— aprender a rezar —

— Ano da Fé, fé professada — 

O «Credo» é sinal da nossa identidade cristã. «O ‘Credo’ é um símbolo porque, ao recitarmos este texto, reconhecemo-nos cristãos e parceiros de todas as gerações cristãs que nos precederam. É a expressão de uma fé comum, da fé da Igreja, e, por isso, tem de ser devidamente respeitado por todos. Esta dimensão eclesial da fé exige uma linguagem comum, ‘uma linguagem normativa para todos, que a todos une na mesma confissão de fé» (Catecismo da Igreja Católica, 185). Por isso, este ano pastoral será uma oportunidade para aprofundar os conteúdos do «Credo», a partir do Catecismo da Igreja Católica. 

— O domingo, dia da fé — 

Na Carta Apostólica sobre o Domingo, o Papa João Paulo II qualifica o domingo, entre outros atributos, como o «dia da fé». «O domingo revela-se como o dia da fé por excelência. […] O «Credo», recitado ou cantado, põe em relevo o carácter batismal e pascal do domingo, fazendo deste o dia em que, por título especial, o batizado renova a própria adesão a Cristo e ao seu Evangelho, numa consciência mais viva das promessas batismais» (n.º 29). 

— O Credo, símbolo da fé — 

O «Credo» é designado símbolo da fé. Esta denominação está perfeitamente conforme com a origem etimológica da palavra, porque o símbolo, originalmente, era um objeto partido em dois, permitindo o reconhecimento entre as duas partes de um pacto, de um contrato. Cada parceiro conservava consigo uma metade desse objeto, e quando se juntavam as duas partes, podiam reconhecer-se ligados pelo pacto que anteriormente tinham assinado. O símbolo tem o valor do reconhecimento. Da mesma forma, o «Credo» é um símbolo porque, ao recitarmos este texto, reconhecemo-nos cristãos e parceiros de todas as gerações cristãs que nos precederam. É a expressão de uma fé comum, a fé da Igreja. Existem três fórmulas «oficiais» do «Credo».

«Nos primeiros séculos, os cristãos eram obrigados a aprender de memória o Credo. É que este servia-lhes de oração diária, para não esquecerem o compromisso assumido com o Baptismo» [Bento XVI, «A Porta da Fé», 9]. «O Ano da Fé possa levar todos os cristãos a aprender de memória o Credo, a recitá-lo todos os dias como oração, de tal forma que a respiração seja acompanhada pela fé» [Subsídio pastoral para o Ano da Fé»].

— Credo batismal — 

A fórmula mais antiga é a profissão de fé nascida da liturgia batismal, que se faz sob a forma de pergunta/resposta, permitindo ao futuro batizado proclamar a fé em Deus Pai, Filho, Espírito Santo. Esta fórmula estava ligada à tripla imersão do candidato; é a mais simples e a mais solene. Utiliza-se sempre nos batismos e nós vivemo-la aquando da Vigília Pascal. 

Credes em Deus, Pai todo-poderoso,
criador do céu e da terra? 

Sim, creio. 

Credes em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, 
que nasceu da Virgem Maria, padeceu e foi sepultado, 
ressuscitou dos mortos e está sentado à direita do Pai? 
Sim, creio. 

Credes no Espírito Santo, na santa Igreja católica, 
na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, 
na ressurreição da carne e na vida eterna? 
Sim, creio. 


— Símbolo niceno-constantinopolitano — 

Creio em um só Deus, 
Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, 
de todas as coisas visíveis e invisíveis. 

Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, 
Filho Unigénito de Deus,
nascido do Pai antes de todos os séculos: 
Deus de Deus, Luz da Luz, 
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; 
gerado, não criado, consubstancial ao Pai. 
Por Ele todas as coisas foram feitas. 
E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos Céus. 
[faz-se uma inclinação desde «E encarnou» até «e Se fez homem»] 
E encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, 
e Se fez homem. 
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; 
padeceu e foi sepultado. 
Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; 
e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai. 
De novo há de vir em sua glória, 
para julgar os vivos e os mortos; 
e o seu reino não terá fim. 

Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, 
e procede do Pai e do Filho; 
e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: 
Ele que falou pelos Profetas. 
Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. 
Professo um só batismo para remissão dos pecados. 
E espero a ressurreição dos mortos, 
e a vida do mundo que há de vir. 
Ámen. 


— Símbolo dos Apóstolos — 

Creio em Deus, 
Pai todo-poderoso, 
Criador do céu e da terra; 
e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, 
[faz-se uma inclinação desde «que foi concebido» até «Virgem Maria»] 
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; 
nasceu da Virgem Maria; 
padeceu sob Pôncio Pilatos, 
foi crucificado, morto e sepultado; 
desceu à mansão dos mortos; 
ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos Céus; 
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, 
de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos. 

Creio no Espírito Santo; 
na santa Igreja Católica; 
na comunhão dos Santos; 
na remissão dos pecados; 
na ressurreição da carne; 
na vida eterna. 
Ámen. 


— Ano da Fé — 

«Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, 
o anseio de confessar a fé plenamente 
e com renovada convicção, com confiança e esperança. 
Será uma ocasião propícia também 
para intensificar a celebração da fé na liturgia, 
particularmente na Eucaristia, 
que é ‘a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja 
e a fonte de onde promana toda a sua força’. [...] 
Refletir sobre o próprio ato com que se crê, 
é um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo neste Ano» 
[Bento XVI, «A Porta da fé», 9].


8 comentários:
  1. Gostaria de saber, o que as crianças têm de saber para poderem realizar a profissão de fé.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Tem de saber bem o credo , saber o que é a fé , saber quem é Deus e levar o coração muito puro para quando fizerem a profissão de fé

      Eliminar
  2. Em princípio, a profissão de fé associada às crianças significa a festa do sexto ano de catequese. Penso que se refere a isso... Nesse caso, trata-se de uma caminhada catequética orientada de acordo com as propostas da comunidade a que pertence. As crianças precisam de aprender a viver o Evangelho, a viver a fé cristã com convicção, confiança, esperança e alegria. (Espero ter ajudado)

    ResponderEliminar
  3. sempre pensei que o credo mais antigo era o símbolo dos apóstolos, no entanto ainda há pouco tempo li que na realidade o credo niceno constantinonapolitano seria anterior ao símbolo dos apóstolos.Podem ajudar me a aclarar as ideias?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Onde leu essa informação sobre a antiguidade do Credo niceno-constantinopolitano? O mais comum é afirmar que se trata da profissão de fé mais recente e não a mais antiga. O Símbolo dos Apóstolos é «o antigo símbolo batismal da Igreja de Roma» (Catecismo da Igreja Católica, 194).
      A mais antiga é a fórmula batismal: pergunta/resposta. «Desde a origem, a Igreja apostólica exprimiu e transmitiu a sua própria fé em fórmulas breves e normativas para todos. Mas bem cedo a Igreja quis também recolher o essencial da sua fé em resumos orgânicos e articulados, destinados sobretudo aos candidatos ao Baptismo» (Catecismo da Igreja Católica, 186).
      Antes disso, conhecemos a primeira confissão de fé escrita na Primeira Carta aos Coríntios 15, 1-11: http://www.laboratoriodafe.net/2013/04/conforme-as-escrituras.html

      Eliminar
  4. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderEliminar
  5. gostava de saber sobre a parte do credo "de novo há-de vir para julgar os vivos e os mortos e o seu reino não terá fim"
    por favor ajudem me

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Encontra aqui: http://www.laboratoriodafe.net/p/esta-e-nossa-fe.html

      Eliminar

  • Recentes
  • Arquivo
  • Comentários