ANO CRISTÃO


O Secretariado de Liturgia da diocese do Porto, num artigo do jornal «Voz Portucalense» (5 de março de 2008), apresenta as etapas próprias da Semana Santa. «Faz parte da Quaresma e ao mesmo tempo é já a Páscoa». As estapas são o Domingo de Ramos, a Quinta-feira (Santa), a Sexta-feira (Santa), o Sábado (Santo) e a Vigília Pascal.

Seguimos os momentos culminantes da vida de Jesus, não para apenas recordar o que aconteceu nesses dias e unirmo-nos aos Seus sentimentos, mas para vivermos esses acontecimentos que se tornam presentes, atuais, nas celebrações litúrgicas destes dias, sobretudo na Eucaristia. Esta semana, também chamada semana maior ou semana santa, é o coroamento das semanas da Quaresma. Faz parte da Quaresma e ao mesmo tempo é já a Páscoa que se prolonga e abre a 50 dias de júbilo (Pentecostes), a sete semanas de festa (os oito domingos ou a eternidade gloriosa no tempo).
As etapas são:
Domingo de Ramos: aclamamos. Iniciamos um caminho que leva à paixão e à morte, com cantos de alegria e aclamações de vitória. Não parece estranho? Não, não é delírio. O grande texto do dia é a Paixão (segundo S. Mateus [este ano], S. Marcos ou S. Lucas). Mas é a nossa fé que vai mais além da tragédia da cruz, que nos faz cantar e aclamar.
Quinta-feira: os dois testamentos. Na véspera de morrer, Jesus, que, tendo amado os seus, amou-os até ao fim, deixou à Sua Igreja dois sinais do Seu amor – o Seu testamento.
Primeiro: Amai-vos como Eu vos amei… Com um amor tecido de humildade e de serviço (exemplificado nessa noite ao lavar os pés aos discípulos).
Segundo: Fazei isto em memória de Mim. Dando aos discípulos o pão como Seu corpo e o vinho como Seu sangue, quis perpetuar a sua presença e comunhão de modo sensível.
Os dois testamentos são inseparáveis, estão indissoluvelmente unidos.
Sexta-feira: «Sou Rei». Contemplamos a Sua paixão e morte, não como espetadores, porventura comovidos, mas como seguidores. O Crucificado é o nosso Rei: Quando for levantado atrairei tudo a Mim.
Sábado: silêncio. A morte não é o fim. É o silêncio da fé que espera, confiadamente, a resposta decisiva do Pai, como esperou, naquele sábado, Maria, em Jerusalém.
Vigília pascal: a noite luminosa. Nos três últimos domingos, Jesus apresentou-se como Luz, Água e Vida. Na celebração desta noite (a celebração mais importante do ano, porque é a Páscoa – passagem da morte à vida), a luz (o círio pascal) ilumina a nossa noite, a água é sinal de fecundidade, a eucaristia pascal, solenemente anunciada pelos aleluias da ressurreição, enxerta-nos na vida nova que Cristo nos adquiriu e comunicou. E a festa não tem ocaso e comunica-se a tudo.

© SDL | Voz Portucalense
© Adaptação de Laboratório da fé, 2014



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Laboratório da fé celebrada, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.4.14 | Sem comentários
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