PREPARAR O DOMINGO OITAVO

2 DE MARÇO DE 2014


Isaías 49, 14-15

Sião dizia: «O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-Se de mim». Poderá a mulher esquecer a criança que amamenta e não ter compaixão do filho das suas entranhas? Mas ainda que ela se esquecesse, Eu não te esquecerei.



Eu não te esquecerei


Num contexto de celebração da mudança de situação em Israel e da riqueza do futuro que está prestes a conceder, Deus, dirigindo-se ao Servo — um personagem misterioso, que não se consegue saber quem é, que intervém para transformar a situação absolutamente desesperada do povo — diz-lhe o que decidiu fazer e faz. Trata-se da obra salvadora de Deus, que será como um novo Êxodo, uma nova entrada na luz daqueles que viviam nas trevas. É uma realidade completamente nova que fará com que o céu, a terra e as montanhas proclamem gritos de alegria «porque o Senhor consola o seu povo e compadece-se dos desamparados» (Isaías 49, 13).
Perante esta perspetiva deslumbrante para os oprimidos e os sem voz, surge uma voz de dúvida por parte de Sião, a cidade destruída de Jerusalém: «O Senhor abandonou-me». Este grito de dor dos desvalidos tem como resposta um oráculo poderoso: Deus é como uma mãe que não se esquece do filho que amamenta. De facto, Deus é muito mais do que uma mãe; porque mesmo que alguma vez uma mãe se esquecesse da sua criatura, Deus nunca a esqueceria. Os exilados sabem que são objeto de um amor que é muito mais forte do que aquele que alguma mãe poderia alguma vez chegar a dar.

© Joan Ferrer, Misa dominical
© tradução e adaptação de Laboratório da fé, 2014
A utilização ou publicação deste texto precisa da prévia autorização do autor

Preparar o domingo oitavo (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 25.2.14 | Sem comentários
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