net


Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.3.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO SEGUNDO DA QUARESMA

16 DE MARÇO DE 2014


Génesis 12, 1-4a

Naqueles dias, o Senhor disse a Abraão: «Deixa a tua terra, a tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que Eu te indicar. Farei de ti uma grande nação e te abençoarei; engrandecerei o teu nome e serás uma bênção. Abençoarei a quem te abençoar, amaldiçoarei a quem te amaldiçoar; por ti serão abençoadas todas as nações da terra». Abraão partiu, como o Senhor lhe tinha ordenado.



Engrandecerei o teu nome e serás uma bênção


O texto no seu contexto
. O capítulo 12 inicia a segunda parte do livro do Génesis, que se estende até ao capítulo 50; posteriormente continua ao longo do Pentateuco até que o povo alcance a Terra Prometida. Israel relê a sua história iniciando o seu périplo na terra donde saíram os seus antepassados: o norte da Síria, na Mesopotâmia. A época patriarcal é lida como uma etapa das promessas de Deus; promessa da terra e promessa da descendência. Ambas são promessas esperadas durante gerações, mas acabam por se cumprir.

O texto na história da salvação. Depois de ter sido lido o texto do pecado de Adão (o ser humano), no primeiro domingo da Quaresma (Ano A), como «desobediência» a Deus, a Sagrada Escritura dá um passo em frente. O modelo ou tipo que é apresentado no texto proposto para a primeira leitura do segundo domingo da Quaresma (Ano A) é a figura de Abraão como alguém «obediente» sem reservas à vontade de Deus. É curioso ver como Deus o chama, pedindo-lhe que deixe terra e afetos em troco de uma promessa. «Deixa a tua terra» e «vai para a terra que Eu te indicar». Humanamente, não só não é compreensível, como até é reprovável. Quase ninguém deixa a segurança em troco de umas promessas que são palavras. E mais, ao longo do livro vê-se como Deus parece que assume a pele de Abraão. Promete-lhe que fará dele um grande povo, mas, contudo, leremos que é velho, que a sua esposa é estéril, que o filho que tem é dado pela escrava e que, quando consegue ter um da sua esposa... deve-o oferecer em sacrifício. Não é uma narração em que Deus se apresenta como alguém que brinca com Abraão? Não é a história de tantas pessoas que vivem confiantes em Deus?

Palavra de Deus para nós: sentido e celebração litúrgica. Nós sabemos que Deus cumprirá a sua promessa quando Israel entre na terra. Abraão sabe que é apenas o primeiro passo nesta história, mas não se fecha a Deus. Na sua simplicidade, obedece e assim começa a história da salvação do povo de Deus, o do Antigo e o do Novo Testamento. Na pessoa de Abrão (Abraão), Deus abençoa um projeto de salvação que se abre a toda a humanidade. Abraão passou a ser, nas três religiões monoteístas, modelo de crente que se põe a caminho confiando apenas numa promessa.

© Pedro Fraile Yécora, Homiletica
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo segundo da Quaresma (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 14.3.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO SEGUNDO DA QUARESMA

16 DE MARÇO DE 2014


Génesis 12, 1-4a

Naqueles dias, o Senhor disse a Abraão: «Deixa a tua terra, a tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que Eu te indicar. Farei de ti uma grande nação e te abençoarei; engrandecerei o teu nome e serás uma bênção. Abençoarei a quem te abençoar, amaldiçoarei a quem te amaldiçoar; por ti serão abençoadas todas as nações da terra». Abraão partiu, como o Senhor lhe tinha ordenado.



Vocação de Abraão, pai do povo de Deus


O texto que a liturgia oferece para primeira leitura do segundo domingo da Quaresma (Ano A) não nos diz absolutamente nada da vida da pessoa de Abraão. De Sara só sabemos que era estéril (Génesis 11, 30). O Génesis só tem interesse pela nova vida, para a qual a voz inesperada de Deus convocou Abraão. O chamamento pede só uma resposta.
O relato nada nos diz das circunstâncias nas quais a voz foi escutada por Abraão; mas trata-se de um facto novo e irresistível, que situa, no núcleo da sua existência, uma promessa, um propósito e uma presença diferente. A palavra de Deus cria uma realidade nova na vida do patriarca.
A palavra pede-lhe que aceite a novidade absoluta: que vá para onde nunca tinha estado. Aqui começa a promessa de Deus que o há de levar até uma nova terra de promessa. A fé é a capacidade de arriscar o que conheces e está próximo pelo que ainda tem que ser dado por este inesperado falante.
A palavra convida Abraão a viver na esperança, a confiar em quem promete. A partir deste relato, a fé bíblica entra na dinâmica de um dom que ainda não tinha sido dado, de uma palavra que ainda não se tinha cumprido, de uma promessa que haveria de ser mantida. É a promessa de Deus, mantida pelo poder de Deus. A comunidade de Abraão é a beneficiária desta boa palavra, mas não é a administrador.
A promessa faz entrar uma bênção sem medida num mundo de maldição mortal. O caminho de Abraão terá consequências para todos os povos.
Abraão responde e a sua resposta recebe o nome de fé. A partir daí, começa uma viagem que será de novidade e de risco.

© Joan Ferrer, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo segundo da Quaresma (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.3.14 | Sem comentários
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