VIVER O DOMINGO TERCEIRO


SEMANA 26 DE JANEIRO A 1 DE FEVEREIRO DE 2014 — AO RITMO DA LITURGIA



Domingo, 26 — Isaías 8, 23b – 9, 3 (9, 1-4)UMA LUZ SE LEVANTOU

Há um contraste entre a escuridão e a luz. Na tradição bíblica, a passagem das trevas para a luz é fruto da ação de Deus (DOMINGO: «Uma luz se levantou»). A luz é um símbolo usado para expressar a presença de Deus (SEGUNDA: «O Senhor, Deus do Universo, estava com ele») no mundo. Esta luz está sempre em contraste com a escuridão, com as trevas, que simbolicamente expressam o poder da morte. Então, aqueles que andavam nas trevas descobrem «uma grande luz». O resultado é a «alegria» (TERÇA: «Manifestações de alegria»), o «contentamento».
A vinda de Deus (QUARTA: «O Senhor anuncia que te vai fazer uma casa») dissipa as trevas. A luz de Deus ilumina a nossa maneira de viver (QUINTA: «Fazei segundo a vossa palavra»). Ao contrário, um mundo sem Deus deixar-nos-ia permanentemente ameaçados. Às escuras não vejo nada, repito apenas a escuridão (SEXTA: «Seja atingido e morra») que tende a ampliar-se e a confundir-nos. A luz revela a verdade. A luz esclarece as situações e é atrevida. A luz atreve-se a iluminar e a revelar a verdade (SÁBADO: «Pequei contra o Senhor»). Preciso, por isso, da luz de Deus para me olhar!
Onde o profeta Isaías viu levantar-se uma grande luz, Mateus revela-a em Jesus Cristo. Ele é a «grande luz» que desponta, que se levanta como sinal de salvação. Jesus Cristo é a luz que indica o caminho do Reino. Ele revela-nos a presença de Deus. Não o podemos apresentar como uma mera doutrina, uma «teologia fria». Ao fazê-lo estamos a dar razão aos que recusam a «luz da fé». Se a luz da fé se apaga, nós, os cristãos, tornamo-nos no que Jesus Cristo tanto temia: cegos a guiar outros cegos. Acreditar em Jesus Cristo, ser cristão, é deixar-se conduzir pela luz da fé. Quais são as «trevas» da minha vida que (mais) precisam da luz da fé?



Segunda, 27 – 2Samuel 5, 1-7.10: DEUS CONNOSCO

O rei David procurou a (re)unificação do povo judeu. As tribos do norte, juntamente com as do sul, reconhecem a realeza de David. A conquista de Jerusalém torna-se um ponto alto da instauração do reinado de David. O povo reconhece a eleição divina de David. A consolidação do seu reinado é fruto da bênção de Deus: «O Senhor, Deus do Universo, estava com ele». A história bíblica associa (sempre) as capacidades humanas à eleição e proteção divinas. A histórica bíblica ensina-nos a reconhecer que somos eleitos e protegidos por Deus. O crente sabe que não está sozinho; Deus acompanha-o no caminho da vida. O nosso Deus é o Deus connosco.



Terça, 28 – 2Samuel 6, 12b-15.17-19ALEGRIA

A Arca da Aliança («arca de Deus») continha as tábuas da Lei (Dez Mandamentos). Era sinal da presença de Deus no meio do povo. Com a conquista de Jerusalém e da sua escolha para capital do reinado de David, este decide trasladar a arca para a «Cidade de David». A presença da Arca em Jerusalém vai assumir um grande valor teológico. O acontecimento foi um grande motivo de festa, para David e para todo o povo. Daí, as «manifestações de alegria». Hoje, Deus está connosco, somos habitados pelo seu Espírito. Na verdade, somos templos de Deus. É motivo de festa? Como manifestamos a alegria pela presença de Deus em nós?



Quarta, 29 – 2Samuel 7, 4-17CASA

David quer construir uma «casa» para Deus. Mas será Deus a construir uma «casa» (uma descendência) para David: «O Senhor anuncia que te vai fazer uma casa». A profecia situa-se no presente, recorda o passado e remete para o futuro. Todas as dimensões do tempo estão envolvidas pela presença de Deus. Todas as circunstâncias da vida estão envolvidas pela presença de Deus. Não há nada que esteja fora da «casa» de Deus. A presença de Deus dissipa as trevas e ilumina a nossa maneira de viver. Deus precede sempre os nossos gestos. Ninguém pode determinar o dom de Deus. Compete-nos (apenas) ter a nossa «casa» preparada para o acolher com gratidão. 



Quinta, 30 – 2Samuel 7, 18-19.24.29PALAVRA

O anúncio do profeta Natã desperta no coração de David uma oração de agradecimento. Ao dom gratuito de Deus, David responde com o reconhecimento da sua simplicidade e pequenez: «Fazei segundo a vossa palavra». Neste texto estão presentes alguns aspetos essenciais da oração: colocar-se diante de Deus; acolher o dom de Deus; reconhecer a própria pequenez; dar graças pelo dom recebido; deixar que se cumpra a vontade de Deus. A oração confiante é uma bela chave de leitura da história bíblica. Ao longo dos tempos, há de se repetir a mesma confiança de David: «Fazei segundo a vossa palavra». Hoje, deixo que esta confiança brote do meu coração e da minha boca!



Sexta, 31 – 2Samuel 11, 1-4a.5-10a.13-17PECADO

Em elaboração...



Sábado, 1 – 2Samuel 12, 1-7a.10-17ARREPENDIMENTO

Em elaboração...



© Laboratório da fé, 2014


Viver o domingo terceiro (Ano A), no Laboratório da fé, 2014

Postado por Marcelino Paulo Ferreira | 26.1.14 | Sem comentários
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