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PREPARAR O NATAL

25 DE DEZEMBRO DE 2013


Isaías 9, 2-7 (1-6)

O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz começou a brilhar. Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença, como os que se alegram no tempo da colheita, como exultam os que repartem despojos. Vós quebrastes, como no dia de Madiã, o jugo que pesava sobre o povo, o madeiro que ele tinha sobre os ombros e o bastão do opressor. Todo o calçado ruidoso da guerra e toda a veste manchada de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão pasto das chamas. Porque um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado. Tem o poder sobre os ombros e será chamado «Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz». O seu poder será engrandecido numa paz sem fim, sobre o trono de David e sobre o seu reino, para o estabelecer e consolidar por meio do direito e da justiça, agora e para sempre. Assim o fará o Senhor do Universo.



O povo... viu uma grande luz


Este hino de Isaías é provavelmente um hino litúrgico, próprio da entronização do rei. Sobe um novo rei ao trono de David e é proclamado como Rei Ideal, luz do povo, libertador, Príncipe perfeito. É a esperança do povo, presença da Justiça de Deus. O povo sabe que o seu destino depende do Rei, presença de Deus, capaz de levar o povo a cumprir a Aliança ou de estragar tudo e pôr em perigo a Promessa.
A Igreja viu desde sempre neste texto um anúncio perfeito de Jesus Cristo, plenitude desta esperança, presença da libertação de Deus. Nenhum rei histórico de Judá ou de Israel foi assim. Historicamente, este hino foi apenas um sonho, uma esperança. Em Jesus é um cumprimento, um sonho tornado realidade. Deus connosco é o Reino, a realização de todas as esperanças.

© José Enrique Galarreta, www.feadulta.com
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013

Preparar o Natal (Ano A), no Laboratório da fé, 2013

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 24.12.13 | Sem comentários

PREPARAR O NATAL

25 DE DEZEMBRO DE 2013


Celebrar o Natal parece muito fácil: há um bom ambiente, a religiosidade popular liga bem com a liturgia... Mas esta facilidade pode-se converter também num empecilho: porque pensamos que tudo acontecerá por si só e não dedicamos o tempo necessário a prepará-lo; ou, ao contrário, com medo que a celebração seja sempre igual todos os anos, empenhamo-nos em introduzir-lhe muitas coisas novas que acabam por ser um impedimento a viver com paz esta celebração, em cada ano repetida, mas também em cada ano esperada. Então, nem uma coisa nem outra: tem de se preparar bem, mas respeitando o que nos é oferecido pela própria liturgia.
O que não temos de deixar de fazer, isso sim, é aproveitar os momentos adequados para fazer com que o mistério do Deus feito homem seja realidade na vida concreta deste momento. Sem dúvida, que o estilo do papa Francisco, a sua maneira de estar próximo daquilo que ocorre no nosso mundo, as prioridades que tem apresentado, são uma marca neste sentido. O mais importante é que cada um, em cada lugar, descubra a melhor forma de viver e de transmitir a imensa alegria de contemplar o Deus feito humano, pobre, e o desafio a saber encontrá-lo em todos os lugares onde se manifesta: desde o pão e o vinho da Eucaristia até ao rosto dos abandonados deste mundo; desde qualquer pequeno gesto de ternura ou qualquer bom esforço que se tenha concretizado até às lutas pela justiça e pela dignidade em qualquer lugar do mundo.
Algumas coisas a ter em conta para ajudar a viver este tempo podem ser as seguintes:

As leituras

As leituras do dia de Natal e de todas as outras festas têm muita força. Escutadas ano após ano produzem um sentimento de alegria reencontrada. Por isso, será muito importante cuidar que em todas as celebrações se proclamem bem as leituras e se lhes dê toda a sua importância. Seguramente que nos dirão muito mais do que todos os comentários que lhes possamos fazer.

Os cânticos

É outro elemento da alegria reencontrada nestas festas. Tendo em conta dois níveis: os cânticos da celebração litúrgica e os cânticos populares. Na celebração litúrgica, procuraremos que sejam cânticos que transmitam o sentido daquilo que celebramos e que sejam conhecidos, cânticos a que todos se possam associar sem demasiada dificuldade (o que não impede de introduzir, de vez em quando, algum cântico novo). Quanto aos cânticos populares, serão usados na veneração da imagem do menino Jesus e nalgum encontro festivo que possamos organizar; ficaria bem fazer uma folha com a letra desses cânticos e distribuí-la com o incentivo de que sejam cantados, por exemplo, diante do presépio, em família.

O dia de Natal

A missa do galo continua a ser, em muitos lugares, o momento culminante das festas natalícias, se bem que há locais em que as mudanças dos costumes a relegaram para segundo plano. Em qualquer caso, é preciso assegurar que se possa viver este dia com a máxima intensidade festiva. Preparando com mais dedicação a missa principal, mas assegurando também que os que participam nas outras missas possam experimentar a mesma alegria da Boa Nova do Deis feito humano. Como já dissemos, dando todo o relevo às leituras e aos cânticos, proclamando o pregão de Natal, apresentando uma homilia que transmita a ternura de Deus para com todos os homens e mulheres, juntando, se parecer oportuno, algum ponto especial, desde que não tire protagonismo aquilo que é central... Tenhamos em conta que as leituras das três missas são intercambiáveis. E se há missa no dia 24 pela tarde ou ao anoitecer, em geral será melhor não fazer as leituras da missa da vigília, mas de uma das três missas próprias de Natal.

O dia da Epifania

A Epifania é a segunda grande festa de Natal. Celebramos a manifestação de Deus a todos os povos da terra, representados naqueles personagens vindos do Oriente. Já o dissemos e repetimo-lo: há que transmitir hoje, com todos os meios ao nosso alcance, a alegria da universalidade da salvação de Deus.

Além das celebrações

O tempo de Natal é um tempo de muita atividade social. Por isso, para não esquecermos o sentido cristão daquilo que celebramos, haverá que convidar a viver as celebrações, mas também a procurar conjuntamente outras ajudas. Ter um presépio em casa será uma delas. E também o será, embora possa ser mais complicado, ter algum tempo para ler, por exemplo, os relatos do nascimento de Jesus (capítulos 1 e 2 de Mateus e de Lucas) ou também ler poesia natalícia ou, melhor ainda, rezar a Liturgia das Horas...

© Josep Lligadas, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2013
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o Natal (Ano A), no Laboratório da fé, 2013
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 24.12.13 | Sem comentários
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