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PREPARAR O DOMINGO SÉTIMO DE PÁSCOA — ASCENSÃO


No sétimo domingo de Páscoa, celebramos a «Ascensão do Senhor», o dia em que Jesus Cristo, depois de ressuscitar, ascende ao céu e se senta à direita do Pai (segunda leitura). Mas os discípulos não ficaram sozinhos, não permanecerão órfãos, serão «batizados no Espírito Santo» (primeira leitura), que lhes dará forças para pregar a «Boa Notícia» do Reino «até aos confins da terra». Mais ainda: o próprio Jesus promete-lhes que jamais os abandonará, que estará com eles «todos os dias, até ao fim dos tempos» (evangelho).
Esta festa recorda-nos que a missão iniciada por Jesus há de ser continuada pela comunidade eclesial, cada um dos seus discípulos e discípulas tem de se sentir implicado. A tarefa é enorme. Outro mundo é possível, onde cada ser humano seja respeitado pelo que é e não pelo que tem; onde todas as mulheres e todos os homens considerem o próximo como irmã ou irmão, filhos de um único Pai. A tarefa da evangelização não está concluída: ainda há muito trabalho por realizar.
É verdade que nem sempre estamos dispostos a agir, preferimos ficar «a olhar para o Céu», mas sabemos que Ele nunca nos falhará e ajudar-nos-á a sair da nossa apatia ou falta de esperança: ficou connosco... para sempre.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor


Preparar o domingo sétimo de Páscoa - Ascensão (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



La biblia compartida — www.laboratoriodafe.net


Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 29.5.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO SÉTIMO DE PÁSCOA — ASCENSÃO

1 DE JUNHO DE 2014


Atos dos Apóstolos 1, 1-11

No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar, desde o princípio até ao dia em que foi elevado ao Céu, depois de ter dado, pelo Espírito Santo, as suas instruções aos Apóstolos que escolhera. Foi também a eles que, depois da sua paixão, Se apresentou vivo com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do reino de Deus. Um dia em que estava com eles à mesa, mandou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, «da qual – disse Ele – Me ouvistes falar. Na verdade, João baptizou com água; vós, porém, sereis baptizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias». Aqueles que se tinham reunido começaram a perguntar: «Senhor, é agora que vais restaurar o reino de Israel?». Ele respondeu-lhes: «Não vos compete saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade; mas recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra». Dito isto, elevou-Se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos. E estando de olhar fito no Céu, enquanto Jesus Se afastava, apresentaram-se-lhes dois homens vestidos de branco, que disseram: «Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu».



Recebereis a força do Espírito Santo


O texto no seu contexto
. Lucas une o evangelho de Jesus («meu primeiro livro») com o nascimento da Igreja (Atos dos Apóstolos). A continuidade está marcada pelo mesmo protagonista: Jesus (anúncio do Reino, Paixão, Ressurreição e, agora, Ascensão). O segundo nexo é o Espírito Santo; primeiro, prometido (Lucas 24, 49) e depois, nos Atos, cumpre-se a promessa (Atos 1, 4); o próprio Espírito presente na vida de Jesus agora move, batiza e envia os apóstolos em missão. O terceiro elemento é Jerusalém: Lucas compreende a vida de Jesus como uma ascensão até Jerusalém, que agora se explica como centro a partir do qual se vai expandir a salvação até aos confins da terra. Para explicar o esquema da «ascensão», São Lucas primeiro usa a voz passiva: «foi elevado ao Céu»; além disso, serve-se de um esquema vertical que coloca a divindade nas alturas. Os apóstolos continuam a pensar na «restauração» de Israel. Por isso, é necessário que o Espírito Santo inaugure e leve por diante este novo tempo salvífico.

O texto na história da salvação. Lucas quer explicitamente que a «ascensão» faça parte do acontecimento salvador de Jesus: é uma sequência completa: reino - paixão - ressurreição - ascensão. Jesus culmina o seu caminho, iniciado com a pregação do reino na Galileia, com a glorificação. Não estamos perante o fracasso de um projeto ou perante a ilusão duns seguidores idealistas. O próprio Deus interveio para glorificar o seu filho.

Palavra de Deus para nós: sentido e celebração litúrgica. Os apóstolos não devem empreender a tarefa de uma restauração política ou religiosa de um sistema (seja qual for), mas a sua missão é ser «testemunhas» do ressuscitado. Com este termo conclui o evangelho de Lucas (24, 48) e, com este termo, de novo repetido, começa o livro dos Atos dos Apóstolos (1, 8). Da dramatização lucana da exaltação e glorificação de Jesus nasce a festa litúrgica da Ascensão, que é antecipação da nossa própria glória, unidos a Cristo.

© Pedro Fraile Yécora, Homiletica
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo sétimo de Páscoa - Ascensão (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 29.5.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO SÉTIMO DE PÁSCOA — ASCENSÃO

1 DE JUNHO DE 2014


Atos dos Apóstolos 1, 1-11

No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar, desde o princípio até ao dia em que foi elevado ao Céu, depois de ter dado, pelo Espírito Santo, as suas instruções aos Apóstolos que escolhera. Foi também a eles que, depois da sua paixão, Se apresentou vivo com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do reino de Deus. Um dia em que estava com eles à mesa, mandou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, «da qual – disse Ele – Me ouvistes falar. Na verdade, João baptizou com água; vós, porém, sereis baptizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias». Aqueles que se tinham reunido começaram a perguntar: «Senhor, é agora que vais restaurar o reino de Israel?». Ele respondeu-lhes: «Não vos compete saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade; mas recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra». Dito isto, elevou-Se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos. E estando de olhar fito no Céu, enquanto Jesus Se afastava, apresentaram-se-lhes dois homens vestidos de branco, que disseram: «Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu».



Elevou-Se à vista deles


Na narração de Lucas da atividade salvadora de Deus em Jesus (evangelho) e no Espírito Santo (Atos dos Apóstolos), a história da ascensão de Jesus marca o fim das aparições aos discípulos depois da ressurreição e o prelúdio do envio do Espírito. A ascensão, na tradição da Igreja, converteu-se na festa da exaltação de Cristo ressuscitado.
A primeira parte da passagem proposta para o dia da Ascensão (Ano A) é uma introdução ao livro dos Atos dos Apóstolos e, portanto, à obra do Espírito de Deus na vida da jovem Igreja e, ao mesmo tempo, ao acontecimento da ascensão, que é descrito de forma mais detalhada, na segunda parte do texto. Contudo, a ênfase fundamental está na vinda do Espírito Santo.
O livro começa com um sumário dos factos que aconteceram ao longo dos quarenta dias seguintes à Páscoa, nos quais o Senhor ressuscitado «apareceu» aos apóstolos.
Os seguidores fiéis hão de permanecer em Jerusalém, porque em breve o Espírito de Deus se tornará presente de uma forma nova. Esta vinda é explicada em termos batismais: «sereis batizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias».
Os discípulos estão preocupados com as esperanças, de cariz político, que depositaram no Messias sobre a restauração da monarquia política da casa de David. Jesus desvia a questão e concentra-a na maravilhosa revelação do amor e do poder de Deus que em breve vão contemplar: falamos do despontar da era do Espírito.
Depois, Jesus é elevado acima dos limites dos seus sentidos físicos e «dois homens vestidos de branco», como os que tinham aparecido no sepulcro na manhã de Páscoa, despertaram-nos do assombro em que estavam e prometem-lhes uma segunda vinda de Jesus.

© Joan Ferrer, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo sétimo de Páscoa - Ascensão (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 28.5.14 | Sem comentários
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