REZAR O DOMINGO DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ

14 DE SETEMBRO DE 2014


Evangelho segundo João 3, 13-17

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Ninguém subiu ao Céu senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem. Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna. Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele».



Segunda, 8: SUBIU

Esta semana, a festa da Exaltação da Santa Cruz convida-nos a viver cada dia da semana acolhendo o imenso espaço aberto pela cruz. O evangelho escolhido para esta festa começa com as palavras de Jesus: Ninguém subiu ao Céu senão...». Senão o quê? Senão ele, pois claro! Hoje, vou rezar com a ajuda de tudo o que me pode fazer subir ao céu: um balão enchido com hélio nas mãos de uma criança, um grito de alegria ou de desespero com o rosto elevado, as mãos abertas em direção ao céu em sinal de louvor... E, como Maria, de quem hoje celebramos o nascimento, elevarei os olhos ao céu para fazer subir a minha oração.



Terça, 9: DESCEU

Jesus prossegue a sua frase dizendo que «ninguém subiu ao Céu senão Aquele que desceu do Céu». Depois do alto, o baixo. Depois do cume, o solo e o subsolo. Se a cruz se pode elevar para o céu, é porque está colocada sobre a terra. Para Deus, tudo aquilo que sobe, antes já tinha descido. Tudo o que está revestido de divindade já antes tinha desposado a terra, a humanidade. Hoje, rezarei olhando para baixo, terra a terra. É o caminho paradoxal que conduz ao Céu.



Quarta, 10: ELEVOU

Jesus não se fecha em abstrações. Toma o exemplo da serpente de bronze feita por Moisés e elevada num poste para que quem olhasse para ela fosse curado. A serpente elevada eleva o ser humano à sua dignidade de ser vivo. A cruz de Jesus também nos eleva à dignidade de filhos de Deus: não é o sinal traçado na fronte das crianças no dia do batismo? Hoje, rezarei com o que, na minha vida, me faz crescer e me eleva.



Quinta, 11: ELEVOU (BIS)

Jesus aplica a si mesmo o exemplo da serpente: «também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna». A cruz já não é mais um sinal de morte. Ela torna-se num sinal de vida, duma vida sem fim, duma vida que cada um pode «ter» se acreditar. Hoje, rezarei ao Senhor pedindo-lhe que faça crescer a minha fé, a minha confiança nele, a minha esperança na sua presença vivificante... enquanto o mundo não deixa de me enviar sinais de morte, de sofrimento e de fracasso. Senhor, eleva a minha fé.



Sexta, 12: AMOU E ENTREGOU

Deus é amor — sabemo-lo. Mas procuremos compreender até que ponto o amor que Deus tem pelo mundo — sim, Deus não detesta o mundo! — que O leva a agir de forma louca. Como? Dando o que tem de mais querido e de mais precioso: o seu Filho Unigénito. Deus é capaz de fazer o que poucos de nós seríamos capazes de fazer... Inacreditável? Não, é, justamente, o que Igreja nos pede para acreditar. Pai nosso, ensina-me a reconhecer o quanto sou amado por ti, embora eu não seja verdadeiramente digno.



Sábado, 13: ENVIOU PARA SALVAR

Para nos convencer de que Deus ama o mundo — e ama-o tanto! — Jesus serve-se de um outro vocabulário: a condenação e a salvação. Jesus é muito claro: Deus não enviou o seu Filho «para condenar o mundo» — quantas vezes é preciso dizê-lo para nos desembaraçarmos de qualquer espécie de medo? —, mas para que o o mundo seja salva pelo seu Filho. A cruz é o caminho percorrido pelo Filho para nos fazer passar com ele da morte para a vida. Hoje, rezarei não como um condenado, mas como um salvo. Vamos, experimenta!



Domingo, 14: EM CIMA, EM BAIXO, À ESQUERDA, À DIREITA

A cruz é um sinal que toca todo o espaço, da terra ao céu, dum horizonte ao outro. Ela é verdadeiramente o sinal dum amor louco, inaudito, completo e inimaginável de Deus pelo nosso mundo e por cada um de nós. A cruz é um sinal que abraça todo o nosso corpo, da cabeça aos pés, do ombro esquerdo ao ombro direito. Ela é verdadeiramente o sinal da vida eterna prometida a todos os corpos, graças àquele que, precisamente, nos dá o seu corpo a comer em cada Eucaristia. A cruz é um sinal que podemos traçar sobre o pão, sobre a fronte das crianças, sobre o corpo dos que sofrem e dos doentes... Ela é verdadeiramente o sinal de que todo o ser vivo e todas as coisas são chamados a ser consagrados, ou seja, a viver da vida de Deus.



© www.versdimanche.com
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014

Rezar o domingo da Exaltação da Santa Cruz (14 de setembro), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 8.9.14 | Sem comentários
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