PREPARAR O DOMINGO SEXTO DE PÁSCOA

25 DE MAIO DE 2014


Atos dos Apóstolos 8, 5-8.14-17

Naqueles dias, Filipe desceu a uma cidade da Samaria e começou a pregar o Messias àquela gente. As multidões aderiam unanimemente às palavras de Filipe, ao ouvi-las e ao ver os milagres que fazia. De muitos possessos saíam espíritos impuros, soltando enormes gritos, e numerosos paralíticos e coxos foram curados. E houve muita alegria naquela cidade. Quando os Apóstolos que estavam em Jerusalém ouviram dizer que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João. Quando chegaram lá, rezaram pelos samaritanos, para que recebessem o Espírito Santo, que ainda não tinha descido sobre eles: só estavam baptizados em nome do Senhor Jesus. Então impunham-lhes as mãos e eles recebiam o Espírito Santo.



Filipe desceu a uma cidade da Samaria


O texto no seu contexto
. Segundo o esquema geográfico do livro dos Atos dos Apóstolos, o Evangelho estende-se desde Jerusalém (terra de Judá, piedosa e observante do judaísmo) a Antioquia (terra da Síria, terra de pagãos), passando pela Samaria (terra intermédia, habitada por cismáticos do judaísmo). A evangelização desta zona difícil é atribuída pelo autor dos Atos a Filipe, um do grupo dos sete. Embora o motivo da viagem parece ter sido uma perseguição (8, 1), o narrador une-o ao encargo do próprio Jesus para anunciar a mensagem em «Jerusalém, na Judeia, na Samaria e até aos confins da terra» (1, 8). Samaria, considerada apóstata, pagã e infetada de sincretismo, é terra de operações para os evangelistas; ultrapassam-se as fronteiras de Jerusalém, cidade da ortodoxia e do puritanismo. Mas não basta o primeiro anúncio e o batismo em nome do Senhor Jesus; é necessária a imposição das mãos por parte dos apóstolos, através das quais se recebe o Espírito Santo.

O texto na história da salvação. A boa notícia de Jesus ressuscitado não se limita às muralhas de Jerusalém, ultrapassa-as. Pode ser que o motivo seja a perseguição dos cristãos helenistas; Deus escreve direito por linhas tortas. É um facto que a Igreja nasce da missão e vive da missão. Os apóstolos confirmam a missão de Filipe (comunhão) e invocam o Espírito Santo para que seja ele quem leve por diante a vida da Igreja nascente.

Palavra de Deus para nós: sentido e celebração litúrgica. A Igreja é missionária ou não é; a missão não é ideologia ou imposição de formas culturais estranhas; a missão nasce, cresce e vive sempre nova pela ação contínua do Espírito Santo.

© Pedro Fraile Yécora, Homiletica
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo sexto de Páscoa (Ano A), no Laboratório da fé, 2014


Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 22.5.14 | Sem comentários
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