FELIZ DAQUELA QUE ACREDITOU


Da Exortação Apostólica do papa Paulo VI para a reta ordenação e desenvolvimento do culto à bem-aventurada Virgem Maria («Marialis Cultus»), 34: «Observa-se que é difícil enquadrar a imagem da Virgem Maria conforme resulta de certa literatura devocional, nas condições de vida da sociedade contemporânea, e em particular nas da mulher. E isso, quer a consideremos no ambiente doméstico, onde tanto as leis como a evolução dos costumes tendem justamente para lhe reconhecer a igualdade e a corresponsabilidade com o homem, na direção da vida familiar; quer a consideremos no campo político, onde ela conquistou, em muitos Países, um poder de intervenção na coisa pública, a par do homem; quer a consideremos no campo social, onde ela desenvolve a sua atividade, nos mais variados setores operativos, deixando cada dia mais o restrito ambiente do lar; quer a consideremos no campo cultural, onde lhe são proporcionadas possibilidades novas de pesquisa científica e de afirmação intelectual».

Mistérios


  • PRIMEIRO MISTÉRIO
Ser pessoa. «O ser humano — tanto homem como mulher — é o único ser entre as criaturas do mundo visível que Deus Criador ‘quis por si mesmo’: é portanto uma pessoa. O ser pessoa significa tender à própria realização, que não se pode alcançar ‘senão por um dom sincero de si mesmo’» (João Paulo II, Carta Apostólica sobre a dignidade e a vocação da mulher, 7).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
Ser dom para os outros. «Modelo da interpretação da pessoa é o próprio Deus como Trindade, como comunhão de Pessoas. Dizer que o ser humano é criado à imagem e semelhança deste Deus quer dizer também que o ser humano é chamado a existir ‘para’ os outros, a tornar-se um dom» (João Paulo II, Carta Apostólica sobre a dignidade e a vocação da mulher, 7).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
Dignidade e vocação da mulher. «A mulher — como também o homem — deve entender a sua ‘realização’ como pessoa, a sua dignidade e vocação, em função dos recursos, segundo a riqueza da feminilidade, que ela recebeu no dia da criação e que herda como expressão, que lhe é peculiar, da ‘imagem e semelhança de Deus’» (João Paulo II, Carta Apostólica sobre a dignidade e a vocação da mulher, 10).

  • QUARTO MISTÉRIO
Maria assume e abraça o mistério da mulher. «Maria assume em si mesma e abraça o mistério da ‘mulher’, cujo início é Eva, ‘a mãe de todos os viventes’ (Génesis 3, 20): antes de tudo assume-o e abraça no interior do mistério de Cristo — ‘novo e último Adão’ (cf. 1Coríntios 15, 45) — o qual assumiu na sua pessoa a natureza do primeiro Adão» (João Paulo II, Carta Apostólica sobre a dignidade e a vocação da mulher, 11).

  • QUINTO MISTÉRIO
Maria é a revelação da mulher. «Maria é a revelação plena de tudo o que é compreendido na palavra bíblica ‘mulher’: uma revelação proporcional ao mistério da Redenção. Maria significa, em certo sentido, ultrapassar o limite de que fala o Livro do Génesis e retornar ao ‘princípio’ no qual se encontra a ‘mulher’ tal como foi querida na criação, portanto no pensamento eterno de Deus, no seio da Santíssima Trindade. Maria é o ‘novo princípio’ da dignidade e da vocação da mulher, de todas e de cada uma das mulheres» (João Paulo II, Carta Apostólica sobre a dignidade e a vocação da mulher, 11).

© Laboratório da fé, 2014

Maio 2014 — Mês de Maria: Feliz daquela que acreditou | 25 — pdf

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Feliz daquela que acreditou
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 25.5.14 | Sem comentários
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