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PREPARAR O DOMINGO QUINTO


No evangelho do quinto domingo (Ano A), Jesus compara os seus discípulos com duas realidades quotidianas: o sal e a luz. O Mestre usa uma linguagem que todos compreendem: partindo das realidades diárias ilustra as verdades mais profundas.
Os seguidores de Jesus têm (temos) de ser como o sal. O sal dá sabor, conserva os alimentos, aviva o fogo. Jesus pede todas estas qualidades para os seus discípulos. O sal praticamente não se vê, a sua presença é quase impercetível; mas a sua falta é bem percebida. Nada é igual sem ele. Temos a missão de dar sabor à vida, que a vida tenha sentido; conservar o que de melhor existe em cada pessoa, nas comunidades, também na sociedade e na Igreja; e avivar o fogo: a vida sem paixão não é vida; o cristianismo sem paixão perde toda a sua força. Contudo, sempre sem procurar protagonismos, como o sal que quase não se vê.
E também temos de ser luz. A luz é o contrário da escuridão. A escuridão é sinónimo de medo, de mal, de pecado, de escondido, de injustiça... A missão do seguidor ou seguidora de Jesus é iluminar estas realidades, denunciar o mal e a injustiça, ser luz em todas as situações «obscuras»: impunidade, arbitrariedade, tirania, imoralidade, violência física ou moral... Ora, este encargo não parece ser cómodo nem fácil.
O encargo que Jesus confia aos seus discípulos é exigente e implica uma missão insubstituível.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo quinto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014




La biblia compartida — www.laboratoriodafe.net


Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 7.2.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO QUINTO

9 DE FEVEREIRO DE 2014


Isaías 58, 7-10

Eis o que diz o Senhor: «Reparte o teu pão com o faminto, dá pousada aos pobres sem abrigo, leva roupa ao que não tem que vestir e não voltes as costas ao teu semelhante. Então a tua luz despontará como a aurora e as tuas feridas não tardarão a sarar. Preceder-te-á a tua justiça e seguir-te-á a glória do Senhor. Então, se chamares, o Senhor responderá, se O invocares, dir-te-á: ‘Aqui estou’. Se tirares do meio de ti a opressão, os gestos de ameaça e as palavras ofensivas, se deres do teu pão ao faminto e matares a fome ao indigente, a tua luz brilhará na escuridão e a tua noite será como o meio-dia».



A tua luz despontará como a aurora


O profeta Isaías diz ao povo de Israel como se deve entender a verdadeira religião. Alguns do povo pensavam que se tinham comportado com zelo religioso e de maneira escrupulosa, mas todos esses esforços não tinham produzido os resultados esperados. Parece que Deus não fez caso dessas devoções, que conviviam perfeitamente com a opressão dos mais débeis.
Isaías só entende a experiência religiosa num vínculo estreito com as necessidades daqueles que estão próximos de nós: os que passam fome, os que não têm casa, os que não têm roupa. A proposta da nova espiritualidade feita pelo profeta é revolucionária: cuidar da alimentação, da casa, do corpo dos outros, dos que estão próximos de nós. Notemos a matiz fundamental: «o teu pão», «dá pousada», «as tuas feridas». Tem que haver um vínculo muito forte entre aquele que dá o que passa necessidade. O resultado desta nova espiritualidade será prodigioso: «A tua luz despontará como a aurora». A luz é sempre sinal da presença de Deus, da «glória do Senhor». Deus está muito perto dos que dão a vida por aqueles que têm necessidade de nós. A recompensa — «a tua noite será como o meio-dia» — é absolutamente inesperada, graça pura de Deus.

© Joan Ferrer, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo quinto (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 5.2.14 | Sem comentários
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