O Laboratório da fé

propõe um tempo litúrgico sob o signo da fé e da alegria


Alegrar-me sempre em Ti — 

Letra e Música de Tarcízio Morais — © Um só Senhor — © Edições Salesianas > > >

— Descobrir a alegria de acreditar

O Ano da Fé é um desafio a viver a alegria. No documento programático para este ano («A Porta da Fé»), o Papa faz várias referências à importância da alegria. Entre outras, destacamos três frases retiradas dos números dois e sete da sobredita Carta Apostólica: redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo (2); hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor duma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé (7); a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria (7). Por isso — e na sequência dos tempos litúrgicos de Advento e Natal — propomos que este tempo litúrgico até à Quaresma seja também vivido sob o signo da fé e da alegria: descobrir a alegria de acreditar.

— A alegria no dia a dia — 

Vamos começar 2013 com o firme propósito de redescobrir a beleza e a alegria da nossa rotina? Eu proponho o remédio do bom humor, da gentileza e da compreensão. Quantos problemas se solucionariam se evitássemos os maus modos e exercitássemos o apostolado do sorriso! > > >


— A Igreja alimenta-se da Palavra de Deus —


— Alimento para este tempo — «Vivei sempre alegres»

Primeira Carta aos Tessalonicenses 5, 16-21 — Irmãos: Vivei sempre alegres, orai sem cessar, dai graças em todas as circunstâncias, pois é esta a vontade de Deus a vosso respeito em Cristo Jesus. Não apagueis o Espírito, não desprezeis os dons proféticos; mas avaliai tudo, conservando o que for bom.

— Alimento diário da Palavra — 

«Alguns comem para ter forças para estudar a palavra de Deus. Outros, mais perspicazes, estudam a palavra de Deus para aprender a alimentar-se» [Rabi Nacham di Breslau]. Em cada dia propomos uma reflexão a partir do texto evangélico. O objetivo é «readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus» [Bento XVI, «A Porta da Fé», 3].

— Primeiro domingo — primeira semana —

> Segunda epifania — Hoje, é a segunda «epifania». A primeira foi no domingo passado; e a terceira epifania, no sentido manifestação de Deus a toda a humanidade, é no próximo domingo (com a leitura evangélica do sinal realizado nas Bodas de Caná). > > >
Palavra para hoje: Como um pecador — Jesus Cristo, realiza um gesto profético no início da sua missão: «Quando todo o povo recebeu o batismo, Jesus também foi batizado». Sobretudo, porque não precisava de se fazer batizar como um pecador nas águas do Jordão! > > >
Reflexão: Ele batizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo — O mais importante já não é a água, mas o Espírito Santo e o fogo. O Espírito Santo remete para a dimensão interior, a transformação interior profunda; o fogo para a dimensão exterior, o compromisso de ação. > > >
> Primeira semana: Pressupostos do nosso agir — Esta semana continuaremos a aprofundar as nossas convicções básicas. A convicção que nasce da nossa união com Deus situar-nos-á entre o povo (preferentemente o povo simples), com o coração em festa. > > >



— Segundo domingo — segunda semana —

> Terceira epifania — O que hoje nos apresenta o evangelista João é uma reflexão teológica, uma epifania. De facto, a Igreja durante muito tempo celebrava três acontecimentos na Epifania. > > >
Palavra para hoje: O amor à obra criadora — Louvai o Deus Esposo! Celebrai a aliança de Deus com o seu povo, com a Igreja, com a Humanidade! «Tu serás a alegria do teu Deus»: esta expressão abre um futuro que dá sentido à nossa vida. > > >
Reflexão: Manifestou a sua glória e os discípulos acreditaram n'Ele — A fé dos discípulos nasce da transformação da água em vinho, isto é, da experiência de alegria e de vida que fazem com Jesus Cristo. É também este o itinerário que se coloca diante de nós, particularmente neste Ano da Fé. > > >
> Segunda semana: O vinho de Jesus cura... liberta... e dá sinais... — Esta semana convida-nos a rever em que odres (com que instrumentos) levaremos o nosso vinho às pessoas. Porque até para os mais «liberais» é difícil libertar-se de uma tradição (religiosa) clericalizada ou renunciar a modelos cómodos mas já caducos e incapazes de continuar a dar vida hoje. > > >



