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PREPARAR O DOMINGO DO CORPO E SANGUE DE CRISTO


As leituras da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo (Ano A) falam-nos de alimento, de pão, de bebida, de verdadeira comida... Mas todas elas têm presente um realidade mais profunda do que o simples significado material destas palavras. As do Antigo Testamento (primeira leitura e salmo responsorial) relacionam o pão com a Palavra de Deus e de como esta é o único alimento que sacia de verdade a «fome e a sede» de sentido que habita no coração humano. A Primeira Carta aos Coríntios (segunda leitura) e o evangelho sugerem-nos o tema da Eucaristia, a presença real de Jesus Cristo no pão e no vinho eucarísticos.
Paulo recorda que este pão e este vinho possibilitam-nos entrar em «comunhão» com o corpo e com o sangue de Cristo; mas também com a comunidade eclesial convocada para todos «participarmos do mesmo pão». E o evangelho acrescenta que esta comunhão é oferta de eternidade, de vida sem fim.
Desta forma, através das leituras bíblicas, o convite da liturgia da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo é tríplice: exorta a encher-nos da Palavra de Deus, fonte de sentido para a vida; exorta a participar na Eucaristia com a consciência de que é manancial inesgotável de eternidade; a terceira é uma consequência prática, exorta a construir a unidade, sob o fundamento das duas realidades anteriores.

© Javier Velasco-Arias

© La Biblia compartida — blogue de Javier Velasco-Arias y Quique Fernández
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor


Preparar o domingo do Corpo e Sangue de Cristo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014



La biblia compartida — www.laboratoriodafe.net


Javier Velasco-Arias, nasceu no ano de 1956, em Medina del Campo (Espanha); atualmente, vive em Barcelona (desde os onze anos de idade). É biblista, professor de Sagrada Escritura no «Instituto Superior de Ciências Religiosas de Barcelona» e no «Centro de Estudos Pastorais» das dioceses da Catalunha. É responsável e membro de várias associações bíblicas, em Espanha. Na área bíblica, é autor de diversas publicações, além de artigos de temas bíblicos em revistas especializadas e na internet.
Outros artigos publicados no Laboratório da fé


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 21.6.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO DO CORPO E SANGUE DE CRISTO

22 DE JUNHO DE 2014


Deuteronómio 8, 2-3.14b-16a

Moisés falou ao povo, dizendo: «Recorda-te de todo o caminho que o Senhor teu Deus te fez percorrer durante quarenta anos no deserto, para te atribular e pôr à prova, a fim de conhecer o íntimo do teu coração e verificar se guardarias ou não os seus mandamentos. Atribulou-te e fez-te passar fome, mas deu-te a comer o maná que não conhecias nem teus pais haviam conhecido, para te fazer compreender que o homem não vive só de pão, mas de toda a palavra que sai da boca do Senhor. Não te esqueças do Senhor teu Deus, que te fez sair da terra do Egito, da casa de escravidão, e te conduziu através do imenso e temível deserto, entre serpentes venenosas e escorpiões, terreno árido e sem águas. Foi Ele quem, da rocha dura, fez nascer água para ti e, no deserto, te deu a comer o maná, que teus pais não tinham conhecido».



O homem não vive só de pão, 

mas de toda a palavra que sai da boca do Senhor


O texto no seu contexto
. O livro do Deuteronómio é o mais «ideológico» do Pentateuco, passe a expressão. É muito provável que faça parte da «história deuteronomista» que, na sua origem, constituía uma unidade literária e teológica anexada ao Pentateuco. Isto faz com que seja, em muitos momentos, uma reflexão «a posteriori» do que se pensava ter sido a travessia do deserto, uma vez que o povo já tinha chegado à terra. Repete com frequência exortações como «escuta» ou «recorda»; só assim o povo viverá; de contrário, encontrará a sua própria ruína. O povo, uma vez estabelecido, viu que a terra dava para viver e até para viver com certa abundância. Os relatos do deserto passaram a ser «histórias dos avós». Moisés recorda ao povo em que consiste a fome, em que consiste o alimento; o que alimenta e o que não alimenta; como Deus sempre velou pelo seu povo; nunca o abandonou.

