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PREPARAR O DOMINGO SEGUNDO


Uma antiga história fala de uma vendedora de maçãs. A boa mulher dirigia-se todas as manhãs ao mercado para vender a sua mercadoria. Apesar de lá estar muitas horas, era pouco o que vendia. O passar do tempo e o pouco êxito das suas vendas provocaram nele um forte desânimo. Uma manhã aproximou-se dela um jovem. Ao vê-la triste e desanimada, perguntou-lhe o que se passava. «Não vês — respondeu a mulher —, todas as manhãs venho a este mercado para vender as minhas maçãs, mas quando cai a tarde apenas vendo uma pequena parte das maçãs. As minhas maçãs não devem ser boas».
De repente, e sem que lhe pedisse, o jovem começou a gritar: «Comprem, comprem as melhores maçãs do pomar. Recém-colhidas para irem direitas para a sua mesa... comprem». Ao som dos gritos foram-se juntando muitas pessoas ao redor da vendedora e muitas foram as que pediram ansiosamente alguns quilos das maçãs. Ao fim de poucas horas a mulher tinha vendido tudo. «Como foi que fizeste? — perguntou a mulher. Durante muitas semanas vim a este mercado e nunca consegui vender a mercadoria. E tu, num par de horas, conseguiste vender mais do que eu vendi em todo este tempo». «Foi fácil — respondeu o jovem. As tuas maçãs eram muito boas, mas nem tu nem eles sabiam. Alguém tinhas de o dizer». 
Quando João Batista viu Jesus que se aproximava, disse: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. É d’Ele que eu dizia: ‘Depois de mim vem um homem, que passou à minha frente, porque era antes de mim’. Eu não O conhecia, mas foi para Ele Se manifestar a Israel que eu vim baptizar na água». João deu mais este testemunho: «Eu vi o Espírito Santo descer do Céu como uma pomba e permanecer sobre Ele. Eu não O conhecia, mas quem me enviou a batizar na água é que me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e permanecer é que baptiza no Espírito Santo’. Ora, eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus».
Quando experimentamos a salvação que nos é oferecida pelo encontro com Jesus, sentimos a imperiosa necessidade de o anunciar aos outros. Temos a obrigação de contar a outros o que experimentamos na nossa própria vida. Evidentemente, temos de o fazer com o testemunho da nossa vida e também com as nossas palavras. Ficarmos calados e não partilharmos esta riqueza com as pessoas que nos rodeiam é uma contradição. Muitas pessoas esperam de nós um anúncio explícito, além de uma presença testemunhal. Como as maçãs, a notícia que temos é boa, mas alguém tem de o dizer. Em frente! Há muitas pessoas à espera!

© Hermann Rodríguez Osorio, SJ
© Encuentros com la Palabra — blogue de Hermann Rodríguez Osorio
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor



  • Rezar o domingo a partir da evangelho: João 1, 29-34 > > >



Preparar o domingo segundo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 17.1.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO SEGUNDO


João Batista dá testemunho de Jesus: o importante é Jesus, o Filho de Deus. Não teme perder «clientes» em favor de Jesus. João não se prega a si mesmo, com aparências de piedade.
O primordial é a vontade de Deus, mesmo que se esqueçam de mim. Custa-nos entender isto: gostamos de ser reconhecidos, da «palmadinha nas costas», que falem bem de nós... Quando não o fazem ficamos doridos e caímos na crítica fácil. No fundo, estamos mais interessados em nós do que em fazer desinteressadamente o bem ou evangelizar sem recompensa imediata. A atitude do Batista é bem diferente.
Jesus é quem traz a libertação definitiva, também dos nossos egoísmos e egocentrismos. Ele é a resposta definitiva à busca de sentido do ser humano. Somos desafiados a dar testemunho desta realidade e a proclamá-la explicitamente (salmo responsorial): «Proclamei a justiça na grande assembleia, não fechei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis».
O mal do mundo é derrotado pela ação libertadora de Jesus — isto é o que proclama João Batista. Esta tem de ser a nossa convicção, o nosso anúncio, o testemunho da nossa vida.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
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  • Rezar o domingo a partir da evangelho: João 1, 29-34 > > >



Preparar o domingo segundo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 16.1.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO SEGUNDO

19 DE JANEIRO DE 2014


Isaías 49, 3.5-6

Disse-me o Senhor: «Tu és o meu servo, Israel, por quem manifestarei a minha glória». E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe reconduzir Jacob e reunir Israel junto d’Ele. Eu tenho merecimento aos olhos do Senhor e Deus é a minha força. Ele disse-me então: «Não basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra».




