Viver a fé! [41]


«Doutrina social e compromisso dos cristãos leigos» é o título da segunda parte do último capítulo do Compêndio da Doutrina Social da Igreja. Este ponto divide-se nas alíneas: «o cristão leigo» (números 541 a 544); «a espiritualidade do cristão leigo» (545 e 546); «agir com prudência» (547 e 548); «doutrina social e experiência associativa» (549 e 550); «o serviço nos diversos âmbitos da vida social» (551 a 574).

O cristão leigo

«Com o Batismo, os leigos são inseridos em Cristo, tornam-se participantes da sua vida e da sua missão segundo a sua peculiar identidade» (541) que «nasce e alimenta-se dos sacramentos: do Batismo, do Crisma e da Eucaristia» (542). «É tarefa própria do fiel leigo anunciar o Evangelho com um exemplar testemunho de vida, radicado em Cristo e vivido nas realidades temporais: família; compromisso profissional no âmbito do trabalho, da cultura, da ciência e da investigação; exercício das responsabilidades sociais, económicas, políticas» (543). «O testemunho do fiel leigo nasce de um dom de graça, reconhecido, cultivado e amadurecido» (544).

A espiritualidade do cristão leigo

«Os fiéis leigos são chamados a cultivar uma autêntica espiritualidade laical que os regenere como homens e mulheres novos, imersos no mistério de Deus e inseridos na sociedade, santos e santificadores» (545). Por isso, «a síntese entre fé e vida exige um caminho ritmado com sabedoria pelos elementos qualificadores do itinerário cristão» (546): Palavra de Deus; celebração litúrgica; oração; a experiência eclesial; exercício das virtudes sociais; esforço de formação cultural e profissional.

Agir com prudência

«O fiel leigo deve agir segundo as exigências ditadas pela prudência» (547): «permite tomar decisões coerentes, com realismo e sentido de responsabilidade» (548).

Doutrina social e experiência associativa

«A doutrina social da Igreja deve entrar, como parte integrante, no caminho formativo do fiel leigo» (549). «A doutrina social da Igreja é importantíssima para as agregações eclesiais cujo esforço têm como objetivo a ação pastoral no âmbito social» (550).

O serviço nos diversos âmbitos da vida social

«A presença do fiel leigo no campo social é caracterizada pelo serviço, sinal e expressão da caridade que se manifesta na vida familiar, cultural, profissional, económica, política» (551). «Entre os âmbitos do empenho social dos fiéis leigos, destaca-se, antes de tudo, o serviço à pessoa humana» (552): «a afirmação do direito inviolável à vida, desde a conceção até à morte natural» (553). Também «a cultura deve constituir um campo privilegiado de presença e empenho» (554): «o fomento de uma cultura social e política inspirada no Evangelho» (555). Neste sentido, «a dimensão ética da cultura é, portanto, uma prioridade» (556). «O empenho social e político do fiel leigo no campo cultural assume atualmente algumas direções precisas. A primeira é a que procura garantir a cada um o direito de todos a uma cultura humana e civil» (557). «O segundo desafio [...] diz respeito ao conteúdo da cultura, ou seja, à verdade» (558). «Os cristãos devem prodigalizar-se em dar plena valorização à dimensão religiosa da cultura» (559). «Na promoção de uma autêntica cultura, os fieis leigos concederão grande relevo aos meios de comunicação social» (560): «possíveis e poderosos instrumentos de solidariedade» (561). Quer os profissionais, quer os que fruem dos meios de comunicação social têm «deveres éticos» e «obrigações» (562). «Diante da complexidade do contexto económico, o fiel leigo deixar-se-á guiar na sua ação pelos princípios do magistério social» (563). «Os cultores da ciência económica, os operadores do setor e os responsáveis políticos devem advertir para a urgência de se repensar a economia» (564). «Para os fiéis leigos, o compromisso político é uma expressão qualificada e exigente do compromisso cristão» (565). Aqui exige-se «a absoluta necessidade de uma qualificação moral da vida social e política» (566), «um cuidado especial na preparação do exercício do poder» (567), tornar presente os «valores morais próprios da vida social» (568), zelar pelo «funcionamento do sistema democrático» (569), não votar contra os «conteúdos fundamentais da fé e da moral» (570). «O empenho político dos católicos é frequentemente posto em relação com a ‘laicidade’, ou seja, a distinção entre a esfera política e a religiosa» (571). «O princípio da laicidade comporta o respeito por toda a confissão religiosa por parte do Estado» (572). «Um âmbito particular de discernimento [...] diz respeito à escolha dos instrumentos políticos» (573): partidos e posições «não incompatíveis com a fé e os valores cristãos» (574).

© Laboratório da fé, 2015 
Os números entre parêntesis dizem respeito ao «Compêndio da Doutrina Social da Igreja» 
na versão portuguesa editada em 2005 pela editora «Princípia» 





Laboratório da fé, 2014


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.7.15 | Sem comentários
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