ANO CRISTÃO


A Editora Paulus traduziu e publicou (em 2010) uma obra italiana com comentários aos textos bíblicos proclamados nas celebrações eucarísticas. No volume dedicado às primeiras semanas do Tempo Comum («Leccionário Comentado. Regenerados pela Palavra de Deus. Volume 1: Tempo Comum. Semanas I-XVII» — organização de Giuseppe Casarin) faz uma breve apresentação das primeiras semanas do «Tempo Comum» e dos textos bíblicos propostos na LiturgiaA coleção está estruturada à maneira da «lectio divina», acompanhando progressivamente todo o ano litúrgico nos seus tempos fortes, nas suas festas mas também nos dias feriais, todas as vezes que a comunidade cristã é convocada para celebrar a Cristo presente na Palavra e no Pão eucarístico.

Terminado o Tempo de Natal […], o ritmo do Ano Litúrgico prossegue com a primeira parte do Tempo Comum, ou seja, os dias que decorrem entre o final do Tempo de Natal e o início do Tempo da Quaresma.
As primeiras oito semanas são caracterizadas por uma proposta deveras interessante da Palavra de Deus, que é contemplada na perspetiva de todo o percurso ferial que caracteriza as trinta e quatro semanas do Tempo Comum. E isto unido à palavra evangélica que a cada ano é proposta, segundo o mesmo ritmo temático. […]
Nos «anos pares» [nos dias feriais (segunda a sábado), a Liturgia organiza-se em dois ciclos: anos pares e anos ímpares, de acordo com a terminação de cada ano; por exemplo: 2014 termina em quatro logo trata-se de um «ano par»], a leitura começa pelos Livros de Samuel até chegar, sempre através de um percurso do Antigo e do Novo Testamento, até ao Apocalipse.
Nesta panorâmica geral, as primeiras oito semanas podem ser consideradas como uma introdução ao grande panorama da História da Salvação. 
[…]
Nos «anos pares», a leitura é caracterizada pelos dois livros de Samuel durante quatro semanas, juntamente com uma parte do Primeiro Livro dos Reis, o qual continua na semana seguinte. E enquanto a sexta e sétima semana contêm a Carta de Tiago, a oitava encerra parte da Primeira Carta de Pedro e a Carta de Judas. Temos portanto a proposta de vários livros. Se a História contida nos livros de Samuel e dos Reis apresenta as páginas mais características de uma caminhada em que se cruzam os mais variados acontecimentos, sempre narrados como «advertências»; as páginas do Novo Testamento permitem entrar em contacto, através das palavras de Tiago, Pedro e Judas, com os conselhos para a vida em Cristo (não esqueçamos que quer a Carta de Tiago, quer a Primeira Carta de Pedro são verdadeiras e autênticas homilias).

© Manlio Sodi | Editora Paulus
© Adaptação de Laboratório da fé, 2014
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Laboratório da fé celebrada, 2014
Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 13.1.14 | Sem comentários
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