FELIZ DAQUELA QUE ACREDITOU


Da Exortação Apostólica do papa Paulo VI para a reta ordenação e desenvolvimento do culto à bem-aventurada Virgem Maria («Marialis Cultus»), 30: «A Bíblia, ao apresentar de modo admirável o desígnio de Deus relativamente à salvação dos homens, acha-se toda ela impregnada do mistério do Salvador e encerra também, sem dúvida, desde o Génesis até ao Apocalipse, referências àquela que foi mãe e cooperadora do mesmo Salvador. Não desejaríamos, no entanto, que o cunho bíblico se limitasse a um uso diligente de textos e símbolos sapientemente tirados das mesmas Sagradas Escrituras; essa característica comporta algo mais: requer, efetivamente, que as fórmulas de oração e os textos destinados ao canto assumam os termos e a inspiração da Bíblia; e exige, sobretudo, que o culto à Virgem Santíssima seja permeado pelos grandes temas da mensagem cristã, a fim de que os féis, ao mesmo tempo que veneram aquela que é a Sede da Sabedoria, sejam também eles iluminados pela luz da Palavra divina e levados a agir segundo os ditames do Verbo encarnado».

Mistérios


  • PRIMEIRO MISTÉRIO
Exercícios inspirados no Rosário. «Em tempos recentes, vieram a ser criados alguns pios exercícios, que vão buscar inspiração ao santo Rosário. Entre estes, queremos fazer menção e recomendar os que inserem no esquema habitual das celebrações da Palavra de Deus alguns elementos típicos do mesmo Rosário, como por exemplo, a meditação dos mistérios e a repetição litânica da saudação angélica. Tais elementos adquirem assim um maior relevo, enquadrados como são na leitura de textos bíblicos, ilustrados pela homilia, rodeados de pausas de silêncio e sublinhados com o canto» (Paulo VI, MC 51).

  • SEGUNDO MISTÉRIO
O Rosário em família. «Queremos recomendar vivamente a recitação do santo Rosário em família. O II Concílio do Vaticano pôs bem em evidência que a mesma família, qual célula primeira e vital da sociedade, ‘deve mostrar-se, pela mútua piedade dos membros e pela oração dirigida a Deus em comum, como um santuário familiar da Igreja’ (AA 11)» (Paulo VI, MC 52).

  • TERCEIRO MISTÉRIO
Família, «Igreja doméstica». «A família cristã apresentar-se-á como ‘Igreja doméstica’ (LG 11), na medida em que os seus membros, cada qual no seu lugar e dentro das suas atribuições, se dão as mãos no promover a justiça, no praticar as obras de misericórdia, no dedicar-se ao serviço dos irmãos, tomando parte no apostolado da comunidade local mais ampla e inserindo-se no seu culto litúrgico» (Paulo VI, MC 52).

  • QUARTO MISTÉRIO
A oração em comum. A família é «Igreja doméstica», se os seus membros «elevarem a Deus orações suplicantes, em comum; se viesse a falhar este elemento no seio da família, então faltar-lhe-ia o próprio caráter de família cristã. Por isso, à recuperação da noção teológica da família, como Igreja doméstica, deve seguir-se um esforço por instaurar na vida da mesma família a oração em comum» (Paulo VI, MC 52).

  • QUINTO MISTÉRIO
A oração livre e tranquila do Rosário. «Ao concluir estas observações, prova da solicitude e da estima pelo santo Rosário, queremos recomendar que, na difusão de tão salutar devoção, as suas reais proporções não sejam nunca alteradas, e que jamais ela seja apresentada com inoportuno exclusivismo: o Rosário é uma oração excelente, em relação à qual, contudo, os fiéis se devem sentir serenamente livres, e solicitados a recitá-la com compostura e tranquilidade, atraídos pela sua beleza intrínseca» (Paulo VI, MC 55).

© Laboratório da fé, 2014

Maio 2014 — Mês de Maria: Feliz daquela que acreditou | 23 — pdf

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Feliz daquela que acreditou
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 23.5.14 | Sem comentários
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