A salvação de Deus é universal


O texto no seu contexto
. Neste domingo, lê-se uma parte do segundo poema do Servo de Yahveh. O «Servo» foi «formado» pelo próprio Deus «desde o seio materno» (versículo 5), tal como o profeta Jeremias e, mais tarde, Paulo de Tarso. Em seguida, Isaías explica a sua missão com as expressões «reconduzir Jacob» e «reunir Israel», num claro paralelismo sinonímico. Os verbos «reconduzir», «reunir», e o substantivo «sobreviventes» evocam o regresso do desterro da Babilónia (587-538 antes de Cristo); contudo, continuamos sem saber de quem se trata. A identificação deste personagem continua a ser um enigma: é uma figura individual ou coletiva? No final dos versos propostos na primeira leitura do segundo domingo (Ano A), o «etnocentrismo» e o particularismo de Israel desfaz-se em favor da universalidade: o servo tem como missão ser «luz das nações» para que a salvação «chegue até aos confins da terra».

O texto na história da salvação. Embora esteja por determinar o papel que têm os Cânticos do Servo dentro da teologia do Segundo Isaías, o contexto histórico em que nasce este livro faz referência ao perdão de Deus ao seu povo que já cumpriu o castigo (regresso do desterro), ao mesmo tempo que se adivinha um convite a voltar a Judá para começar uma nova relação de amor. O autor propõe o início da travessia de um novo êxodo que, ao contrário do primeiro, será através de caminhos amplos e por entre uma grande alegria que conduz até Jerusalém. Mais ainda: a missão salvífica do Servo rompe as barreiras da nação israelita para envolver a humanidade inteira.

Palavra de Deus para nós: sentido e celebração litúrgica. As religiões, em geral, pecam pelo «etnocentrismo» e pelo «particularismo». Alguns, poucos, são os chamados; alguns, poucos, são os que alcançam a salvação. A missão do Servo de Yahveh, ao contrário, tem uma dimensão universal. Deus é para todos, ou não é Deus.

© Pedro Fraile Yécora, Homiletica
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
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Preparar o domingo segundo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.1.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO SEGUNDO

19 DE JANEIRO DE 2014


Isaías 49, 3.5-6

Disse-me o Senhor: «Tu és o meu servo, Israel, por quem manifestarei a minha glória». E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe reconduzir Jacob e reunir Israel junto d’Ele. Eu tenho merecimento aos olhos do Senhor e Deus é a minha força. Ele disse-me então: «Não basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra».



Vou fazer de ti a luz das nações,

para que a minha salvação chegue até aos confins da terra

Em pleno exílio do povo de Israel na Babilónia, quando parecia que não era possível qualquer futuro, o poeta-profeta ousa falar de um servo que recebeu o encargo do próprio Deus. O texto é surpreendente. No início o servo parece ser Israel, embora mais adiante o servo tem uma missão em relação a Israel. O poema, de forma deliberada, evita apresentar uma identidade específica. A Igreja, ao longo do tempo, tem usado esta liberdade que o texto permite aos seus leitores para ver no poema a imagem do servo Jesus.
No primeiro verso da nossa leitura, o Servo explica como foi escolhido para a missão de Servo. A iniciativa não é sua, mas tem origem em Deus. O próprio Deus está orgulhoso por lhe ter confiado esta missão.
Em seguida, o Servo explica o conteúdo da sua missão. Em primeiro lugar, Deus quer que o Servo faça regressar à sua terra os exilados de Israel. A imagem é altamente atrevida: trata-se de conseguir que um império poderosíssimo liberte os exilados de um povo insignificante. O Deus que ordena esta missão é um Deus que reúne as pessoas «como a galinha reúne os pintainhos debaixo das suas asas» (Lucas 13, 34).
A segunda parte da missão é ainda mais surpreendente: o objetivo de Deus não é apenas «o povo de Jacob», mas quer que o Servo seja «luz» para todas as nações e faça chegar a salvação até aos confins da terra. O plano de Deus parece inacreditável: até os não crentes serão resgatados por este Servo.
Tudo isto foi confiado ao Servo simplesmente porque Deus o escolheu para esta tarefa. Estamos no coração do mistério da liberdade e da vontade salvífica de Deus.

© Joan Ferrer, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
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Preparar o domingo segundo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.1.14 | Sem comentários
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