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PREPARAR O DOMINGO QUINTO DA QUARESMA


Jesus é a «ressurreição e a vida»: esta é a ideia que sobressai do evangelho do quinto domingo da Quaresma (Ano A). O Deus de Jesus Cristo é o Deus da vida. Uma vida que se manifesta em Jesus através do seus gestos e das suas palavras. Jesus amava Marta, Maria, Lázaro...; ama-nos a cada um de nós pessoalmente. É capaz de se emocionar e de chorar perante a desgraça humana: mostra-nos o rosto humano do Deus da vida. E é capaz de transformar, como enviado do Pai, o mal em bem, o pecado em bondade, a morte em vida.
Mas a ação gratuita de Deus, manifestada em Jesus, reclama uma resposta generosa do ser humano. Marta, a irmã de Lázaro, responde a partir da fé, da esperança, do amor: confia em Jesus. Mas estas atitudes são vividas de uma forma ativa: sai ao encontro de Jesus, tem um diálogo sincero e confiante com Ele, comunica-o à sua irmã. Maria, a outra irmã, quando se inteira da presença de Jesus que a chama, sai a correr ao seu encontro e lança-se aos pés do Mestre, partilhando com Ele a sua dor e a sua confiança.
Jesus liberta Lázaro das garras da morte; liberta-nos de toda a escravidão que nos oprime, nos ameaça, não nos deixa viver. Nele temos a esperança de que o mal, o pecado, a morte, não têm a última palavra.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo quinto da Quaresma (Ano A), Laboratório da fé, 2014


La biblia compartida — www.laboratoriodafe.net


Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 4.4.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO QUINTO DA QUARESMA

6 DE ABRIL DE 2014


Ezequiel 37, 12-14

Assim fala o Senhor Deus: «Vou abrir os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo, para vos reconduzir à terra de Israel. Haveis de reconhecer que Eu sou o Senhor, quando abrir os vossos túmulos e deles vos fizer ressuscitar, ó meu povo. Infundirei em vós o meu espírito e revivereis. Hei-de fixar-vos na vossa terra e reconhecereis que Eu, o Senhor, digo e faço».



Infundirei em vós o meu espírito e revivereis


O texto no seu contexto
. O texto litúrgico da primeira leitura do quinto domingo da Quaresma (Ano A) é a conclusão da conhecida visão dos ossos ressequidos (Ezequiel 37, 1-14). O contexto histórico situa-nos na Babilónia, em meados do século VI antes de Cristo, quando a palavra de Deus se dirige à comunidade judaica, ali desterrada, sem esperanças de um dia voltar a Judá. O povo queixa-se: os nossos ossos estão calcinados, somos uns mortos vivos. Estão convencidos de que Deus os abandonou à sua sorte e não há qualquer possibilidade de voltar à cidade santa de Jerusalém. O profeta apresenta uma revitalização das forças exaustas, uma recapitulação dos créditos inexistentes, uma refundação dos alicerces. Quando o povo vive em sepulcros (morte, fedor, pranto, luto), ele anuncia a vida: espírito, terra, esperança, futuro... que provém de Deus. As palavras que lhes dirige falam de promessas sucessivas: abrirei sepulcros, reconduzir-vos-ei a Israel. É o próprio Deus que vai agir (reparemos que fala na primeira pessoa). A ação de Deus, tal como no passado, levá-los-á ao verdadeiro conhecimento, «haveis de reconhecer que Eu sou o Senhor» (versículo 13). O Espírito de Deus sopra de novo, como na criação, recria, faz que do seco, da morte, surja a vida.

O texto na história da salvação. O desterro na Babilónia é um dos marcos fundamentais para compreender a Bíblia como texto e como teologia. O povo judeu foi capaz de renascer das cinzas e de colocar por escrito o seu renascimento e a sua esperança, reduzida somente à ação de Deus. O povo de Israel viu no exílio, não só o justo castigo pelo pecado (abandonou o Deus da Aliança), mas também um lugar de graça a partir do qual recomeça de novo a história com Deus.

Palavra de Deus para nós: sentido e celebração litúrgica. O desterro na Babilónia é marco histórico e, ao mesmo tempo, paradigma de muitas instituições religiosas e de muitas histórias pessoais. Tanto as instituições como as pessoas sentem-se sem forças e não veem saída para a sua situação; parece que não há alternativa: têm os ossos ressequidos e estão convencidos de que não podem fazer mais nada. Esta situação denuncia uma real falta de fé em Deus, de fé na ação sempre surpreendente de Deus, na ação de Deus que continua a fazer maravilhas e que tudo recria, mesmo o que está aparentemente morto.

© Pedro Fraile Yécora, Homiletica
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor


Preparar o domingo quinto da Quaresma (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 4.4.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO QUINTO DA QUARESMA

6 DE ABRIL DE 2014


Ezequiel 37, 12-14

Assim fala o Senhor Deus: «Vou abrir os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo, para vos reconduzir à terra de Israel. Haveis de reconhecer que Eu sou o Senhor, quando abrir os vossos túmulos e deles vos fizer ressuscitar, ó meu povo. Infundirei em vós o meu espírito e revivereis. Hei-de fixar-vos na vossa terra e reconhecereis que Eu, o Senhor, digo e faço».



Infundirei em vós o meu espírito e revivereis


O profeta é conduzido a um vale pelo Espírito de Deus. Aí, experimenta a visão da nova vida criada pela soberania de Deus. O vale está cheio de ossos ressequidos. Os ossos não têm em si mesmos nenhum poder de vida. A pergunta é: Estes ossos poderão viver? Esta é sempre a grande questão de Israel! Os exilados podem ser resgatados? Os cegos podem ver? Os pobres podem alegrar-se? A vida pode vencer a realidade da morte? Há alguma possiblidade de futuro para os que estão no poder da morte?
Só Deus tem a resposta para estas questões, porque só Deus tem o poder de dar a vida.
Então, o profeta é convidado a convocar o vento para que sopre vida, novidade e possibilidades.
A profecia deixa bem claro que só Deus cria vida nova; pela palavra do profeta chega a novidade de Deus e esta palavraé uma palavra humana concreta; o mandato de Deus e a palavra do profeta evocam uma ressurreição para uma nova vida.
Em seguida, relaciona a profecia com a realidade da vida de Israel: os ossos são Israel; o vale é o exílio; o poder soberano de Deus pode fazer com que os deportados de Israel regressem a casa. A ressurreição é, aqui, a capacidade de Deus trazer uma novidade absoluta e inesperada ao coração da história.

© Joan Ferrer, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo quinto da Quaresma (Ano A), no Laboratório da fé, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 3.4.14 | Sem comentários
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