O texto na história da salvação. A história da salvação passa pela travessia do deserto, lugar de prova e de tentação. Rapidamente o povo protesta e se revolta contra o próprio Deus que lhe tinha dado a liberdade. Deus, de forma pedagógica, envia um alimento suficiente para sobreviver, mas escasso e sem corpo, para entenderem que as suas forças não provêm desse pão do «maná». O povo comeu-o, pôde seguir o seu caminho, mas quando chegou à terra prometida esqueceu-se do maná e de Deus. É verdade que nem só de pão vive o homem; o pão é necessário, é imprescindível, mas o alimento que sacia — que dá plenitude — só pode ser dado por Deus.

Palavra de Deus para nós: sentido e celebração litúrgica. A experiência de Israel no deserto, aprendendo a discernir o que alimenta e o que não tem substância, é uma antecipação e um símbolo da condição humana. Precisamos de procurar o verdadeiro alimento; o que sacia o ser humano só se encontra em Deus.

© Pedro Fraile Yécora, Homiletica
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo do Corpo e Sangue de Cristo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 20.6.14 | Sem comentários

PREPARAR O DOMINGO DO CORPO E SANGUE DE CRISTO

22 DE JUNHO DE 2014


Deuteronómio 8, 2-3.14b-16a

Moisés falou ao povo, dizendo: «Recorda-te de todo o caminho que o Senhor teu Deus te fez percorrer durante quarenta anos no deserto, para te atribular e pôr à prova, a fim de conhecer o íntimo do teu coração e verificar se guardarias ou não os seus mandamentos. Atribulou-te e fez-te passar fome, mas deu-te a comer o maná que não conhecias nem teus pais haviam conhecido, para te fazer compreender que o homem não vive só de pão, mas de toda a palavra que sai da boca do Senhor. Não te esqueças do Senhor teu Deus, que te fez sair da terra do Egipto, da casa de escravidão, e te conduziu através do imenso e temível deserto, entre serpentes venenosas e escorpiões, terreno árido e sem águas. Foi Ele quem, da rocha dura, fez nascer água para ti e, no deserto, te deu a comer o maná, que teus pais não tinham conhecido».



Deu-te a comer o maná, que teus pais não tinham conhecido


O Deuteronómio — o último livro do Pentateuco — é uma reflexão ou um discurso de Moisés ao povo mesmo antes de entrar na Terra Prometida, aonde ele já não chegará. Contém uma síntese da história da salvação e das leis que hão de reger a comunidade do povo de Israel.
No fragmento proposto para primeira leitura da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo (Ano A) é fundamental o verbo «recordar». Não se trata de uma simples evocação de uns factos ocorridos num passado mais ou menos longínquo, mas de tornar presente esse passado como oportunidade de salvação, de encontro com Deus, que ao longo da história nunca deixou de realizar prodígios em favor do seu povo: a saída do Egito, terra de escravidão; a passagem pelo deserto; o dom da água da vida do alimento do maná.
Os mandamentos que o povo de Israel tinha de observar não são como o peso de uma pedra que cai sobre a pessoa crente, mas são a prova e o testemunho da palavra viva de Deus, sempre presente na vida de cada pessoa. Quem observa o mandamento vive em diálogo permanente com Deus, que fala à vida de cada homem e de cada mulher.
É fundamental a referência ao pão, que alimenta o corpo; mas é imprescindível não esquecer que a vida só é possível a partir do diálogo constante com «toda a palavra que sai da boca» de Deus.

© Joan Ferrer, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
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Preparar o domingo do Corpo e Sangue de Cristo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 20.6.14 | Sem comentários
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