MARIA, A MÃE DA EVANGELIZAÇÃO!


Mergulhados na «mística do instante», vivemos a Páscoa na redescoberta do sentido do tato: convidados a experienciar o toque do Ressuscitado. Antes de mais, remete para a possibilidade de nos deixarmos tocar, como no caso de Tomé: «foi o Ressuscitado quem tocou em Tomé, tocou-o com o dom da fé». Ora, Maria, como mãe, foi a primeira a ser tocada, ainda no ventre. Depois, desde Belém até ao Calvário, quantas vezes não terá tocado e sido tocada pelo seu Menino! Maria foi a pessoa que melhor viveu o sentido do tato na relação humana e espiritual com Jesus Cristo. Por isso, em maio, «mês de Maria», ela une-se ao convite pascal para nos deixarmos tocar por Jesus Cristo e pelo Evangelho.

Maio, Mês de Maria: a mãe da evangelização!

«Juntamente com o Espírito Santo, sempre está Maria no meio do povo. Ela reunia os discípulos para O invocarem (Atos 1, 14), e assim tornou possível a explosão missionária que se deu no Pentecostes. Ela é a Mãe da Igreja evangelizadora e, sem Ela, não podemos compreender cabalmente o espírito da nova evangelização» — é com estas afirmações que o papa Francisco inicia a reflexão sobre Maria na Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual. O Papa lembra que «ao pé da cruz, na hora suprema da nova criação, Cristo conduz-nos a Maria; conduz-nos a ela, porque não quer que caminhemos sem uma mãe [...]. Não é do agrado do Senhor que falte à sua Igreja o ícone feminino». Sãos os últimos quatro números (284 a 288) dedicados a «Maria, a mãe da evangelização»: «Ela é a mulher de fé, que vive e caminha na fé, e ‘a sua excecional peregrinação da fé representa um ponto de referência constante para a Igreja’. Ela deixou-Se conduzir pelo Espírito, através dum itinerário de fé, rumo a uma destinação feita de serviço e fecundidade. Hoje fixamos nela o olhar, para que nos ajude a anunciar a todos a mensagem de salvação e para que os novos discípulos se tornem operosos evangelizadores. [...] Há um estilo mariano na atividade evangelizadora da Igreja. Porque sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto. Nela, vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos, mas dos fortes, que não precisam de maltratar os outros para se sentir importantes. Fixando-a, descobrimos que aquela que louvava a Deus porque ‘derrubou os poderosos de seus tronos’ e ‘aos ricos despediu de mãos vazias’ (Lucas 1, 52.53) é mesma que assegura o aconchego dum lar à nossa busca de justiça. E é a mesma também que conserva cuidadosamente ‘todas estas coisas ponderando-as no seu coração’ (Lucas 2, 19). Maria sabe reconhecer os vestígios do Espírito de Deus tanto nos grandes acontecimentos como naqueles que parecem impercetíveis. É contemplativa do mistério de Deus no mundo, na história e na vida diária de cada um e de todos. É a mulher orante e trabalhadora em Nazaré, mas é também nossa Senhora da prontidão, a que sai ‘à pressa’ (Lucas 1, 39) da sua povoação para ir ajudar os outros. Esta dinâmica de justiça e ternura, de contemplação e de caminho para os outros faz d’Ela um modelo eclesial para a evangelização. Pedimos-Lhe que nos ajude, com a sua oração materna, para que a Igreja se torne uma casa para muitos, uma mãe para todos os povos, e torne possível o nascimento dum mundo novo. É o Ressuscitado que nos diz, com uma força que nos enche de imensa confiança e firmíssima esperança: ‘Eu renovo todas as coisas’ (Apocalipse 21, 5)».

Laboratório da Fé vivida

«Seguir os mistérios do Rosário deve, por esta razão, levar-nos a aprofundar as razões da nossa fé e a concretizar as obras que este dom exige. Obras que se apresentem como respostas credíveis a cenários de egoísmo e de indiferença. Se observarmos com atenção os contextos que nos rodeiam, não será difícil perceber que as Obras de Misericórdia se apresentam como indispensáveis. Não será oportuno pensarmos, neste mês de Maio, em modalidades objetivas e palpáveis para concretizar essas mesmas 14 Obras? Quantos momentos teremos para as viver!... Neste contexto, o mês de Maio será uma verdadeira escola, tendo Maria por Mestra da fé e da caridade. Aprenderemos a dar a vida e redescobriremos a nossa vocação de Filhos de Deus. Connosco teremos a responsabilidade pessoal de ir construindo um mundo diferente através de pequenos atos de amor que, diariamente, realizaremos para testemunhar uma vida verdadeiramente mariana. Com este testemunho também a Igreja terá um rosto mais materno, oferecendo vida a todos, sobretudo aos mais necessitados» (Dom Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga).

© Laboratório da fé, 2015

  • ORAÇÃO PARA TODOS OS DIAS > > >


Maria, a mãe da evangelização!


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 1.5.15 | Sem comentários
0 comentários:
Enviar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
  • Recentes
  • Arquivo
  • Comentários