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PREPARAR O DOMINGO SÉTIMO


As afirmações de Jesus, no evangelho do sétimo domingo (Ano A), situadas no contexto do Sermão da Montanha, parecem chocantes, irrealizáveis. Alguém falou de utopia, de uma moral de máximos, de exageros para provocar uma reação nos interlocutores. Será que são só palavras bonitas, mas exageradas, impraticáveis?
Comentaremos brevemente duas das afirmações que, em certo sentido, condensam todas as outras: «Não resistais ao homem mau»; «amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem». A verdade é que o que Jesus nos pede não é fácil: a não resistência e o amor. Mas a realidade mostra que são muitos os testemunhos de missionários e missionárias, no voluntariado cristão ajudando os necessitados, de cristãos que trabalham e lutam diariamente por um mundo melhor e uma quantidade incontável que puseram e põem diariamente em prática. Imaginemos que todos e todas os que nos chamamos discípulos de Jesus o vivíamos: quantas coisas mudariam!
Ora, o que Jesus nos sugere é, nada mais nada menos, que imitemos, como bons filhos, o nosso Pai: «Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos». Ele ama gratuitamente a todos e pede-nos que façamos o mesmo.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo sétimo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014




La biblia compartida — www.laboratoriodafe.net


Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 21.2.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO SÉTIMO

23 DE FEVEREIRO DE 2014


Levítico 19, 1-2.17-18

O Senhor dirigiu-Se a Moisés nestes termos: «Fala a toda a comunidade dos filhos de Israel e diz-lhes: ‘Sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo’. Não odiarás do íntimo do coração os teus irmãos, mas corrigirás o teu próximo, para não incorreres em falta por causa dele. Não te vingarás, nem guardarás rancor contra os filhos do teu povo. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor».



Amarás o teu próximo como a ti mesmo


O texto no seu contexto
. A primeira leitura do sétimo domingo (Ano A) é um dos textos fundamentais para entender o judaísmo como religião e, portanto, a Bíblia como expressão escrita da fé judaica. O judaísmo fundamenta-se, entre outras coisas, na «santidade» absoluta de Deus. Assim, todas as separações são necessárias para não «contaminar-se» nem «contaminar»; para separar o que é «puro» do que é «impuro»; o «santo» do «profano». No coração do Pentateuco, destaca-se o que ficou conhecido como «Código de Santidade» (Levítico 17, 1-26.46), texto legislativo-religioso, que embora possa ser de leitura desagradável, é imprescindível para compreender o judaísmo como religião de Israel. Deus pede que o povo seja «santo», porque é a única forma de ser reflexo do próprio Deus, que é «santo». Esta expressão vai-se repetindo ao longo do Levítico e do Código de Santidade, como um «refrão» permanente. Entre os mandamentos que podemos ler no Código da Santidade, um deles é «amar o próximo como a ti mesmo». Pode parecer estranho, pois constatamos que este mandamento não é original de Jesus, mas que já aparece entre os próprios da religião judaica.

O texto na história da salvação. A segunda parte do texto litúrgico é fundamental se tivermos em conta que Jesus unirá os dois mandamentos: amar a Deus e ao próximo. Na Lei, encontramo-los em separado: amar a Deus, no Deuteronómio; amar o próximo, no Levítico. A originalidade de Jesus está em unir os dois. Por outro lado, o Levítico chama à santidade, enquanto que o texto do evangelho segundo Mateus chama à «perfeição»; Lucas prefere dizer «sede misericordiosos». Os estudiosos traçam, de um ao outro, uma evolução no pensamento judaico.

Palavra de Deus para nós: sentido e celebração litúrgica. O judaísmo representa a religião que pede para amar o próximo, num contexto da procura da santidade, conforme o Código da Santidade. Jesus irá mais longe: pedirá para amar até aqueles que te ofendem. A fé cristã não é uma lei «de mínimos», mas um caminho a seguir, que não sabes bem aonde te pode levar.

© Pedro Fraile Yécora, Homiletica
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo sétimo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 21.2.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO SÉTIMO

23 DE FEVEREIRO DE 2014


Levítico 19, 1-2.17-18

O Senhor dirigiu-Se a Moisés nestes termos: «Fala a toda a comunidade dos filhos de Israel e diz-lhes: ‘Sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo’. Não odiarás do íntimo do coração os teus irmãos, mas corrigirás o teu próximo, para não incorreres em falta por causa dele. Não te vingarás, nem guardarás rancor contra os filhos do teu povo. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor».



Amarás o teu próximo como a ti mesmo


As Sagradas Escrituras contêm a narração da fé do povo de Israel. Nelas, aprendemos a conhecer a vontade e o carácter de Deus. O Senhor é um fim, não um meio: é uma pessoa para ser honrada, não um poder para ser utilizado.
A Palavra de Deus também nos ensina coisas sobre o carácter de Israel. Israel manifesta santidade quando obedece aos mandamentos de Deus. O texto do Levítico, proposto na primeira leitura do sétimo domingo (Ano A), articula a relação crucial entre a santidade de Deus e a obediência de Israel, que é a forma da santidade humana. A fé obediente é uma resposta à santidade salvadora de Deus.
A segunda parte do texto formula um mandamento muito familiar para os cristãos: «amarás o teu próximo como a ti mesmo». Mas é preciso entender o sentido deste amor no contexto em que nos é transmitido: a malícia, incubada por uma razão qualquer, ou a indiferença, que leva à despreocupação em relação ao mal que pode causar aos outros, ou o desejo de vingança, são o antiamor.
Israel — e qualquer pessoa ou sociedade — vive rodeado de pessoas. É na vida em comum que se incarna a santidade. As leis do Antigo Testamento, que ordenam o amor ao outro, fundamentam-se na afirmação da santidade do Senhor, de maneira que o amor a Deus não é possível sem amor para com os vizinhos, porque a santidade do céu manifesta-se como justiça na terra. Não há caminho de santidade que não passe pelas relações sociais completamente transformadas.

© Joan Ferrer, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo sétimo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 21.2.14 | Sem comentários
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