— Terceiro domingo — terceira semana —

> Começa a missão — A primeira coisa que temos de ter em conta neste domingo é que Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado, começa a sua missão. Fá-lo no seu próprio ambiente, entre a sua gente, vinculando a Escritura de sempre com o «hoje» que se está a viver. > > >
Palavra para hoje: A sua graça está na ação — Em todos os sacramentos, muito mais na Eucaristia, a sua graça é dada em plenitude, para nos tornamos «um» no seu corpo. > > >
> Do início da narrativa de Lucas ao início da missão de Jesus — O excerto que ouvimos este domingo situa-se após o batismo de Jesus e a narração das suas tentações no deserto. Aparentemente tudo corre bem para o novo pregador. > > >
> Notas exegéticas — Lucas 1, 1-4; 4, 14-21 — A leitura evangélica deste domingo é formada por uma união de dois fragmentos independentes: o prólogo do evangelho (Lucas 1, 1-4) e o discurso de Jesus na sinagoga de Nazaré (Lucas 4, 14-21). > > > 
Reflexão: Jesus voltou à Galileia, com a força do Espírito — Só o Espírito nos pode capacitar para cumprir a nossa missão. Em todos os momentos da sua vida, até à morte e glorificação, deu pleno cumprimento à nossa libertação. Este é o programa de vida de Jesus! > > >
> Terceira semana: Nós, cristãos, recebemos todos os dias uma boa semente — O Reino não se tornará real enquanto continuarmos a pôr a nossa confiança no grandioso, o multitudinário, o poderoso, o rico. Daí não sairá nada. É o pequeno que produz mudanças. Temos que estar orgulhosos de ser pequenos; e tomar consciência de que a nossa pequenez é a nossa força. > > >


— Quarto domingo — quarta semana —

> Hoje — Deus manifesta-se em cada «hoje», em cada ser humano e em cada acontecimento. Neste «hoje» destaca-se o valor da vida quotidiana, na qual Deus está sempre presente. > > >
Palavra para hoje: A força da palavra de Deus — Amar, amar tem riscos e perigos. Amar com verdade. Descobrir esse amor e aprender com Jesus: por amor, vem a Nazaré para ensinar, sem nada lhes esconder. > > >
> Aceitar a humildade, confiar na contradição, amar o serviço — Aquele que pensa possuir direitos sobre Deus nunca o encontrará. Jesus vai dar aos habitantes de Nazaré dois exemplos de ação divina em favor de pagãos enquanto que o povo de Israel dela parecia excluída, como sucede em Nazaré. > > >
> Notas exegéticas — Lucas 4, 21-30 — São três as reações do auditório: admiração, desprezo e, por último, ódio mortal. Ao princípio, todos lhe prestam atenção e ficam maravilhados com as suas palavras. Contudo, depois, nasce a dúvida nos seus corações, pois as «palavras cheias de graça» pronunciadas por Jesus não encaixam com a sua origem humilde. > > > 
> Pequeninos do Senhor: Jesus e os nazarenos — O povo, não obtendo respostas convincentes aos seus interesses, ficou com raiva de Jesus, e expulsou-O da cidade. Jesus, porém, não se sente intimidado e continua a sua missão fora da Galileia. > > > 
Reflexão: Todos ficaram furiosos na sinagoga — Preferimos um Deus que premeia os bons e castiga os maus. Quando ultrapassar esta barreira, estarei pronto a entrar na dinâmica do amor anunciado e vivido por Jesus Cristo. Serei verdadeiramente cristão! > > >
> Terceira semana: O que podemos esperar se seguimos Jesus — Nesta semana, a última antes da Quaresma, somos convidados a tomar consciência, de forma realista, das complicações que comporta hoje em dia ser portadores da mensagem de Jesus. > > >


 
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