QUARESMA DE FÉ — SÁBADO DA PRIMEIRO SEMANA


Deuteronómio 26, 16-19

Moisés falou ao povo, dizendo: «O Senhor, teu Deus, ordena-te hoje que cumpras estas leis e mandamentos. Tu os guardarás e cumprirás com todo o teu coração e com toda a tua alma. Hoje obtiveste a promessa do Senhor de que Ele seria o teu Deus; e tu deves seguir os seus caminhos, cumprindo os seus mandamentos, leis e preceitos, e escutando a sua voz. E hoje o Senhor obteve de ti a promessa de que serás o seu povo, como Ele tinha declarado, e cumprirás os seus mandamentos. Ele te elevará pela glória, fama e esplendor, acima de todas as nações que formou, e serás um povo consagrado ao Senhor, teu Deus, como Ele prometeu.



Hoje obtiveste a promessa do Senhor de que Ele seria o teu Deus


O Deuteronómio tem um estilo profundo e próximo... Mesmo quando fala de mandamentos, fá-lo de tal maneira que nos faz esquecer o contexto do proibido. Introduz-nos num nível de proposta e resposta.
A proposta é uma aliança. Afeta Deus e o Povo: «Ele será o teu Deus e tu serás o seu Povo». Os compromissos são também recíprocos. Na leitura de hoje, o próprio Deus recorda ao povo os compromissos da aliança. São os mandamentos: compromissos derivados de uma relação consentida pelo Povo. Deus propõe e o povo aceita. O povo propõe, Deus aceita. O compromisso proposto por Deus e aceite pelo povo: «seguir os seus caminhos, cumprindo os seus mandamentos, leis e preceitos, e escutando a sua voz».
A finalidade do cumprimento dos mandamentos é «ser o Povo santo de Deus». Entrar na sua companhia e na comunhão dos irmãos. E desenvolver assim a dimensão interpessoal de uma relação, cuja iniciativa é de Deus; mas, aceite pelo ser humano, abre-lhe horizontes novos e insuspeitos.


Sinais para o caminho de fé


  • É preciso clarificar a relação fé/obras. Quando São Paulo fala da fé como a única que justifica, não está exatamente no problema fé/obras tal como se colocou depois, sobretudo a partir da Reforma.

  • São Paulo não exclui «as obras da fé». Ele próprio diz que «a fé torna-se operativa na caridade». E a «nova criatura» para a qual aponta não é possível sem deixar morrer as «obras da carne».

  • É preciso que, na vida cristã, coloquemos com seriedade a questão do cumprimento dos mandamentos Não pensando apenas nas nossas forças. Não ficando num cumprimento externo. Antes, prestando-lhes o que Paulo chama «obediência da fé».

  • Pensando bem, Paulo já tinha afirmado também a tese de Tiago: «a fé sem obras está morta».
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
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  • QUARESMA DE FÉ: Mateus 5, 43-48 > > >



Pedro Jaramillo – Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 15.3.14 | Sem comentários
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